saúde visual e gravidez

Os riscos para a saúde da visão que a gravidez esconde

Por | Dicas & Conselhos

Quando descobre que está grávida, a mulher preocupa-se com a alimentação, o exercício físico, a higiene oral, a elasticidade da pele. E a saúde da visão? É para esta que a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) faz o alerta, avisando para a importância da visão na fase de gestação.

A propósito do Dia da Mãe, que se assinala este domingo, dia 5 de maio, os especialistas chamam a atenção para a possibilidade de alterações no sistema visual, características do período gestacional, provocadas pelas alterações hemodinâmicas e hormonais, que podem afetar o normal funcionamento da visão.

Inês Leal, médica oftalmologista da SPO, explica que existem várias alterações oftalmológicas durante os nove meses de gravidez às quais se devem ter particular atenção e que se podem dividir em três grupos.

Um deles é o das alterações fisiológicas, nas quais se enquadram alterações benignas e geralmente reversíveis com o final da gestação, como as flutuações de hidratação da córnea (que faz com que durante a gravidez os óculos habituais possam não ser tão adequados e que gravidez seja uma contraindicação para cirurgia refrativa), olho seco e hiperpigmentação na pele à volta dos olhos, também denominado cloasma.

Há depois o grupo das doenças oculares específicas da gravidez, onde se incluem alterações visuais graves, como as que ocorrem na pré-eclâmpsia e eclâmpsia, com prognóstico muito mais reservado, quer a nível da função visual, quer do ponto de vista sistémico. 

Finalmente, pode existir agravamento de doença oftalmológica já existente antes da gravidez, como é o caso da retinopatia diabética. Por isso, uma mulher com diabetes deve ser observada no período pré-concepcional, devendo ser seguida regularmente e com plano personalizado por oftalmologia, articulando com a obstetrícia.

Cuidados com a saúde da visão do bebé

“A mulher grávida sem doença oftalmológica não precisa, à partida, de nenhum cuidado particular, mas deve estar atenta aos seus olhos e perceber se desenvolve alguma alteração visual e/ou sinal de infeção”, refere a especialista.

“Nesses casos, deve consultar de imediato o médico oftalmologista, dizendo que está grávida. Contudo, mulheres com antecedentes de diabetes, toxoplasmose ocular, uveíte ou alta miopia com doença da retina associada devem consultar o seu oftalmologista mesmo antes da gestação ou de qualquer sintoma, de forma a fazer uma avaliação e planear cuidadosamente o controlo da doença oftalmológica durante a gravidez, uma vez que são um grupo de risco”, acrescenta.

No pós-parto imediato, os cuidados devem continuar, mas desta feita com o bebé.

“Assumindo que o parto não teve intercorrências e que o bebé recém-nascido não mostra alterações dos olhos no exame pediátrico feito na maternidade, destaca-se a higiene das pálpebras do bebé com compressas esterilizadas embebidas em soro fisiológico; evitar qualquer contacto dos olhos do bebé com cremes ou produtos utilizados na higiene do mesmo; e evitar exposição solar excessiva, ou seja, luminosidade em que o bebé evite abrir os olhos. O recém-nascido deve ainda cumprir rastreios obrigatórios a realizar pelo pediatra e/ou médico de família e, no caso de qualquer alteração (olho vermelho, edema de pálpebra, secreção, etc), deve ser observado com caráter urgente pela oftalmologia”, termina Inês Leal.

aromaterapia a cuidar da saúde

Os segredos da aromaterapia para cuidar da saúde

Por | Dicas & Conselhos

Quer aliviar o cansaço? Então siga esta receita simples: num lenço, junte duas gotas de óleo de rosmaninho e duas gotas de óleo de eucalipto. Depois, cheire-o regularmente. Esta é apenas uma de muitas receitas reveladas n’Os Segredos da Aromaterapia, um livro acabado de chegar às livrarias, da editora Manuscrito, e que promete ajudar a cuidar da saúde física e emocional.

O dicionário Priberam define-a como o “tratamento baseado no uso de essências ou de óleos aromáticos”. A aromaterapia não visa, como explica no livro a sua autora, Sandra Ramos que, depois de 15 anos como enfermeira em meio hospitalar, decidiu dedicar-se às terapias alternativas, “substituir nenhum cuidado médico”. Até porque, concorda, “existem situações que devem ser avaliadas por um profissional de saúde e ter um tratamento adequado”.

Mas depois há as outras, aquelas que, escreve, a aromaterapia consegue mesmo ajudar a resolver “de forma mais rápida, eficaz e segura”.

Dos cabelos à saúde

E é sobre elas que escreve neste guia completo de óleos essenciais para a saúde, beleza e bem-estar. Depois de um primeiro capítulo sobre este método natural, cuja origem já se perdeu no tempo mas que continua a conquistar adeptos, deixa receitas para o cuidado da pele e dos cabelos. 

De sabonetes, a tónicos faciais, passando pelos cremes antirrugas, apresenta um conjunto de sugestões simples, que se podem fazer em casa. E deixa depois conselhos para diferentes problemas de saúde, desde a acne, fadiga, reumatismo, perda de memória ou até soluços.

Por exemplo, talvez não saiba que a melhor forma de aplicar os óleos essenciais para tratar a febre é através de uma massagem por todo o corpo. Ou que, no caso das insónias, a lavanda é um dos óleos essenciais mais usados. Ou ainda que o óleo de hortelã-pimenta ajuda a tratar a perda de memória.

Limpeza da casa sem riscos

Mas os usos da aromaterapia vão mais longe e chegam mesmo aos cuidados da casa. Até porque, confirma Sandra Ramos, “todos devemos preocupar-nos com os produtos que escolhemos para a limpeza das nossas casas, para que sejam o menos nocivos possível para a nossa saúde”.

É com isso em mente que deixa receitas para limpa-vidros, detergente para a loiça ou produtos de limpeza para a casa de banho.

O livro ‘Os Segredos da Aromaterapia’ já está nas bancas

A melhor forma de proteger os ouvidos no inverno

Por | Dicas & Conselhos

Inverno é sinónimo de frio, de chuva, de nariz a pingar, de gargantas inflamadas, de constipações e gripes, como aquelas que têm ‘entupido’ as urgências nacionais. Mas o inverno castiga também os ouvidos. Por isso, a saúde auditiva merece atenção, até porque, em Portugal, 60% dos casos de otites médias agudas manifestam-se nos meses mais frios.

Os dados, recolhidos no âmbito de um dos estudos realizados pela GAES – Centros Auditivos, confirma que a saúde auditiva deve merecer também atenção quando o frio aperta, para evitar otites que, explica Alexandra Marinho, audiologista da GAES, se trata de um “problema caracterizado por uma inflamação no ouvido médio, afetando qualquer indivíduo, independentemente da sua idade”.

São, no entanto, as “crianças e idosos os grupos mais propícios a contrair doenças durante esta época do ano, principalmente porque o seu sistema imunitário possui menor capacidade defensiva perante agressões externas como o vento, o frio ou a chuva”.

Conselhos e dicas que podem fazer a diferença

A prevenção é também aqui o melhor remédio. E esta passa por não esquecer a higiene dos ouvidos e fazê-la corretamente: recorrendo a difusores de água marinha e evitando o uso de cotonetes, uma vez que a cera acumulada junto à membrana timpânica é empurrada por estes. Depois do banho, há que secar cuidadosamente os ouvidos com uma toalha.

Há que optar por uma alimentação saudável e equilibrada, rica em vitamina B-12 (leite e seus derivados, ovos, fígado, carnes vermelhas, aloé vera, algas ou pólen), altamente benéfica para o sistema nervoso e também para os ouvidos.

Importa também ter atenção às otites mal curadas, que podem provocar inflamação num ou em ambos os ouvidos. Não é grave, mas pode causar problemas de audição, que desaparecem se forem tratados adequadamente.

Para quem apresenta dor ou desconforto, há que consultar um especialista e fazer uma avaliação auditiva. Isto deverá acontecer especialmente após se ter curado uma otite ou qualquer tipo de infeção do ouvido, com o objetivo de comprovar se afetou ou não a audição e tomar o quanto antes as medidas adequadas.

Os especialistas aconselham ainda aqueles que estão doentes, mesmo que à partida não tenha que ver com os  ouvidos, a estarem atentos. Doenças como a bronquite ou a faringite podem afetar a saúde auditiva, bem como o catarro ou uma gripe, seja porque aparecem focos infecciosos no aparelho auditivo ou porque o sistema imunitário se debilita.

dores nas costas

As formas certas de prevenir as malditas dores nas costas

Por | Dicas & Conselhos

Para quem sofre com dores nas costas, a chegada do tempo frio significa uma coisa: mais queixas. E não, isto não é um mito, como confirma Luís Teixeira, médico ortopedista e presidente da associação sem fins lucrativos Spine Matters. De facto, as temperaturas baixas acentuam as dores nas costas. O que fazer então para prevenir e aliviar estas dores?

A resposta é dada pelo especialista, que explica que anca, joelho e coluna são as zonas mais afetadas e onde os sintomas conduzem a um desconforto diário.

“Na realidade, as temperaturas baixas aumentam um diagnóstico de doenças que por vezes parecem assintomáticas nos dias quentes, como as artroses e as artrites. E a dor surge como uma resposta potenciada por um reflexo.”

E isto acontece, justifica, “porque as pessoas são mais sedentárias e não podemos esquecer-nos de que o corpo é feito para o movimento. Por outro lado, as temperaturas mais baixas conduzem a posturas incorretas, com contrações mais acentuadas e a um aumento da curvatura fisiológica da coluna dorsal. E esta contração natural muscular que deixa os músculos e as articulações mais rígidas, facilita as inflamações, como as artrites”.

Mas há mais. “A contração muscular provoca aquilo que chamamos de vasoconstrição – processo de contração dos vasos sanguíneos que reduz a irrigação muscular e faz com que os músculos levem mais tempo para exercerem as suas funções.”

Resultado: “diminui o aporte sanguíneo para os tecidos, gerando uma menor irrigação de algumas zonas e uma consequente rigidez articular, assim como o encurtamento das fibras musculares, e alterações biomecânicas e posturais que limitam e dificultam alguns movimentos”.

Descansar sim, mas combatendo o sedentarismo

Voltamos então à questão: o que fazer? Tudo começa com o descanso adequado. O repouso é, de resto, uma das medidas mais importantes nestes casos.

O ideal será fazer oito horas de sono numa cama adequada ao seu tipo de corpo, com uma posição em decúbito lateral (de lado), para que a coluna não esteja em sobrecarga, podendo utilizar o apoio de uma almofada entre os joelhos para dividir o peso. A isto junta-se um bom apoio na cabeça e espreguiçar-se, de manhã e à noite.

É também muito importante, apesar do frio, manter a atividade física e a procura de técnicas ou exercícios de alinhamento postural de forma a prevenir alterações na musculatura da coluna. Praticar Pilates pode ser uma excelente opção para esta altura do ano, assim como caminhadas, alongamentos e exercícios de baixo impacto, que podem ser bons aliados para prevenir o aumento das dores.

Comer e beber bem

A manutenção do peso saudável é uma forma de prevenção, uma vez que os níveis elevados de massa corporal podem comprometer as articulações, assim como a manutenção do calor corporal, principalmente das extremidades, evitando ao máximo as mudanças de temperatura.

Beber muita água é outro dos conselhos, uma vez que, para além de um apoio no processo metabólico, a ingestão de água também tem um papel importante na circulação sanguínea, rins e na proteção de músculos e articulações.

Há ainda que evitar permanecer demasiado tempo na mesma posição. O que significa, no local de trabalho, procurar levantar-se e fazer pausas para aliviar a postura.

Atenção aos pesos

As cargas excessivas são prejudiciais. A artrose na coluna vertebral pode manifestar-se entre os 40 e os 45 anos, sendo as regiões lombar e cervical as mais afetadas. Os sintomas envolvem o aparecimento de dores, perda de força, de agilidade nos movimentos e rotação da cabeça. Desta forma, uma medida que deve adotar passa por evitar a flexão da coluna, optando por dobrar os joelhos sempre que tiver de apanhar um objeto do chão.

Preferir o vestuário simples, evitando os saltos muito altos e as roupas apertadas que condicionem os movimentos, evita a rigidez, que pode ser um obstáculo para o conforto diário.

Finalmente, apesar de muitos portugueses terem o hábito de procurar uma solução rápida para a dor, o que é muitas vezes feito através da automedicação, e embora os analgésicos e anti-inflamatórios sejam úteis no alívio temporário dos sintomas, mal administrados representam um perigo para a saúde do doente.

Por isso, em dores que teimam em persistir há que procurar aconselhamento de um médico, até porque a prevenção pode ser determinante para evitar a evolução de uma doença degenerativa.

etiqueta respiratória

Etiqueta respiratória, aquelas regras que não devemos esquecer

Por | Dicas & Conselhos

Quem nunca esteve ao lado de alguém a espirrar para a mão ou a tossir de boca escancarada? Já todos assistimos a este espetáculo de chuva de perdigotos que, quando o tempo arrefece e as gripes e constipações dão o ar da sua graça, se faz acompanhar por muito mais do que saliva. E a culpa é da etiqueta respiratória, ou melhor, da falta desta.

Etiquetas há muitas, mas ainda que esta possa partilhar o nome com aquela que devemos ter à mesa ou com a que serve para manter uma boa relação com os outros, as suas consequências, essas fazem-se sentir na saúde. É, por isso, um alerta constante das autoridades, que se repete todos os invernos.

Tudo começa com a forma como se tosse ou espirra. Sim, há regras para o fazer, que até nem custam assim tanto. Como cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel. Ou usar o antebraço. É verdade que estamos a entrar numa época de partilha, mas seja nesta ou noutras, há coisas que os outros não desejam, como os vírus.

De nada vale guardar os lenços usados como se de uma souvenir se tratassem. Deitá-los fora, de preferência dentro de um saco de plástico fechado, é outra das regras desta etiqueta, tantas vezes esquecida.

Amigos, amigos; gripes à parte

Depois de um ataque de tosse ou de uma avalanche de espirros, lave as mãos. E, não isso não significa abrir a torneira, tocar na água e sacudir o excesso. Faça-o entre 40 a 60 segundos, fazendo com que o sabonete chege a todo o lado, desde a palma, ao interior dos dedos.

E por mais que goste dos amigos e família, do vizinho ou colega, se tiver gripe mantenha a devida distância. O que significa afastar-se pelo menos um metro quando falar com os outros e poupar nos beijos e abraços.

conselhos para as temperaturas altas

Como se manter fresco nesta onda de calor

Por | Atualidade, Dicas & Conselhos, Investigação & Inovação

E aí estão elas, as temperaturas altas. Talvez mais altas do que aquilo que os portugueses desejavam e, por isso mesmo, todos os cuidados devem ser poucos. Como estes, salientados pela Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, que alerta para a importância de alguns cuidados redobrados que podem fazer a diferença.

“As crianças e os idosos são os grupos de maior risco nestas vagas de calor, mas devemos cumprir todos com alguns cuidados”, refere Vasco Barreto, médico internista. 

“Nos idosos, o principal problema é a sua menor capacidade de termorregulação, ou seja, o seu organismo não tem a mesma capacidade para dar resposta às elevadas temperaturas”, acrescenta o especialista.

A isto junta-se a medicação que muitos têm de tomar, existindo “algumas situações que reduzem a sensação de calor, ou a sensação de sede, além de poderem interferir com o equilíbrio dos líquidos”.

No caso das crianças, outro grupo de risco por serem “particularmente sensíveis à desidratação e porque até uma certa idade não se conseguem exprimir, por exemplo para pedir água”, os cuidados têm também de ser acrescidos.

Beber água, evitar cozinhar no forno e usar roupa mais clara

Ainda que estes sejam os dois grupos mais vulneráveis nesta altura de calor, o especialista alerta que os cuidados são para todos.

“Beber água, mesmo quando não se sente sede, garantindo uma correta hidratação; optar por locais mais frescos e evitar andar na rua nas horas de maior calor ou ir à praia nestes períodos, principalmente com crianças; preferir comidas mais frescas e leves, comendo mais vezes ao longo do dia e evitando grandes quantidades de cada vez, assim como alimentos não conservados no frio, não frescos, não preparados na altura e excesso de bebidas alcoólicas.”

Nos períodos em que as temperaturas estiverem mais elevadas, um duche de água tépida ajuda a controlar o calor.

Evitar cozinhar no forno, que contribui para o aquecimento da casa; usar roupa mais clara, menos apertada e mais fresca, optando por roupas de algodão, em detrimento das roupas sintéticas são outras dicas importantes.

Não esquecer a proteção da cabeça e dos olhos, usando um chapéu e óculos de sol (mesmo as crianças); e usar protetor solar no dia-a-dia são mais alguns conselhos que o internista nos deixa para que possamos passar estes dias de calor com maior qualidade. 

Alertas para um calor que pode ser perigoso

Por | Dicas & Conselhos

Com 40º de temperatura máxima prevista para esta segunda-feira (18 de junho), Santarém torna-se, assim, o distrito mais quente do País. Mas há outros que prometem aquecer, como Évora (38º) ou Lisboa (36º). Calor que suscita o alerta da Direção-Geral da Saúde, dirigido sobretudo aos grupos mais vulneráveis: crianças, idosos e doentes crónicos.

A culpa do calor, dizem os especialistas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), é de uma massa de ar quente vinda de África, que irá contribuir para o tempo quente durante a semana. Por isso, os cuidados devem manter-se.

Tudo começa com o ambiente, que deve ser fresco e arejado ou climatizado. Este deve fazer-se acompanhar pela hidratação, que deve ser feita através de um aumento da ingestão de água ou de sumos de fruta natural sem açúcar, evitando o consumo de bebidas alcoólicas.

Entre as 11h00 e as 17h00, o melhor é evitar a exposição direta ao sol, alerta a DGS. Para quem tem de o fazer, utilizar protetor solar com fator igual ou superior a 30 e renovar a sua aplicação de duas em duas horas e após os banhos na praia ou piscina, é essencial.

Também a roupa que se usa é importante. Esta deve ser solta, opaca e capaz de cobrir a maior parte do corpo. O chapéu, de abas largas, não deve faltar, assim como os óculos de sol com proteção ultravioleta.

Evitar atividades que exijam grandes esforços físicos, nomeadamente, desportivas e de lazer no exterior e escolher as horas de menor calor para viajar de carro, espaço onde não se deve permanecer quando estes estiverem estacionados e expostas ao sol, são outros conselhos que deve ter em conta.

Alerta para os grupos de risco: crianças, idosos e doentes

Crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida, trabalhadores com atividade no exterior, praticantes de atividade física e pessoas isoladas são grupos mais vulneráveis ao calor. Para estes, a Direção-Geral da Saúde aconselha a que sigam as recomendações do médico assistente ou do Centro de Atendimento do SNS: 808 24 24 24, no caso de doentes crónicos ou sujeitos a terapêuticas e/ou dietas especificas.

No caso dos mais pequenos, é importante assegurar que consomem frequentemente água ou sumos de fruta natural e que permanecem em ambiente fresco e arejado. No caso das crianças com menos de seis meses, os cuidados devem ser acrescidos, não devendo estas estar sujeitas a exposição solar, direta ou indireta.

Contactar e acompanhar os idosos e outras pessoas que vivam isoladas, assegurando a sua correta hidratação e permanência em ambiente fresco e arejado e ter cuidados especiais, no caso das grávidas, que devem moderar a atividade física, evitar a exposição direta ou indireta ao sol e garantir ingestão frequente de líquidos, são mensagens que não se devem perder de vista.

Uso de cotonetes pode levar a perfuração dos tímpanos

Por | Dicas & Conselhos

É dos que costuma usar cotonetes, argumentando ser esta a melhor forma de limpar os ouvidos? Então esta informação é para si:  este tipo de utensílios pode danificar os ouvidos e, nos casos mais extremos, afetar a capacidade auditiva.

É, de facto, um hábito comum entre a população nacional. De acordo com o I Estudo de Hábitos de Tratamento Auditivo 2017, realizado pela GAES – Centros Auditivos, 46% dos portugueses que limpam os ouvidos fazem-no com recurso aos cotonetes, prática generalizada sobretudo entre os jovens entre os 18 e os 24 anos.

Mas segundo Alexandra Marinho, audiologista e Responsável de Audiologia da GAES – Centros Auditivos em Portugal, mais de metade dos doentes que recebe na GAES recorre aos cotonetes para limpeza dos ouvidos. É por isso que alerta: “não é conveniente introduzir nenhum instrumento no canal auditivo, nem em crianças, nem em adultos. Para manter a higiene dos ouvidos é suficiente limpar a entrada do canal que liga ao pavilhão auricular com o dedo, isto na altura do banho ou quando se lava o rosto. O ouvido tem um sistema de autolimpeza que expulsa a cera para o exterior”.

Os danos causados pela introdução de cotonetes no pavilhão auditivo podem ir desde feridas na pele do canal, até à perfuração do tímpano, originando sintomas como hemorragias, dor, tinnitus (zumbidos), vertigens e perda auditiva.

Para além disto, se houver um excesso de cerume, os cotonetes podem empurrá-lo para o tímpano e causar a formação de um tampão.

Avaliação periódica é o melhor remédio

Para uma boa saúde auditiva, a GAES recomenda uma avaliação periódica. Até porque, de acordo com o I Estudo de Hábitos de Tratamento Auditivo 2017, mais de sete em cada dez portugueses (75%) apenas consultam um especialista quando existe um problema e quase cinco em cada dez nunca fizeram uma avaliação dos seus ouvidos.

Desconforto, dor de ouvidos, infeção e otite são dos principais motivos que levam os inquiridos ao médico (41%), seguindo-se a sensação de ouvidos tapados (33%), os problemas de audição (26%) ou as vertigens (18%).

Barulho de obras na rua afetam os ouvidos

Portugueses assumem falta de cuidado com os ouvidos

Por | Dicas & Conselhos

Conhecem as maleitas que podem afetar os ouvidos. Associam a dificuldade de audição a problemas depressivos e de autoestima. Mas nem por isso os portugueses apostam no cuidado com a sua saúde auditiva. São os números de um estudo realizado em sete distritos do país que o confirmam.

Ao todo, mais de sete em cada dez portugueses (75%) apenas consultam um especialista quando existe um problema e quase cinco em cada dez nunca fizeram uma revisão aos ouvidos, nem mesmo junto do médico de família.

O I Estudo de Hábitos de Tratamento Auditivo, realizado junto de duas mil pessoas e divulgado pela GAES, revela que é o desconforto, as dores de ouvidos, infeções e otites que mais levam os inquiridos ao médico, com três em cada dez pessoas a reconhecerem não ouvir bem.

De resto, o pouco cuidado com os ouvidos é assumido pela esmagadora maioria (87%), que defende, no entanto, a higiene auditiva, ainda que 12% considerem que não deve, de todo, existir.

Do lado dos apoiantes da limpeza, são os cotonetes os eleitos como o método preferido de limpeza (46%), aos quais se junta o papel (25%) e a água (11%). Limpeza regular dos ouvidos junto de um médico ou enfermeiro é a escolha de uma minoria (6%).

Sons relaxantes vs sons enervantes

É consensual: os sons da natureza são os que mais relaxam a população. Seja o barulho do mar (recolhe 83% das preferências) ou da montanha (51%), não há muitas dúvidas sobre o que os portugueses gostam. No entanto, no top três das preferências entra ainda o silêncio (com 39% de adeptos).

O consenso impera também no que diz respeito aos sons mais enervantes: o barulho das obras, sejam as de rua (59%) ou as da autoria dos vizinhos (55%), e ainda o trânsito (44%). Barulho que tem mesmo impacto no estado de ânimo dos inquiridos: cerca de em cada três (35,1%) é afetado pelo som.

Ainda que o som seja a companhia preferida para a realização de muitas atividades, como as domésticas (89%), cozinhar (84%), praticar desporto (80%), trabalhar (70%) ou comer (69%), este volta a ser de ouro quando se trata de dormir (89%), ler (81%), estudar (65%) e relaxar (54%).

Ouvir música é uma das atividades que os portugueses admitem fazer com um volume mais elevado, algo partilhado sobretudo pelos mais jovens: quatro em cada dez inquiridos com idades entre os 18 e os 24 anos reconhecem ouvir música com um volume acima da média.

Outros números sobre a saúde dos ouvidos:

  •       61,4% da população acorda com o som do despertador;
  •       26,5% consideram a sua cidade barulhenta;
  •       65% rejeitam um restaurante ou estabelecimento se este tiver a música excessivamente alta;
  •       72,8% consideram que os brinquedos das crianças emitem demasiado ruído;
  •       39,3% consideram que em Portugal se fala demasiado alto;
  •       Apenas 11% usam protetores auriculares, sobretudo no trabalho;
  •       27% consideram que trabalham num ambiente barulhento;
  •       64% têm dificuldade de concentração quando há ruído em redor, sobretudo as mulheres (69%);
  •       55% estudam/trabalham com música;
  •       79% da população já sentiram os ouvidos a apitar e 5,2% sentem-no constantemente;
  •       46% não têm dúvidas em responder de forma afirmativa quando questionados sobre se, em caso de necessidade, estariam dispostos a usar um aparelho auditivo; 11% admitem que tentariam evitá-lo sempre que possível, sobretudo homens (14%).
Ficha técnica:

Universo objeto de estudo: Homens e mulheres com idades entre 18 e 74 anos; dois mil indivíduos, distribuídos por quotas de sexo, idade e distrito. Apresentam-se as variáveis naqueles casos estatisticamente significativos e cujos resultados lançam dados de interesse. Base estatisticamente representativa para os seguintes distritos: Aveiro, Braga, Coimbra, Lisboa, Porto, Setúbal e Viseu. Inquérito autoadministrado através de painel online

Erro da amostra: ± 2,2% para a amostra com um nível de confiança de 95% e um p=q=0,5.