protetores solares

Infarmed assegura qualidade dos protetores solares usados em Portugal

Por | Bem-estar

A garantia é dada pelo Infarmed: os protetores solares vendidos em Portugal têm qualidade e são seguros. Em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde deixa a certeza, resultado de 245 ensaios, que analisaram 35 protetores solares.

“Do ponto de vista laboratorial, os 35 produtos analisados apresentaram um fator de proteção solar correspondente à categoria declarada na embalagem. Em plena época de verão, a proteção solar é essencial para prevenir queimaduras solares”, revela aquele organismo.

Com fatores de proteção solar entre 30 e 50 +, as amostras de produtos foram colhidas entre maio e junho de 2019, em diversos pontos da cadeia de distribuição, nomeadamente  distribuidores e locais de venda ao público, como farmácias e supermercados.

“Tendo em consideração a importância dos protetores solares em termos de saúde pública e a sua utilização por um elevado número de consumidores em Portugal, de todas as faixas etárias, foi planeada e implementada em 2019, à semelhança do que já aconteceu em anos anteriores, uma ação de supervisão do mercado de protetores solares. Esta campanha consistiu na determinação do fator de proteção solar (FPS ou SPF, Sun Protection Factor), na avaliação laboratorial da qualidade microbiológica e na análise da rotulagem dos respetivos produtos”, avança o Infarmed.

Conselhos para um melhor uso dos protetores solares

Para garantir que os protetores solares cumprem os seus objetivos, é essencial que todas as zonas da pele expostas ao sol sejam protegidas. O protetor solar deve ser o indicado para o tipo de pele de cada indivíduo e só os protetores com fator de proteção solar acima de 30 têm proteção elevada, aconselha, reforçando que entre seis e 10 é baixa e entre 15 e 25 é média.

O protetor deve ser colocado de duas em duas horas e após nadar ou transpirar, porque a água e o suor reduzem a sua eficácia.

O uso destes produtos não exclui medidas de proteção adicionais, como o uso de chapéu, guarda-sol e óculos de sol. Nas horas de maior calor, entre as 12 e as 16 horas, a exposição solar deve ser evitada, mesmo nos dias nublados, já que as radiações atravessam as nuvens e podem provocar queimaduras.

Para prevenir queimaduras solares e, a longo prazo, cancro da pele, basta ter alguns cuidados antes e durante a exposição solar, como usar sempre um protetor solar com um fator de proteção adaptado ao tipo de pele, sem esquecer que o rosto necessita geralmente de um fator de proteção maior do que o escolhido para o corpo.

Há que usar o protetor solar diariamente, nas áreas mais expostas ao sol, aplicar o protetor solar 20 a 30 minutos antes de cada exposição solar, evitar a exposição solar entre as 12 e as 16 horas, reaplicar sempre o protetor solar a cada duas horas e após nadar e transpirar.

Não se esqueça de usar óculos de sol, chapéus e bonés que ajudam a proteger o rosto, lábios e olhos e não expor crianças muito pequenas diretamente ao sol.

Peixes-aranha, alforrecas e afins: como evitar intoxicações

Por | Bem-estar

As férias são para descansar, toda a gente sabe e é o que todos querem. Mas mesmo quando estamos a banhos, a necessidade de cuidados nunca entra de férias, sobretudo no que diz respeito às intoxicações. O alerta é dado pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que divulgou algumas recomendações para que possa aproveitar o verão em segurança.

Na praia, se souber da existência de peixe-aranha, use sandálias. Caso seja surpreendido por um destes peixes, a dor é o que se segue. Para o seu alívio, causado pela picada dos peixes-aranha, deve recorrer-se ao calor, por imersão do membro afetado em água quente.

Mas o mar pode esconder outras surpresas. Evite, por isso, tomar banho em locais com alforrecas. Em caso de contacto, deverá efetuar uma boa limpeza da zona afetada, lavando com água corrente.

Não apanhe também mariscos em áreas poluídas, uma vez que o seu consumo pode representar um sério risco para a sua saúde.

Escapar às intoxicações por lacraus e víboras

Se em vez da praia rumar ao campo, onde muitos aproveitam também esta época do ano para uns dias de descanso, não se esqueça que este pode ser fértil em situações que podem provocar intoxicações, algumas delas representando mesmo um verdadeiro risco para a sua saúde.

Aqui, evite andar descalço e com sandálias, usando preferencialmente sapatos fechados. É que os lacraus e as víboras têm uma picada venenosa, devendo evitar-se o contacto com este tipo de animais.

Não se aproxime das colmeias, não coma bagas ou sementes de plantas desconhecidas e não apanhe nem coma cogumelos se não os distingue com toda a segurança.

Use os pesticidas cumprindo todas as regras de preparação e aplicação e respeite os intervalos de segurança e não deixe abandonadas embalagens de pesticida destapadas, vazias ou vasilhas com resto de caldas.

noite de sono descansada

Porque é que precisamos de dormir? Os mistérios do sono desvendados

Por | Bem-estar

Deitar a cabeça na almofada, fechar os olhos e dormir. Parece simples, mas o que esconde uma boa noite de sono pode ser bem mais complexo do que parece. Quem o diz é Verena Senn, neurocientista e especialista do setor do descanso, que explica tudo.

Muitas são as pessoas sem noção do impacto que o sono pode ter e que, por isso, não dá a devida atenção a este tema e à sua importância. A própria ciência não chegou a uma conclusão exata que explique porque precisamos tanto de dormir, mas a verdade é que dormimos cerca de um terço das nossas vidas, e não somos os únicos.

“Todos os animais dormem, desde os mamíferos, como o cão ou o gato, passando pelos peixes e pássaros, até aos répteis”, refere a especialista, que integra a equipa da marca de colchões Emma.

“Mas o tempo de sono é diferente de espécie para espécie. Enquanto, por exemplo, a girafa precisa de dormir apenas duas horas por dia, os ratos dormem mais de 20 horas. Para o ser humano, o tempo ideal de sono ronda as oito horas por noite.”

Porque precisamos de uma boa noite de sono

“Dormimos porque ocorrem dois processos no nosso corpo que são responsáveis por regularizar a hora de dormir. Um deles é o nosso relógio circadiano interno, também chamado de ritmo circadiano que, alinhado com a luz do dia e o escuro da noite, nos diz quando devemos descansar”, explica a neurologista.

O segundo processo, acrescenta, “está relacionado com a adenosina, uma substância que acumulamos no cérebro ao longo do dia, aumentando a nossa necessidade de dormir. Quando a sua concentração é alta, depois de um dia inteiro acordado, bloqueia a secreção das moléculas, induzindo assim o sono”.

Estes dois processos, em conjunto, são os principais motivos de termos sono. Mas afinal porque precisamos de dormir?

Durante a noite, o nosso cérebro processa o que aprendemos e as experiências que passamos durante o dia. Vários estudos demonstram, inclusive, que o sono aumenta o conhecimento ou as habilidades que adquirimos.

O corpo utiliza o sono para arrumar as memórias e destacar aquelas que são mais importantes para uma parte do cérebro destinado ao armazenamento de memória a longo prazo. Assim, quanto mais tempo estivermos acordados, menos eficaz será o armazenamento de novos conhecimentos.

O sono também tem um grande impacto no nosso sistema imunológico. Dormir ajuda a recuperar de uma constipação mais rapidamente ou mesmo a evitar que se fique doente. “Dormir é o melhor remédio com a vantagem de não ter quaisquer efeitos adversos”, afirma Verena Senn.

Se dormir é assim tão importante, do que precisamos para um bom descanso? A neurocientista defende que a base para dormir bem é um bom colchão, que permita uma postura confortável e ergonómica. Para além disso, é importante que o colchão seja respirável, permitindo a diminuição da temperatura do corpo, necessária para se conseguir entrar num sono profundo.

fazer festas a animais contra o stress

Fazer festas a cães e gatos, o melhor remédio para reduzir o stress

Por | Bem-estar

Quer melhorar o humor e aliviar o stress? A receita é simples: fazer festas a cães ou gatos.

A garantia é dada por um novo estudo, realizado por cientistas da Washington State University (WSU), nos Estados Unidos, e publicado na revista AERA Open, onde se confirma que “apenas 10 minutos podem ter um impacto significativo”.

Patricia Pendry, professora associada do Departamento de Desenvolvimento Humano da WSU, revela que “os estudantes que participaram no estudo e interagiram com gatos e cães tiveram uma redução significativa nos níveis de cortisol, uma importante hormona associada ao stress”.

Fazer festas a animais com resultados comprovados

O stress é uma constante nos estudantes do ensino superior e são vários os estudos que o confirmam. Nos Estados Unidos, este facto levou mesmo várias universidades a criar programas chamados “Pet Your Stress Away” (que significa afastar o stress a fazer festas aos animais), onde os alunos podem participar e interagir com gatos e/ou cães, para aliviar alguns dos problemas associados à tensão.

Este estudo quis perceber de que forma estes programas funcionam. Para isso, envolveram 249 estudantes universitários divididos em quatro grupos. O primeiro teve oportunidade de interagir com gatos e cães ao longo de 10 minutos; o segundo observou outras pessoas a fazê-lo; o terceiro viu uma apresentação de slides com os mesmos animais, enquanto o quarto ficou em lista de espera, aguardando silenciosamente durante 10 minutos sem telefones, material de leitura ou outros estímulos.

A todos foram recolhidas amostras de cortisol da saliva, em várias alturas do dia. E os resultados confirmam que os estudantes que interagiram diretamente com os animais revelaram valores significativamente inferiores de cortisol na sua saliva após a interação.

“Já sabíamos que os alunos gostam de interagir com os animais e de lhes fazer festas e que isso os ajuda a ultrapassar emoções mais positivas”, explica Patricia Pendry.

“O que queríamos compreender era se essa exposição ajudaria os alunos a reduzir o stress de forma menos subjetiva. Foi o que conseguimos, o que é emocionante, uma vez que a redução das hormonas do stress pode, com o tempo, ter benefícios significativos para a saúde física e mental.”

perda auditiva nos idosos

Perda auditiva associada a doenças mentais, físicas e sociais em idosos

Por | Bem-estar

Como mais de 90% dos casos de perda auditiva associados à idade, não é surpreendente que, tendo em conta o envelhecimento populacional, este problema continue a crescer. E que o faça com consequências na vida social e emocional de quem não ouve. De facto, segundo um estudo japonês, a perda auditiva em idosos está mesmo associada à restrição de atividades ao ar livre, ansiedade e perda de memória

Uma equipa de investigadores japoneses da Universidade de Tsukuba, Japão, quis saber mais sobre o tema e a associação entre a perda auditiva e outras doenças entre os idosos e, para isso, analisou três áreas-chave, tendo encontrado uma relação clara entre a dificuldade auditiva e a perda de memória. 

Com dados de mais de 130 mil pessoas com 65 anos ou mais e sem demência, foi possível determinar que cerca de 9% relatavam ter pedido parte da audição, que se acentuava com a idade. 

O impacto da perda auditiva em números

Os resultados do estudo confirmam o impacto das dificuldades auditivas. Por exemplo, 28,9% dos que sofriam com este problema relatavam limitações nas atividades ao ar livre, como fazer compras ou viajar, contra apenas 9,5% dos que ouviam bem.

No que diz respeito ao sofrimento mental, a percentagem de afetados com problemas auditivos foi de 39,7%, contra 19,3%.

Quando em causa está a perda de memória, a diferença foi ainda mais acentuada: 37,7% vs 5,2%, valores que se repetiam, independentemente da idade ou sexo dos inquiridos.

“A dificuldade auditiva tem um enorme impacto na vida das pessoas idosas, que se faz sentir de muitas maneiras, tanto físicas, como mentais, ao mesmo tempo que limita as atividades da vida diária”, refere Yoko Kobayashi, coautora do estudo.

“Uma maior consciencialização sobre a carga da perda auditiva ajudará a melhorar a qualidade de vida destas pessoas.”

vacinação contra o sarampo

Alemanha torna a vacinação contra o sarampo obrigatória para as crianças

Por | Bem-estar

A Alemanha vai tornar a vacinação contra o sarampo obrigatória para os mais pequenos já a partir de março do próximo ano. O objetivo é eliminar a doença, que tem ressurgido em força na Europa. Por cá, em 2018, o País assistiu a vários surtos, cuja origem da infeção teve início em casos importados de outros países.

O gabinete da chanceler Angela Merkel decidiu que as crianças só serão admitidas no jardim de infância ou na escola se tiverem a vacina, igualmente obrigatória para os funcionários de creches, instituições de ensino, instalações médicas e abrigos para refugiados.

“Queremos proteger o maior número possível de crianças contra uma infeção por sarampo”, disse a propósito o ministro da Saúde, Jens Spahn, que espera conseguir, pelo menos, 95% de cobertura.

Para quem não cumprir, a lei é clara, definindo multas que pode ir até aos 2.500 euros, isto se for aprovada, como se espera, pelo Parlamento alemão.

Pediatras pedem reforço da vacinação

Há muito que a associação de pediatras da Alemanha exige esta obrigatoriedade, tendo em conta os alertas da Organização Mundial de Saúde (OMS), que chama a atenção para o facto de os esforços globais para aumentar a cobertura de imunização contra doenças mortais estarem estagnados.

No ano passado, contaram-se 350.000 casos de sarampo em todo o mundo, mais do que o dobro de 2017. Contas feitas ao primeiro trimestre de 2019 revelam um aumento quatro vezes maior, em comparação com igual período de 2018, mostram os dados da OMS.

O ressurgimento da doença em alguns países tem sido atribuído ao chamado movimento “anti-vax”, que tem por base uma publicação de 1998, que faz a ligação entre a vacina contra o sarampo e o autismo, estudo que há muito foi desacreditado.

causas de morte na União Europeia

Enfartes e AVC são o que mais mata os europeus

Por | Bem-estar

De que morrem os europeus? Em 2016, os números dão conta de 5,1 milhões de mortes na União Europeia (UE), ainda assim cerca de 80.000 a menos do que no ano anterior. Um terço destas mortes ocorreram em pessoas com menos de 75 anos (33%), enquanto 1,5 milhões morreram entre os 75 e 85 anos (29%), aos quais se juntam 1,9 milhões de mortes de pessoas com 85 anos ou mais (38%).

Mas afinal, de que morrem? A resposta é dada pelo gabinete de estatísticas da UE, o Eurostat, que revela que, no mesmo ano, pouco mais de 1,8 milhões de pessoas morreram de doenças do sistema circulatório, sobretudo enfartes e AVC.

A estes juntam-se 1,3 milhões de vidas ceifadas pelo cancro. Contas feitas, estas foram as duas principais causas de mortes na UE, responsáveis ​​por 36% e 26% de todas as mortes.

As doenças do sistema circulatório foram a principal causa de morte em todos os Estados-Membros da UE, exceto na Dinamarca, França, Holanda e Reino Unido, onde o cancro assume a liderança.

A terceira principal causa de morte recai sobre as doenças do sistema respiratório (422.000 pessoas, ou seja, 8% de todas as mortes).

Há ainda a assinalar os acidentes e outras causas externas de mortes, que correspondem a 5% de todos os óbitos, as doenças do aparelho digestivo (4%), doenças mentais e doenças comportamentais, como a demência (4%) e doenças do sistema nervoso, incluindo Alzheimer (4%).

Portugal em 14.º no número de mortes

O Eurostat compara ainda as taxas de mortalidade entre os países, salientando a necessidade de ajustar os dados ao tamanho e à estrutura da população.

E conclui que, com 1.602 mortes por 100.000 habitantes, a Bulgária regista a taxa de mortalidade mais elevada da UE em 2016. Seguem-se a Letónia e Roménia (1 476), Lituânia (1 455) e Hungria (1 425).

Portugal ocupa o 14.º lugar na lista, em linha com a média da UE, ou seja, 1.002 mortes por 100.000 habitantes.

cirurgias íntimas ainda são tabu

Está na hora de acabar com os tabus associados às cirurgias íntimas

Por | Bem-estar

É ainda desconhecida para muitas e um tabu para outras. A labioplastia, uma entre várias cirurgias íntimas, “visa não apenas melhorar a estética da região, mas também a funcionalidade, tratando os grandes lábios, que com o passar do tempo, ou até mesmo após a gravidez, podem ficar flácidos, ou os pequenos lábios, que podem aumentar de tamanho e parecer muito grandes”, explica Luiz Toledo, cirurgião plástico,. No entanto, há ainda muitas mulheres que desconhecem este procedimento.

Quem a procura, fá-lo sobretudo por desconforto físico e psicológico, em idade sexualmente ativa. Um procedimento que pode ser feito apenas para tratar os grandes ou pequenos lábios, ou ambos na mesma intervenção.

“Quando os lábios são muito grandes é preciso reduzi-los cirurgicamente. Quando, por outro lado, os grandes lábios estão atrofiados é preciso aumentá-los com enxerto de gordura”, refere o especialista.

Mas existem outros problemas que podem ser resolvidos com procedimentos complementares à labioplastia. “Quando há flacidez vaginal, a cirurgia pode ser combinada com uma vaginoplastia para deixar a vagina mais apertada e aumentar o prazer sexual. Outro tratamento que pode ser feito ao mesmo tempo é o enxerto de gordura no chamado Ponto G, zona erógena que também facilita o prazer sexual.”

Desconhecimento ajuda a explicar tabu das cirurgias íntimas

O especialista considera, no entanto, que existe um tabu em relação a este tipo de intervenções e a explicação está não só no desconhecimento da sua existência, mas também no facto de a maioria das mulheres não olhar para esta zona do corpo da mesma forma que olha para outras.

“Muita gente nem olha para suas partes íntimas e não gosta de falar no assunto. Justamente por isso, não sabem que há tratamento para estes problemas.”

Importa, por isso, falar desta cirurgia, que não deixa cicatrizes quando é feito apenas um enxerto de gordura. Noutros casos, as cicatrizes ficam escondidas na parte interna da vagina. É um procedimento simples e que demora menos de uma hora. 

café agrava a ansiedade

Sofre de ansiedade? Então tenha cuidado com a cafeína

Por | Bem-estar

Aumenta a energia, melhora o estado de alerta e produz uma sensação geral de bem-estar. É assim o café, mas apenas quando consumido em moderação. Se sofre de ansiedade, então é melhor mudar para outra bebida.

Quando os limites são ultrapassados, os efeitos deixam de ser tão ‘simpáticos’. O bem-estar passa a insónia, nervosismo e inquietação. Efeitos que, para aqueles que já lutam contra a ansiedade, podem ser difíceis de enfrentar.

Julie Radico, psicóloga clínica da Universidade Estadual da Pensilvânia, não tem dúvidas que a cafeína pode ajudar na concentração. Mais, acrescenta ainda, considera que “a cafeína não é o inimigo”.

“Mas incentivo as pessoas a conhecerem s limites saudáveis ​​e consumi-los estrategicamente, porque o café é um ativador e pode imitar ou exacerbar os sintomas de ansiedade.”

O que é demais para a ansiedade e não só

Afinal, o que é considerado demasiado? Os valores entre 50 e 200 mg podem considerar-se baixas doses de cafeína. Consumir mais de 400 mg de uma só vez abre a porta aos efeitos secundários mais desagradáveis ​​desta substância.

Além de se sentirem super estimulados e ansiosos, os que consomem muita cafeína podem sentir ainda o coração acelerado, náusea ou dor abdominal.

Para os que já são ansiosos por natureza, o café piora os sintomas de ansiedade, podendo ainda interagir de forma negativa com medicamentos para distúrbios convulsivos, doença hepática, doença renal crónica, algumas doenças cardíacas ou doenças da tiroide.

Depois, há ainda que pensar que algumas pessoas são mais sensíveis à cafeína do que outras, sendo o consumo recomendado baseado no peso corporal. O que significa que as crianças podem estar em risco de efeitos negativos. Por isso, os especialistas recomendam que os adolescentes e as crianças não consumam mais de 100 mg de cafeína por dia, um limiar muito baixo, tendo em conta o número de produtos com cafeína (uma bebida energética pode ter cerca de 400 mg).

dor na endometriose

Nova descoberta abre caminho para alívio da dor na endometriose

Por | Bem-estar

É um dos sintomas da endometriose e as mulheres que vivem com este problema conhecem-no bem. Agora, um grupo de investigadores descobriu uma causa importante para a dor pélvica, abrindo a porta a novas oportunidades para o seu alívio.

Os especialistas do laboratório Greaves, agora parte da Warwick Medical School, no Reino Unido, juntaram-se aos da Universidade de Edimburgo e descobriram como as células do nosso sistema imunitário desempenham um papel na estimulação do crescimento e da atividade das células nervosas na endometriose, o que motiva o aumento da sensibilidade à dor na região pélvica.

Cerca de 176 milhões de mulheres em todo o mundo sofrem com endometriose. Aqui, as células que revestem a parede interna do útero (endométrio) crescem fora dele, em forma de lesões, o que causa com frequência dor pélvica, estando ainda, em alguns casos, associado à infertilidade.

Atualmente, as opções de tratamento não vão muito além da remoção cirúrgica de lesões ou tratamento médico para suprimir a produção de hormonas dos ovários, sendo cada vez mais necessário aumentar o leque de opções terapêuticas.

Endometriose, um ‘distúrbio oculto’

Nesta investigação, a equipa concentrou-se no papel dos macrófagos, um tipo de glóbulos brancos encontrados no sistema imunitário, que contribui para a dor causada pela endometriose.

Os macrófagos adaptam as suas funções aos sinais locais, tornando-se, assim, modificados pela doença. São atraídos para as lesões da endometriose, sendo encontrados em grande número dentro dessas mesmas lesões.

Através de uma cultura com células desses macrófagos modificados, os cientistas observaram um aumento na produção do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1), que encorajou os nervos a crescer, ativando-os. O que revela que a produção de IGF-1 pelos macrófagos desempenha um papel importante na dor da endometriose.

“A endometriose é, por vezes, considerada um ‘distúrbio oculto’ dada a relutância em discutir o que costuma ser visto como ‘problemas femininos'”, refere Erin Greaves, autora principal do estudo.

“As soluções hormonais não são ideais, pois podem causar efeitos secundários indesejados e impedir a gravidez. Estamos, por isso, a tentar encontrar soluções não hormonais.”

“Se pudermos aprender mais sobre o papel dos macrófagos na endometriose, podemos distingui-los dos macrófagos saudáveis ​​e direcionar o tratamento”, acrescenta.

“A endometriose pode afetar as mulheres ao longo da vida e é uma condição muito comum. Esta descoberta irá, de alguma forma, encontrar formas de aliviar os sintomas destas mulheres.”