Há-os espalhados pelos hospitais e clínicas, mas também em formato portátil, em pequenas embalagens que podem facilmente ser transportadas nas malas de mão. Os antisséticos, que ajudam a desinfetar as mãos, são alternativas à lavagem das mesmas e funcionam. No entanto, quando se trata de manter os germes afastados, não há nada melhor do que uma boa lavagem com água e sabão.

Quem o diz é Roland Newman II, médico de medicina familiar da Penn State Health, uma universidade norte-americana. De acordo com o especialista, agora que se aproxima a época das gripes e constipações, ter o antissético à mão no carro, na mochila ou na secretária facilita a manutenção da saúde.

“Para as pessoas em geral, são super convenientes e acho que têm um lugar na higiene das mãos”, refere. Até porque nunca como agora foram tão fáceis de usar: já os há agradavelmente perfumados e até com hidratantes para evitar que a pele seque.

O problema surge quando os utilizadores negligenciam a lavagem tradicional das mãos em favor dos produtos à base de álcool.

“Lavar adequadamente com água e sabão pode realmente livrar as mãos de mais germes e, dependendo daquilo com que se entra em contacto, até com alguns produtos químicos”, refere Newman.

Como conseguir uma boa lavagem das mãos

Por vezes, quando a pele está realmente suja, apenas uma lavagem das mãos consegue a limpeza desejada. E o segredo aqui, refere Newman, é esfregar vigorosamente as mãos por cerca de 20 segundos.

“O que o sabão faz quando se esfrega é liberar toda a sujidade e partículas de germes da superfície da pele”, afirma. “Estes ficam presos na espuma do sabão. Assim, quando se enxagua, todos os germes e detritos são lavados.”

Fria, quente ou muito quente, a temperatura da água não importa. É o tempo gasto a lavar e enxaguar adequadamente que é essencial para uma boa lavagem das mãos.

Quando isto não for possível, então deve usar-se um desinfetante com teor de álcool de 60 a 95%.

Resistência: mito ou realidade?

Embora as alegações feitas pela maioria dos desinfetantes, que apregoam ser capazes de eliminar 99% das bactérias e dos germes, sejam verdadeiras, o especialista considera que, ainda assim, alguns vírus podem ‘escapar’. “Nem todos os desinfetantes são eficazes contra o norovírus e algumas bactérias.”

Quanto aos que associam o uso destes produtos com o aumento da resistência das bactérias, embora considere que esta é uma preocupação legítima, que está a ser estudada e discutida, Newman refere que tem mais a ver com os sabonetes antibacterianos do que com desinfetantes para as mãos.