O envelhecimento é um processo natural ao qual todos estamos sujeitos. O rosto é o espelho mais visível deste processo, acelerado muitos vezes por fatores como a genética, a exposição ao sol, álcool, tabagismo, dietas e stress. Por isso mesmo, o facelift, ou ritidoplastia, tem cada vez mais adeptos, que procuram eliminar rugas ou imperfeições.

“Nos últimos dois anos, este procedimento tornou-se um dos mais comuns, até porque o rosto, mais do que qualquer outra parte do corpo, mostra os sinais do envelhecimento”, explica Luiz Toledo, cirurgião plástico que acrescenta: “um facelift não vai parar o envelhecimento, mas permite uma aparência mais jovem”. 

Facelift, um procedimento com poucas complicações

Dependendo do objetivo, a intervenção pode durar de uma a quatro horas, sob anestesia local ou geral. “Um dos aspetos mais importantes do facelift é a reposição do volume perdido. Isto pode ser obtido suturando as estruturas profundas ou pela injeção de gordura, que é aspirada de outra área”, explica o especialista.

As cicatrizes, uma das maiores preocupações de quem procura este procedimento, não são visíveis, uma vez que, no caso de ser necessária, a incisão é feita à frente ou atrás da orelha, pelo que é escondida nas dobras naturais ou pelo cabelo. 

Por vezes, é necessário ajustar também os músculos do pescoço, para obter um resultado mais harmonioso, para uma aparência natural. “Neste caso, uma pequena incisão sob o queixo pode ser usada. Se necessário, os tecidos profundos do rosto e do pescoço podem ser reposicionados. A pele é levantada e o excesso é removido.”

Para melhorar o contorno, a cirurgia do pescoço pode envolver ainda uma lipoaspiração ou lipoescultura. 

No facelift, as complicações não são frequentes, o que aumenta a confiança de quem o procura. “Normalmente, o paciente volta ao trabalho ao fim de dez a 14 dias, embora com algumas restrições, pois as atividades que envolvem maior esforço físico devem ser retomadas, apenas, após duas a três semanas, além da exposição solar, que deve ser evitada por dois meses”, explica o especialista.