perder dentes faz mal ao coração

Perda de dentes associada a um maior risco de doença cardíaca

Por | Saúde Oral

Os adultos que perderam dentes por motivos não traumáticos podem ter um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares, revela a apresentação feita numa conferência do Colégio Americano de Cardiologia.

A doença cardiovascular é a principal causa de morte a nível global e vários estudos anteriores já a tinham associado à doença oral inflamatória, que frequentemente causa perda dentária devido à quebra do tecido periodontal.

Esta associação, apesar de identificada, ainda não é bem conhecida. Por isso, os investigadores deste estudo realizaram uma análise a dados de 316.588 pessoas norte-americanas, com idades entre os 40 e os 79 anos, tendo analisado a perda dentária não causada por trauma, assim como as doenças cardiovasculares, incluindo enfarte, angina e/ou AVC.

Contas feitas, a percentagem de pessoas com doenças cardiovasculares e não tinham dentes foi de 28%, em comparação com apenas 7% dos que sofriam de doenças cardiovasculares, mas tinham todos os dentes.

Além dos participantes desdentados, também muitos dos que relataram ter entre um e cinco dentes ausentes ou seis ou mais, apresentaram uma probabilidade maior de desenvolverem doenças cardiovasculares, mesmo depois de se ajustarem outros fatores, como índice de massa corporal, idade, raça, consumo de álcool, tabagismo, diabetes e consultas odontológicas.

“Os nossos resultados suportam a existência de uma relação entre saúde oral e saúde cardiovascular”, refere Hamad Mohammed Qabha, autor principal do estudo e especialista em medicina e cirurgia na Universidade Islâmica Imam Muhammad Ibn Saud.

“Se os dentes de uma pessoa caírem, pode haver outras preocupações de saúde subjacentes. Os médicos devem recomendar que as pessoas nessa faixa etária recebam cuidados de saúde oral adequados para evitar, em primeiro lugar, as doenças que levam à perda de dentes e, potencialmente, outra forma de reduzir o risco de futuras doenças cardiovasculares.”

como ter um sorriso bonito

Quer ter um sorriso saudável? A receita é simples

Por | Saúde Oral

O sorriso permite criar empatia nas relações interpessoais. Mas mais que isso, tem um papel fundamental na nossa saúde pois promove a libertação cerebral de endorfina, hormona que nos dá a sensação de bem-estar, que nos permite ficar mais relaxados, baixa a pressão arterial e o ritmo cardíaco. Quem o diz é Pedro Nicolau, médico dentista da Best Quality Dental Centers (BQDC) que, no âmbito do Dia Mundial do Sorriso, alerta para a importância do sorriso para um bem-estar pleno, explicando como o podemos conseguir.

O sorriso é um dos traços mais marcantes da expressão humana e da personalidade. “Alguns sorrisos transmitem confiança e determinação, outros receio e indecisão. Há sorrisos que transmitem uma cuidada higiene oral, outros não. Assim, sentir-se bem com o seu próprio sorriso não é apenas uma questão de estética é um fator determinante no bem-estar psíquico e social de qualquer ser humano e na perceção que os outros têm da sua higiene oral. É importante que nunca se iniba um sorriso nem se tenha vergonha do mesmo”, começa por explicar o médico dentista.

Um sorriso saudável não é um mito e está ao alcance de todos.  Para Pedro Nicolau, “ter um sorriso bonito e sem doenças não implica investimentos avultados em tratamentos dentários ou de estética, mas sim hábitos de vida saudáveis, algumas medidas de prevenção de saúde oral e visitas, pelo menos anuais, ao médico dentista”.

Prevenir para não ter de remediar o sorriso

Relativamente às medidas de prevenção, o especialista alerta que “é importante prevenirmos toda a patologia oral que possa levar a alterações na integridade, forma, estrutura, posição e cor dos dentes. A prevenção das doenças periodontais, também assume um papel crucial na manutenção da saúde e estética oral a médio e longo prazo”.

E acrescenta: “quando olhamos para a nossa boca e vemos placa bacteriana ou tártaro nas superfícies dentárias, para além do aspeto desagradável, é sinal de maus hábitos de higiene oral. E embora a higiene oral seja uma prática que se deve aprender corretamente desde a infância, nunca é tarde para ser implementada adequadamente, de preferência com a ajuda de profissionais habilitados”.

Já sobre hábitos de vida, o médico esclarece que “deve-se procurar reduzir ou eliminar maus hábitos como o tabaco ou o excesso de bebidas que pigmentam e alteram a cor e superfície dos dentes, como o café, o chá ou o vinho tinto”.

No que diz respeito à alimentação, “devemos procurar ter hábitos alimentares adequados sem excessos de hidratos de carbono, sobretudo aqueles ricos em açúcares refinados, como são o caso da maioria cereais e sumos consumidos diariamente e que levam a alterações na estrutura do esmalte (camada externa do dente), tornando-o mais rugoso, suscetível à pigmentação, às cáries e ao desgaste ficando os dentes mais opacos e com menos brilho”.

Por último, o médico afirma que “nunca se deve descurar a ida às consultas de medicina dentária de uma forma regular, com consultas programadas e adaptadas às necessidades de cada paciente, apostando primeiro na prevenção e conservação antes da necessidade de tratamentos complexos”.

Por cá, acrescenta, “ainda não existe o hábito de ir regularmente ao médico dentista e, assim, cai-se na tentação de procrastinar, recorrendo já em instâncias muito avançadas do prejuízo estético e funcional da cavidade oral. Infelizmente muita patologia oral não é reversível e ficam sequelas para toda a vida que podiam ser perfeitamente evitadas”.

doença das gengivas e coração

Doença das gengivas aumenta risco de hipertensão

Por | Saúde Oral

Ter um coração saudável implica uma vida equilibrada. E implica também uma boca sã, revela um novo trabalho, que associa a doença das gengivas (periodontite) a um risco mais elevado de pressão arterial, a chamada  hipertensão.

Francesco D’Aiuto, do UCL Eastman Dental Institute, no Reino Unido, autor principal do estudo, revela que “quanto mais grave a periodontite, maior a probabilidade de hipertensão. Os resultados sugerem que as pessoas com doença das gengivas devem ser informadas sobre os seus riscos e receber conselhos sobre mudanças no estilo de vida para evitar a pressão alta, como a prática de exercício físico e a adoção de  uma dieta saudável”.

A pressão arterial elevada é um problema que afeta 30 a 45% dos adultos e é a principal causa global de morte prematura. A periodontite, pelo seu lado, afeta mais de 50% da população mundial. 

Dois problemas que se juntam para castigar a saúde do coração. “A hipertensão pode ser causa de enfarte e AVC em doentes com periodontite”, refere D’Aiuto.

“Investigações anteriores sugeriam uma relação entre a periodontite e a hipertensão e que o tratamento odontológico pode melhorar a pressão arterial, mas até o momento os resultados eram inconclusivos”, acrescenta.

Por isso, o especialista decidiu reunir as melhores evidências disponíveis e muniu-se de um total de 81 estudos, oriundos de 26 países.

Através deles foi possível perceber que uma doença das gengivas moderada a grave foi associada a um risco aumentado de hipertensão de 22%, enquanto a periodontite grave foi associada a uma probabilidade 49% superior.

Eva Munoz Aguilera, especialista do UCL Eastman Dental Institute e outra autora do trabalho, não tem dúvidas sobre a existência de “uma relação linear positiva, com o aumento do risco da pressão arterial à medida que a doença gengival se torna mais grave”.

Evitar a doença das gengivas para proteger o coração

Olhando para os dados foi possível verificar que a pressão arterial média foi maior nas pessoas com periodontite, quando comparando com as que não sofrem deste problema. E fazer contas: a elevação da pressão arterial sistólica foi de 4,5 mmHg, sendo de 2 mmHg no caso da pressão arterial diastólica.

O que significa, refere a médica, um risco acrescido para o coração. “Um aumento médio da pressão arterial de 5 mmHg está associado a um risco 25% maior de morte por enfarte ou AVC.”

Quanto às possíveis razões para a relação entre as duas – saúde da boca e do coração -, elas podem ter a ver com as bactérias orais, que provocam inflamação em todo o corpo, afetando a função dos vasos sanguíneos. “Em muitos países do mundo, a saúde oral não é verificada regularmente e a doença das gengivas permanece sem tratamento por muitos anos. A hipótese é que essa situação de inflamação oral e sistémica e a resposta a bactérias se junte aos fatores de risco existentes”, explica Francesco D’Aiuto.

regenerar o esmalte dentário

Cientistas criam gel que permite crescimento do esmalte dos dentes

Por | Saúde Oral

O esmalte é a camada externa dos dentes, aquela que os protege contra as cáries. É o tecido biológico mais resistente, mas os hábitos modernos, que incluem uma dieta rica em açúcares e uma pobre higiene oral, têm contribuído para a sua destruição. E quando este se danifica ou perde, não volta a crescer. É aqui que entra um novo estudo, que garante ter descoberto uma forma de regenerar o esmalte, uma técnica que pode vir a ser usada em breve.

O esmalte é então o tecido mais rijo do corpo humano e aquele que contém a maior percentagem de minerais (96%). Uma substância translúcida, com cerca de dois milímetros de espessura, que se “assemelha a uma camada de mineral cristalino inorgânico natural” e apresenta “uma dureza impressionante”, explica Shao Changyu, especialista da Universidade de Zhejiang e autor principal do estudo.

Por ser um tecido biológico altamente mineralizado, o esmalte é visto como uma substância puramente inorgânica e não pode, por isso, autorregenerar-se, devido à ausência de uma matriz bio-orgânica.

E mesmo sendo o tecido mais duro do corpo humano, é sensível à degradação, sobretudo resultado dos ácidos de alimentos e bebidas. Uma vez danificado, o passo seguinte é o surgimento de cáries dentárias.

Desafio de fazer crescer o esmalte

A remineralização do esmalte é atualmente considerada o maior desafio no campo da biónica e os esforços anteriores feitos para o regenerar através de uma grande variedade de materiais, como resinas compostas, cerâmica, entre outros, não conseguiram uma reparação permanente devido à compatibilidade imperfeita entre estes materiais, que são estranhos ao corpo, e o nativo.

Agora, um grupo de investigadores propõem uma abordagem diferente para o crescimento do esmalte dentário, tendo descoberto que uma mistura de iões de cálcio e fosfato, dois minerais encontrados neste tecido, aos quais se junta uma solução com outros componentes, faz com que o esmalte cresça com a mesma estrutura que os dentes.

Aplicada em dentes humanos, a mistura permitiu que a camada de esmalte fosse reparada, tendo alcançado a mesma estrutura do esmalte natural em 48 horas.

“Os materiais usados nas experiências eram idênticos ao tecido humano, alcançando assim um crescimento estrutural completo”, afirmou LIU Zhaoming, coautor do estudo.

Teste disponível num futuro próximo

A descoberta ainda não foi testada no “ambiente hostil” da boca, mas os especialistas acreditam que o novo esmalte dentário pode ser testado em pessoas num futuro próximo.

E Tang Ruikang, o líder da investigação, pode bem vir a ser um dos primeiros a testar esta novidade, uma vez que, refere, tem um problema no esmalte de um dente que o seu dentista diz não ter solução. “Após este avanço científico, sou corajoso o suficiente para ser uma ‘cobaia'”, confirma.

O estudo foi publicado online na revista Science Advances e, segundo Helmut Cölfen, professor alemão de físico-química na Universidade de Konstanz, “esta foi a melhor substância regenerativa do esmalte dentário testada até agora e tem o potencial de reparar clinicamente o esmalte em sentido real”.

cuidados com a higiene oral nas férias

Vai de férias? Tenha atenção à sua higiene oral

Por | Saúde Oral

Quem ainda não está de férias, é provável que venha a estar em breve, ou não fosse esta a época do tão aguardado descanso que permite “desligar” do ano de trabalho. As rotinas, os horários e os hábitos alimentares são muitas vezes alterados, mas os cuidados com a higiene oral não devem ter férias. Este é o alerta dado por Luís Pedro Ferreira, médico dentista da Associação Best Quality Dental Centers (BQDC).

Primeiro, “deve ser efetuada, como medida preventiva, uma visita ao médico dentista no período prévio às férias, para que possam viajar descansados e evitar dissabores que possam alterar o plano de viagem”, refere o especialista.

“Para quem esteja em tratamento poderá estar indicado levar medicamentos ou produtos que possam ser necessários em caso de urgência.”

Em segundo lugar, “todos os produtos de higiene oral utilizados durante o ano também são imprescindíveis na mala nas férias. Nunca esquecer a escova de dentes em bom estado, pasta dentífrica, fio dentário e colutório. Um kit de bolso será uma boa opção para viagens longas permitindo assim uma adequada higiene oral, no mínimo após o pequeno-almoço e antes de dormir”.

Saúde e higiene oral: cuidados a não esquecer

Uma vez que esta época é típica de algumas extravagâncias alimentares, como ingestão de refrigerantes e gelados, nomeadamente nos intervalos das refeições, o que aumenta o risco de agressão ao esmalte dentário e gengivas, Luís Pedro Ferreira explica que é importante “optar por frutas na hora do lanche em detrimento aos alimentos cheios de açúcar, uma alternativa bem mais saudável”.

E para as crianças que passam muito tempo no campo de féria em desportos radicais, não esquecer os “protetores bucais e capacete de forma a prevenir acidentes mais graves”.

O especialista alerta ainda que, “no caso de ocorrer um traumatismo dentário é conveniente ir ao dentista, pois um tratamento precoce minimiza o risco de complicações posteriores. No caso dos dentes temporários, estes podem afetar diretamente a formação dos definitivos na forma, cor e direção de erupção. Se um dente permanente for acidentalmente removido, é importante procurar rapidamente um dentista, conservando o dente em soro, leite ou saliva, ou inserindo-o cuidadosamente na sua posição inicial, segurando pela coroa e mantendo-o no local pedindo que morda uma gaze, até chegar ao profissional”.

“Prevenção significa saúde, inteligência e investimento. Pessoas inteligentes investem na prevenção e boa saúde.”

Vai de férias? A saúde oral não pode ser descurada

Por | Saúde Oral

As férias estão a chegar, o que significa, para muitas famílias, o tão merecido descanso, que permite ‘desligar’ do ano de trabalho. As rotinas, os horários e os hábitos alimentares são muitas vezes alterados, mas os cuidados com a saúde oral devem ser mantidos, à semelhança do que acontece durante o ano. Um alerta de Luís Pedro Ferreira, médico dentista da Associação Best Quality Dental Centers (BQDC).

Em primeiro lugar, refere o especialista, “deve ser efetuada, como medida preventiva, uma visita ao médico dentista no período prévio às férias para que possam viajar descansados e evitar dissabores que possam alterar o plano de viagem. Para quem esteja em tratamento poderá estar indicado levar medicamentos ou produtos que possam ser necessários em caso de urgência”.

Em segundo lugar, “todos os produtos de higiene oral utilizados durante o ano também são imprescindíveis na mala nas férias. Nunca esquecer a escova de dentes em bom estado, pasta dentífrica, fio dentário e colutório. Um kit de bolso será uma boa opção para viagens longas permitindo assim uma adequada higiene oral, no mínimo após o pequeno-almoço e antes de dormir”.

Cuidados de saúde oral com os mais pequenos

Uma vez que esta época é típica de algumas extravagâncias alimentares, como ingestão de refrigerantes e gelados, nomeadamente nos intervalos das refeições, aumentando o risco de agressão ao esmalte dentário e gengivas, Luís Pedro Ferreira explica que é importante “optar por frutas na hora do lanche em detrimento aos alimentos cheios de açúcar, uma alternativa bem mais saudável”.

E para as crianças que passam muito tempo no campo de férias em desportos radicais: “devem ser utilizados protetores bucais e capacete de forma a prevenir acidentes mais graves”.

O especialista alerta ainda que, “no caso de ocorrer um traumatismo dentário, é conveniente ir ao dentista pois um tratamento precoce minimiza o risco de complicações posteriores. No caso dos dentes temporários estes podem afetar diretamente a formação dos definitivos na forma, cor e direção de erupção”.

Se um dente permanente for acidentalmente removido, “é importante procurar rapidamente um dentista, conservando o dente em soro, leite ou saliva, ou inserindo-o cuidadosamente na sua posição inicial, segurando pela coroa e mantendo-o no local pedindo que morda uma gaze, até chegar ao profissional”.

“Prevenção significa saúde, inteligência e investimento. Pessoas inteligentes investem na prevenção e boa saúde”, recomenda Luís Pedro Ferreira. 

doenças que afetam as gengivas

Oito em cada dez adultos sofrem com doenças nas gengivas

Por | Saúde Oral

Gengivas saudáveis, sorriso bonito. A afirmação serve de lema do Dia Europeu da Saúde Periodontal, que se assinala no próximo dia 12 e que alerta para as doenças da gengiva, o problema médico mais comum nos adultos, com impacto na saúde em geral.

Afetam oito em cada dez pessoas com mais de 35 anos de idade. E as doenças das gengivas são, confirmam os especialistas, a principal razão para a perda de dentes em adultos, que causa problemas de mastigação e afeta a nutrição, a qualidade de vida e a autoestima.

Não só isso, mas estão também relacionadas com o aumento dos riscos de doenças cardiovasculares, diabetes, doença renal crónica, artrite reumatoide e outras doenças graves.

“Cuidar das gengivas é importante para a saúde oral e para a saúde geral ao longo da vida”, confirma Lior Shapira, coordenador da Federação Europeia de Periodontologia, que organiza o Dia Europeu da Saúde Periodontal.

“Gengivas saudáveis ​​criam também belos sorrisos, preservando os nossos dentes e os contornos faciais.”

Conselhos para umas gengivas saudáveis

Para ter gengivas saudáveis, os conselhos são simples. É importante limpar entre os dentes todos os dias com um fio interdentário e escovar os dentes por pelo menos dois minutos, duas vezes por dia.

Evitar fumar, ter uma dieta saudável, rica em frutas e vegetais e pobre em açúcar, e fazer exercícios diariamente são dicas válidas para uma vida saudável, que inclui a saúde oral.

A visita ao dentista pelo menos duas vezes por ano, assim como o controlo dos níveis de açúcar no sangue, para quem tem diabetes, integram também a lista.

Para assinalar este dia, mais de 100 cidades em todo o mundo preparam-se para realizar exames periodontais gratuitos, distribuir informação e realizar workshops sobre o tema.

exercício e saúde oral

Se vai praticar exercício, tenha cuidado com a sua boca

Por | Saúde Oral

Quando pensamos em atividades desportivas, a ideia de vir a ter problemas dentários pode não nos ocorrer. Mas devia. O alerta vem de João Carlos Ramos, médico dentista do grupo Best Quality Dental Centers (BQDC) que, a propósito do Dia Mundial da Atividade Física, que se assinala no próximo sábado (06 de abril), chama a atenção para o risco de traumatismos orais.

E não são apenas os suspeitos do costume, como andar de bicicleta ou skate que pode causar danos nos dentes. “Os desportos de contacto que não usam regularmente protetores bucais para prevenção, como basquetebol, futebol ou andebol são os que têm uma prevalência de traumatologia oral maior”, confirma o médico.

A estes acrescenta outros, como andar de bicicleta, skate, trotinete, desportos aquáticos, etc., que podem estar associados a lesões.

“Estes são os desportos que originam maiores ocorrência de traumatismos orais porque são praticados por crianças, jovens e adultos que não usam qualquer tipo de protetor bucal.”

Cuidados para prevenir o pior

De forma a evitar os traumatismos orais na prática de desporto, existem alguns cuidados preventivos a ter. João Carlos Ramos explica que, em primeiro lugar, todos os desportistas devem consultar o médico dentista para avaliação do seu estado de saúde oral e, no caso de serem portadores de fatores de risco intrínseco, proceder aos tratamentos dentários necessários;

Em segundo lugar, devem-se usar protetores bucais adequados ao tipo e intensidade do desporto de cada praticante. A extensão, espessura, desenho e material de confeção varia em função do risco do desporto. Tal como a utilização, ou não, de aparelhos ortodônticos que também vai influenciar o tipo de protetores bucais a usar.

Por último, não se devem comprar protetores bucais standard ou adaptáveis em centros comerciais e em plataformas online. “Os protetores bucais devem ser totalmente individualizados e confecionados pelos profissionais de saúde oral.”

A importância de consultar o dentista

No caso de ocorrência de um traumatismo oral, ainda que parcial, deve sempre ser consultado um médico dentista para um correto diagnóstico e tratamento.

Para além dos danos físicos e imediatos, podem existir outro tipo de consequências a médio e longo prazo. “A literatura documenta que, principalmente as crianças e adolescentes que sofrem acidentes traumatológicos orais que implicam tratamentos complexos e demorados, não ou incorretamente resolvidos, padecem frequentemente de problemas emocionais e sociais”.

“Mesmo no que respeita aos danos físicos, é importante referir que, por vezes, os mais importantes nem sempre são aqueles que ocorrem de imediato no momento dos traumatismos orais”, alerta o especialista.

“Algumas complicações podem ocorrer apenas a médio e longo prazo (muitos anos depois), pelo que o controlo regular anual do paciente é de crucial importância. Quanto mais cedo se diagnosticarem as complicações, mais possibilidades existe de implementar um tratamento com sucesso. Importa referir que, como em muitas outras áreas, o preço da prevenção é significativamente mais baixo que os custos dos tratamentos quando necessários.”

os riscos da periodontite

Estudo sugere que médicos de família façam rastreio de saúde oral

Por | Saúde Oral

As pessoas que não visitam um dentista regularmente deveriam ser examinadas pelo médico de família. O conselho é dado por um estudo, que alerta para os riscos de periodontite, uma inflamação grave das gengivas e estruturas que sustentam os dentes e que, se não for tratada, pode levar à perda de dentes e inflamação em todo o corpo.

Contas feitas pelos especialistas, cerca de 50% das pessoas com mais de 30 anos têm periodontite, associada a riscos mais altos de diabetes, enfarte e AVC.

Eduardo Montero, da Universidade Complutense de Madrid, em Espanha, e primeiro autor do estudo, alerta que ” a periodontite é uma das doenças não transmissíveis mais comuns, com impacto direto na saúde oral e na saúde em geral”.

“Muitos doentes não são diagnosticados porque não consultam um dentista – de acordo com o nosso estudo, mais de 40% dos adultos não tinha ido ao dentista no ano anterior.”

Porque as visitas aos médicos de família são mais comuns, os especialistas criaram uma ferramenta de triagem com cinco informações de rotina, que permitem identificar as pessoas em risco de periodontite, encaminhadas depois para um dentista para diagnóstico e tratamento. Ferramenta que usa dados referentes à idade, sexo, etnia, tabagismo e açúcar no sangue.

Corneliu Sima, professor assistente de medicina oral na Harvard School of Dental Medicine, nos EUA, e responsável pelo estudo, não tem dúvidas que “há uma necessidade de ferramentas de apoio à decisão clínica para integrar melhor os cuidados orais e os médicos em todo o mundo, melhorar a qualidade de vida e reduzir os custos dos cuidados de saúde”.

Para este especialista, a triagem da periodontite nos cuidados primários podem ter um grande impacto na saúde pública. “O tratamento da periodontite melhora a saúde oral, ajuda as pessoas com diabetes a controlar o açúcar no sangue e reduz a inflamação sistémica e outros fatores indiretamente associados ao desenvolvimento de artérias obstruídas (aterosclerose)”.

Conselhos simples de prevenção

Gengivas vermelhas, inchadas e com sangue são os principais sintomas da periodontite, que pode ser prevenida de forma simples:

  • Fazer a limpeza entre os dentes todos os dias com fio dentário.
  • Escovar os dentes durante pelo menos dois minutos, duas vezes ao dia.
  • Evitar fumar, ter uma dieta saudável, rica em frutas e vegetais e pobre em açúcar, e fazer exercício diariamente.
  • Visitar o dentista duas vezes por ano.
  • Controlar o nível de açúcar no sangue se tiver diabetes.
disfunção erétil e saúde oral

Estudo deixa aviso aos homens: escovar mal os dentes pode causar disfunção erétil

Por | Saúde Oral

Que os cuidados com boca e dentes têm um grande impacto no resto da saúde, já se sabia. Mas a mensagem agora é dirigida especificamente aos homens, para quem fica o aviso: aqueles que sofrem de periodontite, doença caracterizada pela inflamação das gengivas, têm um risco acrescido de disfunção erétil. 

A informação é partilhada, em forma de estudo, por um grupo de investigadores do Departamento de Cirurgia e Especialidades Cirúrgicas e do Departamento de Estomatologia da Universidade de Granada, em Espanha.

Definida como a incapacidade de um homem atingir uma ereção, devido a fatores que podem ser físicos ou psicológicos, ou uma combinação dos dois, a disfunção erétil surge agora associada à periodontite, uma inflamação crónica das gengivas, que destrói progressivamente o osso alveolar e os tecidos conectivos que mantêm os dentes no seu lugar e que, se não for tratada, pode levar mesmo à perda de dentes.

De acordo com os especialistas, as bactérias periodontais, que têm origem nas gengivas infetadas, prejudicam as células vasculares, podendo afetar o fluxo sanguíneo no pénis. Resultado: a impotência.

Risco aumenta mais de duas vezes 

Realizado com uma amostra de 80 homens, os investigadores pediram aos participantes que facultassem os seus dados sociodemográficos e que se submetessem a um exame periodontal, testes aos níveis de testosterona, perfil lipídico, proteína C-reativa, níveis de glicose no sangue e hemoglobina glicada.

A análise destes dados permitiu concluir que 74% dos doentes com disfunção erétil apresentavam sinais de periodontite. E aqueles que tinham disfunção mais grave eram os que tinham os piores danos periodontais.

Contas feitas, quem sofria com periodontite apresentava 2,28 vezes mais risco de ter disfunção erétil, quando comparando com os homens com gengivas saudáveis.

Trata-se do primeiro estudo do género a ser realizado com uma população europeia, com os resultados apresentados no Journal of Clinical Periodontology, o principal periódico científico internacional de investigação periodontal.