tragédia em Moçambique

Centenas de produtos a caminho de Moçambique

Por | Iniciativas

A situação trágica que se continua a viver em Moçambique, onde o ciclone Idai roubou a vida a mais de 600 pessoas, afetando mais de 1,8 milhões, 165 mil das quais obrigadas a abandonar as suas casas, perdendo tudo, não deixou os colaboradores da Teva Portugal indiferentes.

Desafiados a ajudar aqueles que, em Moçambique, neste momento pouco ou nada têm, os colaboradores mobilizaram-se para uma recolha de fundos que reuniu centenas de produtos enlatados, artigos de higiene e dezenas de caixas repletas de roupa, alimentos e bens, que foram depois entregues na Câmara Municipal de Lisboa, que os fará chegar ao seu destino.

Uma ajuda que não vai ficar por aqui. A Teva Portugal contactou a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), dando conta da sua disponibilidade no sentido da doação de medicamentos capazes de dar uma melhor resposta às necessidades sentidas no terreno.

Mário Madeira, Diretor-Geral do grupo TEVA em Portugal, reforça “o compromisso social da companhia e a disponibilidade, por parte de todos os colaboradores da TEVA no nosso país, para ajudar e colaborar, rápida e eficazmente, perante este tipo de catástrofes em países tão próximos historicamente de Portugal”.

País em recuperação

Recorde-se que o ciclone Ida atingiu a região centro de Moçambique no dia 14 de março. Para além dos estragos causados pela tempestade, o país luta ainda contra uma epidemia de cólera e procura controlar os casos de malária. 

Têm sido muitas as instituições e organizações nacionais que se mobilizaram para ajudar quem mais precisa, num país que luta pela recuperação, ainda distante, e que se empenha no combate às epidemias que ameaçam os sobreviventes em várias regiões de Moçambique.

participação cidadão

‘MAIS PARTICIPAÇÃO melhor saúde’ agraciada com distinção de mérito

Por | Iniciativas

No âmbito das cerimónias comemorativas do Dia Mundial da Saúde de 2019, este ano subordinado ao tema Cobertura Universal de Saúde, a iniciativa ‘MAIS PARTICIPAÇÃO melhor saúde’ irá ser agraciada pela Ministra da Saúde, no âmbito do seu trabalho ao nível da participação cidadã.

A distinção de mérito do Ministério da Saúde vai ser atribuída por Marta Temido, reconhecendo assim o papel deste projeto, que tem contribuído para aumentar o envolvimento de todos nas tomadas de decisão em saúde.   

MAIS PARTICIPAÇÃO melhor saúde é uma iniciativa promovida pelo GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, em colaboração com outros atores na área da saúde e da participação cidadã, agregando várias pessoas com doença e respetivas associações de doentes.

O seu trabalho procura dar força à participação cidadã, no sentido de promover um maior envolvimento dos cidadãos nas decisões relacionadas com a política de saúde, através de processos de tomada de decisão feitos com base numa ampla participação pública.

O trabalho das organizações que integram este movimento viu recentemente aprovada, no Parlamento, a Carta para a Participação Pública em Saúde, que é, nas palavras de Margarida Santos e Sofia Crisóstomo, coordenadoras da iniciativa, “um reconhecimento da participação de todos os cidadãos nas decisões de saúde eixo fundamental para uma transformação do sistema de saúde e para que a saúde que possa servir, efetivamente, a todos”.

rastreios à anemia

Rastreios gratuitos para a anemia e deficiência de ferro em Cascais

Por | Iniciativas

Um em cada cinco portugueses adultos tem anemia. Os dados fazem parte do único estudo nacional sobre o tema, que acrescenta a este outro dados preocupante: a maioria (84%) não está diagnosticada. O rastreio é uma das formas de conhecer o problema, como aquele que se vai realizar em Cascais, nos dias 30 e 31 de março. 

Segundo o estudo EMPIRE, realizado pelo Anemia Working Group Portugal, a prevalência da anemia é elevada no nosso país, chegando aos 20%, valor superior à estimativa de 15% da Organização Mundial de Saúde. 

Para fazer o diagnóstico da anemia, recorrem-se a análises de sangue, algo que costuma ser feito de forma tardia, uma vez que a anemia é frequentemente confundida com a fadiga numa fase inicial e tem um desenvolvimento lento, podendo passar diversos meses até que as reservas de ferro do organismo sejam esgotadas.

Dois dias de rastreios

Para sensibilizar e cuidar da população, a SYNLAB vai realizar rastreios de anemia nos dias 30 e 31 de março, das 10h00 às 18h00, no Cascais Villa Shopping Center.

A participação é gratuita para todas as idades e os participantes podem ainda participar num sorteio e habilitar-se a ganhar um teste de intolerância alimentar A200 e a muitos brindes.

Deficiência de ferro na origem de metade dos casos

Ainda de acordo com o estudo EMPIRE, cerca de 52,7% de todos os casos de anemia são resultado de uma deficiência de ferro.

Quando esta se instala, significa que o ferro é insuficiente para dar resposta às necessidades do organismo, uma vez que este é essencial para o funcionamento saudável de todo o corpo, incluindo coração, músculos e glóbulos vermelhos, com impacto também ao nível da saúde mental.

De resto, a Organização Mundial da Saúde reconhece a existência de uma redução de 30% no rendimento do trabalho e do desempenho físico em homens e mulheres com deficiência de ferro.

maior congresso de neuro-oftalmologia no Porto

Portugal estreia-se a receber o maior congresso de neuro-oftalmologia da Europa

Por | Iniciativas

Portugal recebe, pela primeira vez, o maior congresso europeu de neuro-oftalmologia. A estreia vai fazer-se no Porto, no Centro de Congressos da Alfândega, entre os dias 16 e 19 de junho, e contará com a presença de alguns dos maiores especialistas internacionais nesta área.

Organizado pela Sociedade Europeia de Neuro-oftalmologia, com o apoio do Grupo Português de Neuro-Oftalmologia, o EUNOS conta com um programa científico vasto e intenso.

O primeiro dia do congresso contará com uma reunião conjunta entre a Sociedade Europeia de Neuro-Oftalmologia e a Rede Europeia de Nervo Ótico (EUPON – European optic nerve network), que irá abordar as diversas neuropatias óticas, desde a ciência básica, abordagem clínico-terapêutica até à investigação translacional, tentando estreitar os laços entre as diferentes abordagens.

Doenças óticas mitocondriais em destaque

Em destaque irão estar as Neuropatias Óticas Mitocondriais, nomeadamente a Neuropatia Ótica Hereditária de Leber (LHON), que nos últimos anos tem sido fruto duma investigação intensa, com resultados clínico-terapêuticos promissores.

Nos restantes dias vai ser abordado um diversificado conjunto de temas, desde as novas modalidades em neuroimagem e as suas aplicações clínicas, manifestações neuro-oftalmológicas das doenças neurodegenerativas versus glaucoma, miastenia gravis ocular e neuro-oftalmologia pediátrica.

O congresso conta ainda com dois cursos dedicados aos colegas mais novos, neuro-oftalmologia de urgência e OCT na Neuro-oftalmologia, mas que pelo seu painel de oradores irá certamente cativar a audiência, mesmo a mais experiente.

“É com grande orgulho que recebemos esta reunião, onde se vão dar a conhecer avanços determinantes nesta área. São sempre encontros importantes, uma vez que permitem estreitar laços entre colegas através da partilha e debate de conhecimentos, o que em muito contribui para o avanço da investigação e do saber médico e consequentemente ajuda a melhorar a vida de muitos doentes”, refere Dália Meira, médica oftalmologista do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e responsável pela organização local do evento.

Dia da Esperança no IPO

Figuras públicas associam-se ao “Dia da Esperança”

Por | Iniciativas

Ana Bravo, Carla Ascenção, Jorge Gabriel e Miguel Guedes são as caras mais conhecidas. A estas, o IPO do Porto gostaria de juntar muitas outras. Para isso, convida todos os portugueses a partilharem, nas redes sociais, uma fotografia sua com uma flor, com a referência #umaflorpelaesperança.

Porquê? Porque hoje é Dia da Esperança, a mesma que serve de fio condutor para muitos doentes e profissionais de saúde que lidam com o cancro. Para o assinalar, o IPO do Porto lança o movimento “Uma flor pela esperança”, sendo a flor, mais do que o símbolo da primavera, o da esperança dos doentes oncológicos e de todos os que participam em ensaios clínicos, sendo ao mesmo tempo um agradecimento a todos os profissionais de saúde, familiares, amigos e cuidadores.

Celebrado com o apoio da Roche neste IPO desde 2015, o Dia da Esperança quer chegar a todos tornando-se, por isso, Dia Nacional da Esperança.

Para tal, em 2018 foi entregue uma petição na Assembleia da República, com cerca de sete mil assinaturas, que pediam a implementação deste dia.

Uma petição que conseguiu um parecer positivo, aguardando-se apenas que o projeto de resolução, subscrito pelos deputados do PS, PSD, CDS/PP e BE, seja aprovado e promulgado em Diário da República.

Mais de 400 participaram em ensaios clínicos 

Um dia que serve também para homenagear os mais de 400 que participaram em ensaios clínicos no IPO do Porto no ano passado, número que representa um recorde nos últimos cinco anos.

Segundo Laranja Pontes, Presidente do Conselho de Administração do IPO-Porto, é um número que “espelha uma grande maturidade dos doentes e um grande compromisso de todos os profissionais de saúde, no sentido de assegurar o acesso e o desenvolvimento de novas terapêuticas no tratamento oncológico”.

radiação nos exames

O polémico uso de exames com radiação em debate por especialistas

Por | Iniciativas

Apesar das recomendações das sociedades científicas e da Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM), que recomendam se façam diagnósticos, de preferência, com métodos livres de radiação, não é essa a prática em Portugal e noutros países da Europa, onde o primeiro exame com imagem usado para estudar a doença coronária continua a ser a cintigrafia de perfusão miocárdica, que usa radiação.

Numa altura em que a prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares se reveste de maior importância, tendo em conta que esta é a primeira causa de morte de homens e mulheres europeus, a polémica com o uso da radiação ganha destaque, sendo um dos temas em debate na 1ª reunião do Heart Center, do Hospital da Cruz Vermelha, uma iniciativa que irá decorrer no dia 30 de março, no Museu do Oriente, em Lisboa.

A reunião vai receber especialistas nacionais e internacionais, para troca de experiências e divulgação de trabalhos clínicos e de investigação sobre o tema.

Com um ênfase na ecocardiografia de sobrecarga e nas suas aplicações na prática clínica, a reunião contará ainda com a presença de especialistas internacionais, como Eugénio Picano, especialista italiano do Instituto de Fisiologia Clínica de Pisa, Itália, autor de mais de 250 artigos originais publicados em revistas científicas e pioneiro no uso uso da ecografia de sobrecarga.

É a este especialista que fica a cargo o debate sobre o uso destas técnicas e como podem revolucionar o tratamento dos doentes, com uma significativa redução da morbilidade e mortalidade. Contrastam, assim, com os exames que recorrem ao uso de radiação que, sempre que possível e em nome do interesse do doente, podem e devem ser substituídas.

Avanços que prometem ainda mais

“As várias técnicas complementares de diagnóstico em cardiologia têm sofrido um avanço extraordinário”, explica Carlos Cotrim, responsável pelo laboratório de ecocardiografia do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa e um dos responsáveis da Comissão Organizadora do evento.

“A 1ª reunião de ecocardiografia do Hospital da Cruz Vermelha, que ocorre num momento de viragem desta instituição, pretende sublinhar o papel chave que a ecocardiografia continua e certamente continuará a desempenhar na avaliação dos nossos doentes.”  

Bolsas de Cidadania para associações de doentes

Bolsas de Cidadania voltam a reconhecer os projetos idealizados pelos doentes

Por | Iniciativas

Já não são novidade, ou não fosse este o quinto ano que se realizam. As Bolsas de Cidadania Roche estão de volta e à espera dos projetos e ideias das associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais (ONG) que promovam a saúde e informação dos doentes.

São, ao todo, seis as bolsas a atribuir, com um financiamento total de 60 mil euros, destinado a financiar projetos e ideias capazes de fomentar a participação dos cidadãos e dos doentes nos processos de decisão em saúde, de informar os doentes sobre os seus direitos de acesso à informação e ao envolvimento nas decisões individuais de tratamento.

Abertas até dia 12 de abril, as candidaturas deverão preencher os requisitos identificados no regulamento da iniciativa, disponível em https://bit.ly/2GRhah3.

A análise das candidaturas e a decisão sobre os vencedores das bolsas será feita por um júri independente e composto, no mínimo, por cinco elementos.

Seis vencedores em 2018

Na edição de 2018, a Roche atribuiu igual número de bolsas – seis -, no valor total de 60 mil euros.

Valor distribuído por várias entidades e projetos, como a Associação Portuguesa de Hemofilia e de outras Coagulopatias Congénitas, que mereceu destaque com o seu projeto “Ver o futuro”.

A esta juntou-se a Alzheimer Portugal, com uma Campanha para uma mudança social – “Amigos na Demência”, a Associação Desportiva Padel Sem Barreiras, com o projeto “Padel Adaptado – Prática Desportiva para TODOS e sem barreiras” e a Associação Portuguesa de doentes de Parkinson, com o seu “PROGRAMA COGWEB MOVE IT”.

A Fundação Rui Osório de Castro, com a “Renovação do PIPOP – Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica” e a Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras, com o projeto “Corpo e Mente em Movimento”, foram também contempladas.

projeto quer alunos a lançar novo medicamento

Alunos desafiados a fazer lançamento de novo medicamento ultrassecreto

Por | Iniciativas

É um jogo. Mas um jogo que pretende capacitar, motivar e responsabilizar jovens com dificuldades no percurso escolar a escolherem as suas vocações profissionais. A brincar, a ‘Missão Inovar é Possível’ convida os alunos do 3º ciclo do ensino básico do curso de Educação e Formação de Jovens, da Escola D. João V, Amadora, a assumir a tarefa de lançar um novo medicamento ultrassecreto.

Os jovens, que têm um percurso escolar marcado pelo insucesso e desmotivação, encontram no jogo ‘Missão Inovar é Possível’ a oportunidade de vestir a pele de especialistas em vendas, marketing, produção, logística e outros departamentos, e fazer o lançamento bem-sucedido de um novo medicamento ultrassecreto, que promete melhorar a vida de muitos doentes.

Um projeto que conta com a chancela da EPIS – Empresários pela Inclusão Social e envolve vários recursos humanos da empresa Boehringer Ingelheim, que voluntariamente prestam mentoria aos alunos.

“Minimizar o insucesso e abandono escolar é o grande objetivo” desta missão, explica Vanessa Jacinto, Head of Market Access & Public Affairs da Boehringer Ingelheim, empresa que lançou o desafio.

“O projeto visa ensinar, através de um divertido business game, adaptado ao percurso escolar e à realidade social dos alunos a quem se dirige, as opções profissionais que eles têm pela frente, como funciona uma empresa e os desafios a que esta está sujeita no seu dia-a-dia.”

Reforçar as capacidades dos jovens

Neste processo, que visa realizar o lançamento de um novo medicamento, os jovens serão organizados em equipas e vão ter acesso a um conjunto de desafios que exigem a tomada de muitas decisões, em áreas como o Marketing, Logística, Vendas, entre outras.

Missões que vão ser apoiadas e orientadas por mentores, especialistas nas diferentes áreas.

Um projeto que pretende reforçar as capacidades dos jovens para a tomada de decisões, garantindo o seu crescimento enquanto pessoas e cidadãos.

Um objetivo tanto ou mais importante se tivermos em conta o contexto socioeconómico dos jovens a quem este projeto se dirige e pelo facto de se encontrarem no 9º ano de escolaridade, fase da vida onde terão que fazer escolhas com impacto no seu futuro. 

menu especial no restaurante do Chakall

Menu especial celebra o Dia dos Namorados e ajuda crianças com cancro

Por | Iniciativas

Se ainda não tem planos para o Dia dos Namorados, que tal celebrar o amor com uma refeição confecionada por um conceituado chef e, ao mesmo tempo, contribuir para uma boa causa? Este é o convite feito pelo chef Chakall e pela Fundação Rui Osório de Castro (FROC),  que tem como principal missão apoiar e proteger as crianças com cancro e os seus familiares.

O menu (almoço e jantar) do próximo dia 14 vai, por isso, ser especial. No El Bulo Social Club, em Lisboa, o sabor das refeições vai mesmo ser único, até porque terá um carácter solidário, com 2€ do seu valor a reverter a favor do trabalho da FROC, feito através da partilha de informação fidedigna capaz de esclarecer questões relacionadas com o cancro infantil e promover a investigação em oncologia pediátrica.

“O cancro é a primeira causa de morte por doença nas crianças”

Na apresentação do menu, que contou com a participação de convidados especiais, como Camané ou o alpinista João Garcia, Chakall explicou que se trata de uma forma de “chegar a mais pessoas, convidando-as a virem ao El Bulo Social Club no dia 14 de fevereiro desfrutar destes menus e ajudar, assim, a contribuir para a causa da Fundação Rui Osório de Castro”.

Cristina Potier, diretora-geral da FROC, agradeceu a oportunidade, referindo que “esta é mais uma forma de dar a conhecer a fundação. Este ano completamos 10 anos de existência, ao longo dos quais temos apoiado as famílias destas crianças, prestando esclarecimentos sobre a doença através de seminários, publicações e o portal PIPOP, e também apoiando a investigação em oncologia pediátrica, praticamente inexistente, mas fundamental para o avanço nas respostas aos vários tipos de cancro infantil”.

“O cancro é a primeira causa de morte por doença nas crianças, mas ao contrário do que acontece nos adultos a taxa de sobrevivência é muito positiva, de cerca de 80%”, confirmou Cristina Potier.

“Mas há ainda muito para fazer. É preciso saber mais sobre o cancro pediátrico. É preciso mais investigação para percebermos melhor as suas causas, chegar a uma taxa de sobrevivência de 100% e para que sigam a sua vida com o mínimo de sequelas. Só aí o nosso trabalho deixará de fazer sentido.”

No dia 14 de fevereiro, os menus solidários estarão disponíveis no El Bulo Social Club ao almoço (12h30-16h00) e ao jantar (19h00-1h00). 

No Dia dos Namorados, a ementa vai ser especial.

os acidentes vasculares cerebrais em Portugal

Por hora, três portugueses sofrem um AVC

Por | Iniciativas

Por hora, três portugueses sofrem um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Destes, um não sobrevive. Dos restantes, metade ficará com sequelas incapacitantes. As contas daquela que é a principal causa de mortalidade e incapacidade no nosso País vão ser feitas em mais um encontro nacional sobre o tema.

De 31 de janeiro a 2 de fevereiro, a Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) reúne especialistas nacionais e internacionais no seu 13.º Congresso Português do AVC, que decorre no Porto.

Especialistas estrangeiros juntam-se aos clínicos e investigadores nacionais, para um debate de temas desafiantes no que se refere à doença vascular cerebral, na qual o AVC se inclui.

Impacto socioeconómico milionário

“Todos os anos, cerca de 1,3 milhões de pessoas na Europa sofrem um primeiro AVC”, refere Valeria Caso, ex-presidente da European Stroke Organisation.

“Consequentemente, o impacto socioeconómico deste problema é considerável, com um custo anual na Europa na ordem dos 45 mil milhões de euros”, acrescenta a neurologista da University of Perugia, em Itália.

“Segundo as projeções mais recentes, a carga global de AVC na Europa sofrerá um aumento de mais 35% até o ano 2050 devido, em grande parte, ao envelhecimento da população.”

“Action Plan For Stroke in Europe 2018-2030” é o título do documento que estabelece objetivos e metas para proporcionar melhores cuidados aos doentes com AVC na Europa, a partir da intervenção em quatro áreas de atuação estruturais (prevenção primária, fase aguda, reabilitação e vida pós-evento), que deve ser implementado de forma faseada até 2030, adaptando as estratégias à realidade local de cada país.

“O plano de ação constitui uma importante fonte de referência no que se refere às ações necessárias para aumentar os esforços em torno da prevenção e tratamento”, esclarece Valeria Caso. 

Em busca de um plano nacional

“A SPAVC irá analisar a informação que existe em Portugal acerca do estado de cada uma das grandes áreas de intervenção na cadeia do AVC”, explica Elsa Azevedo, vice-presidente da SPAVC e presidente da conferência, pretendendo-se fazer uma atualização e promover um debate multidisciplinar que facilite a definição de um Plano de Ação Nacional, “para que Portugal possa atingir os objetivos delineados pela Europa até 2030”.