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Objetivo de eliminar a tuberculose em 2030 “dificilmente será atingido”

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No âmbito do Dia Mundial da Tuberculose, assinalado a 24 de março, António Domingos, pneumologista e coordenador da Comissão de Trabalho de Tuberculose da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, destaca as consequências que esta doença continua a ter a nível da saúde global, ao causar, todos os dias, a morte de cerca de quatro mil pessoas. Em 2019 foram dez milhões de mortes por tuberculose.

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António Domingos, pneumologista e coordenador da Comissão de Trabalho de Tuberculose da Sociedade Portuguesa de Pneumologia

No dia 24 de março comemora-se o Dia Mundial da Tuberculose. Foi a 24 de março de 1882 que Robert Koch anunciou a descoberta da causa deste problema – o bacilo da Tuberculose (mycobacterium tuberculosis). No centenário da data, em 1982, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a União Internacional Contra Tuberculose e Doenças Pulmonares, decidiram criar o Dia Mundial da Tuberculose.

A doença continua a ter consequências devastadoras a nível da saúde global, da economia e das condições sociais. De facto, em todo o mundo, a cada dia morrem cerca de quatro mil pessoas e 28 mil adoecem devido a esta doença. Foram dez milhões de mortes em 2019.

O tema “The Clock is Ticking” (O tempo está a passar) foi o escolhido pela OMS para este ano de 2021. 

 

Devido à pandemia Covid-19, o objetivo de eliminarmos a tuberculose em 2030 muito dificilmente será atingido.

A OMS pretende chamar a atenção dos decisores políticos para não esquecerem o compromisso de combaterem esta doença. E… o tempo conta!

Portugal, com menos de vinte casos por cem mil habitantes, situa-se no limiar dos países de baixa incidência.

Todavia, a diminuição sustentada do número de novos casos, ainda está aquém do desejado. A demora entre o aparecimento dos sintomas (tosse persistente, febre ao final do dia e sudorese durante a noite, expetoração, cansaço, perda de peso, …) e o estabelecimento do diagnóstico e início do tratamento, é responsável pelo prolongamento da transmissão e agravamento da doença.

Não devemos esquecer que o tratamento correto cura a doença.

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