limpar com lixívia

Limpar com lixívia pode criar poluentes que contaminam o ar de casa

Por | Ambiente

Ao longo de gerações, a lixívia tem sido usada para limpar e desinfetar as casas. No entanto, o seu uso pode ser perigoso para a saúde, confirma um estudo, que confirma que os vapores que resultam do seu uso, em combinação com a luz e um composto cítrico encontrado em muitos produtos domésticos, podem formar partículas no ar que são prejudiciais quando inaladas por pessoas ou animais.

Publicado na revista Environmental Science & Technology, o trabalho revela que os produtos de limpeza com lixívia emitem compostos que contêm cloro, como ácido hipocloroso (HOCl) e gás cloro (Cl2), que podem acumular-se a níveis relativamente altos em ambientes internos pouco ventilados.

Estes gases podem reagir com outros produtos químicos encontrados com frequência nas residências de cada um, como o limoneno, um composto com aroma de laranja ou limão adicionado a muitos produtos de cuidados pessoais, produtos de limpeza e purificadores de ar.

A isto junta-se a iluminação interna ou a luz do sol, que entra através das janelas e contribui para formar uma reação que, em conjunto com outros compostos, são origem a partículas do ar, os chamados aerossóis orgânicos secundários (SOAs).

Poluentes que têm sido associados a problemas respiratórios e outros efeitos adversos para a saúde. O investigador Chen Wang, da Universida e os colegas queriam ver se os vapores de limoneno e a lixívia, em concentrações que provavelmente ocorrem em ambientes internos, poderiam reagir para produzir SOAs sob condições de luz e escuridão.

A experiência confirmou que, de facto, em ambientes com luz solar, foram de facto criados SOAs. E embora a composição e os possíveis efeitos para a saúde destas partículas precisem ser estudados de uma forma mais aprofundada, os cientistas acreditam que podem representar riscos ocupacionais para as pessoas envolvidas em atividades de limpeza.

poluição do ar e risco de morte

Estudo confirma associação entre poluição urbana e risco de morte

Por | Ambiente

Se dúvidas houvesse, um novo estudo, feito em vários países, confirma que o risco de mortalidade está associado à exposição a pequenas concentrações de poluição do ar.

Publicado no New England Journal of Medicine, o trabalho, liderado pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, no Reino Unido e pela Universidade de Fudan, na China, revelou que a exposição até mesmo a uma pequena quantidade de poluição do ar urbana pode aumentar imediatamente o risco de mortalidade.

Naquela que é a maior avaliação epidemiológica até o momento sobre os efeitos de curto prazo da poluição do ar, os investigadores recolheram dados de 652 cidades de 24 países, referentes ao período entre 1986-2015, e aplicaram métodos estatísticos sofisticados para comparar a mortalidade diária com os níveis de matéria particular.

E verificaram que, em média, um aumento de 10 microgramas por m3 nas partículas inaláveis ​​(PM10) e finas (PM2,5) está associado a um aumento na mortalidade de 0,44% e 0,68%.

“Embora o aumento percentual na mortalidade pareça pequeno, este risco pode levar a um excesso significativo no número de mortes, dada a exposição generalizada e as grandes populações que vivem em áreas urbanas”, revela Antonio Gasparrini, dum dos principais autores do estudo.

Rever os limites da poluição do ar

A aplicação de métodos analíticos aos dados internacionais permitiu fazer uma comparação do risco entre as populações que vivem em diferentes regiões. E embora tenham sido identificadas diferenças, foi possível medir uma associação positiva em todos os 24 países, independentemente do nível médio de poluição e do cenário socioeconómico.

Haidong Kan, da Fudan University, outro dos autores seniores do estudo, considera que “a consistência do risco estimado em vários países e população acrescenta evidências sobre o potencial nexo causal entre a exposição à poluição do ar e o aumento a curto prazo na mortalidade, e na carga de saúde e socioeconómica associada”.

Segundo Antonio Gasparrini, “estes resultados devem ser considerados ao avaliar os benefícios potenciais de intervenções para reduzir a poluição do ar urbano e ao rever os limites regulatórios existentes”.

pólenes em níveis elevados

Sofre de alergias? Então estas informações e dicas são para si

Por | Ambiente

O sol que brilha lá fora e as temperaturas, com toque de verão, convidam a saídas e passeios ao ar livre. Mas atenção: as concentrações de pólenes estarão ao rubro em Portugal continental até ao próximo dia 9.

Os dados são da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), que torna públicas as estimativas para os próximos dias, confirmando que os pólenes, os parceiros das alergias, estarão em níveis muito elevados nas regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, Entre Douro e Minho, Beira Litoral, Beira Interior, Lisboa e Setúbal, Alentejo e Algarve. Ou seja, em praticamente todo o País.

E serão sobretudo os pólenes de árvores como carvalho, pinheiro, bétula, oliveira, sobreiro e de ervas como urtiga, parietária, azeda, tanchagem, quenopódio e gramíneas que vão dar mais problemas.

O que fazer para evitar os sintomas das alergias

A alergia ao pólen causa reações no aparelho respiratório (asma e rinite alérgica), nos olhos (conjuntivite alérgica) ou na pele (urticária e eczema). 

Por isso, a SPAIC aconselha a que se programem as saídas tendo em conta os locais de baixas contagens polínicas, evitando a realização de atividades ao ar livre quando as concentrações polínicas forem elevadas.

Passeios no jardim, cortar a relva, campismo e a prática de desporto na rua irão aumentar a exposição aos pólenes e o risco para as alergias.

Sempre que se fizerem viagens de carro, o melhor mesmo é manterem-se as janelas fechadas, o que permite os passeios, reduzindo significativamente o contacto com os pólenes. Os motociclistas deverão usar capacete integral. Em casa, o mesmo deve ser feito, ou seja, manter as janelas fechadas.

Usar óculos escuros é uma forma eficaz e prática de evitar queixas oculares, sempre que se sai à rua, não devendo ainda ser esquecido o comprimento da medicação prescrita, outra forma de combater os sintomas de alergia.

plantas que limpam o ar

Criada em laboratório nova planta capaz de limpar o ar da sua casa

Por | Ambiente

E se, em vez de um purificador de ar, pudesse ter plantas capazes de eliminar os agentes poluentes do ar lá de casa? Seria mais económico e sem dúvida mais ecológico. E não, já não é coisa de ficção. Há um grupo norte-americano que teve a ideia e já conseguiram modificar geneticamente plantas, que se tornaram autênticos filtros.

Ter o ar da casa livre de poluentes não é fácil. Até porque a maioria dos filtros não consegue ‘prender’ as moléculas mais pequenas, como o clorofórmio, presente em pequenas quantidades em água com cloro, ou o benzeno, um componente da gasolina que se acumula quando tomamos banho ou fervemos água. E tanto a exposição a um, como ao outro foram associados ao cancro.

Foi por isso que investigadores da Universidade de Washington decidiram modificar geneticamente uma planta de casa comum, a epipremnum aureum, conhecida como jiboia, que a tornou capaz de remover o clorofórmio e o benzeno do ar à sua volta.

As plantas modificadas expressam uma proteína, chamada 2E1, que transforma estes compostos em moléculas que as próprias podem usar para sustentar o seu crescimento. 

Uma planta que cresce bem em todo o lado

“As pessoas não têm realmente falado muito sobre estes compostos orgânicos perigosos que se encontram nas casas, e acho que é porque não podemos fazer nada sobre eles”, afirma em comunicado Stuart Strand, autor sénior do estudo e professor do departamento de Engenharia Civil e Ambiental da universidade.

“Agora, projetamos estas plantas de interior para que possam remover estes poluentes por nós.”

Um trabalho que decorreu ao longo de dois anos, de acordo com outro dos investigadores, Long Zhang, que justifica a escolha desta planta. “É robusta e cresce bem em todos os tipos de condições”.

Missão cumprida: plantas eliminam poluentes

O passo seguinte foi testar a forma como as plantas modificadas removem os poluentes do ar, comparando essa tarefa com a de uma planta normal da mesma espécie.

Para as plantas não modificadas, a concentração de cada gás não mudou com o tempo. Mas no caso das plantas modificadas, a concentração de clorofórmio caiu 82% após três dias, e quase não foi detetada ao sexto dia.

A concentração de benzeno também diminuiu nos frascos de plantas modificadas, mas mais lentamente: no oitavo dia, a concentração de benzeno caiu cerca de 75%.

Trabalho vai continuar

“Se tiver uma planta a crescer no canto de uma sala, isso terá algum efeito naquela sala”, explica Stuart Strand. “Mas sem fluxo de ar, levará muito tempo para uma molécula do outro lado da casa alcançar a planta.”

Por isso, a equipa está atualmente a trabalhar para aumentar as capacidades das plantas, adicionando uma proteína que pode quebrar outra molécula perigosa encontrada no ar doméstico: o formaldeído, presente em alguns produtos de madeira, como pisos laminados e armários, e no fumo do tabaco.

Concentração de poluentes nos lares de idosos nacionais põe em risco saúde dos seniores

Por | Ambiente

São usados em revestimento de pisos, móveis, equipamentos eletrónicos, produtos de limpeza, produtos para cuidados pessoais e pesticidas. E, em Portugal, estes químicos estão presentes em elevadas concentrações nos lares de idosos nacionais.

A afirmação, em jeito de alerta, é feita por um estudo em que participou a Unidade de Investigação em Epidemiologia do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), que chama a atenção para o impacto destes compostos químicos na saúde dos idosos, “uma população vulnerável e suscetível”, explica Ana Sofia Mendes, investigadora do ISPUP e uma das autoras do trabalho.

De acordo com os especialistas, os compostos químicos semi-voláteis libertam-se para o ar e podem fixar-se no pó, nas superfícies e no ar, persistindo por muitos anos. Como se bioacumulam nas pessoas, têm também impacto na saúde humana.

Necessário proteger as populações mais vulneráveis 

A investigação, publicada na revista Environmental Pollution, avaliou os níveis de compostos químicos orgânicos semi-voláteis em pó presente nos lares de idosos em Portugal e nos Estados Unidos, “o primeiro estudo que apresenta informações importantes sobre a exposição a estes compostos químicos em ambientes interiores”. 

Foram, ao todo, analisados os níveis destas substâncias em 11 lares de idosos em Portugal e três nos EUA, uma análise que permitiu verificar a presença de ésteres organofosforados (OPEs), hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs) e retardadores de chama bromados (BRFs), químicos semi-voláteis que podem ser perigosos.

Uma análise que mostra também a importância de “reforçar as avaliações de exposição pessoal entre os residentes destas instalações. Tal é fundamental para proteger esta população, que tem um sistema imunológico mais enfraquecido e uma maior prevalência de doenças crónicas e de problemas respiratórios, o que a torna mais vulnerável a complicações de saúde associadas à poluição do ar interior”, refere a especialista.

“As concentrações de poluentes poderão ter um impacto negativo sobre a saúde dos idosos, conduzindo a um aumento no uso de medicação, visitas ao médico, admissões em hospitais e mortes prematuras”, acrescenta.

alterações climáticas com impacto na saúde

Como as alterações climáticas nos estão a tramar a saúde

Por | Ambiente

Ainda que muitos as continuem a considerar fruto da imaginação, as alterações climáticas são reais e o impacto que podem causar na saúde também, revela um estudo realizado por especialistas de 27 instituições e organizações intergovernamentais, publicado na revista The Lancet.

Ondas de calor, doenças infecciosas, poluição do ar e subnutrição são riscos reais, alerta o relatório, que pede, mais do que palavras, ações capazes de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, para que se mantenha o aquecimento global abaixo de 1,5° C.

Mas afinal, de que forma é que a saúde humana tem sido, e vai continuar a ser, vítima destas mudanças no clima? 

Cada vez mais ondas de calor

Nove dos dez anos mais quentes foram registados desde 2005, revela o documento, que confirma que, em 2017, aumentou o número de pessoas vulneráveis ​​expostas às ondas de calor. Subidas na temperatura que foram responsáveis por 153 mil milhões de horas de trabalho perdidas no mesmo ano, um aumento de mais de 62 milhões de horas desde 2000.

Um ar demasiadas vezes irrespirável

Entre 2010 e 2016, as concentrações da poluição do ar pioraram em quase 70% das cidades do mundo, sobretudo nos países com menores rendimentos. Só em 2015, as partículas mais finas foram responsáveis por 2,9 milhões de mortes prematuras.

Os transportes têm aqui uma parte importante da culpa, sendo um dos principais responsáveis por muitos dos problemas de poluição atmosférica nas zonas urbanas, situação que tem tendência a piorar. Até porque, em média, cada pessoa usou mais 2% de combustível em 2015, comparando com 2013.

Ameaça tropical

As alterações climáticas, sobretudo o aquecimento global e as mudanças na precipitação, podem afetar o alcance e a abundância dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que se reproduzem em poças de água morna e estagnada e são responsáveis ​​pela transmissão de doenças como a febre-amarela, dengue e Zika.

Problemas que, se até aqui eram exclusivos das zonas mais tropicais, começam a reocupar as autoridades de países de outras geografias, como a Europa.

Subnutrição e fome

O aumento do risco e da intensidade das chuvas, que as torna devastadoras, faz-se sentir ao mesmo tempo que aumenta também o número e gravidade dos incêndios florestais. Nos países mais pobres do mundo, as mudanças do clima estão já a começar a afetar o acesso à alimentação. Um problema que rouba cada vez mais vidas.

Serviços de saúde em risco

Mais da metade das cidades avaliadas pelo estudo publicado no The Lancet estão à espera que as alterações climáticas comprometam seriamente as infraestruturas de saúde pública, seja pelo impacto direto das catástrofes naturais ou através da sobrecarga dos serviços devido ao aumento da carga das doenças.

embalagens de medicamentos

Reduzir até 5 vezes impacto ambiental das embalagens farmacêuticas? Sim, é possível

Por | Ambiente

O consumo de medicamentos tem impacto na saúde e no ambiente, confirma um estudo pioneiro que decorre em Coimbra, que revela: uma aposta no ecodesign permitiria à indústria farmacêutica reduzir até cinco vezes os impactos ambientais do ciclo de vida das embalagens de medicamentos.

Realizado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, avalia os diferentes tipos de embalagens farmacêuticas – blister, frasco e saqueta -, com diferentes combinações de materiais, para identificar quais os pontos críticos e propor as melhores alternativas de ecodesign, que tem em conta os aspetos ambientais.

A equipa de especialistas, liderada por Fausto Freire, do Centro para a Ecologia Industrial daquela instituição, verificou “uma variação significativa de volume das embalagens comercializadas em Portugal para o mesmo medicamento e elementos supérfluos, como excesso de material. Ao avaliarmos o ciclo de vida e o ecodesign, verificámos que há potencial para reduzir até cinco vezes os impactos ambientais associados ao ciclo de vida das embalagens”:

Aos benefícios ambientais, Fausto Freire junta outros, os económicos. “Se a indústria farmacêutica apostar na melhoria do desempenho ambiental do ciclo de vida das embalagens de medicamentos, nomeadamente na redução de volume e materiais utilizados nas embalagens, nos processos de produção, transporte, e valorização de resíduos, terá também benefícios económicos”.

VALORMED apoia investigação

O estudo, que deverá estar concluído no próximo ano, é financiado pela VALORMED, Sociedade Gestora de Resíduos de Embalagens e Medicamentos. E para o seu diretor-geral, Luís Figueiredo, ainda que a indústria farmacêutica nunca tenha perdido de vista as questões ambientais, “concretamente em relação ao tipo de materiais utilizados no fabrico dos seus produtos, muito terá ainda a fazer no que respeita a este assunto”.

A avaliação do ciclo de vida e ecodesign permite calcular o desempenho ambiental de um produto, desde a extração de matérias-primas, produção e utilização de bens e serviços até à gestão dos resíduos daí resultantes, promovendo um equilíbrio entre as necessidades ecológicas e económicas, através da conceção adequada dos produtos, e uma Economia Circular.

mudanças no clima

Europeus pouco preocupados com as alterações ao clima

Por | Ambiente

A grande maioria dos europeus acredita que o clima está a mudar, mas não se preocupa muito com o tema, revela o mais recente inquérito europeu sobre o tema, que destaca os portugueses como os mais preocupados.

O inquérito (European Social Survey), realizado pela Universidade de Londres, mostra que, ainda que conscientes das consequências negativas das alterações climáticas, muitos são os europeus que sentem uma responsabilidade moderada no que diz respeito à redução da sua pegada ambiental, considerando que os esforços individuais não serão muito eficazes.

“Era da negação está a chegar ao fim”

A ideia é consensual entre os 44.387 inquiridos, de 23 países: o clima está a mudar. E isso deve-se sobretudo à atividade humana. Ainda assim, pouco mais de um quarto (28%) dos europeus diz estar muito ou extremamente preocupados com as alterações climáticas.

Portugal destaca-se. Por cá, a preocupação é mais elevada (51%), partilhada pelos vizinhos espanhóis (48%). Um problema que, no entanto, não tira o sono aos russos (14%), polacos (15%) e cidadãos da Estónia (15%).

“Os últimos dados mostram claramente um forte consenso no sentido de que as alterações climáticas estão a acontecer, sugerindo que a era da negação está a chegar ao fim”, explica Rory Fitzgerald, diretor do European Social Survey.

“Ainda são muitos os que não aceitam o consenso científico de que a causa do aquecimento global é quase inteiramente impulsionada pela atividade humana, o que sugere que os cientistas precisam de fazer muito mais para transmitir a sua mensagem.”

Acesso à energia mais preocupante

Talvez sem surpresa, os inquiridos revelaram uma preocupação mais acentuada com a acessibilidade da energia. Ao todo, 40% dos europeus estão, neste caso, muito ou extremamente preocupados.

Mais uma vez, e aqui depois de Espanha, esta é uma preocupação particularmente generalizada em Portugal (68%).

Mas apesar de preocupados, os europeus não consideram que deve ser sua a responsabilidade de mudar a situação. Numa escala de 0 a 10 (onde 0 representa nenhuma responsabilidade e 10 significa uma grande responsabilidade), a pontuação média ficou apenas ligeiramente acima dos cinco pontos.

Os sentimentos de responsabilidade pessoal para mitigar as mudanças no clima foram superiores em França (com uma pontuação média de 6,9 ​​na escala) e inferiores na República Checa e na Rússia (ambos com uma pontuação média inferior a quatro).

“Os entrevistados dos países europeus incluídos no nosso inquérito estão inclinados a pensar que é pouco o que podem fazer, a um nível pessoal, para mitigar a alteração climática e não esperam que outros no mundo ou até os governos tomem medidas efetivas”, refere Rory Fitzgerald.

“Isto é claramente preocupante e sugere que os governos e os cientistas precisam de assumir a liderança para demonstrar que a ação efetiva é possível, assim como mostrar como o público pode desempenhar o seu papel de forma significativa”, acrescenta.

mais casos de febre do Nilo Ocidental

Aumento de casos de febre do Nilo Ocidental preocupa autoridades europeias

Por | Ambiente

Entre 17 e 23 de agosto deste ano, os Estados-Membros da União Europeia (UE) comunicaram 136 casos humanos de febre do Nilo Ocidental. Um problema que está a merecer uma chamada de atenção das autoridades.

De acordo com os dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, registaram-se, naquele período, 59 casos em Itália, 31 na Grécia, 25 na Roménia, 19 na Hungria e dois em França. Israel (49) e Sérvia (33), países vizinhos da UE, também comunicaram dezenas de casos.

Às infeções junta-se o número de mortes, 19 ao todo na referida semana, registadas na Grécia (7), Roménia (5), Sérvia (4) e Itália (3).

Clima pode ser responsável por mais casos de febre do Nilo Ocidental

Transmitido às pessoas sobretudo através da picada de mosquitos infetados, o vírus do Nilo Ocidental, pode ser mortal, ainda que quase 80% das pessoas infetadas não apresentam sintomas.

Este ano, de acordo com um artigo publicado na revista Eurosurveillance, foi observado este ano “um aumento aparentemente mais acentuado do número de casos relatados nesta temporada, em comparação com anos anteriores”.

De acordo com a mesma fonte, entre 2014 e 2017 foram notificados cinco a 25 casos nas semanas em que se verificaram casos, o que contrasta com os 168 casos comunicados no mesmo período, este ano.

E a culpa deste aumento, assim como do surgimento precoce de casos, pode ser do clima. A chuva forte de março e abril e as temperaturas elevadas que, um pouco por toda a Europa, marcaram o verão, podem bem ser os responsáveis, consideram os especialistas.

poluição do ar diminui capacidades cognitivas

Poluição do ar reduz a inteligência

Por | Ambiente

Que a poluição do ar provoca problemas respiratórios e rouba anos de vida já era certo e sabido. Agora, um novo estudo chinês acrescenta aqui outros efeitos, garantindo que a contaminação está também a ‘roubar’ capacidades cognitivas.

Muito se tem falado sobre o tema, mas ainda que poucos estudos se tenham debruçado sobre o impacto ao nível intelectual da poluição.

Este novo trabalho, realizado na China, um dos países mais poluídos e que mais polui do mundo, e publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, procurou ir mais além do que os anteriores e olhou para a forma como a exposição a longo prazo à poluição atmosférica afeta o desempenho na área da matemática e de linguagem em mais de 25 mil pessoas.

E confirma que as pessoas expostas a elevados níveis de poluição podem ver reduzia a sua capacidade intelectual, situação que acontece mais nos homens e sobretudo entre os mais idosos.

Custo total da poluição pode estar a ser subestimado

Tudo foi feito através de uma comparação entre os testes de linguagem e matemática e os níveis de dióxido de nitrogénio e enxofre, dois elementos que integram o ‘cocktail’ da poluição do ar. Os dados confirmam que, de facto, quanto mais elevados os valores da contaminação, piores os resultados.

E dão também conta de que “o efeito indireto sobre o bem-estar social pode ser muito maior do que se pensava anteriormente”. O que significa, garantem os autores do estudo, que podemos estar a “subestimar o custo total da poluição do ar”.

Dados que preocupam os investigadores, tanto mais que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, a poluição do ar foi responsável por qualquer coisa como 4,2 milhões de mortes prematuras em todo o mundo só em 2016, mais de um milhão das quais na China.

Aos números acrescentou o alerta de que a exposição a curto e longo prazo à contaminação atmosférica aumentou o risco de AVC, doenças cardíacas, cancro do pulmão, doenças crónicas e doenças respiratórias agudas.