solidão agrava a dor física

Estudo confirma que a mera presença de um parceiro pode reduzir a dor

Por | Bem-estar

Não é preciso falar ou qualquer tipo de contacto físico. A companhia é suficiente, garante um novo estudo, para minimizar os efeitos da dor. 

Realizado por investigadores da Universidade de Ciências da Saúde, Informática Médica e Tecnologia austríaca e da Universidade das Ilhas Baleares (Palma de Maiorca, Espanha), o trabalho confirma os efeitos analgésicos do apoio social.

Simples presença passiva alivia a dor

Os autores do estudo avaliaram a sensibilidade à dor por pressão em 48 casais heterossexuais, tendo testado cada participante tanto de forma isolada, como na presença passiva do seu parceiro.

Olhando para os resultados, na presença do companheiro, quando comparando com a ausência do mesmo, tanto homens como mulheres exibiram limiares de sofrimento e tolerância mais elevados.

A estes juntam-se ainda índices de dor sensorial e afetiva inferiores, isto perante estímulos de pressão constantes. A empatia do parceiro foi positivamente associada à tolerância e inversamente associada à experiência de dor sensorial.

“Repetidamente, falar e tocar foram confirmados como formas capazes de ajudar a reduzir a dor”, refere Stefan Duschek, especialista da Universidade de Ciências da Saúde, Informática Médica e Tecnologia da Áustria.

“Mas a nossa investigação mostra que até a simples presença passiva de um parceiro romântico pode reduzir o sofrimento físico e confirma ainda que a empatia do parceiro pode amortecer o sofrimento emocional durante uma exposição dolorosa”, acrescenta o mesmo investigador, em nome dos restantes autores do trabalho.

infeções urinárias em mulheres

Especialistas descobrem origem de infeções urinárias recorrentes

Por | Bem-estar

É um problema que as mulheres bem conhecem. De resto, mais de 60% vão ter pelo menos uma infeção urinária ao longo da sua vida, e cerca de um quarto terão uma segunda no prazo de seis meses, por razões que os especialistas em saúde ainda têm tido dificuldade em justificar. O que motiva, afinal, as infeções urinárias recorrentes?

Agora, investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos EUA, descobriram que uma infeção inicial pode dar o tom para as infeções seguintes.

Em estudos feitos com ratinhos de laboratório, os especialistas verificaram que uma infeção transitória desencadeia uma resposta inflamatória de curta duração, que elimina rapidamente as bactérias. Mas se a infeção inicial persistir durante semanas, a inflamação também persiste, levando a mudanças duradouras na bexiga, que estimulam o sistema imunitário a reagir de forma exagerada da próxima vez em que as bactérias se infiltrarem no trato urinário, piorando a infeção.

Publicado recentemente, este trabalho sugere que a reversão de tais mudanças na bexiga pode ajudar a prevenir ou mitigar futuras infeções urinárias.

Reduzir a gravidade das infeções urinárias

“Milhões de mulheres sofrem de infeções recorrentes da bexiga, e isso pode realmente prejudicar a sua qualidade de vida”, refere o coautor sénior do trabalho, Thomas J. Hannan, especialista em imunologia.

“No processo de combate destas infeções, o sistema imunitário causa às vezes mais danos à bexiga do que as bactérias. Se pudéssemos ajustar a resposta imunitária para manter o corpo focado na eliminação de bactérias, poderíamos reduzir a gravidade dessas infeções.”

Em busca de novos medicamentos

Para entender porque é que algumas pessoas têm maior propensão do que outras a infeções graves e recorrentes, Hannan e o colega Scott J. Hultgren, professor de Microbiologia Molecular, infetou uma linhagem de ratinhos geneticamente idênticos com E. coli, a causa mais comum de infeções urinárias nos seres humanos.

Alguns eliminam as bactérias em poucos dias; outros desenvolvem infeções crónicas que duraram semanas e o responsável era uma molécula imunitária, chamada TNF-alfa, que coordena uma poderosa resposta inflamatória à infeção.

“Depois de uma infeção crónica, mesmo que as bactérias tenham sido eliminadas com antibióticos e o revestimento da bexiga tenha cicatrizado, o comportamento das células que reveste a bexiga não volta ao normal mesmo depois de a inflamação ter sido finalmente resolvida”, referiu Hannan.

Como resolver esta questão? Para descobrir, fizeram novos testes, que “melhoraram a compreensão deste processo biológico subjacente, essencial para o desenvolvimento de novas terapêuticas que visam a inflamação como uma estratégia alternativa contra o rápido aumento da resistência antimicrobiana”.

o que pode prejudicar o sono

Gestos e hábitos que lhe podem estar a prejudicar o sono

Por | Bem-estar

Quer melhorar o humor, repor as energias e manter uma boa saúde mental? Para o conseguir, a receita é simples: ter uma boa noite de descanso. No entanto, a qualidade do sono depende de vários fatores, dos nossos hábitos e de gestos que, mesmo sem sabermos, podem estar a prejudicar o sono revigorante de que precisamos. Verena Senn, neurocientista e elemento da equipa de especialistas da marca de colchões Emma, revela quais são.

Beber café depois das 15h00

Provavelmente já ouviu dizer que deve evitar o café antes de dormir, mas vale sempre a pena relembrar que a cafeína aumenta a propensão para insónias.

Pode ficar presente no organismo por mais de 12 horas, o que significa que até aquele café depois de almoço pode atrapalhar na hora de ir dormir. Por isso, o ideal mesmo é evitar esta bebida a partir das 15h00.

Consumir bebidas alcoólicas

A partir de uma determinada hora, as bebidas alcoólicas podem causar a sensação de sonolência. Mas quando o corpo começa a metabolizar o álcool, este pode deixar a pessoa mais inquieta e desperta.

Além disso, beber antes de dormir suprime uma das importantes funções do sono: arrumar as memórias e conhecimentos adquiridos durante o dia.

Comer tarde ou alimentos pesados pode prejudicar o sono

O processo digestivo demora cerca de duas a três horas, dependendo do tipo de alimentos digeridos. Comida mais apimentada ou gordurosa pode deixar a sensação de desconforto, principalmente na altura de dormir, e pode estar associada ao risco de refluxo e prejudicar o sono. O ideal é optar por refeições leves e comer pelo menos duas horas antes de ir dormir.

Dormir em ambientes quentes

Temperaturas muito elevadas podem prejudicar a qualidade do sono. Para se evitar insónias é importante manter o quarto a uma temperatura que ronde os 19ºC.

Deve-se ainda optar por um colchão que seja respirável, permitindo a diminuição da temperatura do corpo, necessária para se conseguir entrar num sono profundo.

Exposição a luz intensa

Qualquer tipo de aparelho tecnológico que emita luz deve ser evitado antes de dormir, porque a luminosidade interfere na produção de melatonina, uma substância diretamente relacionada à indução do sono e pode prejudicar o sono.

Se não conseguir abdicar da televisão ou do telemóvel antes de dormir, diminua a brilho do ecrã e mantenha-o a pelo menos 35 cm de distância.

Realizar atividades estimulantes

Para conseguirmos adormecer mais facilmente é preciso dar algum tempo ao nosso corpo para desacelerar do ritmo do dia-a-dia. Recomenda-se, assim, que se deixe de lado tudo o que seja demasiado estimulante nos 30 minutos antes de ir dormir, como ver um filme de terror ou fazer exercício, e optar por atividades mais calmas, como ler um livro ou ouvir música suave.

Pensar na importância de dormir

Com certeza já lhe aconteceu ficar às voltas na cama sem conseguir dormir e a ver as horas passar. A preocupação causada por pensar que precisa de dormir e que no dia seguinte tem de acordar cedo piora os sintomas de insónia. O truque é tentar relaxar e não pensar muito no assunto. O corpo acabará por ceder e entrar num sono profundo.

Dormir menos (ou mais) de 8h00

Dormir o número adequado de horas é determinante para a saúde e bem-estar. Um adulto de plena saúde deve dormir cerca de oito horas por noite.

Dormir menos do que o período recomendado diminui a velocidade de reação e tem consequências na capacidade de interpretar textos.

Por outro lado, dormir demais também não é saudável e pode causar a diminuição das funções do cérebro a longo prazo.

Não respeitar o ritmo circadiano

O ritmo circadiano é um processo que ocorre no nosso corpo, responsável por regularizar a hora de dormir. Esta espécie de relógio, alinhado com a luz do dia e o escuro da noite, diz-nos quando devemos descansar.

As pessoas são diferentes e o seu relógio interno também. Por isso, devemos sempre respeitar o nosso ritmo circadiano para dormir bem durante a noite e acordar revigorado.

Ter uma cama desadequada 

Escolher um bom colchão, uma boa almofada e roupa de cama adequada é o primeiro passo para um sono perfeito. É importante manter uma postura confortável e ergonómica durante o descanso, e optar por materiais respiráveis, que permitam a diminuição da temperatura do corpo, necessária para um sono profundo.

benefícios de ter um a animal de estimação

Ter um animal de estimação melhora a saúde. Saiba como

Por | Bem-estar

Mais de metade da população mundial tem um animal de estimação, com os cães e gatos a destacarem-se na lista dos preferidos. E os benefícios para a saúde dos seus donos são hoje comprovados por inúmeros estudos. Em vésperas do Dia Internacional do Cão, que se celebra a 26 de agosto, a APIFVET relembra seis benefícios de ter a companhia de um amigo de quatro patas.

Em Portugal, estima-se que existam cerca de 6,2 milhões de animais, entre os quais 36% cães e 22% gatos, em mais de dois milhões de lares portugueses.

Para quem tem a sorte de ter um animal de estimação, a ciência já comprovou que sofrem menos de pressão arterial, têm melhores níveis de colesterol e menos alergias.

Mas há mais. Existem evidências de que a convivência com um animal de estimação no primeiro ano de vida de uma criança tem a capacidade de a proteger de futuras alergias.

Na vida adulta, o animal de estimação ajudam os seus donos a combater o stress e a ansiedade. Na verdade, são vários os estudos que comprovam que os donos de cães têm uma menor probabilidade de vir a sofrer de depressões e doenças cardíacas, estas últimas a primeira causa de morte em todo o mundo.

Animal de estimação ajuda a combater a solidão

Os amigos de quatro patas ajudam ainda a combater a solidão dos mais idosos – sabe-se mesmo que 95% destes fala com os seus animais.

No que diz respeito aos cães, estes ajudam os seus donos a serem mais ativos, com os passeios obrigatórios, que além das caminhadas, envolvem normalmente um tempo reservado para brincadeiras. Mais ainda, o animal de estimação é “facilitadores sociais”, ou seja, ajudam os seus donos a criar laços com outras pessoas.

Contudo, assegurar o bem-estar do animal é uma responsabilidade dos donos. Entre os cuidados essenciais estão uma boa higiene, as visitas regulares ao médico veterinário e uma alimentação adequada, que permita um peso saudável do animal.

podcasts para ouvir nas férias

Cinco podcasts sobre saúde para descobrir durante as férias de verão

Por | Bem-estar

Os podcasts vieram para ficar e a vantagem de o ouvinte poder escolher quando (e onde) vai ouvir o programa faz com que conquistem cada vez mais adeptos. Disponíveis em várias línguas e com temas que vão da comédia à saúde, há programas para todos os gostos.  

A pensar numa forma alternativa de aproveitar os seus tempos livres, o Notícias Saúde selecionou cinco podcasts sobre saúde, bem-estar e descobertas inovadoras na área da medicina, que poderá descobrir. Desde a história de Helena Pereira, que venceu um linfoma, a Wendy Zukerman, jornalista destruidora de mitos, ou até às histórias para dormir de Drew Ackerman, estas são algumas das nossas sugestões para tornar o seu verão mais interessante.

Subscrever um podcast é simples. Basta instalar no seu telefone uma aplicação como o Itunes (IOS) ou o Google Podcasts (Android), subscrever o programa que lhe interessa e fazer download dos já disponíveis. Além disso, sempre que for lançado um novo episódio, a sua aplicação envia um alerta e faz download do mesmo, para que fique logo disponível. Se por acaso for também utilizador da aplicação Spotify, saiba que esta começa já a ter alguns podcasts disponíveis para escuta (e download, caso seja um utilizador premium).

Por isso, prepare os seus auscultadores, escolha um destes podcasts e comece a descobrir. Seja na praia, na piscina ou até em viagem, poderá ouvir os seus episódios preferidos em qualquer lugar. 

Ted Health

Da cultura à ciência, são muitas as Ted Talks que estão disponíveis no YouTube. No entanto, para facilitar o acesso a estes conteúdos, a Ted Talks criou um videocast (o nome dado aos podcast em formato de vídeo), em que compila vários vídeos sobre bem-estar, hábitos saudáveis e descobertas inovadoras na área da medicina. Embora tenha uma atualização irregular, este podcast permite descobrir o que de mais interessante tem sido desenvolvido nesta área. 

Sleep With Me  

Certamente recorda-se das histórias antes de dormir contadas pelos seus pais, que abmalavam na hora de adormecer. É com base nesta ideia que surgiu, em 2013, o podcast “Sleep With Me”. Através de autênticas histórias de embalar para adultos, Drew Ackerman, o autor do podcast, tem ajudado imensos ouvintes a combater as suas insónias e a dormir como um bebé.

Science Vs 

Se é dos que preza a verdade científica em detrimento do senso comum, então o podcast “Science Vs” é para si. Criado por Wendy Zukerman, uma jornalista australiana especializada na área da ciência, este podcast tem como objetivo explicar o fundamento científico por detrás de cada um dos temas tratados em cada episódio. Das alergias alimentares à fertilidade, este podcast aborda variados temas na área da saúde e do bem-estar. 

Isto foi o que ela disse

Depois de ter vencido uma batalha contra o cancro (linfoma), Helena Pereira decidiu contar toda a sua história no podcast “Isso Foi o que Ela Disse”. Ao longo dos vários episódios, esta influencer conta como superou esta doença, partilhando os vários passos que conduziram à remissão do tumor e desmistificando também alguns mitos associados a esta doença. 

The Doctor’s Pharmacy with Mark Hyman 

Autor de vários livros e podcasts, Mark Hyman é um conhecido médico norte-americano. Neste podcast, Hyman foca-se na importância que uma alimentação equilibrada e cuidada pode ter na prevenção de várias doenças. Ao longo dos episódios, Mark Hyman alerta para os perigos dos alimentos ricos em açúcares, gorduras ou alimentos processados.

desarrumação tem impacto na saúde

Desarrumação, uma prática com impacto na saúde

Por | Bem-estar

Arrumar é, para muitos, um verbo com pouco uso. Seja por falta de tempo ou vontade, há quem se renda à desarrumação, mantendo pilhas de papéis, caixotes de coisas que nunca são usadas, montanhas de autêntico lixo. E ainda que a arrumação possa ser, para tantos outros, uma mania, a ciência confirma que este é o caminho mais amigo do corpo e da mente.

De facto, a desordem tem mesmo a capacidade de afetar os nossos níveis de ansiedade, sono e até a capacidade de concentração. Tem ainda o poder de reduzir a produtividade.

Ainda que os montes de papéis acumulados em cima da secretária possam parecer inofensivos, a investigação feita sobre o tema revela que a desorganização e a desordem têm um efeito cumulativo nos nossos cérebros, adeptos da ordem. O que significa que lembretes visuais constantes de desorganização acabam por drenar os nossos recursos cognitivos, reduzindo a nossa capacidade de concentração.

Desarrumação e o impacto na saúde mental

Em 2011, investigadores da área das neurociências usaram testes de ressonância magnética funcional para descobrir que arrumar a casa e o ambiente de trabalho melhorava a capacidade de concentração e processamento de informações, assim como aumentava a produtividade.

Ao nível da saúde mental, a desordem pode aumentar o stress, ansiedade e depressão, como confirma um trabalho feito nos Estados Unidos, em 2009, por exemplo, que confirmou que os níveis de cortisol, a hormona do stress, eram mais elevados nas mães cujo ambiente doméstico era desordenado. O que pode depois ter tradução em mudanças físicas, aumentando o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

Dormir em espaços desordenados tem ainda impacto no sono, o que inclui dificuldade em adormecer e perturbações noturnas. E na dieta. Um outro estudo revela que os ambientes desorganizados levam as pessoas a comer mais snacks, aumentando para o dobro o número de biscoitos consumidos, quando comparando com os que confecionavam e consumiam as refeições em cozinhas organizadas.

Dicas para manter as coisas arrumadas

Razões não faltam então para afastar a desarrumação. E a estas, Maria Kondo, a especialista japonesa em arrumações, que tem direito a um programa em nome próprio sobe o tema na Netflix, junta muitas outras.

Por isso, se é dos que se escusa com a falta de tempo para manter a desordem, que tal aproveitar as férias para arrumar a casa? 

Se é a roupa que precisa de organização, Marie Kondo aconselha a colocar todas as peças em cima da cama, o que permitirá que veja exatamente quantas roupas tem e ajudará a ver-se livre daquilo que já não desperta alegria.

Na hora de dobrar, faça-o em três partes, até transformar a peça num pequeno retângulo.

No caso das malas, use o método “bag-in-bag”, ou seja, coloque umas dentro das outras, o que irá libertar espaço nos armários. Certifique-se apenas de que as alças estão na posição vertical.

Para os livros, o método é diferente: olhar para eles e perguntar se gostaria de os ter consigo no futuro. Se a resposta for positiva, há que os organizar por tamanho ou cor e repostos na estante ou em cima de uma mesa de café.

É papelada que tem para arrumar? Reúna cada documento e coloque-os em cima de uma mesa, organizando-os por pendentes, importantes e diversos. Distribua-os por caixas tendo em conta estas categorias e coloque-as no mesmo lugar.

Se não tem paciência para nada disto e a desarrumação persiste, a solução pode passar por encontrar alguém que o faça por si. A Fixando, plataforma portuguesa para a contratação de serviços locais, disponibiliza especialistas na matéria, um serviço que ganha cada vez mais interesse por parte dos portugueses. A prová-lo estão os dados de 2019 que, face ao período homólogo de 2018, revelam um aumento de 540% nos pedidos de “Organização de Casa”.

protetor solar

Sete zonas onde não se deve esquecer de colocar protetor solar

Por | Bem-estar

Com a chegada das temperaturas altas, aumenta também o tempo de exposição solar. É por isso necessário aplicar um protetor solar de fator elevado em todas as partes que ficam expostas ao sol, como os braços, as pernas, os ombros ou a cara, tendo sempre o cuidado de evitar a exposição nas horas de maior calor.

No entanto, há sempre algumas zonas do nosso corpo que não recebem a devida atenção, como a nuca e as orelhas e que, por essa razão, ficam sem qualquer tipo de proteção. Este descuido pode levar ao aparecimento de escaldões, algo que, de acordo com a ciência, é perigoso para a pele, podendo mesmo conduzir ao cancro cutâneo.

Por isso, fizemos uma lista de onde devemos ter o cuidado de colocar protetor solar durante a exposição ao sol, de forma a garantir um verão sem quaisquer problemas.

Boca

Quando estamos a colocar protetor solar na cara, temos sempre a tendência de esfregar a testa, as bochechas e o queixo. No entanto, uma das áreas que descuramos é a zona do lábio superior, que também precisa de ser protegida. Outra área a ter em conta são os lábios, que têm uma pele muito sensível e que, por isso, exige de muita atenção, devendo aqui usar-se um protetor solar em formato de batom.

Olhos

Como a pele em volta dos olhos é bastante sensível, deve aplicar-se um pouco de protetor solar nas pálpebras e no canto interior, mas sempre com cuidado para evitar que entre para os olhos. 

Nariz

A zona nasal tem uma pele sensível e que merece todo o cuidado. Quando estiver aqui a colocar o protetor, certifique-se que a ponta do nariz e a pele à volta das narinas fica bem protegida.

Orelhas

Por estarem tapadas pelo cabelo ou pelo chapéu, é bastante comum não colocar protetor solar nas orelhas. No entanto, estes dois métodos de proteção não são suficientes e para evitar a exposição aos raios UV. Por isso, espalhe sempre um pouco de creme tendo em conta a zona superior e os lóbulos.

Nuca

Se tem cabelo curto ou gosta de o usar apanhado, não se esqueça do protetor solar nesta zona.

Couro Cabeludo

Se sofre de calvície ou tem pouco cabelo, esta é uma área que exige também protetor solar, de forma a evitar escaldões. Mas se tem cabelo, saiba que há também no mercado vários protetores solares próprios para proteger o couro cabeludo e os fios de cabelo dos efeitos nocivos do sol.

Mãos

As costas das nossas mãos são uma das zonas que mais sofrem com exposição solar. Por isso, espalhe sempre protetor solar nas mãos, sem esquecer os pulsos e os espaços entre os dedos.

Pés

Devido ao uso de chinelos e sandálias, os seus pés ficam bastante expostos à luz solar. Por isso, é preciso colocar sempre protetor solar, garantindo que a pele desta parte do corpo fica sempre protegida.

como fazer o banho do bebé

Como dar banho ao recém-nascido: conselhos de um especialista

Por | Bem-estar

Depois do parto, levar o bebé para casa tem tanto de emocionante como de assustador. E há um momento que é particularmente stressante para os recém-papás: o banho. Pensar naquele pequeno e frágil ser humano e imaginar dar-lhe banho não é, de facto fácil. Mas os dermatologistas da Academia Americana de Dermatologia garantem que é tudo uma questão de prática.

Para evitar uma grande dose de stress e ansiedade, o melhor mesmo é seguir alguns passos simples para garantir que o bebé fica seguro, limpo e saudável.

“Embora pareça intimidante no início, dar banho ao bebé é simples”, confirma o dermatologista Kalyani Marathe. “A primeira coisa é começar com banhos de esponja até que o coto do cordão umbilical caia.”

Para isso, reúna tudo o que é necessário para o efeito. Ou seja, a pequena banheira com água morna, um pano e um sabonete para bebé, suave e sem perfume.

Deite o bebé numa superfície plana e confortável e mantenha-o aquecido, envolvendo-o numa toalha e expondo apenas a parte do corpo que está a ser lavada. Por uma questão de segurança, mantenha sempre o bebé bem seguro.

Comece com a cabeça. Mergulhe o pano na tigela de água morna e limpe suavemente o rosto e o couro cabeludo do bebé, sem esquecer os refegos do pescoço e atrás das orelhas.

Segue-se o resto do corpo, sendo que o sabonete apenas precisa de ser aplicado nas zonas sujas, como o pescoço e a área da fralda. Não se esqueça de enxaguar e limpar os vestígios de sabonete após a limpeza.

O banho do bebé: a forma mais tradicional

“Assim que o coto do cordão umbilical cair, mude para o banho tradicional”, refere a mesma fonte.

Aqui, os conselhos começam por ser os mesmos, com a preparação de tudo o que for necessário antes do início do banho.

Decida onde o vai fazer, pegue numa toalha, um sabonete apropriado e coloque o bebé na água. Primeiro, encha o recipiente com água morna e teste a temperatura da água no interior do pulso para garantir que não está muito quente.

Depois, gentilmente guie o bebé para a água, começando pelos pés, mantendo, no entanto, a maior parte do corpo acima da água.

Comece a limpeza pela cabeça, usando um pano para lavar suavemente o rosto e o couro cabeludo. Não se esqueça de limpar entre os dedos do bebé e certifique-se de que todo o sabonete é retirado.

“Após o banho, envolva imediatamente o bebé numa toalha para o aquecer e considere aplicar um hidratante suave e sem fragrância.”

risco de obesidade

Cinco ou mais horas por dia ao smartphone aumenta risco de obesidade em 43%

Por | Bem-estar

Já fazem parte integrante da nossa vida, sobretudo dos mais jovens, que não vivem sem smartphones, seja como fonte de entretenimento ou forma de comunicação. E aumentando o tempo agarrados aos aparelhos, diminui aquele a praticar atividade física. Agora, um estudo apresentado no ACC Latin America Conference 2019, prova que os estudantes universitários que usam os seus smartphones cinco ou mais horas por dia têm um risco de obesidade 43% superior.

“É importante que a população em geral saiba e esteja ciente que, embora a tecnologia móvel seja indubitavelmente atraente, tendo em conta os seus múltiplos propósitos, portabilidade, conforto, acesso a serviços, fontes de informação e entretenimento, também deve ser usada para melhorar hábitos e comportamentos saudáveis”, refere  Mirary Mantilla-Morrón, especialista em cirurgia cardíaca e reabilitação vascular na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Simón Bolívar, em Barranquilla, Colômbia, e autora principal do estudo.

“Gastar muito tempo à frente de smartphones facilita comportamentos sedentários, reduz o tempo de atividade física, o que aumenta o risco de morte prematura, diabetes, doenças cardíacas, diferentes tipos de cancro, desconforto osteoarticular e sintomas musculoesqueléticos.”

Risco de obesidade a crescer 

Os investigadores avaliaram 1.060 alunos da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Simón Bolívar entre junho a dezembro de 2018.

E a análise feita junto de 700 mulheres e 360 ​​homens, com uma idade média de 20 anos, concluiu que os homens têm um risco 36,1% maior de estar acima do peso e 42,6% de serem obesos. Já as mulheres apresentavam 63,9% de probabilidade de estarem acima do peso e 57,4% de serem obesas.

Risco que aumentava em 43% se o smartphone fosse usado cinco ou mais horas por dia, já que os alunos participantes tinham duas vezes mais probabilidade de ingerir mais bebidas açucaradas, fast food, doces, lanches e de praticar menor atividade física.

Vinte e seis por cento dos indivíduos que estavam com excesso de peso e 4,6% que eram obesos passavam mais de cinco horas a usar os seus dispositivos.

“Os resultados deste estudo permitem destacar uma das principais causas da obesidade física, um fator de risco para doenças cardiovasculares”, refere Mantilla-Morrón.

“Também determinamos que a quantidade de tempo que uma pessoa é exposta ao uso de tecnologias – especificamente o uso prolongado de smartphones – está associada ao desenvolvimento da obesidade.”

hepatites por erradicar

Portugal é o sétimo país da UE onde a taxa de mortalidade por hepatites é mais alta

Por | Bem-estar

Em vésperas do Dia Mundial contra as Hepatites, que se assinala a 28 de julho, o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) confirma que há ainda um longo caminho para eliminar estas doenças, objetivo que se pretendia concluído até 2030. Ao todo, em 2016, contaram-se 6.600 mortes notificados na UE devido a hepatites virais.

Contas feitas, a taxa de mortes por hepatite viral foi, em média, de 13 por milhão de habitantes em 2016, valor inferior ao verificado em 2011 (15 mortes por milhão de habitantes).

As hepatites afetam tanto os homens (3.400 mortes) como as mulheres (3.200 mortes), sendo dois terços do total das mortes verificados em pessoas com mais de 65 anos (4.300, ou seja, 64% do total da UE).

Itália lidera em número de mortes

É na Itália (38 mortes por hepatite viral por milhão de habitantes) que a taxa de mortalidade por hepatite é mais alta, seguindo-se a Letónia (31 mortes por milhão de habitantes) e a Áustria (21).

Portugal destaca-se em sétimo lugar na lista, com valores abaixo da média da UE. Mas são a Eslovénia e a Finlândia (ambas com 1 morte por milhão de habitantes), a República Checa e a Holanda (três cada) os países que apresentam melhores resultados.

Milhões infetados com hepatites

A hepatite é doença que se caracteriza pela inflamação do fígado, que pode desaparecer espontaneamente ou progredir para cicatrizes, cirrose ou cancro do fígado, sendo os vírus da hepatite a causa mais comum.

A hepatite viral consiste num grupo de doenças infecciosas, que inclui as hepatites A, B, C, D e E e representam um elevado risco para a saúde global, segundo a Direção-Geral da Saúde, uma vez que existem cerca de 240 milhões de pessoas com infeções crónicas por hepatite B e cerca de 130-150 milhões de pessoas infetadas pelo vírus da hepatite C em todo o mundo.

Números que justificam os apelos da Organização Mundial de Saúde, que pede aos países para aproveitarem as recentes reduções nos custos de diagnóstico e tratamento da doença para aumentarem os investimentos na sua eliminação.