crianças devem beber água

Não beber água pode aumentar o consumo infantil de bebidas açucaradas

Por | Nutrição & Fitness

Não beber água pode contribuir para a desidratação e, mais do que isso, ajudar a ganhar uns quilos a mais. É que, revela um novo estudo, as crianças e jovens adultos que não bebem água ao longo do dia podem consumir o dobro da quantidade de calorias através de bebidas açucaradas.

Realizado por investigadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, o trabalho, que foi publicado na revista científica Journal of American Medical Association Pediatrics, alerta para a necessidade de acesso livre a água por parte dos mais pequenos.

“As crianças devem consumir água todos os dias, e a primeira opção de bebida para as crianças deve ser a água”, confirma Asher Rosinger, um dos responsáveis pela investigação.

“Porque se eles não estiverem a beber água, vão provavelmente substituí-la por outras bebidas, como as açucaradas, que são menos saudáveis ​​e têm mais calorias.”

Troca de bebidas pode custar 200 calorias a mais

Refrigerante, sumos de fruta adoçados, bebidas desportivas, bebidas energéticas e bebidas açucaradas de chá e café são alguns dos exemplos que fazem parte da lista de bebidas alvo de estudo.

O trabalho foi realizado nos EUA, com dados do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição, um conjunto de informações nacionalmente representativas, que incluem dados referentes a 8.400 crianças com idades entre dois e 19 anos.

Consumo de água e bebidas açucaradas das crianças, para além de calorias ingeridas, foram parâmetros avaliados.

Depois da análise feita, os investigadores confirmaram que, num determinado dia, cerca de 20% das crianças relataram não beber água. Crianças essas que, contas feitas, consumiam quase o dobro das calorias a partir de bebidas açucaradas  (200 calorias no total) do que as crianças que bebiam água.

E embora 200 calorias possam não parecer muito, os especialistas concordam é um valor que pode aumentar rapidamente se alguém estiver a ingerir bebidas adoçadas com açúcar regularmente.

“O que é preciso não esquecer é que um extra de 3.500 calorias equivale a um quilo de ganho de peso”, refere o especialista. 

10 alimentos que previnem o aparecimento dos cabelos brancos

Por | Nutrição & Fitness

São, a partir dos 30 anos, normais. Mas ainda que os cabelos brancos sejam resultado de um processo de envelhecimento comum, seja por estigma social ou por qualquer outra razão, muitos são os que recusam assumi-los. Se é o seu caso, então este artigo é para si.

Embora o fator genético possa ser uma das principais razões que possam levar ao aparecimento do branco nos cabelos, outros fatores, como elevados níveis de stress ou o consumo de tabaco, podem também conduzir ao seu aparecimento precoce.

Se pintar o cabelo é a solução mais fácil e seguida pela maioria dos que optam por esconder os seus cabelos brancos, há outras que podem ajudar. É o caso de uma alimentação cuidada e equilibrada, com consumo reduzido de alimentos nocivos, como é o caso dos açúcares refinados.

Páscoa saudável

Como ter uma Páscoa saudável sem perder o prazer de comer

Por | Nutrição & Fitness

A Páscoa é uma época de recomeço, de partilha, mas também de comida. A tradição assim obriga, a mesma que pede uma mesa recheada de salgados e doces, entre o folar, o pão de ló, os ovos de chocolate ou as amêndoas. Mas e se pudesse conciliar tradição com saúde? É o site Nutrimento, do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral da Saúde, que o garante.  

A receita é simples. Primeiro, há que começar as refeições com uma sopa de hortícolas, que só tem vantagens. De acordo com os especialistas, “aumenta o volume gástrico, inibe o consumo inicial de aperitivos, hidrata, fornece vitaminas e minerais e favorece a digestão”.

O chocolate, quase inevitavelmente, faz parte da ementa. Se não conseguir evitar, prefira as variedades com maior teor de cacau e misture chocolate com fruta, reduzindo o valor energético aquilo que come.

Doces da Páscoa há muitos. Procure consumi-los no fim das refeições, depois da fruta. Quanto às amêndoas cobertas de açúcar, outra inevitabilidade pascal, evite consumi-las ao longo do dia de forma isolada, o que previne os picos de glicemia e preserva os órgãos que têm de lidar com quantidades elevadas de açúcar no sangue.

A boa notícia é que pode sempre consumir amêndoas, desde que não as mergulhe em chocolate ou qualquer outro doce. É a sua composição nutricional que as torna nutricionalmente interessantes, uma vez que são fonte de diversas vitaminas e minerais, fibra, magnésio, vitamina E e gorduras monoinsaturadas. 

açúcar não contribui para um bom humor

Açúcar, amigo ou inimigo do humor?

Por | Nutrição & Fitness

Se é dos que costuma comer um docinho para ficar mais bem disposto, saiba que o açúcar não só não melhora o humor, como o pode piorar.

É uma investigação, publicada na revista Neuroscience & Biobehavioral Reviews que, através de dados recolhidos por 31 estudos, confirma que o consumo de açúcar não tem um efeito benéfico sobre o humor, fomentando o cansaço no espaço de uma hora após o seu consumo.

Um grupo de especialistas da Universidade de Warwick e de Lancaster, no Reino Unido e da Universidade de Humboldt, na Alemanha, decidiu examinar o mito de que o açúcar pode deixar-nos mais bem-dispostos, avaliando o impacto do seu consumo na raiva, estado de alerta, depressão e fadiga.

Mito deitado por terra

Considerando fatores como a quantidade e o tipo de açúcar consumido, descobriram que o consumo de açúcar não tem praticamente nenhum efeito sobre o humor, independentemente da quantidade. De resto, as pessoas que consumiam açúcar sentiam-se mais cansadas e menos alerta do que as que não o tinham feito. 

Elizabeth Maylor, da Universidade de Warwick, espera que estes resultados possam acabar, de uma vez por todas, com o mito de que o açúcar nos faz sentir bem, posição partilhada por Konstantinos Mantantzis, líder do estudo.

“A ideia de que o açúcar pode melhorar o humor tem sido amplamente difundida na cultura popular, tanto que pessoas de todo o mundo consomem bebidas açucaradas para se tornarem mais alerta ou combaterem a fadiga”, explica.

“As nossas descobertas indicam claramente que tais alegações não são substanciadas. E a existir alguma coisa, é o contrário, ou seja, o açúcar provavelmente nos fará sentir pior.”

De acordo com o especialista, “o aumento da obesidade, diabetes e síndroma metabólica nos últimos anos destaca a necessidade de estratégias dietéticas baseadas em evidências para promover um estilo de vida saudável ao longo da vida. As nossas descobertas indicam que as bebidas ou lanches açucarados não fornecem um ‘reabastecimento de combustível’ rápido para nos deixar mais alerta”.

portugueses comem muita fruta

Portugal é o segundo país da UE onde se consome mais fruta

Por | Nutrição & Fitness

A relação dos portugueses com a fruta é boa, muito boa. Tanto que, entre os Estados-Membros da União Europeia (UE), o nosso país é o segundo com maior ingestão diária de fruta.

Os dados são do Gabinete Estatístico da UE (Eurostat), que revela que, em 2017, depois de Itália, onde 85% da população come fruta, é Portugal que surge na lista, com 81% dos cidadãos nacionais a confirmar que não passam sem este tipo de alimentos.

Bem pior que nós estão os três Estados-Membros onde menos de 40% da população ingere diariamente fruta: Letónia (35%), Bulgária e Lituânia (ambos com 37%).

Contas feitas pelo Eurostat, em 2017, cerca de uma em cada quatro pessoas (27%) comeu fruta pelo menos duas vezes ao dia. A estes juntam-se 37% que o fazem uma vez por dia, com os restantes 36% a ingerir com menor frequência ou de todo.

Consumo de vegetais é também motivo de orgulho

Então e quanto aos vegetais? Nesta liga, os portugueses não conseguem um lugar no pódio, mas por pouco. Ao todo, 78% adicionam os vegetais à sua dieta diária, menos que os irlandeses (84%) e belgas (84%), que lideram a tabela e menos também que os italianos (80%).

Enquanto na maioria dos Estados-Membros entre 50% e 80% da população relatou consumir vegetais diariamente, há cinco Estados-Membros cuja proporção era inferior a 50%: Hungria (30%), Roménia (41%), Letónia (44%), Lituânia e Bulgária (ambos com 45%).

Em comparação com o consumo de frutas, uma proporção ligeiramente menor (23%) da população da UE comeu vegetais pelo menos duas vezes por dia, com uma proporção ligeiramente maior (40%) a comer legumes uma vez por dia.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde,  ingestão recomendada de fruta e legumes deve ser de 400 gramas por dia.

ovos e colesterol

Os ovos fazem ou não mal à saúde? Novo estudo dá a resposta

Por | Nutrição & Fitness

Colesterol e ovos são duas palavras que, por tradição se costumam encontrar na mesma frase. O tema tem sido alvo de debate há décadas, transformado em pergunta: está a ingestão de ovos associada às doenças cardiovasculares? A resposta não tem sido sempre a mesma. Agora, um novo estudo quer acabar com as dúvidas.

E as notícias não são as melhores para os amantes de ovos. Realizado por um grupo de investigadores da Northwestern Medicine, o estudo refere que os adultos que ingerem mais ovos e têm uma dieta mais rica em colesterol apresentam um risco significativamente maior de doenças cardiovasculares e morte por qualquer causa.

“A mensagem aqui é referente ao colesterol, que existem nos ovos, sobretudo nas gemas”, refere em comunicado Norrina Allen, autora do estudo e professora associada de medicina preventiva na Feinberg School of Medicine, da Northwestern University.

“Como parte de uma dieta saudável, as pessoas precisam de consumir quantidades menores de colesterol. As que o fazem têm um risco inferior de doença cardiovascular.”

O que falhou nos outros estudos

Sem novidade é o facto, também aqui reforçado, que as gemas são uma das maiores fontes de colesterol alimentar: um ovo grande tem 186 miligramas de colesterol na sua gema.

Também a carne vermelha, carne processada e produtos lácteos com elevado teor de gordura (manteiga, por exemplo) têm alto teor de colesterol, confirma Wenze Zhong, investigador na mesma instituição.

Norrina Allen realça isso mesmo e refere que estudos anteriores sobre o tema, que concluíram que comer ovos não aumenta o risco cardiovascular, tinham geralmente uma amostra menos diversificada, menor tempo de acompanhamento e capacidade limitada para se ajustarem a outros elementos da dieta.

“O nosso estudo mostrou que, se duas pessoas têm exatamente a mesma dieta e a única diferença são os ovos, então podemos medir diretamente o efeito do consumo destes nas doenças cardiovasculares”, acrescenta.

“E aquilo que verificamos é que o colesterol, independentemente da fonte, está associado a um risco aumentado de doença cardíaca.”

O risco de comer muitos ovos

A mais recente investigação sobre o tema analisou dados de 29.615 adultos americanos, de diferentes raças e etnias,  que participaram em seis estudos.

Daqui foi possível perceber que a ingestão de 300 mg de colesterol na dieta por dia está associado a um risco 17% superior de doença cardiovascular e um risco 18% maior de mortes por todas as causas. O colesterol foi o fator determinante, independentemente do consumo de gordura saturada e outras gorduras.

Contas feitas, comer três a quatro ovos por semana está associado a um risco 6% mais alto de doença cardiovascular e um risco 8% maior de qualquer causa de morte.

Moderação é a palavra-chave

Comer ou não comer ovos, eis a questão. Com base neste estudo, recomenda-se uma ingestão reduzida de colesterol na dieta, o que significa que se devem reduzir os alimentos ricos em colesterol, como os ovos ou a carne vermelha.

Mas isso não significa banir por completo estes alimentos, salienta Zhong. Até porque estes alimentos são boas fontes de nutrientes importantes, como aminoácidos essenciais e ferro.

Em vez disso, é preferível escolher claras em vez de ovos inteiros ou comer os inteiros com moderação.

“Queremos lembrar as pessoas que há colesterol nos ovos, especificamente nas gemas, e isso tem um efeito prejudicial”, reforça Allen. “Coma-os com moderação”, acrescenta a especialista.

benefícios do chá verde

Chá verde reduz obesidade, pelo menos em ratos

Por | Nutrição & Fitness

É fã de chá verde? Então esta é uma boa notícia para si. Ou pode vir a ser. É que um novo estudo confirmou que este tipo de chá reduziu a obesidade e vários biomarcadores inflamatórios associados a problemas de saúde… em ratinhos.

A investigação foi, para já, apenas realizada nestes animais, alimentados com uma dieta composta por 2% de extrato de chá verde. Mas os dados confirmam que estes apresentaram muito melhores resultados que os restantes, o que indicia os potenciais benefícios do chá, sobretudo para as pessoas com risco elevado de diabetes e doenças cardíacas.

Publicado no Journal of Nutritional Biochemistry, o estudo “fornece evidências de que o chá verde estimula o crescimento das bactérias intestinais boas, e isso leva a uma série de benefícios que diminuem significativamente o risco de obesidade”, explica Richard Bruno, principal autor do estudo e professor de nutrição humana na Universidade Estadual de Ohio, nos EUA.

Resolver uma questão antiga

Alterações negativas no microbioma intestinal já tinham sido associadas à obesidade, tendo o chá verde demonstrado ser capaz de promover a existência de bactérias saudáveis.

A equipa de investigadores queria confirmar se o chá verde se pode associar à prevenção da obesidade, inflamação e outros fatores relacionados com a uma má saúde metabólica, refere o especialista.

“Os resultados dos estudos que avaliaram a gestão da obesidade têm sido, até agora, uma verdadeira mistura. Alguns parecem confirmar que o chá verde ajuda na perda de peso, mas muitos outros não mostraram nenhum efeito, provavelmente devido à complexidade da dieta. O nosso objetivo é descobrir como é que o chá pode evitar o ganho de peso”, acrescenta.

“Isso levará a melhores recomendações de saúde.”

Resultados apontam vantagens

É longa e rica a história de consumo de chá verde nos países asiáticos, bebida que tem sido cada vez mais adotada no Ocidente, em parte devido aos seus potenciais benefícios para a saúde.

Catequinas e polifenóis anti-inflamatórios encontrados no chá verde têm sido associados à atividade anticancerígena e menor risco de doença cardíaca e hepática.

A suspeita de Richard Bruno e dos colegas, de que o chá verde pode prevenir a obesidade e proteger contra a inflamação no intestino, levou-o a examinar os efeitos deste chá em ratos alimentados com uma dieta normal e níveis elevados de gordura, destinados a causar obesidade. 

Durante oito semanas, metade dos animais ingeriram uma dieta rica em gorduras, misturada com extrato de chá verde, enquanto a outra metade foi alimentada com uma dieta regular. 

Em seguida, pesou-se e avaliou-se o tecido adiposo, a resistência à insulina e outros fatores que incluíam a permeabilidade do intestino, a resistência à insulina ou a composição dos micróbios intestinais.

Os ratos alimentados com uma dieta rica em gordura e com o suplemento de chá verde ganharam cerca de 20% menos peso e tiveram menor resistência à insulina do que os ratos alimentados com uma dieta idêntica, sem chá.

Estes ratos apresentavam também menos inflamação no tecido adiposo e no intestino.

Os investigadores confirmaram que o chá verde parece contribuir para uma comunidade microbiana saudável nos intestinos dos animais.

Novos estudos a caminho

Richard Bruni está atualmente a trabalhar num estudo humano que irá explorar os efeitos do chá verde no intestino de pessoas com síndrome metabólica, um problema que predispõe à diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

Por enquanto, afirma, é muito cedo para extrapolar as descobertas feitas e aplicá-las às pessoas. Mas o especialista confirma a esperança de que investigações futuras sejam capazes de determinar se beber chá verde é uma boa estratégia para aqueles que desejam reduzir a sua probabilidade de se tornarem obesos.

riscos das dietas ioiô

Cuidado com as dietas ioiô: estudo diz que podem aumentar risco cardiovascular

Por | Nutrição & Fitness

Muitas das mulheres que querem perder peso já as experimentaram, aquela montanha russa em forma de dietas que até conseguem eliminar alguns quilos, mas que falham na promessa de mundos e fundos. Resultado: no final das mesmas os quilos estão de volta. Conhecidas como dietas ioiô, não só não resultam, como podem aumentar o risco de problemas cardiovasculares nas mulheres.

A afirmação é dada por um estudo, apresentado esta semana numa sessão científica da American Heart Association, que avaliou as flutuações de peso e concluiu que, de facto, as dietas ioiô podem prejudicar a saúde do coração.

“Ter um peso saudável é geralmente recomendado para um coração com saúde, mas manter a perda de peso é difícil”, confirma em comunicado Brooke Aggarwal, autora do trabalho. “E as flutuações no peso podem dificultar a obtenção desse ideal de saúde cardiovascular”, acrescenta.

IMC longe do desejado

Para perceber o impacto deste tipo de dietas, que fazem perder peso, mas de uma forma sustentada, os investigadores reuniram um grupo de 485 mulheres, com uma idade média de 37 anos.

A maioria das mulheres (73%) relatou pelo menos um episódio de perda de peso com dieta ioiô. E, para estas, a avaliação permitiu verificar que 82% apresentavam menos probabilidade de ter um índice de massa corporal (IMC) ideal (entre 18,5 e 25) e 51% menos hipótese de um IMC classificado como moderado.

O trabalho promete continuar, com os investigadores apostados em percebe, através de um estudo de cinco a dez anos, “se estes resultados se mantêm, analisando os efeitos de longo prazo”.

Crianças e os anúncios a alimentos nos Instagram e redes sociais

Nem os influenciadores conseguem pôr as crianças a comer bem

Por | Nutrição & Fitness

Eles estão por todo o lado: no YouTube, onde discorrem, horas a fio, sobre tudo e mais alguma coisa; no Instagram, onde partilham informação nem sempre relevante, mas igualmente cativante; no Facebook… Numa época dominada por influenciadores, nem os mais pequenos escapam. As consequências, essas podem fazer-se sentir na saúde.

A garantia é dada por uma investigação da Universidade de Liverpool, publicada na revista Pediatrics, que destaca a influência negativa que as redes sociais têm sobre a ingestão de alimentos pelas crianças.

Já se sabia que a publicidade televisiva e o patrocínio de celebridades aos alimentos não saudáveis ​​aumentam a ingestão infantil destes mesmos alimentos. No entanto, as crianças estão cada vez mais expostas ao marketing digital, algo que não tem sido contemplado nos estudos.

Exposição a alimentos pouco saudáveis aumenta a sua ingestão

Anna Coates, do grupo de investigação sobre Apetite e Obesidade da Universidade de Liverpool, lançou mãos à obra e decidiu avaliar o impacto do marketing de snacks (saudáveis ​​e não saudáveis) nas redes sociais, feito através das páginas dos vloggers no Instagram.

Foram incluídas 176 crianças, com idades entre 9 e 11 anos, divididas aleatoriamente em três grupos iguais, a quem foram mostradas páginas do Instagram de vloggers conhecidos, cada um com milhões de seguidores.

A um dos grupos foram mostradas imagens do vlogger com lanches poucos saudáveis; ao segundo grupo, o vlogger fez referência a lanches saudáveis ​​e ao terceiro foram mostradas imagens do vlogger com produtos não alimentares. Depois, mediu-se a ingestão de snacks por parte dos participantes.

As crianças do grupo que viu as imagens pouco saudáveis consumiram 32% mais quilocalorias de alimentos não saudáveis e 26% mais quilocalorias no total (entre snacks saudáveis e não saudáveis), comparando com as crianças que não foram expostas a imagens alimentares.

A má notícia é que nem os influenciadores são capazes de levar as crianças a comer de forma saudável. De acordo com o estudo, não houve diferença significativa na ingestão total de quilocalorias entre as crianças sujeitas à visualização de imagens saudáveis ​​e as do grupo das não saudáveis.

Especialistas pede mais restrições 

“Estas descobertas sugerem que a comercialização de alimentos não saudáveis, através do Instagram, aumenta a ingestão de energia imediata das crianças”, considera Anna Coates.

“Os jovens confiam nos vloggers mais do que nas celebridades, o que torna a publicidade que fazem ainda mais impactante”, acrescenta.

“São necessárias mais restrições ao marketing digital de alimentos não saudáveis ​​aos quais as crianças estão expostas e não deveria ser permitido que os vloggers promovessem alimentos não saudáveis junto de jovens vulneráveis nas redes sociais.”

forma de fazer exercício para todos

A nova tendência de exercício feita para todos, sem custos ou gasto de tempo

Por | Nutrição & Fitness

O que é que lavar o carro, subir escadas ou carregar as compras do supermercado têm em comum, para além de serem atividades que todos, ou quase, fazemos com frequência? São também uma oportunidade para fazer exercício, de forma rápida, intensa e não programada. E para todos.

Nos ginásios, o treino intervalado de alta intensidade é há muito conhecido. Levá-lo para o dia-a-dia das pessoas pode ser, de acordo com um novo estudo, a chave para ajudar quem tem excesso de peso ou obesidade a fazer mais exercício, essencial para melhorar a saúde.

“A atividade acidental regular, que nos faz suar, mesmo que seja por alguns segundos, é uma grande promessa para a saúde”, explica em comunicado Emmanuel Stamatakis, professor de Atividade Física, Estilo de Vida e Saúde da População no Centro Charles Perkins da Universidade de Sydney, Austrália.

Num artigo publicado no British Journal of Sports Medicine, Emmanuel Stamatakis e os colegas argumentam que muitas tarefas diárias podem ser classificadas como atividade física de “alta intensidade”. Ou seja, o tipo de atividade ou exercício que nos deixa sem fôlego suficiente para melhorar a forma física.

E torná-las rotina, repetida algumas vezes por dia, terá benefícios significativos para a saúde da maioria dos adultos.

Transformar o dia-a-dia em exercício

Para uma mulher com excesso de peso, atividades como correr e brincar com crianças, ao ritmo destas, subir escadas ou caminhar para o trabalho gastam seis vezes mais energia por minuto do que aquilo que acontece em repouso.

O que os autores deste estudo sugerem é que, espalhadas ao longo do dia, estas atividades poderiam ser usadas da mesma forma que o popular treino intervalado de alta intensidade, que funciona através da repetição de pequenas sessões de exercícios de alta intensidade, alternadas com descanso.

“É muita a investigação que nos diz que qualquer tipo de treino intervalado de alta intensidade, independentemente da sua duração e do número de repetições, é uma das formas mais eficazes de melhorar rapidamente a saúde cardiovascular e a saúde física”, refere o especialista. Uma ideia que pretendem agora que se replique no quotidiano.

Para isso, propõem a realização de três a cinco sessões curtas deste treino intervalado de alta intensidade acidental, num total de cinco a dez minutos por dia, a maioria dos dias da semana.

“Sabemos que fazer exercícios vigorosos tem grandes benefícios para a saúde a longo prazo, mas muitas pessoas acham muito difícil começar e manter um programa deste tipo”, acrescenta Stamatakis.

“A beleza desta ideia consiste em usar as atividades que já fazemos, como parte da vida quotidiana, que é muito mais realista e alcançável para a maioria das pessoas.”

Outra das vantagens, salienta, “são os custos nulos, sem necessidade de equipamentos e sem preocupações com a falta de habilidade ou adequação. É só fazer boas decisões, como estacionar o carro mais longe e carregar as compras durante mais 50 ou 100 metros”.