fazer exercícios na praia

Os melhores exercícios para fazer na praia este verão

Por | Nutrição & Fitness

Em pleno mês de agosto, e com previsões de aumento de temperatura, a receita é descanso à beira-mar, que se faz acompanhar pelos calóricos gelados e as irresistíveis bolas de Belim. E se acha que levar os sacos dos seus filhos, a geleira, as cadeiras, as boias e o guarda-sol é exercício suficiente para queimar as calorias, pense duas vezes. É aqui que entram as dicas do personal trainer (PT) André Guimarães – Fitness ParQ, que sugere exercícios que podem ser feitos em família, na praia e que ajudam a minimizar os exageros. O truque é mexer-se.

O primeiro conselho é simples: não pratique exercício em jejum, espalhe bem o protetor solar e tenha consigo uma garrafa de água.

Para exercícios cardio, tem as opções de caminhada vigorosa, que pode variar entre sete e 9,5km/h ou corrida, para os mais avançados. O piso macio obriga os músculos inferiores a realizarem um maior esforço e, consequentemente, o aumento significativo no gasto calórico em comparação com pisos mais duros, esclarece o especialista, inscrito na plataforma portuguesa de contratação de serviços Fixando.

Os melhores exercícios e como os fazer

Há outros exercícios que pode fazer para tonificar/fortalecer e continuar a acelerar o seu gasto calórico:

Agachamento – de pé, mantenha os pés à largura da anca. Com os joelhos e as pontas dos pés para fora, projete a anca para trás e agache até à altura do joelho, sem utilizar as mãos como ajuda. Realize três séries de 15/20 repetições.

Lunge Estático – coloque um pé à frente e outro atrás, desça de forma controlada até que os joelhos formem um ângulo de 90º. O joelho de trás não toca na areia e o da frente não passa a ponta do pé. Realize duas séries para cada lado, de 12/15 repetições.

Elevação do Quadril – deitado de barriga para cima, com os joelhos fletidos, eleve a sua anca até alinhar com os joelhos. Nesse momento, contraia glúteos e abdominal, volte a descer e repita. Realize três séries de 15/20 repetições.

Prancha com apoio de cotovelos – deite-se de barriga para baixo, estenda as pernas e dobre os braços, formando um ângulo de 90º nos cotovelos. Da cabeça aos pés, o corpo deve formar uma linha reta. Posicione os cotovelos exatamente por baixo dos ombros, mantenha o quadril e a zona lombar reta.

Dos seguintes exercícios, faça três sequências de 30 segundos, com descanso de 20 segundos entre elas:

1) Corrida no lugar (skipping) – corra sem sair do lugar, elevando os joelhos a 90º.

2) Alpinista (mountain climbers): coloque-se em posição de prancha (costas e ancas em linha reta) e braços com mão, cotovelo e ombro perfeitamente alinhados. Leve um joelho de cada vez ao cotovelo, alternadamente, o máximo que conseguir, como se estivesse a subir uma montanha.

Opção 2 (iniciantes): realize o exercício, apoiando joelhos na areia. Aguente o máximo de tempo possível, faça três séries. Mas não execute o exercício se sofre com dor na zona lombar.

Alongamento – termine a sua sessão com uma sequência de alongamentos musculares estáticos ou relaxamento, através de uma inspiração profunda: sustenha cinco segundos e expire lentamente.

os riscos de saltar o pequeno-almoço

Risco de obesidade é maior para adolescentes que saltam o pequeno-almoço

Por | Nutrição & Fitness

É um hábito comum entre os adolescentes, mas com consequências: está diretamente associado ao aumento da circunferência da cintura e do índice de massa corporal nesta faixa etária. Começar o dia sem o pequeno-almoço pode levar a uma dieta desequilibrada e outros comportamentos inadequados, tornando os adolescentes vulneráveis ​​ao ganho de peso.

A prova está num artigo publicado na Scientific Reports, realizado por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), no Brasil e colegas de instituições europeias, que avaliaram comportamentos que ditam o ganho de peso em adolescentes. 

“Descobrimos que saltar o pequeno-almoço está associado a marcadores de adiposidade em adolescentes, independentemente de onde moram e quanto dormem, ou se são do sexo masculino ou feminino”, diz a propósito a epidemiologista Elsie Forkert.

“Ao ignorar o pequeno-almoço, milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo estão provavelmente a substituir uma refeição caseira mais saudável, que inclui produtos lácteos, cereais integrais e frutas, por fast food consumida a a caminho da escola, ou na própria escola.”

De acordo com a investigadora, “isso normalmente significa consumir alimentos hipercalóricos industrializados de baixo valor nutricional, como salgados, fritos, refrigerantes e outras bebidas açucaradas, diretamente associadas ao desenvolvimento da obesidade”.

Pequeno-almoço e obesidade, relação perigosa

Inserido na investigação de pós-doutoramento de Elsie Forkert, com a colaboração de investigadores da Áustria, Bélgica, Alemanha, Grécia, Itália e Espanha, o trabalho analisou os dados de duas grandes investigações realizadas na Europa e no Brasil e avaliou a associação entre comportamentos associados ao balanço de energia na adolescência e marcadores de adiposidade total e abdominal.

“Os comportamentos relacionados com o equilíbrio energético foram medidos através de um questionário que cobriu os níveis de atividade física na escola ou em casa, durante o lazer ou as deslocações, etc. Aproximadamente 60 minutos ou mais por dia de atividade física moderada a vigorosa foram considerados adequados”, refere Forkert.

Quanto aos comportamentos sedentários, estes foram analisados ​​em termos do tempo habitual de ecrã (televisão, computador, jogos de vídeo), tendo sido pedido aos participantes que especificassem quantas horas costumavam dormir nos dias úteis e aos finais de semana.

Um questionário separado foi aplicado para explorar atitudes e preocupações em relação a escolhas alimentares, preferências, hábitos alimentares saudáveis ​​e estilo de vida, que incluiu uma pergunta específica sobre o pequeno-almoço. Aqui, foi pedido que dessem a sua opinião (concordassem ou discordassem, numa escala de 1 a 7) em relação à declaração “Salto frequentemente o pequeno-almoço”.

Os cientistas usaram esses dados para investigar se os adolescentes que o faziam tinham em média mais marcadores de adiposidade do que os restantes.

“Entre todos os comportamentos relacionados com o balanço de energia analisados, a correlação mais forte foi entre saltar o pequeno-almoço e os níveis médios aumentados de marcadores de obesidade”, refere Forkert.

Risco semelhante para rapazes e raparigas

Os dados dos inquéritos europeus e brasileiros mostraram que os adolescentes do sexo masculino eram, em média, mais pesados ​​e mais altos e tinham circunferências de cintura maiores que os do sexo feminino.

“Para os rapazes que saltaram o pequeno-almoço, a circunferência da cintura foi, em média, 2,61 cm maior na Europa e 2,13 cm maior no Brasil do que nos que geralmente comiam”, refere Forkert. E maior foi também o índice de massa corporal médio.

“O mesmo aconteceu com as raparigas europeias. O pequeno-almoço estava relacionado positivamente com a obesidade total e abdominal, mesmo quando o tempo de sono era adequado.”

Em Portugal, a obesidade infantil continua a ser uma preocupação, apesar de, de acordo com os dados mais recentes, entre 2008 e 2019, a prevalência de excesso de peso infantil ter caído de 37,9% para 29,6% e a de obesidade de 15,3% para 12,0%, um valor que fez o país melhorar na tabela dos estados europeus que participam no ‘Childhood Obesity Surveillance Initiative’.

imposto sobre as bebidas açucaradas

Estudo confirma: imposto sobre bebidas açucaradas eficaz a reduzir consumo

Por | Nutrição & Fitness

As armas no combate à guerra contra a obesidade têm sido múltiplas e variadas. O imposto sobre as bebidas açucaradas foi reconhecido como uma delas, mas será que um aumento de 10% no valor a pagar pelos consumidores faz assim tanta diferença? Um novo estudo garante que sim.

Foi um grupo de investigadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, que decidiu pegar nos dados recolhidos de alguns locais tão diferentes como os EUA, Espanha, França ou o México, onde a taxa nestas bebidas foi aplicada e avaliar o resultado da aplicação da taxa.

Andrea Teng, investigadora principal, refere que aquilo que se fez foi examinar o impacto real dos impostos sobre as vendas de bebidas açucaradas e o seu consumo, comparando-o com o que acontecia antes da aplicação da mesma.

“Esta nova análise apresenta provas convincentes de que os impostos sobre estas bebidas resultam numa diminuição das vendas ou do consumo. Para um imposto de 10%, os volumes de bebidas açucaradas diminuíram em média 10%”, revela a especialista.

“Isso mostra que os impostos são uma ferramenta eficaz para reduzir o consumo” e não só, uma vez que trabalhos anteriores já tinham confirmado que “o elevado consumo das bebidas com açúcar aumenta o risco de obesidade, diabetes e cáries dentárias”.

Aumento do consumo de água

Alguns dos estudos analisaram as bebidas consumidas em alternativa às açucaradas, após a aplicação do imposto. Com o imposto de 10% sobre as bebidas com açúcar, assistiu-se a um aumento, em média, de 1,9% nas bebidas alternativas, com um aumento de 2,9% no caso específico da água.

Este padrão de substituição mais saudável não é conclusivo, mas em três dos quatro locais onde a substituição ocorreu, o aumento no consumo das outras bebidas não açucaradas foi estatisticamente significativo.

Amanda Jones, coautora do trabalho, considera que em todos os locais foi verificada uma redução no consumo de bebidas açucaradas, ainda que o impacto do mesmo tenha sido maior nuns do que nos outros.

As razões para tal podem ser muitas e ir desde a existência de outras políticas de prevenção da obesidade, a sensibilização do público para o imposto, respostas da indústria, preferências do consumidor, etc.

Recomendações da OMS para as bebidas açucaradas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os governos imponham um imposto de 20% sobre as bebidas açucaradas, justificando-se com as evidências de redução no consumo e efeitos significativos na saúde.

fazer um piquenique

As melhores dicas para um piquenique saudável

Por | Nutrição & Fitness

Verão não é verão sem passeios, caminhadas ao ar livre ou um piquenique. É tempo de preparar a cesta, estender a toalha e usufruir da natureza e da companhia. Mas atenção: é que, com o tempo quente, há cuidados que importa não esquecer. A saúde agradece.

Primeiro, aconselha a Direção-Geral da Saúde, há que escolher os melhores recipientes, embalagens de diferentes dimensões, suficiente para separar de forma adequada os alimentos, de preferência de vidro.

Se o plástico for a sua opção, prefira as embalagens de Polietileno Tereftalato, ou PET, um polímero termoplástico adequado para transportar alimentos.

Para o menu, o melhor mesmo são os alimentos frios ou então feitos na noite anterior, como rissóis ou croquetes, que devem ser arrefecidos durante e bem condicionados durante a noite, cuidados a repetir no caso de pratos comprados no dia anterior (como frango ou sobremesas doces).

Quando estiver a preparar os alimentos, não corte frutas ou hortícolas com a mesma faca que cortou carne ou peixe para evitar a contaminação cruzada e, durante a viagem, separe os frios dos quentes.

O transporte deve ser feito em malas térmicas, com termoacumuladores suficientes para manter o frio. De resto, o calor deve ser acautelado, protegendo os alimentos do sol, seja durante a viagem ou no local do piquenique.

Os alimentos preferidos para o piquenique

fruta lavada é um excelente alimento a incluir. Rica em água, o que ajuda na hidratação, é ainda uma ótima sobremesa e lanche, sendo fácil de transportar.

Sejam cozinhados (sopas) ou crus, desde que bem lavados, como saladas ou em palitos (cenoura, pepino, courgette), os hortícolas são opções práticas e saudáveis.

A água é fundamental, podendo-se sempre aromatizá-la de forma natural, adicionando um pedaço de fruta (limão, laranja, lima), hortícolas (pepino), especiarias (canela) ou ervas aromáticas (hortelã, manjericão) bem lavadas previamente.

receitas para a praia

Receitas para comer na praia sem sombra de pecado

Por | Nutrição & Fitness

Julho está na reta final mas, apesar das temperaturas bipolares, já se fazem sentir alguns bons dias de praia de norte a sul do País. E ainda que as férias possam ser significado de relaxar e abdicar um pouco da dieta, isso não significa que nos devemos descuidar por completo. E parece ser isso que pensam muitos portugueses, preocupados com a linha, a julgar pelos dados da categoria “nutricionismo” da plataforma online de prestação de serviços Fixando, que tem sido uma das categorias em maior crescimento.

Em 2019, e até à data, comparando com o período homólogo, registou-se um aumento de 43% na procura deste serviço, sendo que os meses com maior procura foram janeiro, pelas promessas de início de ano e para colmatar efeitos dos clássicos doces de Natal e Ano Novo, e maio, a reta final de um último esforço para a preparação das férias de verão. 

É para evitar o descalabro alimentar que se costuma verificar nesta época que Bárbara Marques, nutricionista inscrita na Fixando, partilha algumas receitas fáceis, rápidas e, melhor ainda, ideais para evitar passar o dia de praia a comer batatas fritas, gelados e bolas de Berlim.

Sandwiches de maçã

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Sandwiches de maçã Os ingredientes desta iguaria nem chegam para encher uma mão: maçãs, sumo de limão, creme de chocolate negro (+ 70% de cacau) e amêndoas. Cortam-se as extremidades de maçãs firmes e regam-se com o sumo de limão. Prepara-se o recheio das sandwiches picando alguns pedaços do que restou das maçãs, juntam-se as amêndoas e o chocolate negro, envolvendo bem numa saborosa pasta. Dispõem-se nos pedaços de maçã, fecham-se as sandwiches e seguram-se com a ajuda de um palito.

 

Tornar as bebidas mais doces sem açúcar

Quer tornar as bebidas lácteas mais doces sem juntar açúcar? A receita é simples

Por | Nutrição & Fitness

Quer que o leite ou outras bebidas lácteas pareçam mais doces do que aquilo que são? A forma de o conseguir é simples: basta juntar… baunilha.

Realizado por especialistas da Universidade Penn State, nos EUA, um estudo confirma que a adição de baunilha ao leite adoçado faz com que as pessoas pensem que a bebida é mais doce, permitindo reduzir a quantidade de açúcar adicionado.

Uma descoberta que pode ajudar a desenvolver um leite achocolatado com açúcar reduzido, mais fácil de agradas às crianças.

“Estamos a usar a associação entre um cheiro e um sabor que nos permitirá reduzir o teor de açúcar adicionado”, explica Helene Hopfer, professora assistente de Ciências Alimentares. “Reduzir o açúcar adicionado nos produtos, assim como reduzir gordura e sal, é o santo graal da ciência dos alimentos.”

Cheiros que induzem sabores doces

A ideia de que um cheiro harmonioso pode fomentar determinados gostos não é nova, refere Hopfer, cujo grupo de investigação tem cindo a experimentar “interações intermodais” na alimentação há três anos.

Num teste de paladar cego, que forneceu novos dados sobre o sabor através do aroma, os participantes, que não sabiam que a baunilha tinha sido adicionada ao leite, indicaram consistentemente que as amostras com baunilha eram significativamente mais doces do que as suas concentrações de açúcar poderiam justificar.

Respostas que indicam que, com a adição de baunilha, o teor adicional de açúcar no leite aromatizado pode ser reduzido entre 20% a 50%, sugere a investigadora Gloria Wang, sem que as pessoas percecionem a bebida como menos doce.

“Mantemos a perceção de doçura por ter esse odor, que basicamente faz o cérebro pensar que há doçura suficiente”, acrescenta. “Com base nos nossos resultados, a interação gosto-aroma revela ter um efeito robusto.”

Tendo em conta as preocupações generalizadas sobre a ingestão de açúcar e a saúde, tem havido a preocupação, por parte da indústria alimentar, de reformular os produtos. Para os especialistas envolvidos, esta é uma opção viável para reduzir o açúcar adicionado aos produtos e manter a doçura que os consumidores exigem.

estar de pé queima calorias

Estar de pé ajuda a queimar energia e combate o sedentarismo

Por | Nutrição & Fitness

Sabe quantas calorias queima quando está de pé? Um estudo realizado por investigadores espanhóis fez as contas e confirma que, para perder peso, esta posição é preferível ao estar sentado ou deitado. 

É da Universidade de Granada que vem a recomendação: devemos passar mais tempo em pé para aumentar o gasto de energia e combater o sedentarismo e os seus impactos negativos na saúde. Isto porque estar de pé ajuda a queimar calorias: mais especificamente, 45 quilocalorias a mais por cada seis horas de pé.

Uma das aplicações deste estudo, publicado na revista Plos One, passa pela implementação de mesas ajustáveis ​​em altura para trabalhar em pé, que já é moda nos países nórdicos para combater o sedentarismo no trabalho.

Francisco J. Amaro-Gahete, autor principal do trabalho e estudante do doutoramento de Biomedicina da Universidade de Granada, defende que “se combatermos o sedentarismo com pequenas mudanças no estilo de vida, como passar mais tempo de pé, isso pode reduzir o risco de desenvolver doenças como a obesidade ou diabetes tipo 2”.

Menos tempo sentados e deitados

Neste artigo, os especialistas mostram que uma boa forma de reduzir os efeitos de um estilo de vida sedentário é reduzir o tempo sentados ou deitados, incentivando a permanência em pé.

Para lá chegar, foram analisar o gasto de energia em cada uma das posições e identificaram, na amostra composta por 53 pessoas, dois tipos: os poupadores de energia e os gastadores, dependendo do gasto de energia que consumiam sentados, deitados e de pé.

“Os poupadores consomem muito pouca energia nas suas atividades e, portanto, a diferença entre estar sentado ou deitado e ficar de pé é praticamente nula. As pessoas gastadoras, no entanto, queimam aproximadamente 10% mais energia quando deixam de estar sentados ou deitados e passam a estar de pé “, explica Francisco Amaro.

As vantagens de estar de pé

Mas e o que faz com que uma pessoa gaste mais ou menos energia? É uma questão para a qual ainda não há resposta, mas que pode estar relacionado, por exemplo, com o facto de algumas pessoas perderem peso mais facilmente do que outras.

O fator que mais parece importar aqui é a massa muscular. “Pessoas com mais massa muscular gastam mais energia do que as pessoas com menos massa muscular”, refere o especialista.

À luz dos resultados, os autores aconselham a passar mais tempo de pé no escritório como uma boa estratégia para aumentar o gasto de energia e, assim, evitar armazená-lo como gordura.

“É muito importante mudar de posição”, diz Jonatan Ruiz, outro dos autores deste artigo.

“Se uma pessoa se levantar, der 10 passos e se sentar novamente, os efeitos do estilo de vida sedentário serão bastante reduzidos.”

productos lácteos fazem bem à saúde

Leite e produtos lácteos podem mesmo ajudar a prevenir doenças crónicas

Por | Nutrição & Fitness

Um consumo adequado de leite e produtos lácteos em diferentes fases da vida pode ajudar a prevenir várias doenças crónicas, garante um novo estudo, que fez a revisão de vários artigos sobre a relação entre leite e saúde.

Publicado na Advances in Nutrition, uma das revistas científicas mais importantes do mundo no campo da nutrição e dietética, o trabalho, realizado por cientistas de diferentes universidades espanholas, europeias e norte-americanas, encontrou uma ligação positiva entre a ingestão moderada de leite durante a gravidez e peso ao nascer, assim como o comprimento e conteúdo mineral ósseo durante a infância.

A esta descoberta, acrescenta outra: a de que uma ingestão diária de leite e produtos lácteos entre os idosos pode reduzir o risco de fragilidade e sarcopenia (perda de massa muscular).

Produtos lácteos reduzem risco de mortalidade

O leite e os seus derivados contêm vários nutrientes e contribuem para satisfazer as necessidades nutricionais de proteínas, cálcio, magnésio, fósforo, potássio, zinco, selénio, vitamina A, riboflavina ou vitamina B12. No entanto, o seu papel na nutrição e saúde tem sido muito questionado, o que tem dado origem a uma redução do seu consumo para níveis abaixo do recomendado em muitos países.

Esta revisão, coordenada pela Universidade de Granada, visa avaliar e sintetizar as evidências científicas sobre o efeito do consumo de leite e produtos lácteos na prevenção de várias doenças crónicas e mortalidade por todas as causas, tendo em conta a importância de manter uma adequada qualidade da dieta nas diferentes fases do ciclo de vida.

As descobertas foram variadas. Uma delas refere-se ao risco de diminuição de fraturas associadas à osteoporose. Aqui, ao contrário do esperado, foi possível perceber que uma maior ingestão de produtos lácteos não apresenta uma associação clara à redução do risco destas fraturas, ainda que isso se verifique com as fraturas vertebrais.

Não foi, também, identificada qualquer associação entre o consumo de produtos lácteos e o aumento do risco de mortalidade. De facto, a ingestão total destes produtos, desde que com baixo teor de gordura foi, isso sim, associada a um risco reduzido de síndroma metabólica, apoiando a ideia de que o consumo destes produtos não aumenta o risco de doença cardiovascular e pode, pelo contrário, ter um efeito ligeiramente protetor.

No que diz respeito à diabetes do tipo 2, esta avaliação conclui que o consumo de produtos lácteos, sobretudo laticínios e iogurtes com baixo teor de gordura, pode estar associado a um menor risco desta doença.

Risco reduzido também no caso do cancro colorretal e da bexiga.

campanha apela ao exercício físico

Iniciativa nacional quer por os portugueses a praticar exercício físico

Por | Nutrição & Fitness

Para muitos portugueses, a prática de exercício físico costuma ser sinónimo de investimento, não só de tempo, mas dinheiro. A nova campanha nacional quer deitar por terra este mito e lança um desafio: “Siga o Assobio”.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) junta-se ao Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), com o apoio da Federação Portuguesa de Futebol, para mostrar aos portugueses que praticar exercício físico pode ser fácil, acessível e entusiasmante.

“Uma grande parte da população adulta portuguesa tem dificuldades em integrar a prática de exercício físico no seu dia a dia. Segundo o Eurobarómetro, a falta de tempo e de motivação são duas das principais razões apresentadas”, lê-se no comunicado da DGS.

“Tendo em conta que é esta faixa da população que assume atualmente as decisões familiares e que continuará a ser agente social nos próximos 15-20 anos, o investimento na prevenção e determinantes da sua saúde é uma prioridade para a sociedade e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, acrescenta.

Por isso, “Siga o Assobio” quando estiver à espera do elevador, preferindo as escadas ou quando estiver sentado no sofá sem nada para fazer, trocando-o por uma caminhada. Porque “todos os dias, há muitos momentos de glória que esperam por si. Para os encontrar, não é preciso estar em forma, não é preciso equipamento especial, não é preciso mais tempo…”

Avaliação da adesão ao exercício físico 

Uma campanha que se apresenta como inovadora, uma vez que é sustentada por um protocolo formal de avaliação de impacto, fazendo jus às melhores práticas nesta área. Ou seja, finda a mesma, irá ter lugar uma avaliação, que irá considerar todos os objetivos: reconhecimento e afinidade, atitudes e crenças, motivações e intenção, sendo os resultados preliminares apresentados no último trimestre de 2019.

fruto amigo do coração

Este é o fruto que deve comer todos os dias para uma saúde cardiovascular de ferro

Por | Nutrição & Fitness

Se gosta de comer regularmente frutos do bosque, esta notícia é para si. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de East Anglia, no Reino Unido, comer cerca de 150g de mirtilos por dia pode reduzir até 15% o risco de sofrer uma doença cardiovascular. Um fruto amigo do coração.

Durante seis meses, a equipa de investigadores analisou o consumo de mirtilos em 138 pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 75 anos e que sofressem da síndrome metabólica, de forma a compreender se este fruto poderia ser (ou não) benéfico para este grupo de risco.

Atualmente diagnosticada em cerca de um terço da população, a síndrome metabólica é detetada em doentes com três ou mais destes problemas de saúde: obesidade, pré-hipertensão arterial, hiperglicemia, hipocolesterolemia (bom colesterol baixo) ou hipertrigliceridemia (triglicéridos elevados).

Composição do fruto esconde receita para coração mais forte

Os resultados do estudo foram claros, pois quem consumiu as 150 gramas diárias de mirtilos registou uma diminuição no risco de doenças cardiovasculares. No entanto, quem apenas consumiu metade desta dose não registou qualquer diminuição no risco de poder a vir a sofrer de doenças cardiovasculares.

“Inesperadamente, não foram encontrados quaisquer benefícios em consumir uma dose 75 gramas de mirtilos”, afirma Peter Curtis, um dos líderes da investigação. “Isto leva a crer que poderá ser necessária uma quantidade superior para que estes benefícios sejam notados em populações em risco do que na população geral.”

Já estudos anteriores tinham também provado que os consumidores regulares de mirtilos apresentavam um risco inferior de vir a sofrer de doenças cardiovasculares ou de diabetes tipo 2, devido ao facto de terem na sua composição antocianinas, um flavonoide responsável pela atribuição dar cor azul (ou vermelha) à fruta.