Bica, carioca, cappuccino, pingado, cheio ou curto, cafés há muitos. Assim como há também muitos que se perdem no sabor e aroma encorpado desta bebida, perdendo a conta ao número de chávenas bebidas. Mas ainda que o café possa ser parte integrante da rotina diária, quanto é considerado demais?

Uma investigação feita pela University of South Australia arrisca um número: seis. É este o limite. A partir da 6.ª chávena, o café passa a ser prejudicial à saúde, aumentando o risco de doenças cardiovasculares em até 22%. 

Apostados em saber mais sobre a relação entre o consumo de café a longo prazo e estas doenças, Ang Zhou e Elina Hyppönen, do Centro Australiano de Saúde de Precisão, lançaram mãos à obra. E revelam o ponto em que o excesso de cafeína pode causar pressão arterial elevada, um dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

O que torna esta a primeira vez que um limite máximo é associado a um consumo seguro de café e à saúde cardiovascular.

Três mil milhões de chávenas consumidas em todo o mundo

“O café é o estimulante mais consumido no mundo”, refere Elina Hyppönen. “Ele acorda-nos, aumenta a nossa energia e ajuda a concentração, mas as pessoas perguntam sempre ‘quanta cafeína é demais?'”, acrescenta.

“A maioria das pessoas concorda que, se alguém toma muito café, pode sentir-se nervoso, irritado ou até mesmo ter náuseas, isso porque a cafeína ajuda o corpo a trabalhar mais depressa e com mais força, mas também sugere que se atingiu o limite naquele momento.”

“Também sabemos que o risco de doença cardiovascular aumenta com a pressão alta, uma consequência conhecida do consumo excessivo de cafeína.”

O que significa, refere ainda, que “para manter um coração saudável e uma pressão arterial saudável, as pessoas devem limitar os seus cafés a menos de seis chávenas por dia. Com base nos nossos dados, seis foi o ponto de inflexão em que a cafeína começou a afetar negativamente o risco cardiovascular”.

“Estima-se que três mil milhões de chávenas de café sejam apreciadas todos os dias à volta do mundo”, refere a mesma fonte. “Conhecer os limites do que é bom e o que não é é imperativo. Tal como acontece com muitas coisas, é tudo uma questão de moderação”.