O sol que brilha lá fora e as temperaturas, com toque de verão, convidam a saídas e passeios ao ar livre. Mas atenção: as concentrações de pólenes estarão ao rubro em Portugal continental até ao próximo dia 9.

Os dados são da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), que torna públicas as estimativas para os próximos dias, confirmando que os pólenes, os parceiros das alergias, estarão em níveis muito elevados nas regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, Entre Douro e Minho, Beira Litoral, Beira Interior, Lisboa e Setúbal, Alentejo e Algarve. Ou seja, em praticamente todo o País.

E serão sobretudo os pólenes de árvores como carvalho, pinheiro, bétula, oliveira, sobreiro e de ervas como urtiga, parietária, azeda, tanchagem, quenopódio e gramíneas que vão dar mais problemas.

O que fazer para evitar os sintomas das alergias

A alergia ao pólen causa reações no aparelho respiratório (asma e rinite alérgica), nos olhos (conjuntivite alérgica) ou na pele (urticária e eczema). 

Por isso, a SPAIC aconselha a que se programem as saídas tendo em conta os locais de baixas contagens polínicas, evitando a realização de atividades ao ar livre quando as concentrações polínicas forem elevadas.

Passeios no jardim, cortar a relva, campismo e a prática de desporto na rua irão aumentar a exposição aos pólenes e o risco para as alergias.

Sempre que se fizerem viagens de carro, o melhor mesmo é manterem-se as janelas fechadas, o que permite os passeios, reduzindo significativamente o contacto com os pólenes. Os motociclistas deverão usar capacete integral. Em casa, o mesmo deve ser feito, ou seja, manter as janelas fechadas.

Usar óculos escuros é uma forma eficaz e prática de evitar queixas oculares, sempre que se sai à rua, não devendo ainda ser esquecido o comprimento da medicação prescrita, outra forma de combater os sintomas de alergia.