crise económica fez reduzir a mortalidade

Mortalidade na Europa caiu durante a crise económica de 2008

Por | Investigação & Inovação

A taxa de mortalidade na Europa tem vindo a cair, fruto de muitos e diferentes fatores. Mas o que aconteceu durante a crise económica? Houve alterações nesta tendência? De acordo com um novo estudo, não só se manteve esta redução, como ainda se acentuou.

Relaizado pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal) e publicado na revista Nature Communications, o trabalho tinha como objetivo descobrir se a tendência de queda da mortalidade europeia acelerou durante os períodos de crise económica.

Para isso, os pesquisadores analisaram os dados sobre a mortalidade diária e as variações registadas no Produto Interno Bruto (PIB) per capita em 140 regiões de 15 países europeus, entre os quais Portugal, para o período de 2000 a 2010.

Menos poluição, menos acidentes de trabalho e de trânsito

A análise estatística do conjunto de dados não só mostrou uma aceleração da queda da mortalidade durante o período da crise económica, mas também revelou que os países e regiões onde a recessão foi maior corresponderam àqueles onde a redução foi mais acentuada.

Uma relação que, segundo os especialistas, está associada a vários fatores. “Os períodos de recessão macroeconómica estão associados a reduções nos níveis de poluição, assim como no número de acidentes de trabalho e de trânsito, que são os fatores que provavelmente têm o maior impacto no aumento da queda na mortalidade”, explica Joan Ballester, investigador do ISGlobal e primeiro autor do estudo.

“Há também um menor consumo de álcool e tabaco e uma diminuição no estilo de vida sedentário e obesidade, embora os mecanismos subjacentes ainda não estejam bem estabelecidos. Há estudos que apontam para a influência de fatores como o stress no trabalho”, acrescenta. 

A investigação encontrou uma grande diversidade de casos no contexto europeu. Em Espanha, por exemplo, onde a mortalidade antes da recessão foi reduzida a uma taxa de 2% ao ano, o impacto da crise económica foi profundo, de tal forma que a mortalidade caiu para 3% ao ano.

Na Alemanha, por outro lado, onde a recessão não foi tão grave, a redução da mortalidade passou de uma queda de 2,4% ao ano para apenas 0,7%.

“Deve ser especificado que as recessões em si não são um fator desejável para fomentar um aumento da expectativa de vida. Nesse sentido, devemos tentar garantir que períodos de expansão económica sejam compatíveis com melhor qualidade do ar, menos acidentes e melhores hábitos de vida”, refere Joan Ballester.

menu especial no restaurante do Chakall

Menu especial celebra o Dia dos Namorados e ajuda crianças com cancro

Por | Iniciativas

Se ainda não tem planos para o Dia dos Namorados, que tal celebrar o amor com uma refeição confecionada por um conceituado chef e, ao mesmo tempo, contribuir para uma boa causa? Este é o convite feito pelo chef Chakall e pela Fundação Rui Osório de Castro (FROC),  que tem como principal missão apoiar e proteger as crianças com cancro e os seus familiares.

O menu (almoço e jantar) do próximo dia 14 vai, por isso, ser especial. No El Bulo Social Club, em Lisboa, o sabor das refeições vai mesmo ser único, até porque terá um carácter solidário, com 2€ do seu valor a reverter a favor do trabalho da FROC, feito através da partilha de informação fidedigna capaz de esclarecer questões relacionadas com o cancro infantil e promover a investigação em oncologia pediátrica.

“O cancro é a primeira causa de morte por doença nas crianças”

Na apresentação do menu, que contou com a participação de convidados especiais, como Camané ou o alpinista João Garcia, Chakall explicou que se trata de uma forma de “chegar a mais pessoas, convidando-as a virem ao El Bulo Social Club no dia 14 de fevereiro desfrutar destes menus e ajudar, assim, a contribuir para a causa da Fundação Rui Osório de Castro”.

Cristina Potier, diretora-geral da FROC, agradeceu a oportunidade, referindo que “esta é mais uma forma de dar a conhecer a fundação. Este ano completamos 10 anos de existência, ao longo dos quais temos apoiado as famílias destas crianças, prestando esclarecimentos sobre a doença através de seminários, publicações e o portal PIPOP, e também apoiando a investigação em oncologia pediátrica, praticamente inexistente, mas fundamental para o avanço nas respostas aos vários tipos de cancro infantil”.

“O cancro é a primeira causa de morte por doença nas crianças, mas ao contrário do que acontece nos adultos a taxa de sobrevivência é muito positiva, de cerca de 80%”, confirmou Cristina Potier.

“Mas há ainda muito para fazer. É preciso saber mais sobre o cancro pediátrico. É preciso mais investigação para percebermos melhor as suas causas, chegar a uma taxa de sobrevivência de 100% e para que sigam a sua vida com o mínimo de sequelas. Só aí o nosso trabalho deixará de fazer sentido.”

No dia 14 de fevereiro, os menus solidários estarão disponíveis no El Bulo Social Club ao almoço (12h30-16h00) e ao jantar (19h00-1h00). 

No Dia dos Namorados, a ementa vai ser especial.

Quer saber qual a melhor dieta para si? Os genes têm a resposta

Por | Bem-estar

É verdade que o verão ainda parece distante, que o sol não convida, nem pouco mais ou menos, a idas a banhos. Mas para as que começam cedo a pensar em como vão caber naquele biquíni guardado na gaveta, a guerra das dietas já começou. O que comer? Quanto comer? Qual a melhor dieta? Estas são algumas das questão que se repetem, ano após ano. A resposta é agora dada pela genética.

Cada um tem um perfil genético único, o que significa que tem necessidades nutricionais que lhes são exclusivas. Por isso, a dieta que funciona para uns, nem sempre tem os mesmos resultados para todos.

E é por isso também que um plano alimentar baseado na genética é duas a três vezes mais eficaz do que um plano convencional. É aqui que entra a nutrigenética, que se apresenta como a solução que adapta os estilos de vida à genética de cada um.

“A grande maioria das pessoas tem uma ideia generalizada do que significa ter uma alimentação saudável: redução de hidratos de carbono, ingestão de carnes brancas, leguminosas e frutas, e prática de exercício físico regular. Mas, nesta equação, falta um fator indissociável, que é o nosso perfil genético”, explica Carla Guilhas, especialista em Medicina Preventiva Personalizada da SYNLAB.

“Os genes podem ser comparados a uma impressão digital: são únicos em cada pessoa e, por isso, definem as nossas características individuais. Características essas que podem ser a explicação para o facto de, por exemplo, fazermos diariamente um certo tipo de desporto e alimentação que consideramos que são os mais recomendados na perda de peso e depois não vemos resultados.”

A culpa pode ser, pelo menos em parte, da genética. “A notícia ainda melhor é que isso não é motivo para desistir. Conhecendo o seu perfil genético, obtém os resultados pretendidos com mais facilidade. A nutrigenética é a base da nutrição personalizada: permite conhecer as necessidades do organismo e elaborar um plano alimentar personalizado para suprir essas mesmas necessidades,” acrescenta.

O que ‘diz’ a genética

Mas não é apenas na alimentação e no desporto que a genética tem influência. Através de estudos de nutrigenética de prevenção é possível descobrir qual a eficácia do metabolismo da gordura, do açúcar, da cafeína, do álcool e da lactose (fatores importantes na perda de peso), identificar o risco de lesões e obter informação sobre a predisposição para determinado tipo de doenças (como a obesidade), tendências (consumo de açúcares e envelhecimento) ou dependências (álcool e nicotina).

redução de açúcar na Coca-Cola

Coca-Cola reduziu 33% do conteúdo de açúcar por litro

Por | Nutrição

Numa altura em que a redução dos níveis de açúcar nos alimentos e bebidas se tornou uma verdadeira batalha, alimentada pelo aumento do número de casos de doenças associadas ao seu consumo excessivo, várias têm sido as empresas apostadas em reformular as suas ofertas. É o caso da Coca-Cola que, nos últimos 18 anos, conseguiu reduzir 33% o conteúdo de açúcares por litro do total de vendas em Portugal.

Uma redução que resulta de uma aposta na inovação, através da reformulação de produtos para reduzir ou eliminar o conteúdo de açúcar das bebidas, assim na oferta de novas opções de bebidas com menor teor de açúcar adicionado.

Desta forma, desde 2014 que tem reduzido o açúcar na maioria das suas marcas no nosso país, algo que continua a fazer.

Contas feitas, desde 2014 que a marca reduziu, em Portugal, a percentagem de açúcares adicionados nas bebidas, como é disso exemplo a redução de 86,5% na Fanta Uva, 81,8% na Sprite ou 42,9% no Nestea Limão.

Para além disso, as bebidas sem ou com baixas calorias já representam 34% do total de vendas da Coca-Cola em Portugal.

Produtos sem açúcar, light ou zero já representam 25% da oferta

Foi a partir de 2010 que a Coca-Cola começou a oferecer, em Portugal, uma alternativa sem adição de açúcar na maioria das marcas e já tem uma opção sem adição de açúcar na maioria das categorias de bebidas.

No caso de bebidas biológicas, todas apresentam certificação biológica, são 100% elaboradoras a partir de ingredientes biológicos, não levam corantes nem conservantes e contêm um reduzido teor de adoçantes biológicos.

Desta forma, a companhia conta atualmente com 105 referências de bebidas, das quais 27 correspondem a produtos sem açúcar adicionado, light ou zero, o que representa mais de 25% do portefólio total.

E aposta também numa maior informação nutricional na rotulagem que favoreça as decisões corretas do consumidor, bem como a promoção da utilização de embalagens mais pequenas.

Vários tamanhos e informação nutricional detalhada

Foi também a pensar no controlo da ingestão de açúcares e calorias que a Coca-Cola em Portugal coloca à disposição dos consumidores vários formatos e embalagens, oferecendo até 16 opções de tamanhos diferentes, para que, de forma esclarecida, os consumidores possam escolher o que melhor se adapta a cada momento e ocasião.

Do mesmo modo, continua a trabalhar para ter uma informação nutricional ampla e clara para que o consumidor possa tomar decisões corretas com base em todas as informações disponíveis na rotulagem de todos os seus produtos.

profissões que mais 'castigam' a coluna

As profissões que mais ‘castigam’ a coluna

Por | Bem-estar

Dores nas costas há muitas e ainda que os motivos possam ser diferentes, o trabalho costuma ser uma das causas mais prováveis, confirma Luís Teixeira, médico ortopedista. O mesmo que enumera as profissões que mais marcas deixam na coluna e dá conselhos para minimizar os problemas.

A lista é da North American Spine Society e inclui profissões que, à partida, até parecem inofensivas para a coluna. Mas não se deixe enganar. E siga estes conselhos, até porque a mudança de trabalho pode nem sempre ser uma opção.

Motoristas

“As profissões que obrigam o trabalhador a passar várias horas atrás de um volante são talvez as mais problemáticas para a coluna”, adianta o ortopedista.

“Motoristas de camiões e até condutores de empresas car-sharing passam demasiado tempo sentados em posições inadequadas e, muitas vezes, têm também de carregar com excesso de peso de bagagens e mercadorias.”

Para reverter a situação, antes de começar a viajar:

  • “Ajuste o banco a um ângulo de 100 graus para evitar que as costas estejam mal posicionadas.”
  • “Sente-se perto o suficiente do volante para garantir que os seus cotovelos e joelhos estão ligeiramente fletidos.”
  • “Utilize também uma almofada para dar um apoio extra à zona lombar.”

Dentistas ou Cirurgiões

“Para além de passarem demasiado tempo na mesma posição, os dentistas e cirurgiões têm de mudar várias vezes a posição do seu pescoço, virando e torcendo a região cervical, provocando imensa pressão na coluna, além de terem uma postura que exige um posicionamentos prolongados”, explica.

“É por isso que muitos destes clínicos sofrem, desde muito cedo, de problemas nas costas e no pescoço.” 

Reverter a situação é possível:

  • “Utilize sistemas de iluminação e ampliação, que permitem um campo de visão mais próximo do médico, possibilitando que o relaxamento do seu pescoço, evitando dente modo a sobrecarga nestas articulações.”
  • “No caso dos dentistas, se tiverem cadeiras com apoio para os braços, devem utilizá-las de forma a garantir maior suporte aos membros superiores, evitando esforços exagerados.”

Trabalhadores da Construção Civil

Pesos, maquinaria pesada e vibrações que percorrem todo o corpo são alguns dos desafios que estes profissionais enfrentam ao longo do dia. “Os movimentos que estes operários diariamente fazem (pesos, tensões exageradas, falta de descanso) provocam demasiada pressão muscular, levando a distensões, entorses e danos mais permanentes, a longo prazo”, explica Luís Teixeira. 

Para minorar as consequências, há que ter cuidados:

  • “Se tiver de levantar um material com mais de 20 ou 25 quilogramas, peça ajuda a um colega ou use um carrinho.”
  • “Tenha muita atenção à forma como pega nos objetos e tente distribuir o seu peso uniformemente.”
  • “Utilize também equipamentos com pegas para que possa transportar os objetos com maior segurança.”

Trabalhadores de Escritório

Também no escritório há perigos, mais discretos mas nem por isso menos inócuos. “O simples facto de passar o dia sentado a olhar para o computador pode provocar imensos problemas na coluna por se encontrar sempre na mesma posição”, garante o clínico. 

  • “Opte por fazer intervalos, de hora a hora, levantar-se, realizar alongamentos ou por fazer pausas para atender o telefone enquanto caminha.”
  • “Não se sente demasiado relaxado.”
  • “Mantenha as ancas alinhadas na cadeira e os calcanhares devidamente apoiados no chão.”
  • “Coloque uma almofada na zona lombar, procure que a sua cadeira tenha apoio de braços e que o seu computador esteja ao nível dos olhos para que o pescoço não esteja inclinado.”

Mãe a tempo inteiro

Ficar em casa não é um descanso. Pelo contrário, com as dores nas costas a serem um problema frequente. “Andar sempre com uma criança ao colo e com uma mala pesada e carregada de biberons, brinquedos, fraldas e tudo o que o bebé precisa pode forçar muito a coluna”, explica o ortopedista.

Para aliviar a pressão nos ombros, pescoço e costas:

  • “Use uma mochila com alças largas e resistentes para transportar tudo o que precisa para o bebé, distribuindo o peso de forma mais uniforme.”
  • “Invista também num sling ou numa mochila tipo marsúpio para transportar a criança de forma mais ergonómica e confortável para ambos.”

Mecânicos

“Trabalhar com carros exige que os mecânicos mudem várias vezes para posições incomodas (principalmente as costas), de forma a conseguirem observar atentamente todas as zonas de um veículo”, garante o ortopedista. “Este tipo de movimentos provoca não só dores mas também lesões nas costas.”

Aqui, recomenda-se que:

  • Estejam sempre o mais próximo possível da viatura e da peça em questão, “para evitar ter de esforçar demasiado os músculos, tendões, articulações e ossos em redor de toda a coluna vertebral”.

Empregados de Armazém

Caixas, caixotes e pesos vários são uma realidade constante na vida de um empregado de armazém, o que exige demasiada pressão na zona da coluna, tal como explica o ortopedista. “Estes funcionários, ao carregarem pesos tão elevados, estão suscetíveis a sofrer várias lesões repentinas ao nível coluna.”

Para prevenir acidentes, deve sempre tomar todas as precauções necessárias antes de segurar numa caixa ou caixote e pensar sempre qual a melhor forma para proteger as suas costas. 

Enfermeiros

“A enfermagem é uma das profissões mais desgastantes tanto a nível físico como psicológico”, avança o ortopedista.

“Os enfermeiros passam grande parte dos turnos de pé e a andar, enfrentando elevados níveis de stress, para além de muitas vezes terem de levantar, transportar e assistir os seus doentes durante alguns procedimentos, o que provoca muita pressão no pescoço e coluna, deixando estas zonas mais vulneráveis.”

De maneira a evitar lesões:

  • Durante as pausas, os enfermeiros devem massajar a zona da coluna. “Enrole os ombros, mexa o pescoço e estique os braços para ajudar a aliviar a pressão nestas zonas.”
  • “Se estiver a ter um dia particularmente stressante, procure um sítio calmo onde possa alongar durante alguns minutos para aliviar e reduzir a tensão no corpo.”
  • A prática desportiva, é um complemento muito importante nestes casos.
mais casos de sarampo na Europa

Número de casos de sarampo triplicou na Europa em 2018

Por | Bem-estar

Há vários anos que os números não eram tão altos: em 2018, o sarampo matou 72 crianças e adultos na região europeia, revela a Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com os dados disponíveis, foram 82.596 as pessoas que, em 47 dos 53 países desta região, contraíram a doença. Os dados referentes às hospitalizações revelam que, em pelo menos dois terços dos casos (61%), as complicações obrigaram mesmo a um internamento.

O número total de pessoas infetadas com o vírus em 2018 foi o mais alto nesta década: três vezes mais que em 2017 e 15 vezes mais do que em 2016.

Número de crianças vacinas a crescer

Nem tudo são, no entanto, más notícias. As crianças estão a ser vacinadas contra o sarampo mais do que nunca, progresso que continua a ser desigual entre e dentro dos países, deixando desprotegidos grupos crescentes de populações suscetíveis, o que teve como resultado um número recorde de pessoas afetadas pelo vírus em 2018.

Dados que leva, a OMS a apelar aos países europeus para que direcionem as suas intervenções para os lugares e grupos onde persistem falhas na vacinação.

De facto, o surto de casos de sarampo em 2018 seguiu-se a um ano em que a Região Europeia alcançou a maior cobertura estimada para a segunda dose de vacinação contra o sarampo (90% em 2017). Foram mais as crianças, em 2017, com as duas doses da vacina no prazo definido, do que em qualquer ano desde que a OMS começou a recolher estes dados, em 2000.

A cobertura com a primeira dose da vacina também aumentou ligeiramente, para 95%, o nível mais alto desde 2013.

O quadro de 2018 deixa claro que o ritmo atual de progresso no aumento das taxas de imunização será insuficiente para impedir a circulação do sarampo”, refere a propósito Zsuzsanna Jakab, diretora regional da Europa.

“Embora os dados indiquem uma cobertura vacinal excecionalmente alta a nível regional, também refletem um número recorde der pessoas afetadas e mortas pela doença. Isto significa que as lacunas a nível local ainda oferecem uma porta aberta para o vírus”, acrescenta.

“Precisamos de fazer mais e melhor proteger cada pessoa contra doenças que podem ser facilmente evitadas.”

Os países com mais casos

Entre janeiro e dezembro de 2018, os países com mais casos de sarampo foram:

  • Ucrânia (53.218)
  • Sérvia (5.076)
  • Israel (2.919)
  • França (2.913)
  • Itália (2.517)
adoçantes não fazem mal ao intestino

Impacto negativo dos adoçantes no intestino sem provas

Por | Nutrição

Não há evidências suficientes para associar os adoçantes não calóricos ao aumento do apetite, ingestão a curto prazo ou risco de desenvolver diabetes ou cancro. A garantia é dada por um novo estudo, que fez a revisão de vários trabalhos sobre o tema.

Publicado recentemente na revista científica Advances in Nutrition, o trabalho confirma que “são necessárias mais investigações sobre os efeitos dos adoçantes na composição da microbiota intestinal dos seres humanos para, assim, confirmar qualquer efeito que possa ter sido encontrado em estudos experimentais em animais”.

É por isso que Ángel Gil, presidente da Fundação Ibero-Americana de Nutrição (FINUT) e professor de Bioquímica e Biologia Molecular na Universidade de Granada, considera que “todos os adoçantes aprovados na União Europeia são seguros e o seu impacto na microbiota é insignificante, desde que a ingestão diária seja inferior à dose diária admissível. Para além disso, os adoçantes de baixas calorias parecem ter efeitos benéficos por se comportarem como autênticos prébióticos”.

Os perigos do açúcar

O consumo de açúcares, sobretudo sacarose, tem vindo a aumentar em todo o mundo, o que tem causado preocupação quanto aos possíveis efeitos adversos para a saúde e ao desenvolvimento de doenças crónicas. Tanto é, que instituições como a Organização Mundial da Saúde recomendaram a redução do consumo de açúcares livres.

É aqui que entram os adoçantes, capazes de substituir os açúcares porque imitam o seu sabor doce, mas têm pouco ou nenhum impacto na ingestão diária de energia e são frequentemente mais doces do que a sacarose.

Consumo de adoçantes é “seguro”

O principal objetivo desta revisão foi sintetizar e analisar, de uma forma crítica, as evidências sobre os efeitos dos adoçantes na composição da microbiota no intestino humano.

Uma análise que permitiu observar que, “entre os adoçantes não nutritivos e não calóricos, apenas a sacarina e a sucralose provocam mudanças significativas na microbiota, embora o seu impacto na saúde humana seja desconhecido”, explica o Ángel Gil. 

Como todos os outros aditivos alimentares, os adoçantes não calóricos estão sujeitos a um controlo rigoroso de segurança realizado pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, a agência norte-americana Food and Drug Administration, bem como outras instituições internacionais, como o Comité Misto FAO/OMS de Peritos no domínio dos Aditivos Alimentares e a Agência Internacional para a Investigação do Cancro.

Por isso, “a utilização de adoçantes, que passa por controlos rigorosos por parte destes organismos, é segura dentro dos níveis da Dose Diária Admissível”, conclui Ángel Gil.

plantas que limpam o ar

Criada em laboratório nova planta capaz de limpar o ar da sua casa

Por | Ambiente

E se, em vez de um purificador de ar, pudesse ter plantas capazes de eliminar os agentes poluentes do ar lá de casa? Seria mais económico e sem dúvida mais ecológico. E não, já não é coisa de ficção. Há um grupo norte-americano que teve a ideia e já conseguiram modificar geneticamente plantas, que se tornaram autênticos filtros.

Ter o ar da casa livre de poluentes não é fácil. Até porque a maioria dos filtros não consegue ‘prender’ as moléculas mais pequenas, como o clorofórmio, presente em pequenas quantidades em água com cloro, ou o benzeno, um componente da gasolina que se acumula quando tomamos banho ou fervemos água. E tanto a exposição a um, como ao outro foram associados ao cancro.

Foi por isso que investigadores da Universidade de Washington decidiram modificar geneticamente uma planta de casa comum, a epipremnum aureum, conhecida como jiboia, que a tornou capaz de remover o clorofórmio e o benzeno do ar à sua volta.

As plantas modificadas expressam uma proteína, chamada 2E1, que transforma estes compostos em moléculas que as próprias podem usar para sustentar o seu crescimento. 

Uma planta que cresce bem em todo o lado

“As pessoas não têm realmente falado muito sobre estes compostos orgânicos perigosos que se encontram nas casas, e acho que é porque não podemos fazer nada sobre eles”, afirma em comunicado Stuart Strand, autor sénior do estudo e professor do departamento de Engenharia Civil e Ambiental da universidade.

“Agora, projetamos estas plantas de interior para que possam remover estes poluentes por nós.”

Um trabalho que decorreu ao longo de dois anos, de acordo com outro dos investigadores, Long Zhang, que justifica a escolha desta planta. “É robusta e cresce bem em todos os tipos de condições”.

Missão cumprida: plantas eliminam poluentes

O passo seguinte foi testar a forma como as plantas modificadas removem os poluentes do ar, comparando essa tarefa com a de uma planta normal da mesma espécie.

Para as plantas não modificadas, a concentração de cada gás não mudou com o tempo. Mas no caso das plantas modificadas, a concentração de clorofórmio caiu 82% após três dias, e quase não foi detetada ao sexto dia.

A concentração de benzeno também diminuiu nos frascos de plantas modificadas, mas mais lentamente: no oitavo dia, a concentração de benzeno caiu cerca de 75%.

Trabalho vai continuar

“Se tiver uma planta a crescer no canto de uma sala, isso terá algum efeito naquela sala”, explica Stuart Strand. “Mas sem fluxo de ar, levará muito tempo para uma molécula do outro lado da casa alcançar a planta.”

Por isso, a equipa está atualmente a trabalhar para aumentar as capacidades das plantas, adicionando uma proteína que pode quebrar outra molécula perigosa encontrada no ar doméstico: o formaldeído, presente em alguns produtos de madeira, como pisos laminados e armários, e no fumo do tabaco.

os riscos da epilepsia

Saúde oral dos doentes com epilepsia em risco

Por | Saúde Oral

Em Portugal, cerca de 50 mil pessoas sofrem de epilepsia, a doença neurológica mais comum no mundo. Um problema que, explica João Braga, médico dentista do grupo Best Quality Dental Centers (BQDC), tem consequências não só devido “aos efeitos secundários da medicação efetuada para tratamento/prevenção de crises”, mas também resultante dos “acidentes que podem ocorrer durante uma convulsão”. 

A propósito do Dia Internacional da Epilepsia, que se assinala a 11 de fevereiro, o especialista salienta o “risco aumentado de cáries, aumento do volume do tecido gengival, sangramento gengival, sensação de boca seca, aumento da incidência de úlceras e aftas e cicatrização mais demorada”, que são as implicações orais mais comuns que decorrem do tratamento feito por quem vive com epilepsia.

Cortes e perda de dentes na sequência de ataques

Ainda que cerca de dois terços destes doentes tenham as suas crises bem controladas, resultado do cumprimento diário da sua medicação, estas podem acontecer.

E, com elas, “traumatismos faciais, lacerações da língua e lábios devido a mordeduras, deslocação do disco da articulação temporomandibular, o que pode implicar incapacidade de fechar a boca e até perda dos dentes anteriores”. Situações que, explica o médico, são resultantes de “possíveis quedas durante um ataque epilético”.

É, por isso, importante “uma vigilância regular no médico dentista”, uma vez que, reforça João Braga, “todos estes problemas são detetados com um bom exame intraoral e possuem tratamento”.

comida funcional ajuda a combater doenças

A comida como ‘medicamento’: livro sugere as melhores receitas para tratar doenças

Por | Nutrição

Não é mais um livro de dietas. E também não é outro repositório de receitas que promete mundos e fundos. O novo livro da nutricionista Lillian Barros, A Comida que vai Mudar a sua Vida, procura antes desenvolver o tema da nutrição funcional, aquela que, mais do encher a barriga, previne e ajuda a combater doenças.

“Valorizam-se as «calorias boas», a «comida que faz bem» e incentiva-se o regresso do prazer de comer”, refere a especialista, comentando, nas primeiras páginas do livro, editado pela Manuscrito, que muita coisa mudou nos últimos anos no que à alimentação diz respeito. 

A dieta deixou de ser um conjunto de alimentos proibidos, de ingredientes que não podemos colocar no prato sob pena de perder o comboio do corpo perfeito, para passar a ser uma lista do que podemos e devemos incluir na alimentação diária, com o objetivo de nos fazer sentir bem e até mesmo curar problemas existentes.

Testemunho de sucesso na primeira pessoa

“Receitas práticas, simples, saborosas e sobretudo que ajudam a encontrar o seu estado máximo de vitalidade” é o que promete este livro, que oferece soluções à medida de diferentes problemas de saúde, desde colesterol, osteoporose, anemia, obstipação, entre muitos outros.

Que tal uma Salada de Quinoas Tricolor para reforçar o sistema imunitário? Ou um Gelado de Amendoim para aumentar a energia? Ou ainda um Frango de Limonada para normalizar a tensão arterial? Estas são apenas algumas receitas que, garante a nutricionista, funcionam.

E o melhor exemplo disso mesmo é a própria que, antes de completar três décadas de vida, foi confrontada com uma sarcoidose, doença autoimune rara, cujo tratamento inclui a toma de corticoides durante longos períodos de tempo. Medicação que é conhecida por provocar aumento de peso.

Foi não só para o evitar, mas sobretudo para conseguir, como explica, uma “alimentação verdadeiramente anti-inflamatória, preventiva e energizante, para fazer frente às consequências” do que era a sua doença que decidiu olhar para o que comia com ainda mais atenção.

E não tem dúvidas que a alimentação foi “o melhor remédio” para fazer frente à consequências da medicação tomada.

O novo livro da nutricionista incide sobre a nutrição funcional.