os brinquedos mais indicados para as crianças

Especialistas aconselham: os melhores brinquedos para este Natal são os mais básicos

Por | Família

É tempo de escrever a carta ao Pai Natal e não é preciso muito para adivinhar que um dos pedidos mais frequentes será… dispositivos móveis. A oferta é grande, mas a Academia Americana de Pediatria deixa o aviso: não caia na tentação de usar estas tecnologias como substituto dos brinquedos e jogos tradicionais que alimentam a imaginação e ajudam no desenvolvimento saudável.

“Os brinquedos evoluíram ao longo dos anos e os anúncios podem deixar os pais com a impressão de que os brinquedos com uma plataforma ‘virtual’ ou digital são mais educativos”, explica Aleeya Healey, pediatra e principal autora de um relatório sobre o tema.

“A investigação diz-nos que os melhores brinquedos não precisam de ser chamativos ou caros, ou têm de vir com uma ‘app’. Simples, neste caso, é realmente o melhor”, refere, em comunicado.

Os brinquedos ideais são…

Se ainda não fez as compras para os mais pequenos, estes especialistas confirmam que os brinquedos ideais são aqueles que incentivem as capacidades de desenvolvimento das crianças e estimulem o aparecimento de novas.

Fundamentais para o desenvolvimento do cérebro das crianças, interações de linguagem, brincadeiras simbólicas e fingidas, resolução de problemas, interações sociais e atividade física, os brinquedos são muito importantes na primeira infância.

“Os melhores brinquedos são aqueles que ajudam os pais e as crianças a brincar, fingindo e interagindo juntos”, afirma Alan Mendelsohn, médico e coautor do relatório.

“Simplesmente não se conseguem as mesmas recompensas de um tablet ou ecrã. E quando as crianças brincam com os pais, a verdadeira mágica acontece, quer estejam a fingir com personagens ou a usar blocos de construção ou quebra-cabeças.”

Limites precisam-se e exigem-se

Os brinquedos eletrónicos, por si só, não proporcionam às crianças a interação e o envolvimento dos pais, críticos para o seu desenvolvimento saudável, referem os especialistas. Muitas das novas tecnologias interativas, que incluem vídeos, programas de computador e livros especializados com leitura gravada por voz, fazem declarações sobre os benefícios educacionais que não são substanciadas, refere a Academia Americana.

E deixa recomendações. Primeiro, é preciso reconhecer que um dos objetivos mais importantes do brincar, especialmente na infância, não tem a ver com a educação, mas com facilitar as interações e relacionamentos.

Logo, o brinquedo mais educativo é aquele que promove interações entre cuidadores e crianças.

Por isso, há que escolher brinquedos que não estimulem em demasia as crianças. Como livros, que podem ser usados para desenvolver ideias e para que pais e filhos possam fingir juntos.

Importante é também limitar o uso dos jogos de vídeo e de computador por crianças pequenas. O tempo total passado à frente do ecrã deve ser inferior a uma hora por dia para crianças de dois ou mais anos, evitando-o de todo nos menores de 18 e até aos 24 meses.

Crianças com menos de cinco anos devem brincar com computador ou videojogos só se estes forem adequados ao seu desenvolvimento, e devem estar acompanhadas pelos pais ou cuidadores.

“Quanto mais sabemos sobre o desenvolvimento inicial do cérebro, mais entendemos a necessidade de brincar com base na interação humana”, refere Healey.

“Não há ecrã, videojogo ou aplicação que possa substituir as relações construídas à volta dos brinquedos.”

férias de avós e netos fazem bem à saúde

Férias com os avós, a receita para uma melhor saúde de miúdos e graúdos

Por | Família

O verão é o tempo por excelência das férias, do descanso, do lazer. Para os pais, é também de ginástica mental para encontrar forma de entreter os mais pequenos até setembro, quando se dá o regresso às aulas. O que fazer é a questão, transformada em verdadeiro drama para os adultos. A resposta, essa pode estar bem próxima: nos avós.

Com eles, há garantia de colo, de histórias bem contadas, de jogos divertidos, de abraços e muitos mimos. E as recomendações para que, se possível, se deixem os mais pequenos ao cuidado dos seniores são muitas, em forma de estudos que defendem que esta é uma relação que só tem vantagens.

Ganham todos, a começar pela saúde. A mental dos mais pequenos, que beneficiam de um convívio com os mais velhos, algo que, segundo um estudo da Universidade de Oxford, reduz o risco de terem problemas comportamentais e emocionais.

E ganham também os avós. De acordo com os dados de uma investigação do Instituto do Envelhecimento da Universidade de Boston, ter a oportunidade de cuidar dos netos dá aos seniores a sensação de independência funcional, o que faz com que continuem a sentir-se úteis, reduzindo o risco de solidão e depressão.

A esta vantagem junta-se, para os idosos, um reforço da sua capacidade cognitiva e um melhor estado de saúde, este último comprovado pelo projeto Grandparenting in Europe.

Eliminar os problemas de mobilidade dos seniores 

“A aprendizagem que daqui resulta é mútua e não tem igual. Mas é muitas vezes impedida apenas uma questão de mobilidade”, refere André Magalhães, especialista da Stannah. De facto, são muitos os idosos que deixam que as dificuldades de locomoção os impeçam de passear com os mais pequenos no parque, de os levar à praia ou apenas de subir ou descer as escadas que os separam da rua.

“Uma situação que pode ser facilmente resolvida, com recurso às soluções que temos ao nosso dispor e que devolvem aos seniores a independência física que lhes permite ajudar filhos e netos nesta altura do ano”, acrescenta o especialista.

consumo de álcool entre os jovens

Um em cada dez jovens e adolescentes bebem álcool mais de uma vez por semana

Por | Família

Com 14 anos, começam a fumar e ingerir bebidas alcoólicas; com 16, experimentam drogas. De acordo com os dados de um estudo nacional, a esmagadora maioria (85%) dos jovens portugueses já bebeu álcool e uma também maioria (58%)  já fumou. Quanto às drogas, 17% confirmam ter consumido pelo menos uma vez.

Publicado no Journal of International Medical Research, o estudo, coordenado por Paulo Santos, investigador do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, o trabalho traça o cenário da realidade nacional, confirmando uma elevada prevalência de consumo de várias substâncias.

Contas feitas à análise de uma amostra de 746 jovens portugueses entre os 14 e os 24 anos, residentes no Norte do País, fica a saber-se que cerca de 15% bebem álcool mais de uma vez por semana, 17% são fumadores regulares e mais de 10% admitem consumir substâncias ilícitas todas as semanas, sendo os canabinoides a primeira escolha, seguidos das drogas adquiridas nas smartshops.

E fica também a certeza que estes consumos começam cedo, verificando-se uma associação entre o consumo de drogas e o de álcool e de tabaco, que leva a crer que, segundo o investigador, existe uma “progressão no uso de drogas”.

Hábitos com impacto na saúde, nomeadamente a psicológica, com sintomas como tristeza, problemas de sono, ansiedade, raiva observados com mais frequência entre os jovens que fumam e consomem drogas, sobretudo os do sexo feminino.

Especialistas deixam conselho: é preciso mudar de estratégia

O estudo verifica ainda que os médicos não estão entre as fontes de informação no que diz respeito a estes temas, procurando mais os amigos e familiares. Conclusões que levam os especialistas a aconselhar uma “abordagem multigeracional”, que inclua a educação da família.

A estes juntam-se os profissionais de saúde, que devem “rever as suas tentativas de comunicar com os mais novos”.

O casamento faz bem ao coração

Estar casado reduz risco de morte por doenças cardiovasculares

Por | Família

É solteiro, divorciado, viúvo? Então saiba que o seu risco de doença cardiovascular é superior. É a ciência que o garante, salientando os benefícios de estar casado para o coração.

Sim, o estado civil pode fazer a diferença no risco de sofrer de um ataque cardíaco ou um AVC, tendo também impacto na sobrevivência em ambos os casos, conclui um estudo realizado por investigadores britânicos, os mesmos que asseguram que ser solteiro está associado a um risco 55% maior de morte por AVC.

Publicado na revista científica Heart, o trabalho, levado a cabo por uma equipa de cientistas da Universidade de Keele, em Newcastle, analisou 225 estudos publicados entre 1963 e 2015 sobre o impacto do estado civil na saúde cardiovascular.

Destes, selecionaram os 34 mais relevantes, tendo olhado para dois milhões de participantes, com um objetivo: verificar a relação entre uma coisa e outra. Uma ligação que foi confirmada, tanto que os autores do trabalho sugerem mesmo que se olhe para o estado civil como um fator de risco que influencia tanto a possibilidade de sofrer de doença cardiovascular, como de sobreviver a estes problemas.

Risco superior de morte

A análise dos dados revela que, em relação aos casados, os divorciados, viúvos ou os que nunca contraíram matrimónio 42% superior de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% de virem a ter patologias cardíacas da artéria coronária.

Ser solteiro também está associado a um aumento do risco de morte superior em 42% para o caso das doenças coronárias e 55% para o AVC. Nem os divorciados escapam, com o risco aqui a ser 35% superior para as doenças do coração. No caso dos viúvos, o risco de AVC aumenta em 16%.

Dados que, segundo os especialistas, precisam de ser completados com mais estudos, uma vez que este trabalho não teve em conta os casais do mesmo sexo, a qualidade do matrimónio ou a os que vivem em união de facto.

Proteção contra a doença cardiovascular

Mas afinal, o que é que quem está casado tem que falta aos restantes? Uma companhia parece ser a resposta. Afirmam os investigadores que, após um ataque cardíaco, são os doentes casados os mais dispostos a tomar medicação, sobretudo por pressão do cônjuge.

Risco de mortalidade duplica nas grávidas com anemia

Por | Família

Um em cada cinco portugueses é afetado por anemia em algum momento da sua vida, revelam os dados do Anemia Working Group Portugal (AWGP), que confirma que esta é uma patologia que afeta 50% das grávidas nacionais. E o maior estudo internacional realizado até ao momento sobre o tema confirma que estas grávidas têm o dobro do risco de morrer na gravidez ou na semana seguinte ao parto.

Dados que salientam a necessidade de tornar a prevenção e tratamento deste problema uma prioridade mundial, reforçam os especialistas.

Liderada pela Universidade Queen Mary de Londres, a investigação olhou para o risco de mortalidade materna em mais de 300.000 grávidas e associou-o à anemia grave. E confirmou que este problema, que afeta 32 milhões de grávidas em todo o mundo e que, de acordo com o AWGP, “resulta da diminuição do número de glóbulos vermelhos no sangue, ou do conteúdo de hemoglobina para valores inferiores aos considerados normais para a idade, sexo e etapa de crescimento”, aumenta o risco de morte.

Os resultados, publicados na revista The Lancet Global Health, revelam isso mesmo, apesar deste ser um problema facilmente tratável. Ainda assim, não tem sido possível reduzir o impacto do problema, o que deverá passar por uma resposta multidisciplinar, envolvendo não só os profissionais de saúde, mas também os decisores políticos.

“A anemia na gravidez é um dos problemas médicos mais comuns que afeta as mulheres, independentemente do nível de desenvolvimento dos países. Mostrámos que, se uma mulher tem anemia em algum momento da sua gravidez ou nos sete dias após o parto, tem um risco superior de morte, o que sugere que o tratamento urgente é muito importante”, afirma  os especialistas.

Maioria desconhece que sofre com a doença

Por cá, os dados do estudo EMPIRE, de 2015, mostram que a prevalência desta doença é mesmo mais elevada (20%) do que a estimativa da Organização Mundial de Saúde (15%).

Não só são muitos os portugueses com anemia, como a esmagadora maioria dos afetados (84%) não sabe que sofre com a doença.

As mulheres são as mais afetadas, sobretudo as grávidas, grupo em que a prevalência está acima dos 50%.

 

 

Bem-estar dos pais piora com o regresso dos filhos adultos ao ‘ninho’

Por | Família

Antigamente, o percurso era certo. E previsível: os casais tinham filhos e estes, quando cresciam, deixavam o ‘ninho’. Hoje, não só o fazem cada vez mais tarde, como há ainda um grupo, a quem chamam ‘geração boomerang’, que regressa a casa dos pais depois de já ter batido asas. É assim um pouco por toda a Europa. Uma mudança que, garante um estudo da London School of Economics and Political Science (LSE), contribui para um declínio significante na qualidade de vida e bem-estar dos pais.

Os investigadores analisaram dados de maiores de 50 anos e dos seus companheiros em 17 países europeus, Portugal incluído, referentes aos anos de 2007 a 2015. O resultado: o bem-estar dos pais reduz-se bastantes com o regresso dos filhos, e isto independentemente da razão que os faz voltar ao ninho vazio.

Publicado na mais recente edição da revista científica Social Science & Medicine, o trabalho, realizado por Marco Tosi e Emily Grundy, do Departamento de Política Social da LSE, confirma que “ao longo do último meio século, a co-residência intergeracional diminuiu drasticamente nos países ocidentais”. Um padrão que mudou recentemente, tendo vindo a aumentar em alguns países, sobretudo devido às “elevadas taxas de desemprego, perspetivas de trabalho precárias e dificuldades financeiras entre os jovens adultos”.

Os investigadores olharam apenas para os participantes com idades até aos 75 anos, para eliminar a possibilidade de o regresso ter sido motivado por necessidades manifestadas pelos pais. E utilizaram uma escala de qualidade de vida, que mediu “sentimentos de controlo, autonomia, prazer e autorrealização na vida quotidiana”, com base em 12 indicadores.

Filhos continuam a ser sinónimo de cadilhos

Os resultados não deixam dúvidas: quando um filho regressa ao ninho, a pontuação diminuiu em média 0,8 pontos, um efeito substancial na qualidade de vida, semelhante ao desenvolvimento de uma deficiência relacionada com a idade, como dificuldade em andar ou vestir-se.

E embora os diferentes motivos para o regresso, como o desemprego, o fim de uma relação sejam, por si só, angustiantes para os pais, ainda assim o retorno dos filhos continua a provocar o declínio no bem-estar parental.

“Os pais gozam de sua independência quando os filhos saem da casa, e voltar a encher um ninho vazio pode ser considerada uma violação deste estádio da vida”, revela Marco Tosi. “O relacionamento conjugal melhora e os pais encontram um novo equilíbrio. Desfrutam desta fase da vida, encontrando novos hobbies e atividades”, conclui, um efeito que é partilhado, de forma geral, em todos os países analisados.