Simpatia do prestador de cuidados de saúde reduz a dor sentida pelo doente

Por | Bem-estar

A falta de simpatia dos profissionais de saúde pode fazer diferença na dor sentida durante os tratamentos, garante um estudo apresentado na reunião anual do congresso norte-americano ANESTHESIOLOGY® 2019.

Os autores do trabalho concluíram que o cuidado e simpatia de quem, por exemplo, faz a recolha de sangue para análises, tem impacto.

Ou seja, aquela pessoa que faz perguntas sobre as experiências anteriores dos doentes com agulhas e tem em consideração as suas preferências pode proporcionar uma experiência completamente diferente.

De facto, as pessoas que participaram no estudo tiveram uma probabilidade 390% maior de afirmar que a sua dor era bem controlada quando quem fazia a colheita era simpático.

Mais simpatia, menos dor sentida

Os investigadores decidiram avaliar se a recolha de sangue feita várias vezes ao dia aumentaria a dor sentida e, em seguida, se a cortesia do profissional de saúde aliviaria o desconforto de um número maior de picadelas de agulha.

“Não é de surpreender que um profissional de saúde cortês possa melhorar a experiência do doente, mas ficamos chocados com o quão poderoso esse fator era”, refere Mario Moric, principal autor do estudo e bioestatístico do Rush University Medical Center, em Chicago .

“Acontece que a experiência da dor é muito mais afetada pela atitude das pessoas que a tratam.”

Foi analisada a resposta de 4.740 adultos sobre a sua experiência na sequência de uma hospitalização, especificamente em relação a duas perguntas: controlo da dor e a cortesia da pessoa que tirou o sangue.

Os doentes foram hospitalizados por vários motivos, incluindo doenças, cirurgia, etc. O tempo médio de permanência foi de 5,3 dias e o número médio de recolhas de sangue foi de 3,8.

Nas duas questões relacionadas com a dor, os doentes responderam de 1 (nunca) a 4 (sempre). Os investigadores determinaram que 3.882 dos 4.740 doentes (82%) responderam 4 quando questionados sobre a frequência com que a equipa fazia o possível para os ajudar com a dor e 3.112 (65%) responderam 4 quando questionados sobre com que frequência a sua dor era bem controlada.

Foi pedido aos doentes, separadamente, que classificassem a cortesia da pessoa que tirou o sangue de 1 (muito má) a 5 (muito boa). Os investigadores descobriram que aqueles que responderam 5 tiveram 390% mais probabilidade de classificar o seu controlo da dor como 4 (o máximo) do que aqueles que classificaram o seu médico como menos cortês.

O impacto da gentileza

A recolha repetida de sangue é frequentemente uma fonte significativa de ansiedade e preocupação e, por isso, associada à experiência da dor. Os resultados do estudo sugerem que, embora a recolha de sangue feita várias vezes ao dia possa ser desagradável, se a pessoa que a faz for empática, a experiência geral da dor pode ser melhorada.

“É importante continuar a melhorar os procedimentos de saúde, tornando-os menos invasivos, mas ouvir os doentes e informá-los de que se está a tentar minimizar o desconforto também é realmente poderoso e deve ser o foco de todos os programas de treino em saúde”, afirma Asokumar Buvanendran, coautor do estudo, presidente do Comité de Anestesiologista da Sociedade Americana de Medicina da Dor.

“Ser gentil faz uma grande diferença na experiência do doente, e isso é bom para todos.”

“A União Europeia deve permitir que os doentes crónicos permaneçam ativos”

Por | Bem-estar

“Os custos diretos estimados associados às doenças reumáticas e musculoesqueléticas representam 2% do produto interno bruto da União Europeia (UE)”, alerta Iain McInnes, presidente da Liga Europeia Contra as Doenças Reumáticas (EULAR). Para melhorar o acesso aos cuidados de saúde a prevenção das doenças crónicas, o especialista pede à Comissão Europeia que dê prioridade às ações que o tornem possível.

“A menos que haja ação imediata, a UE corre o risco de prejudicar a vida das pessoas em toda a União a nível económico, de saúde e social. As políticas de saúde da UE precisam de ser projetadas para ajudar as pessoas com doenças crónicas a permanecerem ativas”, acrescenta.

“A Comissão Europeia tem a responsabilidade de agir com efeito imediato; deve estar fortemente comprometida em apoiar os Estados-Membros na redução do ónus das doenças crónicas e incapacitantes, incluindo doenças reumáticas e musculoesqueléticas.”

Doenças crónicas: o peso das reumáticas e musculoesqueléticas

A EULAR apresenta, por isso, um documento que tem como foco o futuro das políticas de saúde. Salienta a necessidade de garantir uma coordenação adequada entre a área da saúde e outras áreas políticas, como emprego e assuntos sociais, bem como o meio ambiente.

Uma coordenação essencial para melhor enfrentar os desafios à saúde e as suas consequências ao nível da integração social e económica de pessoas com doenças crónicas. Sem integração efetiva, garante, não há oportunidade de conter a crescente tensão que essas doenças estão a colocar na sociedade e no contribuinte individual.

“São doenças com consequências dolorosas e funcionalmente prejudiciais, que afetam um quarto da população da UE, tornando-as a principal causa de perda de trabalho, absentismo e reformas antecipadas. Como resultado, estas doenças afetam silenciosa e negativamente as economias europeias, pois estão a colocar uma enorme – e crescente – pressão sobre as sociedades europeias e os seus contribuintes”, reforça Iain McInnes. 

Theresa Griffin, eurodeputada, enfatiza a necessidade de uma UE forte na área da saúde pública. “O presidente eleito da Comissão definiu corretamente a luta contra o cancro como uma das suas prioridades. A Comissão tem a capacidade de dar também prioridade à luta contra outras doenças crónicas importantes, como as doenças musculoesqueléticas, que afetam milhões de pessoas na Europa e têm um enorme impacto sobre os indivíduos, as suas famílias e os nossos sistemas de saúde e previdência social.”

Manuel Pizarro, eurodeputado português, considera que “temos de encontrar um novo paradigma na ação política e combinar competência médica com a visão da política. A União Europeia oferece muitas oportunidades e permite-nos alcançar além-fronteiras, setores e níveis da sociedade. A UE deve abandonar sua atitude tímida e ser um forte parceiro dos Estados-Membros na luta contra doenças crónicas.”

hipertensão infantil está a aumentar

Hipertensão infantil afeta cerca de 4% das crianças e está a aumentar

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“A hipertensão infantil representa um desafio considerável para a saúde pública em todo o mundo.” A afirmação é de um grupo de especialistas, na sequência de uma análise de vários trabalhos, que confirma que a prevalência estimada de hipertensão em crianças chega aos 4% a nível global.

Publicado online na revista científica JAMA Pediatrics, o estudo, liderado por Peige Song, investigadora da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, e pelos colegas, resultou de uma revisão sistemática, que examinou a prevalência de hipertensão na população pediátrica geral.

Ao todo, 47 artigos foram incluídos no trabalho, referentes a estudos que apresentavam medições da pressão arterial em pelo menos três ocasiões distintas.

Os resultados permitiram aos cientistas descobrir que, nas crianças com 19 anos ou menos, a prevalência estimada da hipertensão chega aos 4%, sendo ainda mais elevada (9,67%) no que diz respeito à pré-hipertensão. Ainda de acordo com a mesma fonte, 4% são hipertensão em estágio 1 e 0,95% apresentam hipertensão em estágio 2.

Prevalência tem vindo a crescer

A prevalência da hipertensão infantil foi maior nos casos de crianças que apresentavam excesso de peso e obesidade, quando comparadas com aquelas que tinham peso normal (15,27% e 4,99%, respetivamente, versus 1,90%).

Nas últimas duas décadas, assistiu-se a uma tendência de aumento da prevalência da hipertensão infantil, revelam ainda os especialistas. Entre 2000 e 2015, a taxa relativa foi crescente, passando de 75 para 79%.

A prevalência da hipertensão variou de 4,32% em crianças com seis anos a 3,28% em crianças de 19 anos em 2015, tendo o pico sido observado por volta dos 14 anos (7,89%).

Excesso de peso e obesidade ‘alimentam’ hipertensão infantil

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Hipertensão, “a hipertensão arterial entre as crianças e os adolescentes está a registar uma dimensão preocupante, associada à obesidade”.

Ainda de acordo com a mesma fonte, “tal deve-se em grande parte ao estilo de vida pouco saudável das crianças (alimentação rica em gordura e pobre em fibras, longos períodos de tempo em frente à televisão ou ao computador, raros momentos de brincadeiras ao ar livre, etc.)”.

mindfulness no local de trabalho

Bastam 15 minutos de mindfulness no trabalho para aumentar a produtividade

Por | Bem-estar

A preocupação com o bem-estar no local de trabalho já vai muito além das rotineiras consultas de medicina do trabalho. Agora, os benefícios da meditação, ioga e outros exercícios projetados para gerir o stress estão a conquistar cada vez mais adeptos. Mas será que estas práticas, conhecidas como mindfulness ou atenção plena, realmente funcionam?

Um trabalho realizado por Lindsey Cameron, professora da Wharton School, uma instituição de ensino que pertence à Universidade da Pensilvânia, nos EUA, confirma que incluir apenas alguns minutos de mindfulness todos os dias torna os funcionários mais úteis e produtivos.

No seu artigo, intitulado “Ajudar os outros por estar no momento presente: mindfulness e comportamento pró-social no trabalho”, publicado na revista Organizational Behavior and Human Decision Processes, a imvestigadora conclui que o mindfulness “funciona”.

E refere ainda que “não é preciso investir numa intervenção intensiva de oito semanas para obter os benefícios daí decorrentes, porque todos sabemos que a vida no local de trabalho é profundamente relacional”.

“Passamos mais tempo no trabalho do que realmente com a nossa família e, às vezes, pode haver atritos. As pessoas estão a trabalhar em equipa; portanto, o mindfulness pode agir como um amortecedor para melhorar a coordenação e o funcionamento do relacionamento”, revela a especialista.

Bastam então pequenos episódios desta atenção plena, ou seja, qualquer coisa como sete a 15 minutos, para aumentar os comportamentos pró-sociais.

O que é o mindfulness

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Meditação e Bem-Estar, mindfulness tem ganho popularidade no mundo inteiro como um método de excelência para lidar com as emoções.

A atenção plena “não procura esvaziar a sua mente de pensamentos ou emoções. Trata-se de prestar atenção ao momento presente, sem ficar apegado ao passado ou sem se projectar no futuro”, refere a associação.

Trata-se de um treino que pode, de facto, “mudar a forma como gere, reage e responde, por exemplo, a situações geradoras de stress, dando-lhe uma ferramenta valiosa para ficar mentalmente (e fisicamente) saudável”.

lavagem das mãos com sabão

O que é melhor: os desinfetantes para mãos ou a lavagem?

Por | Bem-estar

Há-os espalhados pelos hospitais e clínicas, mas também em formato portátil, em pequenas embalagens que podem facilmente ser transportadas nas malas de mão. Os antisséticos, que ajudam a desinfetar as mãos, são alternativas à lavagem das mesmas e funcionam. No entanto, quando se trata de manter os germes afastados, não há nada melhor do que uma boa lavagem com água e sabão.

Quem o diz é Roland Newman II, médico de medicina familiar da Penn State Health, uma universidade norte-americana. De acordo com o especialista, agora que se aproxima a época das gripes e constipações, ter o antissético à mão no carro, na mochila ou na secretária facilita a manutenção da saúde.

“Para as pessoas em geral, são super convenientes e acho que têm um lugar na higiene das mãos”, refere. Até porque nunca como agora foram tão fáceis de usar: já os há agradavelmente perfumados e até com hidratantes para evitar que a pele seque.

O problema surge quando os utilizadores negligenciam a lavagem tradicional das mãos em favor dos produtos à base de álcool.

“Lavar adequadamente com água e sabão pode realmente livrar as mãos de mais germes e, dependendo daquilo com que se entra em contacto, até com alguns produtos químicos”, refere Newman.

Como conseguir uma boa lavagem das mãos

Por vezes, quando a pele está realmente suja, apenas uma lavagem das mãos consegue a limpeza desejada. E o segredo aqui, refere Newman, é esfregar vigorosamente as mãos por cerca de 20 segundos.

“O que o sabão faz quando se esfrega é liberar toda a sujidade e partículas de germes da superfície da pele”, afirma. “Estes ficam presos na espuma do sabão. Assim, quando se enxagua, todos os germes e detritos são lavados.”

Fria, quente ou muito quente, a temperatura da água não importa. É o tempo gasto a lavar e enxaguar adequadamente que é essencial para uma boa lavagem das mãos.

Quando isto não for possível, então deve usar-se um desinfetante com teor de álcool de 60 a 95%.

Resistência: mito ou realidade?

Embora as alegações feitas pela maioria dos desinfetantes, que apregoam ser capazes de eliminar 99% das bactérias e dos germes, sejam verdadeiras, o especialista considera que, ainda assim, alguns vírus podem ‘escapar’. “Nem todos os desinfetantes são eficazes contra o norovírus e algumas bactérias.”

Quanto aos que associam o uso destes produtos com o aumento da resistência das bactérias, embora considere que esta é uma preocupação legítima, que está a ser estudada e discutida, Newman refere que tem mais a ver com os sabonetes antibacterianos do que com desinfetantes para as mãos.

quem dorme mais

Estudo revela onde se dorme mais e quem se deita mais cedo

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Nem todos os sonos são iguais, ainda que o que todos queiram seja uma noite bem dormida. As diferenças têm a ver com a idade, região geográfica e sexo, garante um novo estudo mundial, que mediu quase um quarto de milhão de noites de sono em pessoas com idades entre os 16 e os 30 anos. E que descobriu onde se dorme mais.

Os resultados confirmam, de facto, a existência de diferenças na duração e tempo de sono e mostram que a hora de ir dormir tende a ser adiada a partir dos 16 e até aos 24 anos, voltando a ser mais cedo nos indivíduos mais velhos.

“Foi interessante descobrir que o ritmo circadiano muda mais tarde na vida, mesmo nas pessoas com mais de 20 anos de idade. Já se sabia que o tempo de sono é adiado na adolescência. O que foi claramente destacado neste estudo é quanto tempo na vida adulta isso realmente dura”, diz Liisa Kuula, investigadora na Universidade de Helsínquia, na Finlândia.

É na Europa que se dorme mais

É na Europa e na América do Norte que as noites de sono são mais longas. Pelo contrário, é nos países asiáticos que se dorme menos. 

As jovens do sexo feminino dormem mais que os elementos do sexo oposto, sendo também as primeiras as que vão dormir mais cedo.

“A necessidade de dormir não varia muito entre as culturas, mas surgem diferenças em termos de tempo reservado para o fazer”, observa Kuula.

No estudo, publicado na revista Sleep Medicine, os hábitos de sono de mais de 17.000 adolescentes e adultos jovens foram monitorizados durante duas semanas, tarefa que foi realizada com recurso a diferentes tecnologias. 

facelift contra o envelhecimento

Facelift: uma forma de fintar a idade

Por | Bem-estar

O envelhecimento é um processo natural ao qual todos estamos sujeitos. O rosto é o espelho mais visível deste processo, acelerado muitos vezes por fatores como a genética, a exposição ao sol, álcool, tabagismo, dietas e stress. Por isso mesmo, o facelift, ou ritidoplastia, tem cada vez mais adeptos, que procuram eliminar rugas ou imperfeições.

“Nos últimos dois anos, este procedimento tornou-se um dos mais comuns, até porque o rosto, mais do que qualquer outra parte do corpo, mostra os sinais do envelhecimento”, explica Luiz Toledo, cirurgião plástico que acrescenta: “um facelift não vai parar o envelhecimento, mas permite uma aparência mais jovem”. 

Facelift, um procedimento com poucas complicações

Dependendo do objetivo, a intervenção pode durar de uma a quatro horas, sob anestesia local ou geral. “Um dos aspetos mais importantes do facelift é a reposição do volume perdido. Isto pode ser obtido suturando as estruturas profundas ou pela injeção de gordura, que é aspirada de outra área”, explica o especialista.

As cicatrizes, uma das maiores preocupações de quem procura este procedimento, não são visíveis, uma vez que, no caso de ser necessária, a incisão é feita à frente ou atrás da orelha, pelo que é escondida nas dobras naturais ou pelo cabelo. 

Por vezes, é necessário ajustar também os músculos do pescoço, para obter um resultado mais harmonioso, para uma aparência natural. “Neste caso, uma pequena incisão sob o queixo pode ser usada. Se necessário, os tecidos profundos do rosto e do pescoço podem ser reposicionados. A pele é levantada e o excesso é removido.”

Para melhorar o contorno, a cirurgia do pescoço pode envolver ainda uma lipoaspiração ou lipoescultura. 

No facelift, as complicações não são frequentes, o que aumenta a confiança de quem o procura. “Normalmente, o paciente volta ao trabalho ao fim de dez a 14 dias, embora com algumas restrições, pois as atividades que envolvem maior esforço físico devem ser retomadas, apenas, após duas a três semanas, além da exposição solar, que deve ser evitada por dois meses”, explica o especialista.  

como deixar de fumar

Quer deixar de fumar? Siga estas dicas

Por | Bem-estar

Assinala-se esta quinta-feira (26 de setembro) o Dia Europeu do Ex-Fumador, uma data que celebra, em todos os Estados-Membros da União Europeia, aqueles que conseguiram deixar o hábito dos cigarros, ou seja, deixar de fumar, ou que deram os primeiros passos no caminho de uma vida sem tabaco.

Celebrado com o apoio da Comissão Europeia e a colaboração da Fundação Europeia do Pulmão, o Dia do Ex-Fumador enfatiza aquilo que há muito a ciência já comprovou: que deixar de fumar é a melhor decisão que um fumador pode tomar para melhorar a sua saúde e a saúde dos que o rodeiam.

Razões não faltam para o fazer: diminui o risco de morte prematura, já que aqueles que deixam de fumar vivem em média mais 10 anos, quando comparado com aqueles que continuam a fumar.

Mas há mais. Um ex-fumador reduz para metade o risco de sofrer uma doença cardiovascular e, após cinco a 15 anos, o risco de acidente vascular cerebral (AVC) iguala aquele dos não-fumadores.

Passos que ajudam a deixar de fumar

Os dados revelam que sete em cada 10 fumadores manifesta o desejo de deixar de fumar. É para estes que o Programa Nacional de Prevenção e Controlo do Tabagismo, da Direção-Geral da Saúde, deixa um conjunto de dicas.

  • Faça uma lista de motivos que justifiquem a sua decisão de deixar de fumar e releia-a sempre que tiver vontade de o fazer.
  • Identifique as situações em que geralmente fuma. Conhecer os seus hábitos vai ajudá-lo a resistir melhor ao tabaco em situações futuras.
  • Fixe uma data para deixar de fumar.
  • Comunique a promessa à sua família, amigos e colegas de trabalho.
  • Prepare-se com tempo.
  • No dia escolhido para deixar de fumar pare simplesmente de o fazer. Resista à tentação.
  • A partir desse dia esconda todos os objetos relacionados com o hábito de fumar.
  • Sempre que a imagem do cigarro lhe vier à cabeça, respire profundamente.
  • Não pense que nunca mais vai voltar a fumar, pense antes nas vantagens disso mesmo.
  • Aumente o nível de atividade física.
  • Opte por uma alimentação saudável.
  • Evite beber álcool.
  • Evite estar na proximidade de fumadores e peça aos seus amigos para que não fumem perto de si.
  • Evite aqueles momentos em que habitualmente fumava sempre um cigarro. Distraia-se com outras atividades.
  • Guarde num local visível todo o dinheiro que está a poupar ao abandonar o tabaco. Use-o para comprar algo que lhe dá prazer sem destruir a sua saúde.
saquinhos de chá de plástico

Saquinhos de chá de plástico: um risco para a saúde?

Por | Bem-estar

Uma chávena de chá pode ser o bálsamo para dias frios, mas o conforto que a bebida proporciona pode fazer-se acompanhar por mais, como uma dose de plástico de tamanho micro e nano, proveniente dos saquinhos de chá, revela um estudo da Universidade McGill, no Canadá.

Embora os eventuais efeitos para a saúde da ingestão destas partículas sejam atualmente desconhecidos, a nova investigação, publicada na revista Environmental Science & Technology, da American Chemical Society, sugere que é preciso estudar mais sobre o tema.

Com o passar do tempo, o plástico decompõe-se em microplásticos minúsculos e nanoplásticos ainda mais pequenos, tendo estes últimos com menos de 100 nanómetros (nm) de tamanho (um cabelo humano tem um diâmetro de cerca de 75.000 nm).

Microplásticos já detetados pelos cientistas no meio ambiente, na água da torneira e até na água engarrafada e em alguns alimentos. Agora, a professora de Engenharia Química Nathalie Tufenkji e os colegas da Universidade McGill quiseram perceber se os saquinhos de chá de plástico, comercializados recentemente, podem libertar micro e nanoplásticos para as bebidas durante o fabrico.

Para fazer a análise, adquiriram quatro marcas de chá embalados em saquinhos de plástico, removeram as folhas de chá, para não interferir no resultado e aqueceram os saquinhos de chá vazios na água para simular o chá.

Usando microscopia eletrónica, a equipa descobriu que um único saquinho de chá de plástico à temperatura de infusão libertava cerca de 11,6 mil milhões de microplásticos e 3,1 mil milhões de partículas nanoplásticas na água. Níveis milhares de vezes superiores aos relatados anteriormente noutros alimentos.

De acordo com Laura Hernandez, são necessários mais estudos para determinar se os plásticos podem ter efeitos mais subtis ou crónicos nos seres humanos.

desconhecimento sobre a próstata

Inquérito revela o quão baixo é o conhecimento dos homens sobre a próstata

Por | Bem-estar

Não sabem para que serve a próstata e desconhecem quais os sintomas de que nem tudo vai bem com este órgão masculino. Um inquérito feito a mais de 3.000 homens europeus dá conta de uma falta de conhecimento generalizada, que contribui para atrasos no diagnóstico de doenças da próstata.

Feito a pedido da Associação Europeia de Urologia (AEU), o estudo foi realizado junto de homens com mais de 50 anos, oriundos do Reino Unido, Alemanha e França e verificou que apenas um em cada quatro (26%) com mais de 50 anos é capaz de identificar corretamente a principal função da próstata.

Mas revelou mais, sobretudo equívocos à volta da saúde da próstata e, em particular, da próstata aumentada, situação conhecida como hiperplasia benigna da próstata, com apenas 38% dos entrevistados a serem capazes de identificar corretamente este problema. Isto apesar de, aos 60 anos ou mais, 40% dos homens sofrerem do aumento da próstata.

Resultados “preocupantes”

Uma próstata saudável é do tamanho de uma noz e a sua principal função é produzir líquido prostático para transportar o esperma. Embora cresça lentamente à medida que os homens envelhecem, apenas um em cada seis (17%) entrevistados afirmou corretamente que os sintomas relacionados com um aumento da próstata não são um sinal “normal” do envelhecimento.

Hein Van Poppel, secretário-geral adjunto da AEU, considera estes resultados “preocupantes, especialmente porque o inquérito visou homens na faixa etária com maior probabilidade de sofrer de doenças relacionadas com a próstata, como a hiperplasia ou o cancro da próstata”.

De acordo com o especialista, “a incidência destes problemas e o seu impacto na prática médica vai aumentar devido ao envelhecimento da população. Por isso, devemos garantir que os homens estão bem informados para permitir a consulta e tratamento rápidos, se necessário”.

Médicos são preferidos para informar sobre a próstata

A causa do aumento da próstata é desconhecida, mas acredita-se que possa estar associada a alterações hormonais, relacionadas com o envelhecimento.

Os indicadores mais comuns incluem a vontade súbita de urinar, uma sensação de esforço ou dor ao urinar e sentimento de que a bexiga não está completamente vazia. Sintomas que quase 50% dos homens (entre os 50 e 60 anos) não reconhecem, ainda que prejudiquem a sua qualidade de vida.

Quando questionados sobre com quem falariam se tivessem algum problema relacionado com a micção, a maioria dos entrevistados (61%) afirmou que iria ao consultório médico para obter mais informações.

Apenas um quarto dos homens (24%) especificou que iria “pesquisar no Google” os seus sintomas para obter mais informações, demonstrando que as pessoas nesta faixa etária preferem falar diretamente com os profissionais de saúde. E só 13% disseram que discutiriam os sintomas com as parceiras ou familiares para receberem mais informações.

“Investigações anteriores mostraram que as mulheres realmente sabem mais sobre os problemas de saúde dos homens do que os homens. Portanto, incentivamos os homens a discutir os seus sintomas e condições urológicos com parceiros ou familiares, bem como visitar profissionais de saúde especializados, como urologistas”, refere Van Poppel.

Existem várias opções de tratamento para uma próstata aumentada, que incluem tratamento médico, cirurgia, terapia com laser, alterações na dieta ou injeções. Metade dos entrevistados preferiu ter a opção de tratamentos diferentes, com 38% a favor da recomendação do médico (12% não tinham preferência).