golpe de calor

Cuidado com as lesões associadas ao calor

Por Bem-estar

Estamos no verão. O que significa que as temperaturas tendem a ser altas. E ainda que haja dias em que o calor parece ser mais tímido, outros há em que é difícil escapar-lhe. Neste dias, dar um mergulho ou relaxar à sombra parecem ser as melhores alternativas. Mas antes de colocar o protetor solar e sair de casa, é importante conhecer os sinais de lesões causadas pelo calor e como as evitar.

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cuidados com os olhos no verão

Cuidado com a saúde dos seus olhos no verão

Por Bem-estar

O verão acabou de chegar e com ele os raios ultravioletas (UV) que podem trazer consequências negativas para a visão. Apesar deste tempo de pandemia em que nos encontramos e dos cuidados recomendados pela Direção-Geral da Saúde para proteção da transmissão do vírus, devemos continuar também a ter cuidados com a visão, especialmente agora que estamos mais expostos ao sol.

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receitas para a praia

Receitas para comer na praia sem sombra de pecado

Por Nutrição & Fitness

Julho está na reta final mas, apesar das temperaturas bipolares, já se fazem sentir alguns bons dias de praia de norte a sul do País. E ainda que as férias possam ser significado de relaxar e abdicar um pouco da dieta, isso não significa que nos devemos descuidar por completo. E parece ser isso que pensam muitos portugueses, preocupados com a linha, a julgar pelos dados da categoria “nutricionismo” da plataforma online de prestação de serviços Fixando, que tem sido uma das categorias em maior crescimento.

Em 2019, e até à data, comparando com o período homólogo, registou-se um aumento de 43% na procura deste serviço, sendo que os meses com maior procura foram janeiro, pelas promessas de início de ano e para colmatar efeitos dos clássicos doces de Natal e Ano Novo, e maio, a reta final de um último esforço para a preparação das férias de verão. 

É para evitar o descalabro alimentar que se costuma verificar nesta época que Bárbara Marques, nutricionista inscrita na Fixando, partilha algumas receitas fáceis, rápidas e, melhor ainda, ideais para evitar passar o dia de praia a comer batatas fritas, gelados e bolas de Berlim.

Sandwiches de maçã

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Sandwiches de maçã Os ingredientes desta iguaria nem chegam para encher uma mão: maçãs, sumo de limão, creme de chocolate negro (+ 70% de cacau) e amêndoas. Cortam-se as extremidades de maçãs firmes e regam-se com o sumo de limão. Prepara-se o recheio das sandwiches picando alguns pedaços do que restou das maçãs, juntam-se as amêndoas e o chocolate negro, envolvendo bem numa saborosa pasta. Dispõem-se nos pedaços de maçã, fecham-se as sandwiches e seguram-se com a ajuda de um palito.

 

ambiente térmico

Trabalha num espaço muito quente ou frio? Isso está a prejudicar o seu trabalho

Por Investigação & Inovação

O ambiente térmico de uma sala de aula afeta os resultados dos alunos, revela um estudo de Mário Talaia, físico da Universidade de Aveiro (UA), que confirma que os resultados dos exames dos estudantes diminuem 3,9% por cada grau Celsius a mais.  

Um ambiente térmico é considerado frio quando o organismo de uma pessoa tem necessidade de desencadear mecanismos de luta contra o frio e pode gerar a hipotermia. Pelo contrário, é considerado quente, quando o organismo de uma pessoa tem necessidade de desencadear mecanismos de luta contra o calor e pode gerar a hipertermia.

“Ambos  estão ligados às alterações no comportamento e humor, aumento da distração, aumento da fadiga física, desmotivação, perda de velocidade na realização de tarefas, diminuição do grau de concentração, diminuição da capacidade mental, diminuição da destreza, aumento do tempo de reação e aumento do absentismo”, explica Mário Talaia, investigador do Departamento de Física da UA e autor do estudo.

Ambiente térmico influencia resultados

O investigador desenvolveu um modelo que permite avaliar a sensação térmica prevista para um local indoor, seja sala de aula ou outro espaço. Adicionalmente, Mário Talaia construiu um modelo que permite “conhecer a sensação térmica real de um estudante ou trabalhador, tendo como influência o vestuário e as condições termohigrométricas [temperatura e humidade] do local”.

Os resultados confirmam que os estudantes são influenciados pela sensação térmica sentida. No geral, explica, “quando a sensação térmica se situa na gama de conforto térmico, os resultados são positivos”. Pelo contrário, “quando a sensação térmica sentida pelos estudantes suscita um ambiente frio ou quente, os resultados dos estudantes nas provas de avaliação, no geral, são negativos, ou seja, inferiores a 50%”.

O que significa que, numa prova de avaliação, “a temperatura muito alta ou muito baixa favorece a diminuição do resultado obtido na avaliação, num valor de cerca de 3,9 por cada grau de aumento da temperatura fora da gama de conforto térmico”.

Conclusões que, garante o investigador, “podem ser generalizadas para qualquer nível escolar, assim como para gabinetes, naves industriais ou escritórios”.

impacto do calor no coração

Calor representa risco acrescido para o coração

Por Bem-estar

O impacto das elevadas temperaturas, típicas dos meses de verão, faz-se sentir a vários níveis. E um deles é o coração, confirma Ramiro Sá Carvalho, médico cardiologista do Heart Center do Hospital Cruz Vermelha, que alerta para o risco acrescido enfarte do miocárdio e de acidente vascular cerebral (AVC) nos meses mais quentes.

“Com o calor que se sente no verão, o aumento da temperatura ambiental vai provocar adaptações fisiológicas no nosso corpo, com a finalidade de manter um ótimo funcionamento do nosso organismo”, refere o especialista do Hospital Cruz Vermelha. A resposta do organismo não se faz esperar, traduzindo-se num “aumento da vasodilatação e da transpiração para atingir a temperatura ideal para cada um de nós”.

Um processo que faz com que o corpo perca uma grande quantidade de água e sais minerais. “À medida que o organismo se desidrata, os vasos sanguíneos contraem-se para manter a pressão arterial e aumenta a frequência cardíaca. Como consequência, existe um maior esforço do coração e um aumento da viscosidade do sangue, contribuindo para um aumento do risco de enfarte do miocárdio e de acidente vascular cerebral”, refere Ramiro Sá Carvalho.

Um risco que é superior para os idosos, diabéticos, obesos e as pessoas que sofrem de doenças cardiovasculares.

Prevenir o risco para o coração

Aqui, a prevenção é o melhor remédio. Para isso, o médico enumera as medidas essenciais para ajudar o nosso coração e evitar problemas cardiovasculares:prevenir a desidratação, ou seja, não se expor diretamente ao sol, e aumentar ingestão água; fazer refeições leves; evitar as bebidas alcoólicas, as bebidas de alto teor em açúcares e os alimentos muito calóricos”.

As pessoas com cardiopatias e hipertensão arterial, é comum estarem medicadas com vasodilatadores e diuréticos o que as torna mais vulneráveis ao calor, assim é de extrema importância consultar o seu médico assistente para reavaliação e eventual ajuste terapêutico.

conselhos para o verão

Dez conselhos para não desidratar neste verão

Por Bem-estar

Com a chegada do mês de junho chega também o verão e o calor. E a subida da temperatura exige algumas precauções para evitar colocar a saúde em risco. É que, com a exposição prolongada a altas temperaturas, os seres humanos podem sentir cãibras, vómitos, tonturas, náuseas, alterações do ritmo cardíaco ou da respiração. E se não forem tomadas as precauções devidas, podem ainda ocorrer golpes e esgotamentos de calor, situações que necessitam de atenção médica.

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enfarte aumenta com o calor

Risco de enfarte induzido pelo calor está a aumentar

Por Investigação & Inovação

O ambiente pode ter um efeito importante no sistema cardiovascular humano. E já foi provado que os picos de temperatura aumentam o risco de enfarte. Agora, um grupo de especialistas quis ver até que ponto esse risco aumentou nos últimos anos.

E as conclusões não configuram boas notícias. De facto, ao longo dos 28 anos analisados, o risco de enfarte induzido pelo calor aumentou.

Kai Chen, investigador do Instituto de Epidemiologia da Helmholtz Zentrum München, na Alemanha, juntou-se a colegas de outras instituições e avaliou os dados do Registo de Enfarte do Miocárdio em Augsburg.

Um estudo que incluiu a análise de dados de mais de 27.000 pessoas que sofreram um enfarte, entre 1987 e 2014, com uma idade média de 63 anos. Ao todo, 73% eram homens e cerca de 13.000 perderam a vida na sequência do evento cardíaco.

Para além disso, foram ainda analisados dados meteorológicos referentes ao dia do enfarte, ajustados para uma série de fatores adicionais, como o dia da semana e o estatuto socioeconómico. 

Risco a aumentar

“A nossa análise revelou que, nos últimos anos, o risco de enfarte induzido pelo calor tem aumentado, com a subida da temperatura média diária”, explica Chen, que acrescenta que as pessoas com diabetes ou valor elevado de lípidos no sangue apresentam um risco maior.

Algo que, de acordo com os investigadores, pode ser, ainda que parcialmente, resultado do aquecimento global, mas também consequência de um aumento nos fatores de risco, como diabetes e hiperlipidemia, que tornam a população mais suscetível ao calor.

Calor possível ‘gatilho’

Os especialistas chamam, por isso, a atenção para as alterações climáticas, considerando ser importante ser dada mais atenção “às altas temperaturas como um possível gatilho para ataques cardíacos”, Alexandra Schneider, uma das autoras do estudo.

“Eventos climáticos extremos, como as ondas de calor de 2018 na Europa, poderão, no futuro, ter como resultado um aumento nas doenças cardiovasculares.”

risco de desidratação nos profissionais europeus

Sete em cada 10 trabalhadores europeus falham na hidratação

Por Nutrição & Fitness

Sete em cada 10 trabalhadores europeus são afetados negativamente no seu trabalho por uma combinação de calor e falta de hidratação, o que põe em causa a produtividade e sobretudo a sua segurança, revela um artigo científico publicado recentemente.

Tem sido muita a informação, em forma de campanhas e alertas, que chama a atenção para a importância de beber água e prevenir a desidratação, sobretudo quando o calor aperta. No entanto, o que surpreendeu estes investigadores foi o facto de sete em cada 10 trabalhadores europeus tjá começarem a sua jornada de trabalho com problemas a este nível.

“A prevalência muito alta de desidratação foi uma surpresa para nós”, explica Lars Nybo, especialista da Universidade de Copenhaga, que coordena o estudo, realizado no âmbito do projeto Pan-European Heat-Shield.

“E a potencial influência sobre a função cognitiva e o desempenho motor dos trabalhadores europeus nas indústrias-chave é bastante problemática, porque aumentou significativamente o risco de cometerem erros e, portanto, ameaça a sua segurança e a produtividade.”

Concentração e capacidade de realização de tarefas em risco

Durante dois anos, o projeto Heat-Shield avaliou o estado de hidratação, no início e no final da jornada de trabalho, em cinco diferentes indústrias europeias.

O estudo incluiu 139 trabalhadores de quatro países – Dinamarca, Chipre, Grécia e Espanha -, de áreas como a indústria do alumínio, a agricultura, a polícia, o turismo e a construção civil.

A combinação entre os dados dos testes feitos à função cognitiva e motora e os da desidratação e stress térmico ocupacional revelaram que o desempenho de várias tarefas cognitivas e motoras é posto em causa em muitas profissões, uma vez que estas dependem da capacidade de os trabalhadores manterem o foco na tarefa e reagirem adequadamente aos desafios.

Para os trabalhadores agrícolas, a desidratação é um problema que se agrava durante os turnos de trabalho, mas em todas as indústrias é a incapacidade de se manterem a ingestão adequada de água que motiva desidratação leve a moderada.

E se isto, por si só, já é um problema de saúde, quando combinado com o stress térmico, influencia de forma clara a capacidade de realização de tarefas complexas.

Algo que pode influenciar a produtividade e, mais do que isso, ser uma ameaça à segurança em locais de trabalho com elevadas temperaturas ambientais.

Um problema com tendência a agravar-se

Andreas Flouris, professor da Universidade de Tessália, na Grécia, e líder dos estudos de campo realizados no sul da Europa, enfatiza que o problema pode ser ainda maior no futuro próximo.

“Isto já é um problema nas condições atuais. Num futuro com ondas de calor mais frequentes, é de extrema importância que os trabalhadores adotem melhores hábitos de hidratação e que as empresas desenvolvam estratégias efetivas de hidratação.”

Considerando que muitas tarefas ocupacionais, como o trabalho com máquinas industriais, condução, colheita, etc., dependem do estado de alerta e da capacidade de reagir apropriadamente, é cada vez mais importante informar sobre as consequências da desidratação e preveni-la.

O estudo, sugere, por isso, a criação de planos de prevenção, com estratégias de hidratação e reidratação nos locais de trabalho, para minimizar os efeitos negativos da desidratação no desempenho dos trabalhadores, quando expostos ao stress ocupacional causado pelo calor.