teste o seu nível de stress no trabalho

Tem um nível de exigência muito elevado no trabalho? Faça aqui o teste e descubra

Por | Bem-estar

O nível de exigência no trabalho é uma constante para muitos e pode ser uma verdadeira fonte de stress. É o seu caso? Com este teste, desenvolvido pelos especialistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, consegue perceber se sim e se está em risco de engordar, como refere este artigo

Teste nº 1

O seu trabalho exige que trabalhe muito rápido?

Sim, frequentemente = 4

Sim, às vezes = 3

Não, raramente = 2

Quase nunca = 1

O seu trabalho é extenuante?

Sim, frequentemente = 4

Sim, às vezes = 3

Não, raramente = 2

Quase nunca = 1

Tem tempo suficiente para suas tarefas?

Sim, frequentemente = 1

Sim, às vezes = 2

Não, raramente = 3

Não, quase nunca = 4

O seu trabalho envolve a realização de tarefas conflituantes?

Sim, frequentemente = 4

Sim, às vezes = 3

Não, raramente = 2

Quase nunca = 1

Se tiver uma pontuação de 4 a 6 pontos, o seu trabalho é exigente. Com 11 ou mais pontos = exigências elevadas

Teste nº 2

Aprende coisas novas através do seu trabalho?

Sim, muitas vezes = 4

Sim, às vezes = 3

Não, raramente = 2

Quase nunca = 1

O seu trabalho exige um alto nível de competências?

Sim, muitas vezes = 4

Sim, às vezes = 3

Não, raramente = 2

Quase nunca = 1

O seu trabalho exige que seja inventivo?

Sim, muitas vezes = 4

Sim, às vezes = 3

Não, raramente = 2

Quase nunca = 1

Tem de fazer as mesmas coisas repetidas vezes?

Muitas vezes = 1

Sim, às vezes = 2

Não, raramente = 3

Quase nunca = 4

Tem possibilidade de decidir como faz o seu trabalho?

Sim, muitas vezes = 4

Sim, às vezes = 3

Não raramente = 2

Quase nunca = 1

Tem possibilidade de decidir o que faz?

Sim, muitas vezes = 4

Sim, às vezes = 3

Não, raramente = 2

Quase nunca = 1

Uma pontuação de 6 a 24 pontos significa que tem capacidade de decisão; 18 ou menos pontos, para o caso das mulheres = baixo controlo; 19 ou menos pontos para homens = baixo controlo

como a personalidade influencia a doença

A sua personalidade pode aumentar o risco de diabetes

Por | Bem-estar

Não é de hoje que se diz que uma boa personalidade ajudar a ter sucesso. Mas será que pode também proteger contra o risco de doenças? Um novo estudo diz que sim.

Publicado na revista da Sociedade Norte-Americana de Menopausa, o trabalho revela que ter traços positivos de personalidade, como ser otimista, podem de facto ajudar a reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2. 

São milhões os que, no mundo, sofrem com diabetes, sendo mais comum o tipo 2. Só em Portugal, estima-se que afete mais de um milhão de pessoas.

Obesidade, história familiar da doença, raça e inatividade física são os principais fatores de risco, mas parece que não são os únicos.

A evidência confirma que a depressão e o cinismo também estão ligados a um aumento do risco de diabetes. A estes juntam-se níveis elevados de hostilidade, que têm sido associados a níveis elevados de glicose em jejum, resistência à insulina e diabetes.

Poucos foram, no entanto, os estudos que investigaram a associação das características de personalidade potencialmente protetoras do risco de diabetes. É isso mesmo que este pretende.

Ser otimista compensa

Verificar se os traços de personalidade, incluindo o otimismo, negatividade e hostilidade, estão associados ao risco de desenvolver diabetes tipo 2 em mulheres na pós-menopausa foi o objetivo do estudo, que acompanhou 139.924 mulheres pós-menopáusicas, que não tinham diabetes no início do trabalho. Catorze anos depois, foi possível identificar 19.240 casos de diabetes tipo 2.

Comparações feitas, verificou-se que as mulheres mais positivas tiveram um risco 12% menor de diabetes, face às menos otimistas.

Não só o otimismo parece ter aqui influência, mas também a expressividade emocional negativa ou hostilidade: níveis mais elevados destas características estavam associados a um risco 9% e 17% superior de diabetes. 

Prevenção adequada à personalidade

A conclusão é, para os investigadores, simples: níveis baixo de otimismo e elevados de negatividade e hostilidade estão relacionados com o aumento do risco de diabetes em mulheres na pós-menopausa, independentemente dos principais comportamentos de saúde e sintomas depressivos.

“Os traços de personalidade permanecem estáveis ​​ao longo da vida; por isso, as mulheres com maior risco de diabetes, que têm otimismo reduzido e elevados níveis de negatividade e hostilidade, podem ter estratégias de prevenção adaptadas aos seus tipos de personalidade”, explica Joann Pinkerton, diretora executiva da Sociedade Norte-Americana de Menopausa.

“Para além de podemos usar os traços de personalidade para nos ajudar a identificar as mulheres com maior risco de desenvolver diabetes, podemos também usar mais educação individualizada e estratégias de tratamento”, acrescenta.

as tendências da cirurgia plástica

As tendências na cirurgia plástica para 2019 são…

Por | Bem-estar

Não são apenas as mulheres, mas também os homens que cada vez mais procuram o que a cirurgia plástica pode oferecer. Não importa a idade, que o desejo de mudar o que, no corpo, nos faz sentir mal não é um exclusivo de novos ou velhos. Alterações que representam uma melhoria imediata na vida dos doentes, com impacto direto na autoestima e, em muitos casos, numa melhoria na qualidade de vida. Para 2019, as cirurgias mais procuradas vão ser…

Luiz Toledo, especialista mundial de cirurgia plástica e estética, que há mais de 30 anos trabalha em países como o Brasil, Dubai e agora Portugal, identifica as cirurgias mais procuradas e quais as tendências para o próximo ano: abdominoplastia, lipoaspiração e mamoplastia de aumento.

“Estas são as cirurgias mais procuradas neste momento em Portugal. São as cirurgias que oferecem resultados mais visíveis e também as que fazem mais diferença na autoestima da pessoa”, explica.

“O abdómen e o peito são zonas do corpo que sofrem muito com mudanças de peso e também depois do parto, e a cirurgia faz bastante diferença, tanto a nível físico como psicológico.”

A aposta na cara

A nível de tratamentos menos invasivos, o facelift e o rejuvenescimento facial são os mais procurados. “A cara é o foco principal da primeira impressão da pessoa, é algo que o próprio vê constantemente. Por isso, é natural que seja algo que tenha mais vontade de mudar”, refere o especialista.

E acrescenta: “o rejuvenescimento facial revitaliza a pele, e elimina rugas e imperfeições, algo que deixa imediatamente a pessoa com um ar mais jovem”.

Em Portugal, a faixa etária que mais procura a cirurgia plástica situa-se entre os 40 e os 65 anos. No entanto, Luiz Toledo refere que a manutenção pode começar aos 30 ou 35 anos, havendo cirurgias que até podem ser feitas mais cedo.

lenços de papel usados

Empresa vende lenços de papel usados a quem quiser ficar doente

Por | Bem-estar

A história parece rocambolesca: uma empresa que, através da Internet, vende lenços de papel usados. A questão que primeiro se destaca, depois, é claro, da careta de nojo que se impõe, é: mas quem é que haveria de pagar para ter lenços usados? A segunda, e não menos importante: para quê gastar dinheiro com algo que, infelizmente e sobretudo nesta época de gripe, a grande maioria de nós já tem? A resposta é dada num artigo publicado no site da revista Time: fornecer a possibilidade de cada um ter gripe quando e como quiser.

Daqui surge mais uma questão: mas quem é que, no seu juízo perfeito, quer ficar doente? 

“Acreditamos que quando a temporada da gripe chega, cada um deve ficar doente nos seus próprios termos”, lê-se no site da Vaev Tissue.

“Nós aqui não prescrevemos produtos químicos ou medicamentos. Acreditamos que o uso de lenços que transporta um espirro humano é mais seguro do que agulhas ou comprimidos”, acrescenta a mesma fonte.  

Uma ideia com muitos riscos

Por cerca de 70 euros, o site da Vaev Tissue ‘oferece’ a todos a possibilidade de ficarem doentes. Mas de acordo com Oliver Niessen, o fundador da empresa, isto acontece quando e como a pessoa quiser.

Em entrevista à Time, o empreendedor explica as vantagens de limpar o nariz a lenços Vaev alguns dias antes de, por exemplo, ir de férias, para que as mesmas possam ser descansadas. “Este tipo de liberdade, este tipo de luxo de poder escolher… nós personalizamos tudo nas nossas vidas e temos tudo da forma como queremos; então por que não abordar a doença também dessa forma”, questiona.

É também a revista Time – e, arriscamo-nos a dizer, o bom-senso – que, depois da consulta a um especialista em virologia, confirma que não é bem assim. A começar com o facto de existirem muitos vírus diferentes, sendo que a proteção conferida pelo lenço ranhoso, caso exista, se resume a um deles. Ou seja, lá se vai a teoria de que assoando o nariz a algo usado nos livra de ficar doente quando não queremos.

Mais, o destinatário do lenço não sabe qual o vírus que neste se encontra e como vai ser a sua reação ao mesmo, que pode vir a ser grave, sobretudo quando se trata de grupos de risco.

Produto esgotado

A consulta ao site confirma, de facto, a venda dos lenços ranhosos. No entanto, estes encontram-se, de momento, esgotados. 

incentivo para caminhar

‘App’ que paga às pessoas para caminharem torna-as mais ativas fisicamente

Por | Bem-estar

E se lhe pagassem para caminhar? O que faria se lhe oferecessem uma recompensa monetária para trocar o apelo do sofá por atividade física? Aceitaria? A resposta aqui é positiva, pelo menos de acordo com um novo estudo que confirma: o incentivo para tornar as pessoas fisicamente ativas parece estar no dinheiro.

O trabalho, feito por investigadores do Instituto de Saúde Digital da Universidade de Warwick, olhou para a Sweatcoin, uma aplicação disponível para iOS e Android, que pretende incentivar as pessoas a caminhar oferecendo-lhes, para isso, uma moeda virtual, que pode ser trocada por produtos, serviços ou experiências.

E concluem que atingir o número desejado de passos diários é um pouco mais fácil para quem usa esta ‘app’, que converte o número de passos gravados no smartphone numa moeda virtual, as Sweatcoins.

A cada mil passos são geradas 0,95 Sweatcoins, que podem ser usadas para comprar produtos no mercado da aplicação e em lojas locais ou podem ser transferidas entre utilizadores.

Aumento de quase 20% na contagem dos passos

Os especialistas da Universidade de Warwick analisaram os dados diários referentes aos passos dados por 6.000 utilizadores da aplicação. E verificaram que houve um aumento médio sustentado de quase 20% na contagem diária de passos durante um período de seis meses após o registo na ‘app’, comparando com um período de três meses anterior à instalação da Sweatcoin.

A investigação revelou que, dos seis mil participantes, aqueles que foram classificados como menos ativos fisicamente e com excesso de peso apresentaram maior probabilidade de aumentar a sua contagem diária de passos ao usar a ‘app’. O que significa que a Sweatcoin estava a ter impacto numa faixa importante da população.

“Ao analisar os dados diários da contagem de passos de uma amostra de utilizadores da Sweatcoin e combiná-los com dados de outras pessoas pudemos identificar quais os tipos de utilizadores que mostraram uma maior mudança em termos do aumento da atividade física usando a ‘app'”, explica Mark Elliott, professor assistente do Instituto de Saúde Digital. 

“Incentivar as pessoas a caminhar mais é fundamental para melhorar os níveis de atividade física sustentada”, refere Anton Derlyatka, cofundador da Sweatcoin.

“No entanto, as ideias tradicionais, como fornecer mais educação ou descontos, simplesmente não funcionam. A Universidade de Warwick descobriu que uma economia baseada no movimento com a Sweatcoin estabelece uma motivação sustentada, para as pessoas serem mais ativas”, acrescenta.

“Para uma população cada vez mais sedentária, que enfrenta uma crise de obesidade e bem-estar, estas são descobertas significativas.”

ameaças à saúde

As 10 ameaças globais à saúde em 2019

Por | Bem-estar

Do regresso de doenças evitáveis a bactérias resistentes aos medicamentos, sem esquecer as novas epidemias, são vários os desafios que o mundo enfrente em termos de saúde em 2019. Ameaças que a Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de identificar, ao mesmo tempo que dá início a um novo plano estratégico para garantir mais saúde para todos.

Respirar um ar poluído

poluição do ar

Nove em cada dez pessoas respiram ar poluído.

Em cada dez pessoas, nove respiram ar poluído todos os dias. Por isso, este ano, a poluição do ar é considerada pela OMS como o maior risco ambiental para a saúde.

Ainda que sem se ver, os poluentes microscópicos presentes no ar podem conseguem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando os pulmões, coração e cérebro, matando prematuramente sete milhões de pessoas todos os anos, vítimas de doenças como cancro, AVC, doenças cardíacas e pulmonares. 

Um cenário que não tem tendência a melhorar: entre 2030 e 2050, espera-se que as alterações climáticas provoquem 250.000 mortes adicionais por ano, de desnutrição, malária, diarreia e stress associado ao calor.

Luta contra as doenças não transmissíveis

As doenças não transmissíveis, como a diabetes, cancro e doenças cardiovasculares, são, todas juntas, responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo. Contas feitas, o valor chega aos 41 milhões de pessoas, 15 milhões das quais de forma prematura, com idades entre 30 e 69 anos.

Tabaco, sedentarismo, abuso do álcool, alimentação pouco saudável e poluição do ar são os principais fatores a estas associados, responsáveis também pela agudização de problemas de saúde mental, que podem começar cedo. De facto, metade de todas as doenças mentais têm início aos 14 anos, mas a maioria dos casos não é detetada e tratada.

O que significa que, este ano, a OMS vai trabalhar com governos para os ajudar a atingir a meta global de reduzir a inatividade física em 15% até 2030.

Uma pandemia de gripe no horizonte

É uma certeza: o mundo vai enfrentar uma pandemia de gripe, não se sabendo apenas quando e quão grave será.

Por isso, a OMS está constantemente a monitorizar a circulação dos vírus influenza para detetar possíveis estirpes pandémicas e, todos os anos, recomenda as que devem ser incluídas na vacina contra gripe para proteger as pessoas da gripe sazonal.

Cenários cada vez mais frágeis

Mais de 1,6 mil milhões de pessoas (22% da população mundial) vivem em locais com crises prolongadas, seja devido à seca, fome, conflitos armados, etc, com sistemas de saúde incapazes de fornecer os cuidados mais básicos.

O reforço do trabalho nestas zonas é uma promessa da OMS.

Resistência que pode matar

antibióticos

Resistência resulta do uso excessivo de antibióticos na saúde humana, mas também ​na produção de alimentos.

A resistência aos antibióticos ameaça enviar o mundo de volta a um tempo em que este era incapaz de tratar facilmente infeções como pneumonia, tuberculose ou salmonelose.

E esta incapacidade de prevenir infeções pode comprometer seriamente a cirurgia e os procedimentos como a quimioterapia.

Uma resistência que resulta do uso excessivo de antibióticos na saúde humana, mas também ​na produção de alimentos, assim como no meio ambiente. 

Luta contra o Ébola

Em 2018, foram dois os surtos de Ébola confirmados na República Democrática do Congo, que se espalharam para cidades com mais de um milhão de pessoas. 

É, por isso, fundamental estar preparados para emergências de saúde como estas, um trabalho que promete ser reforçado este ano.

Cuidados de saúde primária fracos

Os cuidados de saúde primários são, por norma, o primeiro ponto de contacto que as pessoas têm com o seu sistema de saúde. E deve, idealmente, fornecer cuidados abrangentes, acessíveis e baseados na comunidade ao longo da vida.

É, por isso, necessário ter sistemas de saúde com cuidados de saúde primários fortes, para que se consiga alcançar a cobertura universal de saúde.

No entanto, isso continua a não se verificar em muitos países.

Em defesa da vacinação

vacinação

O número de casos de sarampo aumentou 30% em todo o mundo.

A relutância ou a recusa em vacinar, apesar da disponibilidade das vacinas, ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis. Isto apesar de a vacinação prevenir, de forma simples e económica, dois a três milhões de mortes por ano.

O número de casos de sarampo, por exemplo, registou um aumento de 30% em todo o mundo, sendo que, em alguns países, foi a falta de vacinas que o tornou possível.

Dengue, uma ameaça crescente

O dengue é uma doença transmitida por mosquitos, que causa sintomas semelhantes aos da gripe e pode ser fatal e matar até 20% das pessoas.

Trata-se de uma ameaça crescente há décadas, estando a doença a espalhar-se para países menos tropicais e mais temperados, onde tradicionalmente não existia.

Estima-se que 40% do mundo esteja em risco de dengue.

Acabar com a epidemia de VIH

O progresso feito contra o VIH/Sida tem sido enorme, mas a epidemia continua a alastrar, com quase um milhão de pessoas por ano a morrer com a infeção.

Desde o início da epidemia, mais de 70 milhões de pessoas adquiriram a infeção e cerca de 35 milhões morreram. Hoje, cerca de 37 milhões de pessoas no mundo vivem com o VIH.

Este ano, a OMS vai trabalhar com os países para dar apoio à introdução do auto-teste, para que mais pessoas que vivem com o VIH conheçam o seu estado e possam receber tratamento.

viver mais tempo sem esforço

O segredo para viver mais tempo só ‘custa’ 30 minutos

Por | Bem-estar

Costuma dizer-se que sem sacrifícios não há ganhos, máxima que se aplica ao exercício físico. Mas e se lhe disséssemos que não é preciso passar horas a fio no ginásio ou suar até cair para viver mais tempo? Há um novo estudo que garante que trocar meia hora parado por qualquer atividade física reduz o risco de morte prematura em até 35%. 

Realizado com cerca de 8.000 adultos de meia-idade e idosos, o trabalho, publicado online no American Journal of Epidemiology, destaca a importância do movimento para melhorar a saúde. Uma mensagem particularmente importante tendo em conta que a maioria dos adultos passa mais de oito horas por dia sentado.

Keith Diaz, professor de medicina da Universidade de Medicina da Universidade de Columbia, já tinha estudado o tema e confirmado que quem passa os dias sentado tem um risco superior de morte prematura do que aqueles que, embora sedentários, se levantam várias vezes ao dia.

Agora, era preciso saber, afinal, quanto tempo é necessário para combater os efeitos nocivos das horas passadas na cadeira.

Viver mais e melhor

Contas feitas pelos especialistas e percebeu-se que bastava substituir 30 minutos sentado por uma atividade física de baixa intensidade para reduzir em 17% o risco de morte prematura. Trocar esse mesmo tempo por uma atividade moderada a vigorosa seria duas vezes mais eficaz, reduzindo esse risco em 35%.

Mais ainda, descobriram os investigadores: bastam curtos períodos de atividade, de apenas um ou dois minutos, para se sentirem benefícios na saúde.

“Se tem um emprego ou estilo de vida que envolve muito tempo sentado, pode diminuir o risco de morte prematura, movendo-se com mais frequência, pelo tempo que quiser e conforme a sua capacidade permitir”, o que significa caminhar apenas, explica Keith Diaz.

inquérito sobre malária

Viajantes portugueses sabem pouco sobre prevenção da malária

Por | Bem-estar

O que sabem os viajantes portugueses sobre a malária? Estão conscientes, antes de viajar, do que é e como se podem proteger? Estas foram algumas das questões a que um grupo de especialistas nacionais procurou dar resposta. Um estudo que confirma que, apesar de o conhecimento sobre a doença ser razoável, há muitas conceções erradas, sobretudo em relação à prevenção.

Foi através de um inquérito realizado no âmbito da Consulta de Medicina de Viagem, do Centro Hospitalar de S. João, feito a pessoas com idades entre os 20 e os 80 anos, 51% das quais do sexo masculino, que se percebeu que esta é uma consulta que ainda não se transformou em rotina para quem viaja.

De resto, os dados, publicados na Acta Médica Portuguesa, revelam que para 74% dos inquiridos, esta era a primeira Consulta de Medicina de Viagem, ainda que, destes, 31% já tivessem feito uma viagem a pelo menos um destino endémico de malária. Para metade, a duração da viagem era inferior a 14 dias e a maioria fazia-o por lazer. 

Incapazes de identificar risco no país de destino

Ainda que grande parte das respostas referentes à doença (63%) tivessem corretas, entre as quais as referentes aos sintomas ou à forma de transmissão, 20% não identifica a vacinação como forma de prevenção da malária.

E apesar de quase todos viajantes terem identificado a picada de mosquito como forma de transmissão, pelo menos três em cada dez (31,2%) consideraram que a transmissão pode ocorrer através de água e alimentos contaminados.

Sobre o risco de malária no país de destino da viagem, 19% foi capaz de o classificar corretamente, mas os restantes, a maioria, ou o desconheciam ou classificavam de forma errada.

Dados que os especialistas consideram “bastante preocupantes”, uma vez que desconhecendo o verdadeiro risco de doença, isso pode “condicionar comportamentos inadequados, tanto de excesso de zelo como de falha na proteção pessoal, acarretando, neste caso, maior risco de exposição à doença”.

Conhecimento sobre prevenção é o que mais falha

Mais de 90% dos viajantes sabem que devem recorrer ao serviço de urgência em caso de suspeita de doença, mas apenas uma minoria é capaz de identificar o tempo de incubação da malária, o que é importante, uma vez que os sintomas podem surgir meses depois do regresso da viagem.

Mas é quando se trata da prevenção que mais falha o conhecimento. Grande parte dos viajantes reconhece os padrões de transmissão relacionados com temperatura e humidade, mas apenas menos de metade identifica o entardecer e amanhecer como horários críticos e, por isso mesmo, merecedores de proteção máxima.

Por isso, os especialistas consideram ser importante “adaptar a informação a transmitir a cada viajante, de forma a colmatar as falhas no conhecimento de cada um”.

Para isso podem ser usados “folhetos informativos sobre malária na sala de espera” ou o recurso a novas tecnologias, “plataformas informáticas de fácil acesso, adaptadas ao viajante português, que divulgassem informação, fossem interativas e permitissem alcançar um maior número de viajantes”.

dormir e os riscos para a saúde

Dormir menos de seis horas por noite aumenta risco cardiovascular

Por | Bem-estar

Dormir faz bem à saúde. Uma afirmação que a ciência considera irrefutável, tendo em conta os muitos estudos que o confirmam. Este é mais um, que conclui que quem dorme menos de seis horas por noite pode ter risco aumentado de doença cardiovascular.

Publicado no Journal of American College of Cardiology, o trabalho revela que o sono de má qualidade aumenta o risco de aterosclerose, ou seja, a acumulação de placas nas artérias.

“A doença cardiovascular é um grande problema global e estamos a preveni-la e tratá-la através de várias abordagens, incluindo fármacos, atividade física e dieta”, explica José M. Ordovás, investigador do Centro Nacional de Investigações Cardiovasculares Carlos III, em Madrid.

“Este estudo enfatiza que temos de incluir o sono como uma das armas que usamos para combater as doenças cardiovasculares, um fator que estamos a comprometer todos os dias.”

De acordo com o especialista, “este é o primeiro estudo a mostrar que o sono, objetivamente medido, está associado à aterosclerose em todo o corpo e não apenas no coração”.

Menos de seis horas a dormir = maior risco

Vários estudos já tinham mostrado que a falta de sono aumenta o risco de doenças cardiovasculares, elevando os fatores de risco para as doenças cardíacas, como os níveis de glicose, a pressão arterial, a inflamação e a obesidade.

Neste, realizado com 3.974 funcionários bancários espanhóis, com uma média de idade de 46 anos, usaram-se técnicas de imagem para detetar a prevalência e taxa de progressão de lesões vasculares.

Nenhum dos participantes, dois terços dos quais homens, tinha doença cardíaca conhecida e todos usaram uma tecnologia que mediu de forma contínua o seu sono, ao longo de sete dias.

Divididos em quatro grupos – os que dormiam menos de seis horas, os que dormiam de seis a sete horas, os que dormiam de sete a oito horas e os que dormiam mais de oito horas -, foram submetidos a vários exames. 

E concluiu-se que, quando se consideravam os fatores de risco tradicionais para as doenças cardíacas, os participantes que dormiam menos de seis horas tinham 27% mais probabilidade de ter aterosclerose em todo o corpo do que aqueles que dormiam de sete a oito horas.

Da mesma forma, aqueles que tiveram uma má qualidade de sono apresentavam um risco 34% superior de ter aterosclerose, comparando com os que tiveram uma boa qualidade de sono. Qualidade essa que foi definida pela frequência com que uma pessoa acorda durante a noite e a frequência de movimentos durante o sono que refletem as fases do mesmo.

Consumo de álcool e café prejudica o sono

O consumo de álcool e cafeína foram maiores nos participantes com sono curto e perturbado, segundo o estudo. “Muitas pessoas acham que o álcool é um bom indutor de sono”, explica Ordovás, “mas se ingerir álcool, pode acordar após um curto período de tempo e ter dificuldade em voltar a dormir. E se voltar a dormir, muitas vezes é um sono de má qualidade”.

Embora alguns estudos revelem que beber café pode ter efeitos positivos no coração, Ordovás considera que tudo depende da rapidez com que se metaboliza o café.

“Se metabolizar o café mais rapidamente, isso não vai afetar o seu sono, mas se o metabolizar lentamente, a cafeína pode afetar o seu sono e aumentar as probabilidades de doenças cardiovasculares”.

Um estudo diferente

O novo estudo é diferente de estudos anteriores sobre o sono e a saúde do coração, garante Ordovás. E isto porque é maior do que muitos estudos anteriores e tem o enfoque numa população saudável.

Mais ainda, não teve por base, ao contrário de anteriores, questionários para determinar o sono dos participantes. Aqui, usaram-se aparelhos para conseguir obter medidas objetivas, uma vez que “o que as pessoas relatam e o que fazem costuma ser diferente”.

resolver problemas intestinais

Uma solução simples capaz de resolver os problemas intestinais comuns

Por | Bem-estar

Se é dos que sente suores frios só de pensar na hora de ir à casa de banho, se faz parte do grupo que se ‘espreme’ a cada ida ao WC e que espera e desespera por um alívio que nunca parece completo, este texto é para si. Sabemos que o tema pode não ser o preferido, por motivos óbvios. Mas nem tudo é mau. O tema mereceu a atenção de um grupo de investigadores da Universidade de Ohio, nos EUA, que descobriu que a solução para os problemas intestinais mais comuns pode ser tão simples como… pôr os pés em cima de um banquinho.

O assunto também não é novo. Mas a verdade é que apesar de muito se falar nestas técnicas, que se têm tornado conhecidas através de vídeos virais e posts nas redes sociais, “não havia realmente nenhuma evidência médica para mostrar se são eficazes ou não”, afirma Peter Stanich, professor assistente de gastroenterologia, hepatologia e nutrição naquela instituição.

“Este estudo mostra que estes dispositivos simples [os banquinhos] podem ajudar no alívio de sintomas como obstipação e inchaço e podem ajudar as pessoas a terem movimentos intestinais mais confortáveis ​​e eficazes.”

Maioria confirma melhoria no WC

Publicado no Journal of Clinical Gastroenterology, o estudo foi realizado com voluntários saudáveis. No entanto, 44% relatavam um aumento de esforço na altura de ir ao WC e quase um terço confirmava a existência de problemas para esvaziar completamente os intestinos.

No fim do estudo de quatro semanas, 71% dos participantes apresentavam movimentos intestinais mais rápidos e 90% relataram menos esforço.

“É importante reforçar que, na conclusão do estudo, dois terços dos participantes disseram que iriam continuar a usar o banco”, afirma o investigador.

A culpa é da posição

É tudo uma questão de posição. Segundo explica Peter Stanich, a mais natural para os movimentos intestinais é de cócoras. A posição na sanita cria uma curva no reto, que torna mais difícil as evacuações completas.

“Os movimentos intestinais são temas difíceis de falar”, afirma Rachel Shepherd, fisioterapeuta do Centro Médico Wexner, em Ohio, especializado no tratamento de distúrbios do pavimento pélvico.

“Mas se houver algo tão simples como mudar a posição, adicionando um banquinho, essa é uma correção fácil que qualquer pessoa pode fazer.”