palavras cruzadas

Fazer palavras cruzadas e quebra-cabeças associado a um cérebro mais jovem

Por | Saúde Mental

Se é fã de palavras cruzadas e quebra-cabeças com números, saiba que está no bom caminho para ter um cérebro mais jovem, revela o maior estudo online realizado até hoje.

Quanto mais regularmente os maiores de 50 anos fizerem este tipo de jogos, como as palavras cruzadas ou Sudoku, melhor a sua função cerebral, pelo menos de acordo com a investigação feita com mais 19.000 pessoas, liderada pela Universidade de Exeter e pelo King’s College de Londres.

Os especialistas pediram aos participantes do estudo PROTECT, a maior coorte online de adultos mais velhos, que relatassem a frequência com que se faziam quebra-cabeças de palavras e números e que fizessem uma série de testes cognitivos sensíveis à sua função cerebral.

E verificaram que quanto mais a regularidade com que se envolviam nestes jogos, melhor o desempenho em tarefas que avaliavam atenção, raciocínio e memória.

A partir daqui foi possível calcular os ganhos e confirmar que os que fazem estes jogos têm uma função cerebral entre oito a dez anos mais jovem do que a sua idade real.

“As melhorias são particularmente claras na velocidade e precisão do seu desempenho”, refere Anne Corbett, investigadora da Escola de Medicina da Universidade de Exeter, líder do trabalho.

“Em algumas áreas, a melhoria foi bastante dramática – em medidas de resolução de problemas, as pessoas que regularmente fazem estes quebra-cabeças têm resultados equivalentes às que são oito anos mais jovens.”

Acrescenta, no entanto, não ser ainda possível afirmar que “estes quebra-cabeças reduzem o risco de demência na vida adulta, mas esta investigação vai ao encontro de descobertas anteriores, que indicam que o uso regular de quebra-cabeças com palavras e números ajuda a manter os nossos cérebros a funcionar melhor, por mais tempo”.

problemas mentais que afetam doentes com psoríase

Doentes com psoríase correm maior risco de problemas mentais

Por | Saúde Mental

Os doentes com psoríase têm um risco aumentado de problemas mentais, que surgem, em média, dois a três meses após o diagnóstico.

Michelle Z. Leisner, especialista do Hospital Universitário de Aarhus, na Dinamarca, e os colegas examinaram a relação entre a psoríase e o desenvolvimento de problemas mentais em 13.675 pessoas com a doença, comparadas com quem não tinha o diagnóstico.

E verificaram que, independentemente do problema mental, a percentagem de risco era superior, quando comparando com aqueles que não tinham a doença.

Chul Hwan Bang, da Universidade Católica da Coreia, em Seul, usou dados locais para determinar quanto tempo levava até que as comorbilidades de saúde mental se manifestassem após o diagnóstico nestes doentes.

Um trabalho que incluiu 12.762 doentes, comparados com um grupo de controlo, tendo verificado que o risco de episódios depressivos, transtornos de ansiedade, neuróticos e perturbações do sono foram, em média, mais de duas vezes superiores nos doentes com psoríase, tendo o seu início surgido entre 80 e 200 dias depois do diagnóstico.

“O início precoce do tratamento adequado para doenças de pele é importante para diminuir as comorbidades de saúde mental”, referem os autores, nos trabalhos publicados na revista JAMA Dermatology.

Doença afeta 1 a 3% da população

De acordo com a Associação Portuguesa da Psoríase, trata-se de uma doença crónica da pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade e que afeta 1 a 3% da população.

“O seu aspeto, extensão, evolução e gravidade são muito variáveis, caracterizando-se, geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afetam preferencialmente os cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo”, mas que, nos casos mais graves, podem cobrir extensas áreas do corpo. 

criança vítima de bullying

Bullying na escola aumenta em 40% risco de doença mental

Por | Saúde Mental

Ser vítima de bullying na escola secundária aumenta drasticamente a probabilidade de problemas de saúde mental e desemprego na vida adulta.

A garantia é dada por um novo estudo, realizado por investigadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, que dão contas das consequências graves sentidas pelos alunos vítimas deste tipo de violência, sobretudo aqueles que são submetidos a intimidação persistente ou violenta.

Emma Gorman e Ian Walker foram os especialistas de serviço. E, juntamente com colegas australianos, confirmaram que sofrer bullying em crianças aumenta a extensão de problemas de saúde mental em 40% quando se chega aos 25 anos.

Mais ainda, aumenta também o risco de desemprego, na mesma idade, em cerca de 35%, reduzindo em 2% o rendimento dos que conseguem trabalho.

Relação negativa entre bullying e educação

“O bullying é difundido nas escolas e muitos estudos documentam uma relação negativa entre este tipo de violência e os resultados ao nível da educação”, refere Emma Gorman.

“O bullying também é uma questão política importante uma vez que, para além dos resultados educacionais, sofrer bullying pode levar a impactos negativos na vida dos jovens a longo prazo, como baixa autoestima, condições de saúde mental e perspetivas de emprego precárias.”

E é isso que, de acordo com a especialista, revela a investigação agora divulgada, “que mostra que sofrer bullying tem impacto negativo em importantes resultados a longo prazo, especialmente no desemprego, rendimentos e problemas de saúde. Ser intimidado causa efeitos prejudiciais na vida das crianças não apenas no curto prazo, mas ao longo de muitos anos”.

Metade sofreu este tipo de violência

Apresentada na conferência anual da Royal Economic Society, na Universidade de Warwick, a investigação analisou dados confidenciais de mais de 7.000 alunos ingleses, com idades entre os 14 e os 16 anos.

Cerca de metade dos envolvidos, que foram entrevistados em intervalos regulares até os 21 anos, e mais uma vez aos 25 anos, relataram ter experimentado algum tipo de bullying entre os 14 e os 16 anos.

A informação relatada tanto pelas crianças, como pelos pais, registou a frequência com que as crianças foram vítimas de bullying e que tipo de bullying sofreram, que incluíam chamar nomes, ser excluído dos grupos sociais, ser ameaçado de violência ou ser vítima de violência.

Assim como as consequências ao longo da vida, a investigação revela que o bullying afeta o desempenho académico das vítimas enquanto estão na escola secundária e ainda no ensino superior.

ir ao cinema previne depressões

Visitas regulares ao cinema, teatro ou museus previnem depressão

Por | Saúde Mental

O que é que as visitas regulares ao cinema, teatro ou a museus têm a ver com a saúde? Há um novo estudo que garante que podem prevenir a depressão.

A teoria era dos investigadores da University College London. E o trabalho por estes levado a cabo descobriu uma ligação clara entre a frequência do “envolvimento cultural” e a probabilidade de uma pessoa com mais de 50 anos vir a ter depressão.

O que significa que não só as atividades culturais ajudam as pessoas a recuperarem-se de uma depressão, como podem realmente ajudar a preveni-la.

Risco pode ser quase 50% inferior

Publicado no British Journal of Psychiatry, o estudo confirma que as pessoas que assistem a filmes, peças teatrais ou exposições artísticas regularmente apresentam um risco 32% inferior de desenvolver depressão, percentagem que aumenta para os 48% quando a frequência se torna mensal.

Agora, Daisy Fancourt, principal autora do trabalho, alerta para a necessidade de uma maior consciencialização para estes benefícios, para que as pessoas possam ter um melhor controlo de sua própria saúde mental.

“De um modo geral, as pessoas conhecem os benefícios para a saúde física e mental de comer várias vezes ao dia e da prática de exercício, mas há muito pouca consciência de que as atividades culturais também têm benefícios semelhantes”, afirma.

“As pessoas envolvem-se com a cultura pelo puro prazer de o fazer, mas também precisamos de estar conscientes dos seus benefícios mais amplos”, acrescenta.

Benefícios indiferentes às diferenças sociais

O estudo analisou os dados de mais de 2.000 pessoas com idade superior a 50 anos, que participaram no Longitudinal Study of Ageing, o que serviu de fonte de informações sobre problemas de saúde, sociais, de bem-estar e económicos entre os idosos ingleses.

Os especialistas analisaram as respostas aos questionários e às entrevistas individuais feitas ao longo de dez anos, o que incluía informação sobre frequência das idas ao teatro, concertos ou ópera, cinema, galerias de arte, exposições ou museus. As respostas revelaram também quantos foram diagnosticados com depressão.

Mesmo quando os resultados foram ajustados às diferenças de idade, género, saúde, níveis de riqueza, educação e exercício, os benefícios das atividades culturais permaneceram claros.

Benefícios que também eram independentes do facto de as pessoas terem ou não contacto com amigos e familiares ou participado em atividades sociais, como clubes e sociedades.

Por isso, os investigadores acreditam que o poder dessas atividades culturais reside na combinação da interação social, criatividade, estímulo mental e atividade física que encorajam.

“Ficamos agradavelmente surpreendidos com os resultados. Notavelmente, encontramos a mesma relação entre o envolvimento cultural e a depressão nas pessoas com rendimentos mais baixos e com diferentes níveis de educação – a única coisa que difere é a frequência de participação”, explica Daisy Fancourt.

Gestos simples que protegem a saúde

De acordo com os especialistas, o “envolvimento cultural” é aquilo a que se chama de “mercadoria perecível”. Ou seja, para que haja benefícios a longo prazo para a saúde mental, é preciso um envolvimento de uma forma regular. O que é semelhante ao exercício físico: se fizermos uma corrida em janeiro, em outubro já não sentimos os seus benefícios, a não ser que se tenha continuado a correr.

“Se nos estamos a começar a sentir em baixos ou isolados, então o envolvimento cultural é algo simples que podemos fazer para ajudar proativamente a nossa própria saúde mental, antes que chegue ao ponto de precisarmos de ajuda médica profissional.”

doença mental e estudantes universitários

42% dos universitários portugueses tiveram experiência de doença mental

Por | Saúde Mental

Mais de quatro em cada dez estudantes universitários portugueses (42,7%) já tiveram experiência de doença mental em algum momento da sua vida e um em cada cinco sofre atualmente de doença mental, revelam os dados de um inquérito ontem apresentado.

Tendo por base um inquérito sobre Estigma em Saúde Mental, promovido junto da população universitária portuguesa e que inquiriu 1.092 pessoas, o estudo confirma que a maioria dos estudantes inquiridos teve contacto com doenças mentais durante o período de faculdade (51,5%), com maior predominância em níveis de graduação mais elevados.

Os estudantes diagnosticados com doença mental no ensino superior (16,8%) têm maior propensão para conhecerem outras pessoas que tenham tido diagnóstico de doença mental (85,7% dos 51,5% com contacto com doenças mentais), revelam os dados, apresentados numa conferência que debateu o tema, enquadrada na 9ª Edição dos AUA! – ANGELINI UNIVERSITY AWARD.

Para a maioria dos inquiridos (66,7%), ter uma doença mental é diferente de ter uma doença física, com mais de 20% a admitirem que, se liderassem um processo de recrutamento para um emprego, a decisão de recrutar seria influenciada negativamente se conhecessem historial de doença mental do candidato.

Estigma promovido pela comunicação social

Para os jovens deste estudo, os meios de comunicação social são um dos principais responsáveis na promoção do estigma que existem face à doença mental, sobretudo pela forma como caracterizam os doentes mentais e as instituições de psiquiatria em novelas, filmes e séries.

A falta de  debate pelos agentes políticos nesta matéria foi também referenciada, salientando-se a necessidade de literacia em saúde mental, revelam os inquiridos, com uma idade média de 23 anos, a maioria dos quais do sexo feminino (86,3% eram mulheres), com 46,5% da amostra a residir nos distritos de Lisboa e Porto e 53,8% a frequentar cursos relacionados com a área da saúde.

Sintomas de depressão nos alunos da escola

Sintomas de depressão aumentaram nos jovens do 3.º ciclo e secundário

Por | Saúde Mental

Estão a aumentar os sintomas de depressão entre os alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, revelam os dados do programa de prevenção de comportamentos suicidários em meio escolar + Contigo, referentes ao último ano letivo.

Os resultados, apresentados na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) no âmbito do VII Encontro + Contigo, reunião anual deste programa de prevenção do suicídio que está no terreno desde 2009, referem que 27,5% dos cerca de 6.200 alunos do território nacional abrangidos, em 2017-2018, por este programa apresentaram sintomas de depressão, um aumento de cerca de 2% face ao ano anterior. Destes, 14,9% tinha sintomas moderados ou graves.

Raparigas são mais vulneráveis

Os alunos manifestaram maiores vulnerabilidades no ensino secundário do que no 3.º ciclo, sendo o 10.º ano determinante para a diferença registada, apontam os resultados das intervenções do + Contigo.

Os dados revelam ainda que os alunos que participaram no + Contigo melhoraram os índices de bem-estar e várias dimensões (enfrentamento ou esforço para lidar com situações de dano, ameaça ou dor), com as raparigas a manifestarem maiores vulnerabilidades na quase totalidade das variáveis estudadas (exceção do coping).

Programa no terreno desde 2009

O + Contigo trabalha aspetos como o estigma em saúde mental, o autoconceito e a capacidade de resolução de problemas, devidamente enquadrados na fase da adolescência.

O projeto, que tem como população-alvo alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, foi iniciado, em 2009, pela ESEnfC e pela Administração Regional de Saúde do Centro e dispõe já de uma rede de parceiros de norte a sul de Portugal, tendo ainda um grande potencial de crescimento.

Especialistas recomendam novo ‘medicamento’ para doenças mentais

Por | Saúde Mental

Há um novo ‘medicamento’ recomendado para o tratamento da esquizofrenia e depressão, que não só não tem efeitos secundários, como tem benefícios que chegam a outras áreas da saúde. Para a Associação Europeia de Psiquiatria, não há dúvidas que o exercício físico pode e deve ser promovido como tratamento adicional para as doenças mentais.

A revisão de vários estudos deu origem a um conjunto de diretrizes, que sugerem que um regime de exercício estruturado deve ser adicionado à medicação padrão e à psicoterapia. 

Bastarão 150 minutos de exercício aeróbico de intensidade moderada, duas a três vezes por semana, para reduzir os sintomas de depressão e esquizofrenia e melhorar a cognição e a saúde cardiorrespiratória nestes doentes.

“A revisão abrangente que fizemos mostra de forma clara que a atividade física tem um papel central na redução da carga de sintomas de saúde mental em pessoas com depressão e esquizofrenia”, refere Brendon Stubbs, especialista do King’s College London, Reino Unido.

“É hora de retirar a atividade física da periferia da saúde e torná-la uma componente central no tratamento dos problemas de saúde mental.”

Associação pede ginásios nos hospitais

Mesmo com medicação adequada, a recuperação total e de longo prazo de quem sofre com doença mental fica frequentemente por conseguir. E, aos problemas mentais, estes doentes juntam uma saúde física pobre, o que leva esta população a morrer prematuramente.

“Os sinais e sintomas de doenças cardiovasculares prematuras podem ser identificados no início do curso da doença mental, quando os doentes estão na casa dos 30, 40 anos”, refere Kai G. Kahl,  da Escola de Medicina de Hannover, na Alemanha.

“São claramente necessárias intervenções que modificam os riscos cardiometabólicos e devem ser recomendadas o mais cedo possível, como parte integrante de um plano de tratamento multimodal.”

O que significa que são urgentemente necessários novos tratamentos adicionais para as doenças mentais, capazes de permitir a recuperação completa e abordar os problemas de saúde física que afetam estes doentes.

Nesse sentido, a Associação Europeia de Psiquiatria vai mais longe e defende mudanças estruturais nos hospitais e nas instituições encarregues do tratamento dos transtornos mentais, apelando à criação de espaços para a prática de exercício e à existência de profissionais destinados a dar-lhe apoio.

caloiros da universidade com doença mental

Um em cada três caloiros da faculdade com sintomas de doença mental

Por | Saúde Mental

Como se não bastasse a mudança que implica, o nível de exigência ou a dificuldade inerente, a universidade tem outras consequências. De acordo com um estudo publicado pela American Psychological Association, mais de um terço dos caloiros universitários relatam sintomas consistentes com uma doença mental.

“Embora o cuidado efetivo seja importante, o número de estudantes que precisam de tratamento para transtornos mentais excede em muito os recursos da maioria dos centros de aconselhamento, resultando numa substancial necessidade não atendida de tratamento de saúde mental entre estudantes universitários”, explica Randy P. Auerbach, especialista da Universidade de Columbia.

“Considerando que os estudantes são uma população-chave para determinar o sucesso económico de um país, as faculdades devem ter uma maior urgência em abordar esta questão.”

Depressão e ansiedade, os transtornos mais frequentes

Auerbach e a sua equipa analisaram dados de uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde, da qual participaram quase 14.000 estudantes de 19 faculdades espalhadas por oito países (Austrália, Bélgica, Alemanha, México, Irlanda do Norte, África do Sul, Espanha e Estados Unidos).

Estes alunos responderam a questionários para avaliar a existência de transtornos mentais comuns, incluindo depressão, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno de pânico.

A avaliação destes dados concluiu que 35% dos entrevistados relataram sintomas consistentes com pelo menos uma doença mental, sendo a depressão a mais comum, seguida pelo transtorno de ansiedade generalizada.

“A descoberta de que um terço dos estudantes de vários países pode ter pelo menos um dos seis transtornos de saúde mental representa uma questão fundamental de saúde mental global”, acrescenta o especialista.

Combater o estigma e reforçar o apoio

No futuro, os investigadores consideram ser essencial concentrar esforços na identificação de quais as intervenções que funcionam melhor para problemas específicos.

Por exemplo, há certos tipos de depressão ou ansiedade que podem ser tratados com melhore resultado com recurso a certos tipos de intervenções via Internet, enquanto outros transtornos, como o do uso de substâncias, pode requerer tratamento feito pessoalmente por um psicólogo ou outro profissional de saúde mental.

“O nosso objetivo de longo prazo é desenvolver modelos preditivos para determinar quais os estudantes que vão responder a diferentes tipos de intervenções”, refere Auerbach.

“É o nosso dever pensar em formas inovadoras para  reduzir o estigma e aumentar o acesso a ferramentas que podem ajudar os alunos a gerir melhor o stress.”

diabetes na gravidez aumenta sintomas de depressão

Diabetes gestacional associado a sintomas de depressão pós-parto

Por | Saúde Mental

As grávidas diagnosticadas com diabetes, um problema que afeta uma em cada futura-mamã em Portugal, têm um risco elevado de desenvolver sintomas de depressão pós-parto, revela um novo estudo finlandês.

De facto, é com frequência que as gestantes apresentam níveis elevados de glicose no sangue, o que aumenta o risco de vários efeitos adversos no feto, para além de aumentar a probabilidade, nas mulheres, de virem mais tarde a desenvolver diabetes tipo 2.

De acordo com o estudo, agora publicado, os sintomas de depressão pós-parto foram identificados em 16% das futuras mães com diagnóstico de diabetes na gravidez e em aproximadamente 9% das mães que não apresentavam este problema.

Diagnóstico gerador de stress

Os investigadores usaram métodos estatísticos para ajustar os resultados de outros fatores que contribuem para o risco de sintomas de depressão pós-parto e diabetes, como idade materna no parto, índice de massa corporal e sintomas de depressão experimentados durante a gravidez. Os resultados foram publicados no Journal of Affective Disorders.

Conduzido pela Universidade da Finlândia, a Universidade de Helsínquia, o Hospital Universitário Kuopio e o Instituto Nacional Finlandês de Saúde e Bem-Estar, o estudo reuniu dados de 1.066 mães sem problemas de saúde mental anteriores.

“Mecanismos psicológicos podem explicar parcialmente a associação observada entre a diabetes na gravidez e os sintomas de depressão pós-parto”, explica Aleksi Ruohomäki, primeiro autor do estudo.

“Ser diagnosticado durante a gravidez com uma doença que pode prejudicar o feto pode ser uma experiência stressante, o que pode predispor a sintomas de depressão.”

Para além disso, acrescenta, Soili Lehto, especialista envolvida no trabalho, “os mecanismos fisiológicos também podem contribuir para essa associação”.

A evidência disponível sobre os possíveis efeitos da diabetes na gravidez nos sintomas de depressão pós-parto é escassa, sendo este novo estudo finlandês uma contribuição importante para essa área de investigação, que se encontra agora a despontar.

Nova ferramenta do Facebook

Facebook cria ferramenta para controlar tempo passado nas redes sociais

Por | Saúde Mental

O Facebook vai ajudar as pessoas a gerir o seu tempo… no Facebook. Um painel de atividades, um lembrete diário e uma nova forma de limitar as notificações são ferramentas, que surge na sequência de vários estudos que alertam para o impacto na saúde mental do tempo a mais passado nas redes sociais.

“Queremos que o tempo que as pessoas passam no Facebook e no Instagram seja intencional, positivo e inspirador. A nossa esperança é que estas ferramentas possam dar às pessoas mais controlo sobre o tempo que gastam nas nossas plataformas e também estimulem conversas entre pais e filhos sobre os hábitos online adequados”, refere a rede social, em comunicado.

Aceder as estas ferramentas é possível através da página de configurações. Estará disponível uma informação sobre o tempo médio passado na rede social em cada dia e será possível definir um lembrete diário, uma espécie de despertador, que dá sinal quando se tiver atingido o tempo diário desejado.

Redes sociais conquistam 40% da população mundial 

Cerca de três mil milhões de pessoas, qualquer coisa como 40% da população mundial, utilizam as redes sociais, passando nelas uma média de duas horas por dia, entre partilhas, comentários, pesquisas e afins. 

Não é, por isso, de estranhar que tenham sido vários os estudos sobre o impacto deste tempo na saúde, sobretudo a mental. No entanto, os resultados têm sido contraditórios. 

Ainda assim, um estudo recente, realizado pela Universidade de Copenhaga, Dinamarca, confirmou que são muitos os que sofrem de “inveja do Facebook”. A este junta-se outro, divulgado pela revista American Journal of Epidemiology, que avaliou 5.208 pessoas para verificar que o uso regular do Facebook teve um impacto negativo no bem-estar individual.