Fórum do Medicamento

Equidade, efetividade e sustentabilidade em debate no Fórum do Medicamento

Por | Marque na Agenda

O progressivo envelhecimento populacional, a evolução tecnológica que, através da inovação, tem permitido a introdução de novos medicamentos e meios de diagnóstico mais eficazes, assim como as expectativas da população são variáveis que, juntas, pressionam os sistemas de saúde. A necessidade de investimento aumenta, assim como as restrições orçamentais, o que torna necessário e urgente repensar modelos e formas de financiamento da saúde. É sobre estas questões que se pretende refletir na 11ª edição do Fórum do Medicamento.

A iniciativa vai ter lugar no dia 15 de novembro, na Sala Sophia de Mello Breyner do Centro Cultural de Belém.

Subordinado ao tema “Equidade, Efetividade e Sustentabilidade no acesso à inovação”, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), em parceria com a AstraZeneca, convidam a que se faça uma análise e discussão da equidade e efetividade no acesso aos medicamentos inovadores nos hospitais do Serviço Nacional.

Uma reflexão que será alimentada pela apresentação pública dos resultados do “Índex nacional do acesso ao medicamento hospitalar”, um estudo promovido pela APAH, em parceria com a Ordem dos Farmacêuticos e com o apoio científico Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

Na edição deste ano do Fórum do Medicamento serão ainda debatidos os desafios do financiamento de medicamentos inovadores e a necessidade de serem encontradas respostas inovadoras face aos novos desafios que se colocam aos sistemas de saúde.

Usar a arte para promover a saúde: vem aí o MENTAL

Por | Marque na Agenda

Lisboa e Porto vão ser palco de mais uma edição, a terceira, do MENTAL – Festival da Saúde Mental, uma iniciativa que visa promover a discussão sobre esta temática.

Coproduzido pelo Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral da Saúde, a ideia é “falar claro e claramente sobre saúde mental”, através do recurso à cultura, para combater o estigma, vergonha e falta de informação pública e geral.

Cinemas, auditórios e salas de exposições servirão de veículo à informação, partilha de experiências e comunicação de ideias, ao mesmo tempo que se combate o estigma, preconceito e isolamento.

A arte ao serviço da saúde mental

Este ano, burnout, FOMO (fear of missing out), demências e saúde mental júnior são os temas em destaque nas M-Talks, criadas no primeiro ano, que mais não são do que espaços de debate dos temas escolhidos, por profissionais, com microfone aberto ao público antecedendo filmes específicos.

Com a presença de figuras internacionais e nacionais, artistas e profissionais especializados nesta área, todas figuras atentas à urgência das temáticas abordadas, o festival apresenta ainda uma mostra de cinema internacional que, este ano, à semelhança do anterior, repetiu o interesse e reforçou o número de países representados, entre os quais uma dezena de títulos portugueses.

A estes juntam-se peças de teatro, concertos, exposições, literatura, manifestações artísticas que prometem dar que pensar, assim como atividades dirigidas aos mais novos.

Mais informações aqui.

 

evento sobre biotecnologia

Evento nacional quer ajudar as startups de ciências da vida a ter sucesso

Por | Marque na Agenda

Quais os passos que as startups portuguesas na área da biotecnologia devem dar, para atingir o sucesso? A resposta será dada a 16 e 17 de outubro, em Braga, no Healthcare Business Summit, um evento onde, ao longo de dois dias, oito das mais inovadoras empresas portuguesas estarão em destaque, podendo apresentar-se a uma plateia de especialistas internacionais e de potenciais investidores.

Organizado pela P-Bio, Associação Portuguesa de Bioindústrias e pelo INL – International Iberian Nanotechnology Laboratory, o encontro vai contar com a presença da Scanbalt, representante das empresas de biotecnologia da Escandinávia e Países Bálticos, a quem caberá a missão de apresentar ‘case studies’ de um dos ecossistemas mais avançados do mundo, em termos de ciências vivas.

“A biotecnologia portuguesa está hoje recheada de casos de sucesso e mais forte do que nunca, mas há ainda muito espaço para crescer e consideramos que é na aprendizagem com ecossistemas de referência como o da Scanbalt que está o ganho”, afirma Simão Soares, presidente da P-BIO.

Partilha de experiências em biotecnologia

No primeiro dia da Healthcare Business Summit, que inclui uma visita ao Centro Clínico Académico 2CA-Braga e o jantar de comemoração dos 20 anos da P-Bio, terá lugar uma sessão com a participação de Margarida Menezes Ferreira, do Infarmed e Natalie Natalie Schmidt, da Pfizer, sobre o tema ‘Principais aspetos e marcos para uma validação científica e clínica bem-sucedida’.

No dia 17 de outubro, o programa será mais extenso e inclui a partilha de experiências e boas práticas por parte de empresas portuguesas (como a Nano 4, Coimbra Genomics e Ophiomics), escandinavas e bálticas.

O evento contará, ainda, com as intervenções de Bruno Wohlschlegel, da Merck; Jaanus Pikani, da Scanbalt; Simão Soares, da P-BIO e Rita Marques, da Portugal Ventures.

sessão sobre cancro do pulmão

Tratamentos e qualidade de vida dos doentes com cancro do pulmão em debate no Porto

Por | Marque na Agenda

Como se vive com cancro do pulmão, quais as terapêuticas disponíveis para o tratamento da doença, de que forma se pode melhorar a qualidade de vida dos doentes são algumas das questões em debate na Sessão de Esclarecimento sobre o tema, uma iniciativa da Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro do Pulmão.

No dia 17 de outubro, entre as 17h30 e as 19h00, o auditório do Centro Hospitalar Universitário do Porto transforma-se no palco de uma partilha de informações, com entrada livre.

A iniciativa, que antecipa as comemorações do Mês do Cancro do Pulmão, assinalado em novembro, insere-se nas celebrações dos 10 anos de atividade da Pulmonale ao serviço da informação e esclarecimento sobre este tipo de cancro.

Cancro do pulmão é o que mais mata

De acordo com os dados da Direção-Geral da Saúde, o cancro do pulmão continua a ser, em Portugal, o tumor maligno que mais vidas rouba.

Uma tendência que é, de resto, global: segundo a Agência Internacional para a Investigação do Cancro, os cancros do pulmão e mama são os líderes em termos de número de novos casos.

“Estes números justificam que se fale sobre o tema, que se reforce a informação sobre a doença, que continua a ser das que mais mata em Portugal”, refere Isabel Magalhães, presidente da direção da Pulmonale.

“Apesar da evolução no conhecimento sobre este tumor, assim como nos seus tratamentos, há ainda muito trabalho a fazer na consciencialização da população em geral”, acrescenta a responsável.

O evento vai contar com a presença de vários especialistas.

rastreios gratuitos no HCV

Rastreios gratuitos à obesidade no Hospital Cruz Vermelha

Por | Marque na Agenda

A dias do Dia Mundial da Obesidade, que se assinala a 11 de outubro, e num momento em que o excesso de peso e obesidade atingem cerca de 60% da população portuguesa, o Hospital Cruz Vermelha (HCV) anuncia que foi reconhecido como Centro de Tratamento Cirúrgico de Obesidade pela Direção-Geral de Saúde. Para assinalar este momento, o HCV promove uma ação de sensibilização com rastreios gratuitos ao controlo de peso, em que todos são convidados a saber seu risco de doença metabólica.

A iniciativa realiza-se nos próximos dias 10 e 11, nas instalações do HCV, em Benfica.

Rodrigo Oliveira, coordenador do departamento de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do HCV, reforça que o reconhecimento de centro multidisciplinar de tratamento da obesidade acontece “porque dispomos de infraestruturas físicas, recursos técnicos e humanos capazes de proporcionar uma resposta eficaz ao nível de avaliação, tratamento e acompanhamento completo de casos graves de obesidade”.

De acordo com o especialista, “a nível de recursos humanos, o centro é composto por cirurgião geral e do aparelho digestivo, anestesistas, enfermeiros, endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos, e outras tantas especialidades como pneumologia, cardiologia, psiquiatria ou cirurgia plástica quando o caso se justifica”.

O coordenador acrescenta ainda que a ideia de realizar os rastreios gratuitos resulta do facto de “uma das primeiras formas de inverter os elevados números de obesidade em Portugal é dar importância do correto diagnóstico e tratamento da doença. Não tenho dúvidas que esse é o primeiro passo para o tratamento adequado e que esse passo pode ser dado aqui no HCV”.

Excesso de peso afeta mais de metade dos portugueses

Em Portugal, segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 57% da população adulta sofre de excesso de peso, um flagelo que afeta 30,7% das crianças, com 11,7% a sofrerem de obesidade.

Contas feitas, 5,9 milhões de portugueses têm excesso de peso, um problema que é mais significativo junto dos indivíduos menos escolarizados.

Agenda Solidária do IPO Lisboa

Agenda Solidária está de volta para ajudar o IPO Lisboa

Por | Marque na Agenda

Pelo quarto ano consecutivo, o Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO Lisboa) apresenta a Agenda Solidária IPO 2020, que desta vez se propõe a angariar fundos para a construção do novo edifício de cuidados ambulatórios do IPO Lisboa, cujo terreno foi cedido pela Câmara Municipal de Lisboa, ao abrigo do protocolo celebrado entre as duas instituições.

Chef Kiko, Eduardo Madeira, Luísa Ducla Soares, Francisco Louçã, Tânia Ribas de Oliveira, Isabel Soares, Isabel Stilwell, Ana Bacalhau, Fernando Medina, Conceição Queiroz, José Luis Peixoto e Francisco Ramos são as 12 personalidades portuguesas que, este ano, foram convidadas a escrever um texto sobre a alegria das pequenas coisas.

Assim nasceram 12 histórias inéditas e inspiradoras, ilustradas por Joana Rosa Bragança, que contam pequenos momentos que marcam toda uma vida: um sorriso, um abraço, um brilho no olhar, um lugar, um livro, um arco-íris a colorir o céu. ‘Pequenas coisas’ que nos fazem sorrir, que dão força.

Iniciativa estreou-se em 2017

A iniciativa teve a sua estreia em 2017 e, nesse ano, a venda da Agenda Solidária IPO conseguiu angariar 50.295,16€, investidos no Serviço de Pediatria.

Um ano depois, em 2018, a repetição da iniciativa valeu 46.286,30€, aplicados na nova Unidade de Transplante de Medula, que já se encontra em funcionamento.

No ano passado, a receita superou os anos anteriores, tendo atingido o máximo de 53.843,98€, a aplicar no novo Hospital de Dia de Adultos.

Solidariedade a favor do IPO Lisboa

Este projeto tem sido muito bem acolhido por doentes, familiares e pela sociedade, por autarquias e empresas que fazem questão de todos os anos se juntar ao IPO e dar o seu contributo através da aquisição de vários exemplares.   

Somadas as três edições anteriores, as vendas da Agenda Solidária IPO ascenderam os 50.000 exemplares. E numa altura em que se aproxima o Natal, é uma opção de presente, que ao mesmo tempo vai ajudar à construção do novo edifício de cuidados ambulatório do IPO Lisboa.          

A Agenda Solidária IPO 2020 pode ser adquirida no IPO e em www.livroshorizonte.pt por 12,50€ e estará também disponível nas livrarias e grandes superfícies a partir de 15 outubro, por 13,90€.

encontro sobre radiologia

Radiologia promete novas técnicas que facilitam diagnóstico de doenças intersticiais pulmonares

Por | Marque na Agenda

Numa era de avanços tecnológicos em vários campos, também o da radiologia promete novidades, nomeadamente para o diagnóstico das doenças intersticiais pulmonares. O tema vai ser debatido nos dias 11 e 12 de outubro, na Interstitial Lung Disease Multidisciplinary Meeting, um congresso científico organizado pela Affidea Portugal, que pretende apresentar uma visão geral das doenças intersticiais pulmonares, consideradas um desafio clínico, tendo em conta a frequente dificuldade do seu diagnóstico diferencial.

A radiologia é uma das especialidades presentes, destacando-se com “um papel central no diagnóstico” destas doenças, explica Diana Penha, consultora de Radiologia Cardiotorácica no Liverpool Heart and Chest Hospital e Membro da Comissão Científica do congresso.

“Estamos sem dúvida já na era da inteligência artificial e, nesse campo, a radiologia, através de novos softwares e algoritmos ‘machine learning’, será certamente pioneira nos próximos anos a poder oferecer novas técnicas de imagem para a deteção e a quantificação destas doenças”, refere a especialista.

Os avanços técnicos permitem hoje “uma interpretação e leitura do exame com muito maior precisão para a patologia pulmonar fibrosante”, confirma, explicando que “a radiografia de tórax é frequentemente o exame inicial, onde muitas vezes são já evidentes sinais da doença. A tomografia computorizada (TC) torácica é um método mais sensível para o diagnóstico destas doenças e é considerado central no diagnóstico. Em até 50% dos casos pode dar o diagnóstico da doença através da leitura das alterações pulmonares detetáveis no exame de TC”.

A especialista confirma que o radiologista trabalha diariamente em parceria com várias especialidades médicas e cirúrgicas “e recebe a referenciação dos doentes por parte dos colegas das diferentes especialidades, que partem já de um contexto clínico sintomático, que poderá fazer suspeitar de patologia pulmonar subjacente”.

Assim, “o papel do radiologista é sem dúvida muito importante, não só enquanto elemento parceiro das equipas multidisciplinares, mas como elemento crucial na leitura dos exames pulmonares radiológicos, sendo muitas vezes o elemento que avança com a hipótese diagnóstica de doença pulmonar intersticial e os seus padrões de apresentação radiológica”.

Diagnóstico exige trabalho multidisciplar

Edson Marchiori, professor titular de radiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro e orador do evento, concorda. Salienta, por isso, a importância por parte do radiologista, de se consciencializar “que o diagnóstico dessas doenças deve ser feito não isoladamente, mas por uma equipa multidisciplinar, formada basicamente por clínicos (pneumologistas), radiologistas e patologista. A reunião dos conhecimentos destes especialistas, em uma discussão multidisciplinar, aumenta muito a chance de um diagnóstico correto”.

Para o especialista, o papel do radiologista, “não só nas doenças intersticiais, como na sua atividade profissional rotineira, precisa de ser discutido”.

O trabalho da radiologia

“Estamos a viver numa era de vertiginosos avanços tecnológicos, com telemedicina, inteligência artificial aplicada à medicina, entre outros. Contudo, acredito que o principal requisito para o bom médico, o médico de excelência, continua a ser o estudo e aprendizagem contínuos. O radiologista competente precisa conhecer basicamente as múltiplas facetas da doença, estudando não só a imagem como também a clínica, o laboratório, a anatomia patológica e as ciências correlatas”, acrescenta.

E ainda que o futuro traga muitos avanços e novidades, Edson Marchiori realça que “o que nunca mudará são as características clínicas e morfológicas das doenças. Só o amplo conhecimento dessas características poderá tornar o radiologista preparado para os avanços da especialidade, e para exercer a sua função primordial: fazer diagnósticos”.

Encontros como este, que se vai realizar em Cascais, permitem, por isso, “a troca de experiências e a aproximação de novos médicos com profissionais experientes e consagrados, possibilitando a transmissão tanto de conhecimentos teóricos como da sua vivência prática”.

mutações BRCA

‘saBeR mais ContA’: campanha esclarece sobre mutações genéticas BRCA

Por | Marque na Agenda

Depois de Coimbra e do Porto, a campanha ‘saBeR mais ContA’, lançada no mês de maio, chega agora à capital, com a realização da sessão de esclarecimento ‘As mutações genéticas BRCA e o cancro’, no próximo dia 17 de outubro, pelas 15 horas, no Auditório do IPO Lisboa.

O que são as mutações genéticas BRCA? Qual a sua relação com o cancro, em particular com o cancro do ovário e mama? O que é o teste genético e quem deve fazê-lo? Estas e outras questões serão respondidas, numa conversa moderada por Adelaide de Sousa, que contará com especialistas na área da oncologia e genética humana, associações de doentes e testemunhos reais. 

Os números associados ao BRCA

Cerca de 72% das mulheres portadoras de mutações patogénicas no gene BRCA1 e cerca de 69% das mulheres portadoras de mutações patogénicas no gene BRCA2 irão desenvolver cancro da mama até aos 80 anos. No cancro do ovário, o cenário é idêntico – cerca de 44% das mulheres portadoras de mutações patogénicas no gene BRCA1 e cerca de 17% das portadoras de mutações patogénicas no gene BRCA2 irão desenvolver este tumar até aos 80 anos.

Saber como podem ser identificadas as mulheres portadoras destas mutações, antes ou durante a doença, que tipo de respostas podem ser conseguidas através desta identificação ou como encarar a mutação enquanto doente e enquanto portadora saudável serão também alguns dos tópicos que irão alimentar a sessão, para a qual as inscrições (gratuitas), poderão ser feitas para campanhasabermaisconta@gmail.com

A campanha ‘saBeR mais ContA’, uma iniciativa da Evita, da Liga Portuguesa Contra o Cancro, da Sociedade Portuguesa de Genética Humana, da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, da Sociedade Portuguesa de Senologia e da Sociedade Portuguesa de Oncologia e da AstraZeneca, conta ainda com uma exposição fotográfica, com testemunhos de famílias onde houve diagnóstico de cancro da mama e/ou ovário, associados à mutação BRCA, e outros que realizaram o teste genético.

Uma exposição que poderá ser vista de 7 a 21 de outubro, na estação de metro do Marquês de Pombal (junto ao acesso à linha amarela). 

caminhar com um médico

Em Lisboa, há quem vá caminhar com um médico

Por | Marque na Agenda

O Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (CHPL) juntou-se ao projeto ‘Walk with a Doc’ (‘Caminhar com um médico’) e promove caminhadas, conjugando a prática de atividade física à promoção da literacia em saúde mental.

A ‘Walk with a Doc – Alvalade’ decorre todos os meses, na terceira quarta-feira de cada mês, pelas 17h30. A atividade demora cerca de 1h30 (30 minutos de conversa e uma hora a caminhar) e a próxima já tem data: 18 de setembro.

A conversa será dinamizada por um médico, sobre temas de saúde e doença mental. A caminhada será acompanhada por um técnico de atividade física da Junta de Freguesia de Alvalade.

As origens do projeto que convida a caminhar

Nascido em 2005 fruto da ideia de um médico, David Sabgir, cardiologista em Columbus, Ohio, nos EUA, que frustrado com a sua incapacidade de afetar a mudança de comportamento no ambiente clínico, convidou os seus doentes a passear com ele num parque local, numa manhã de sábado de primavera. Para sua surpresa, mais de 100 pessoas apareceram, prontas para se mexerem.

Desde esse primeiro evento, o ‘Walk with a Doc’ cresceu, apesar de manter os mesmos moldes: um médico faz uma breve apresentação sobre um tópico de saúde e, em seguida, conduz os participantes a caminharem ao seu próprio ritmo.

Em 2009, o projeto concentrou-se na construção de um programa que poderia ser facilmente implementado por médicos interessados noutras cidades do país e acabou por se estender a todo o mundo, onde existem hoje mais de 500 Walk with a Doc.

Em Lisboa, já são varias as Unidades de Saúde Familiar que aderiram a esta iniciativa.

Porquê andar?

As vantagens de caminhar são mais que muitas. Além de reduzir o mau colesterol e aumentar o bom, previne e reduz a pressão alta, reduz enfartes, o risco de AVC em até 50% e melhora a resistência cardiovascular e o seu desempenho.

A isto junta-se ainda uma melhoria da circulação, manutenção dos pulmões saudáveis, fortalecimento dos músculos respiratórios, queima calorias e proporciona perda de peso, reduzindo ainda o índice de massa corporal.

Estimula a digestão, melhora o funcionamento dos órgãos, pode atuar como um inibidor de apetite, alivia cólicas menstruais, pode reduzir o desejo de fumar, ajuda a evitar quedas e muito mais.

vacinação

Comissão Europeia e OMS unem forças para promover benefícios das vacinas

Por | Marque na Agenda

Realiza-se esta quinta-feira (dia 12) a primeira Cimeira Mundial sobre Vacinação, uma iniciativa da Comissão Europeia e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Bruxelas, o foco está na multiplicação de ações pelo mundo para travar a propagação de doenças que podem ser prevenidas por vacinação e tomar posição contra o alastramento mundial da desinformação nesta matéria.

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, considera “imperdoável que, num mundo tão desenvolvido como o nosso, ainda morram crianças por doenças que deveriam ter sido erradicadas há muito”.

“Pior ainda, temos a solução nas nossas mãos, mas não estamos a utilizá-la plenamente. A vacinação já previne dois a três milhões de mortes por ano e poderia prevenir mais 1,5 milhões se a cobertura da vacinação a nível mundial fosse melhor.”

Esta cimeira é, acrescenta, “uma oportunidade para colmatar esta lacuna. A Comissão continuará a trabalhar com os Estados-Membros da União Europeia (UE) para apoiar os esforços envidados a nível nacional e com os nossos parceiros aqui presentes. Trata-se de um desafio mundial que devemos enfrentar juntos e agora”.

Apelo para intensificar ações de vacinação

“Após anos e anos de progresso, encontramo-nos num ponto de viragem crítico”, afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

“O sarampo está a ressurgir e 10% das crianças continuam a não ter acesso a vacinas infantis”, acrescenta. “Podemos e devemos regressar ao bom caminho. Isto só será possível se fizermos com que todos possam beneficiar do poder das vacinas — e se os governos e os parceiros investirem na imunização como um direito para todos e um bem social. Chegou o momento de intensificar os esforços para apoiar a vacinação enquanto elemento essencial da saúde para todos.”

O apelo vai então no sentido de uma intensificação urgente dos esforços envidados para travar a propagação de doenças que podem ser prevenidas por vacinação, como o sarampo.

Nos últimos três anos, sete países, incluindo quatro na região europeia, perderam o seu estatuto de eliminação do sarampo. Os novos surtos são o resultado direto de lacunas na cobertura vacinal, nomeadamente entre adolescentes e adultos que nunca receberam todas as vacinas.

A fim de abordar eficazmente as lacunas de vacinação, a cimeira debruçou-se sobre os múltiplos obstáculos à vacinação, incluindo direitos, regulamentação e acessibilidade, disponibilidade, qualidade e conveniência dos serviços de vacinação; normas, valores e apoios sociais e culturais; motivação, atitudes, conhecimentos e competências individuais.

Desinformação ainda é um problema

Este ano, a OMS declarou a hesitação em vacinar, incluindo a complacência e a falta de confiança e de conveniência, uma das dez ameaças para a saúde mundial. As vacinas são seguras e eficazes e constituem a base de qualquer sistema de cuidados de saúde primários.

Em todo o mundo, 79% das pessoas concordam que as vacinas são seguras e 84% que são eficazes, de acordo com o Wellcome Global Monitor sobre o que pensam e como reagem as pessoas por todo o mundo face à ciência e aos grandes problemas no domínio da saúde.

No entanto, o relatório sobre o estado da confiança nas vacinas na UE indica que a recusa de vacinas tem vindo a aumentar em muitos Estados-Membros, associada a um baixo grau de confiança na segurança e eficácia das vacinas a nível mundial. Esta falta de confiança contribui significativamente para a redução das taxas de cobertura, essenciais para assegurar a imunidade de grupo, e está a levar ao aumento dos surtos de doenças.

De acordo com um inquérito Eurobarómetro de abril deste ano, quase metade dos cidadãos da UE (48%) considera que as vacinas podem muitas vezes produzir efeitos secundários graves, 38% pensam que podem causar as doenças contra as quais conferem proteção e 31% estão persuadidos de que podem debilitar o sistema imunitário.

Estes números são também a consequência de uma maior desinformação sobre os benefícios e os riscos das vacinas através dos meios de comunicação digitais e sociais.

O número de casos de sarampo notificados em 2019 já é o maior observado a nível mundial desde 2006. A vaga de casos de sarampo, que teve início em 2018, prosseguiu em 2019, com cerca de 90.000 casos notificados no primeiro semestre na região europeia da OMS e mais de 365.000 em todo o mundo. Estes dados semestrais excedem todos os valores anuais registados desde 2006.

Progredir rumo à cobertura universal e, em última análise, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 — Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos em todas as idades — são prioridades na Europa e no mundo.