Com mais de 400 mortes anuais atribuídas aos diferentes tipos de cancro de pele em Portugal, é importante que as pessoas não se protejam apenas dos raios ultravioleta (UV) do sol, mas que verifiquem também regularmente se há algo fora do comum na sua pele.

Os efeitos da radiação ultravioleta podem danificar a pele, levando ao desenvolvimento de cancro. A adoção de uma abordagem de bom senso na prevenção, através de escolhas de estilo de vida que incluam medidas de proteção solar, irá reduzir o risco da doença. Estratégias que passam por limitar o tempo passado ao ar livre quando o sol é mais prejudicial, protegendo o corpo o máximo possível, com recurso a óculos de sol, chapéus e mangas compridas e usando um protetor solar de FPS 30 ou mais alto nas áreas expostas.

Embora sardas e sinais sejam, em geral, inofensivas, é importante realizar autoexames regulares e avaliar a pele, tal como recomenda a Associação Americana de Oncologia, que deixa sugestões para reconhecer os sinais de alerta do cancro de pele.

A assimetria é algo a avaliar. Os sinais não cancerígenos têm tipicamente uma forma simétrica, o que não acontece com os restantes.

Têm também, geralmente, contornos lisos e bem definidos, ao contrário do que acontece com os sinais cancerígenos, que tendem a ter contornos irregulares ou recortados.

A cor deve também ser tida em conta. Os sinais não cancerígenos têm normalmente uma cor, enquanto os cancerígenos podem ter diferentes tons de castanho ou preto. À medida que crescem, as cores vermelha, branca ou azul podem também aparecer.

Outro sinal de alerta tem a ver com a dimensão e, finalmente, a evolução: qualquer mudança no tamanho, formato, cor ou elevação de uma mancha na pele, ou qualquer novo sintoma que esta apresente, como sangramento, comichão ou crostas, pode ser preocupante.

Se esteve ao sol e encontrou uma destas alterações na sua pele, é importante fazer um check-up. Qualquer lesão cutânea ou alteração deve ser prontamente avaliada por um médico, de preferência um dermatologista, para avaliar a necessidade de uma biópsia.