Hospital Garcia de Orta com novo exame

Hospital Garcia de Orta realiza exame inovador

Por | País

O Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Garcia de Orta, em Almada, tornou-se o único com Tomografia por Emissão de Positrões (PET) a sul do Tejo, sendo o hospital a segunda instituição pública na região de Lisboa (apenas o IPO possui idêntico equipamento).

O Tomógrafo PET/CT foi adquirido pelo hospital em 2018, pelo valor de 1.772.000 €, cofinanciado em 50% pelo Projeto ‘+ Acesso, Melhor Qualidade’, no âmbito do Programa Portugal 2020.

Um projeto que visa contribuir para a promoção de uma cada vez maior inclusão social na região, através de melhor acesso aos serviços prestados por aquela instituição de saúde na área dos meios complementares de diagnóstico, refere o hospital em comunicado.

Já em funcionamento, estima-se que, com o Tomógrafo PET/CT, sejam realizados mais de 2.800 exames no Garcia de Orta até ao fim do ano.

A esta vantagem junta-se outra: a redução da despesa, uma vez que se evita o recurso ao exterior. A acessibilidade a estes exames irá melhorar significativamente, sendo a capacidade disponível partilhada com outros hospitais da zona sul.  

Exame inovador e não invasivo

A PET utiliza moléculas que incluem um componente radioativo que, quando administrado no corpo humano, permite detetar e localizar reações bioquímicas associadas a determinadas doenças, sobretudo nas áreas da oncologia, neurologia e cardiologia.

Este inovador exame é inócuo, não invasivo, indolor e permite avaliar o modo como os órgãos, tecidos e células funcionam, ao contrário da ressonância magnética ou da tomografia computorizada, que fornecem uma informação mais estática.

Por outro lado, permite também a realização de diagnósticos mais precoces do que a ressonância ou a tomografia, o que é importante para o sucesso do tratamento.

Novo dispositivo deteta alergias a antibióticos em menos de uma hora

Por | Investigação & Inovação

São vários os testes que permitem identificar as alergias a antibióticos. Testes invasivos, que não são suficientemente sensíveis, o que pode resultar num diagnóstico impreciso, são demorados e, em muitos casos, caros. Algo que pode mudar em breve.

Para resolver estes problemas, investigadores europeus, liderados pela Universidade Politécnica de Valência, desenvolveram um teste de baixo custo e elevada sensibilidade, capaz de detetar, de forma não invasiva e com uma pequena quantidade de sangue, alergias a antibióticos, como a amoxicilina ou penicilina, em menos de uma hora. 

As vantagens são muitas e para além de ser rápido e barato, este protótipo destaca-se por ser capaz de detetar, numa só amostra, até dez alergias aos antibióticos. E de poder analisar até seis amostras diferentes ao mesmo tempo.

“A análise é muito simples”, explica Anjo Maquieira, investigador da Universidade Politécnica de Valência.

“Depois de carregada no disco, a amostra é inserida no leitor. A partir da interação entre a amostra e os reagentes, obtém-se o resultado, que ajudará os médicos a diagnosticar se o paciente não é alérgico. Tudo em menos de uma hora”, confirma o especialista.

“Mais seguro, rápido e com menos custos”

É em Valência e Montpellier, França, que estão a decorrer os testes, que têm como objetivo confirmar o desempenho do dispositivo em situações reais. Segue-se a aplicação prática no Hospital Universitário La Fe i Politécnico.

Para Ethel Ibáñez, alergologista desta unidade, o novo teste pode fornecer o diagnóstico de alergia a antibióticos com menos custos, reduzindo, ao mesmo tempo, o desconforto e risco para os doentes.

“Atualmente, o diagnóstico começa com uma história clínica do paciente e, dependendo do risco que teve, são realizados testes cutâneos. Estes são invasivos e podem envolver uma série de riscos”, refere Ethel Ibáñez.

“Para além disso, realizamos testes analíticos e exposição ao medicamento, fornecido ao paciente por via oral, o que acarreta um risco maior do que os testes cutâneos. Todos estes testes também exigem deslocamentos sucessivos”, acrescenta.

“O equipamento que foi desenvolvido neste projeto é muito mais seguro, rápido e gera muito menos custos. Quando o doente chega à consulta, com uma pequena amostra de sangue (25 microlitros) sabemos se é alérgico ou não”.

novo pacemaker

Cientistas criam pacemaker alimentado pela energia do coração

Por | Investigação & Inovação

Ninguém tem dúvidas que os pacemakers implantáveis ​​alteraram a medicina moderna, permitindo salvar muitas vidas através de uma regulação do ritmo cardíaco até aqui impossível. Mas há um senão: as suas baterias duram entre cinco a 12 anos, o que obriga a uma substituição que tem de ser feita de forma cirúrgica. Uma prática que pode vir a ter os dias contados. É que foi criado um pacemaker que usa a energia do coração para recarregar.

O novo dispositivo, que está a ser trabalhado por cientistas chineses, foi testado com sucesso em suínos, que têm uma fisiologia semelhante aos seres humanos. 

Teste feito com sucesso

Os pacemakers convencionais são implantados por debaixo da pele, perto da clavícula. E a sua bateria e circuitos geram sinais elétricos que chegam ao coração através de elétrodos implantados.

Porque a cirurgia destinada a substituir a bateria pode originar complicações, que incluem infeções e perdas de sangue, há muito que se procura encontrar uma forma alternativa, capaz de minimizar estes efeitos. Sem sucesso, pelo menos até agora, quando um grupo de cientistas idealizou um aparelho capaz de funcionar através da energia natural gerada pelos batimentos cardíacos.

O dispositivo, ainda experimental, foi implantado em porcos e revelou que um coração a bater pode, de facto, gerar energia suficiente para manter um pacemaker a funcionar.

Um estudo que configura um primeiro passo importante na direção a um pacemaker autoalimentado, garantem os investigadores.

Dispositivo destinado a tratar ritmos lentos

Utilizados para tratar os ritmos cardíacos demasiado lentos, os pacemakers são dispositivos eletrónicos que ajudam o coração quando este não tem a capacidade de funcionar de forma eficiente.

Ao enviar estímulos elétricos ao coração, os pacemakers permitem que este bata numa frequência cardíaca adequada, sem haver pausas e sem ter os ritmos cardíacos muito lentos. 

Nova forma de administrar insulina

Nova cápsula pode vir a substituir injeções de insulina

Por | Investigação & Inovação

E se, em vez das injeções de insulina que têm de levar todos os dias, os doentes com diabetes tipo 1 pudessem fazer a medicação de forma oral? Uma equipa de investigadores liderada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) criou uma cápsula que pode vir a tornar esta hipótese uma realidade.

Crédito: Felice Frankel

Do tamanho de um mirtilo, a cápsula contém uma pequena agulha feita de insulina comprimida, injetada depois desta chegar ao estômago. Nos testes feitos em animais, os investigadores revelaram que pode fornecer insulina suficiente para baixar o açúcar no sangue em níveis comparáveis ​​aos que são conseguidos pelas injeções dadas através da pele.

Também demonstraram que o dispositivo pode ser adaptado para fornecer outro tipo de medicação.

“Estamos realmente esperançosos que este novo tipo de cápsula possa, algum dia, ajudar os doentes com diabetes e talvez aqueles que precisem de terapêuticas que agora só podem ser administradas por injeção ou infusão”, afirma Robert Langer, membro do MIT. 

Uma agulha que injeta a insulina no estômago

Há alguns anos, Robert Langer e os colegas desenvolveram uma pílula, revestida com pequenas agulhas, que poderia ser usada para injetar medicação no revestimento do estômago ou do intestino delgado.

Esta nova cápsula é uma reformulação dessa ideia, sendo que, aqui, os investigadores alteraram o desenho, para que existisse apenas uma agulha, cuja ponta é feita de insulina 100% comprimida e liofilizada e cujo eixo, que não entra na parede do estômago, é feito de outro material biodegradável.

Dentro da cápsula, a agulha é presa a uma mola comprimida, mantida no lugar por um disco feito de açúcar. Quando a cápsula é engolida, a água no estômago dissolve o disco de açúcar, libertando a mola e injetando a agulha na parede do estômago.

Parede esta que, por não tem recetores de dor, os investigadores acreditam que os doentes não serão capazes de sentir a injeção.

Uma vez injetada, a insulina dissolve-se a um ritmo que pode ser controlado pelos investigadores. Neste estudo, demorou cerca de uma hora para que toda a insulina fosse totalmente libertada na corrente sanguínea.

Depois de libertar o seu conteúdo, a cápsula pode passar inofensivamente pelo sistema digestivo. 

Utilidade para outras doenças

Maria José Alonso, professora de biofarmacêutica e tecnologia farmacêutica da Universidade de Santiago de Compostela, em Espanha, descreve a nova cápsula como uma “tecnologia radicalmente nova”, capaz de beneficiar muitos doentes.

“Não estamos a falar de melhorias incrementais na absorção de insulina, que é o que a maioria dos investigadores no campo tem feito até agora”, refere.

“Esta é de longe a mais inovadora e impactante tecnologia inovadora divulgada até agora para a entrega de peptídeos orais.”

A equipa do MIT vai continuar o trabalho, até porque acredita que este tipo de medicamento pode ser útil para qualquer medicação proteica que necessite de ser injetada, como é o caso dos imunossupressores usados ​​para tratar a artrite reumatoide ou a doença inflamatória intestinal. 

“A nossa motivação é tornar mais fácil para os doentes tomarem medicamentos, especialmente medicamentos que requerem uma injeção”, diz Traverso. “O clássico é a insulina, mas existem muitos outros.”

redução de açúcar na Coca-Cola

Coca-Cola reduziu 33% do conteúdo de açúcar por litro

Por | Nutrição & Fitness

Numa altura em que a redução dos níveis de açúcar nos alimentos e bebidas se tornou uma verdadeira batalha, alimentada pelo aumento do número de casos de doenças associadas ao seu consumo excessivo, várias têm sido as empresas apostadas em reformular as suas ofertas. É o caso da Coca-Cola que, nos últimos 18 anos, conseguiu reduzir 33% o conteúdo de açúcares por litro do total de vendas em Portugal.

Uma redução que resulta de uma aposta na inovação, através da reformulação de produtos para reduzir ou eliminar o conteúdo de açúcar das bebidas, assim na oferta de novas opções de bebidas com menor teor de açúcar adicionado.

Desta forma, desde 2014 que tem reduzido o açúcar na maioria das suas marcas no nosso país, algo que continua a fazer.

Contas feitas, desde 2014 que a marca reduziu, em Portugal, a percentagem de açúcares adicionados nas bebidas, como é disso exemplo a redução de 86,5% na Fanta Uva, 81,8% na Sprite ou 42,9% no Nestea Limão.

Para além disso, as bebidas sem ou com baixas calorias já representam 34% do total de vendas da Coca-Cola em Portugal.

Produtos sem açúcar, light ou zero já representam 25% da oferta

Foi a partir de 2010 que a Coca-Cola começou a oferecer, em Portugal, uma alternativa sem adição de açúcar na maioria das marcas e já tem uma opção sem adição de açúcar na maioria das categorias de bebidas.

No caso de bebidas biológicas, todas apresentam certificação biológica, são 100% elaboradoras a partir de ingredientes biológicos, não levam corantes nem conservantes e contêm um reduzido teor de adoçantes biológicos.

Desta forma, a companhia conta atualmente com 105 referências de bebidas, das quais 27 correspondem a produtos sem açúcar adicionado, light ou zero, o que representa mais de 25% do portefólio total.

E aposta também numa maior informação nutricional na rotulagem que favoreça as decisões corretas do consumidor, bem como a promoção da utilização de embalagens mais pequenas.

Vários tamanhos e informação nutricional detalhada

Foi também a pensar no controlo da ingestão de açúcares e calorias que a Coca-Cola em Portugal coloca à disposição dos consumidores vários formatos e embalagens, oferecendo até 16 opções de tamanhos diferentes, para que, de forma esclarecida, os consumidores possam escolher o que melhor se adapta a cada momento e ocasião.

Do mesmo modo, continua a trabalhar para ter uma informação nutricional ampla e clara para que o consumidor possa tomar decisões corretas com base em todas as informações disponíveis na rotulagem de todos os seus produtos.

prevenir a placa dentária

Tecnologia criada em Coimbra promete revolucionar a saúde oral

Por | Saúde Oral

A placa dentária é um problema que afeta muitos portugueses, mas pode ter os dias contados. Pelo menos se depender de uma inovação nacional, que promete ser uma revolução na saúde oral, ao impedir, de forma simples, a sua formação.

A Biolocker, assim chamada pelos especialistas das Faculdades de Ciências e Tecnologia (FCTUC) e de Medicina (FMUC) da Universidade de Coimbra (UC), que a criaram, deve chegar ao mercado dentro de dois anos, representando uma mudança de paradigma na higiene oral, uma vez que previne a formação precoce da placa bacteriana sem os efeitos negativos das soluções de cuidados orais existentes. 

E tudo feito com base numa molécula orgânica natural.

A diferença dos produtos disponíveis

É verdade que já existem antisséticos com a promessa de eliminar a placa bacteriana. Mas são de largo espectro. O que significa que, para além das más bactérias, eliminam também as boas, o que pode danificar a flora oral residente, que é extremamente benéfica para a saúde geral do organismo.

A grande inovação desta tecnologia anti-placa, que se encontra em processo de registo de patente internacional, “está na capacidade de bloquear as principais interações bacterianas que ocorrem após a ingestão de alimentos, ou seja, impossibilita a ação das bactérias que lideram o processo de formação da placa bacteriana, as designadas colonizadoras iniciais”

A explicação é de Daniel Abegão, Filipe Antunes e Sérgio Matos, os ‘pais’ da Biolocker, que acrescentam que “como estas bactérias (género streptococcus) funcionam como alicerce, ao retirar a âncora impedimos que todas as bactérias a jusante se possam fixar”.

Trocado por miúdos, esta tecnologia funciona como uma espécie de revestimento antiaderente, impedindo que as bactérias se agarrem ao esmalte dentário e formem a placa bacteriana.

Um método que promete proteger”por muito mais tempo, durante todo o dia, complementando a eficácia da escovagem, suplantando as limitações dos atuais produtos de higiene oral”, sublinham os investigadores em comunicado.

Uma nova forma de prevenção

Sérgio Matos, médico dentista e professor da Faculdade de Medicina da UC, confirma que, em termos de saúde oral, ou mesmo numa perspetiva de política de saúde pública, a grande mais-valia da biolocker é a contribuição extraordinária para a prevenção de problemas dentários, “permitindo que, através de uma tecnologia massificada e barata, a população passe a ter acesso a uma melhor higiene oral”.

“Em Portugal, a saúde oral é maioritariamente proporcionada por cuidados privados e, consequentemente, muito onerosos. A maneira mais eficaz de podermos combater todas as patologias da cavidade oral é através da prevenção, reduzindo custos com tratamentos.”

Tendo em conta que a “cárie e as doenças gengivais são as patologias infecciosas mais prevalentes no mundo, o desenvolvimento de ferramentas preventivas é essencial” reforça o investigador.

Mas as vantagens não se ficam por aqui. A versatilidade é outra característica importante desta inovação, que permite que seja “incorporada em pastas dentífricas, elixires, fio dental ou até pastilhas elásticas”, explicam Daniel Abegão e Filipe Antunes.

tecnologia na saúde

Da cirurgia robótica à inteligência artificial: a tecnologia que está a mudar a medicina

Por | Investigação & Inovação

“Nos últimos 15 anos, tem havido grandes mudanças na cirurgia.” Dorry Segev sabe do que fala ou não fosse ele cirurgião especializado em transplantes no Johns Hopkins University School of Medicine, nos EUA. Orador na Web Summit, o especialista salienta as vantagens de uma medicina cada vez mais ‘smart’ e generalizada, cortesia da tecnologia.

“Passámos de menos de 1% de cirurgias robóticas para mais de 1/3 realizadas desta forma, pelo menos nos Estados Unidos”, partilha.

Em tempos, a cirurgia aberta era a única forma de operar. “Passámos para a laparoscópica e agora chegámos à robótica”, afirmou. Uma nova era, que dá aos médicos uma maior certeza e eficácia. “Quando falamos de robots, não são eles que realizam a cirurgia, mas somos nós, médicos, que controlamos uma consola, com o robot a fazer os movimentos.”

Por uma medicina “mais humana”

A forma como a tecnologia pode mudar a área da saúde, o seu impacto e consequências, foram temas em destaque na HealthConf, o espaço dedicado à Saúde naquela que é considerada uma das maiores conferências de tecnologia do mundo.

Da realidade virtual, passando pela realidade aumentada ou os novos dispositivos, discutiu-se a questão dos dados e da sua proteção e a forma como a revolução tecnológica pode mudar os cuidados de saúde. Roy Smythe, da Philips, acredita que a tecnologia pode mesmo torna a medicina “mais humana”.

Um aparente paradoxo, que o especialista se apressa a esclarecer, referindo-se ao “burnout, que afeta cada vez mais profissionais de saúde e que está sobretudo relacionado com a perda do controlo do tempo”. Em relação especificamente à Inteligência Artificial (IA), considera que esta tem o poder de “devolver tempo aos clínicos”.

“Ao dar apoio na decisão clínica, melhora os tempos, dando aos profissionais de saúde a possibilidade de estarem mais com os seus doentes.” A tecnologia, garante, não vai substituir os médicos. “Vai, sim, melhorar o seu trabalho.”

médicos para os doentes crónicos

PICASO, a inovação ao serviço dos doentes crónicos

Por | Investigação & Inovação

São cada vez mais os doentes que acumulam problemas de saúde. E mais serão os doentes crónicos, resultado do envelhecimento populacional. Doentes que precisam de tratamento médico prestado por vários especialistas. Como fazer com que a informação seja partilhada por todos os envolvidos é o desafio, ao qual o projeto europeu PICASO quer responder.

PICASO, ou Abordagem Personalizada de Cuidados Integrados para Organizações de Serviços, está a criar ferramentas e modelos de cuidados, tem como base uma plataforma web, que visa a partilha de informações entre os diferentes especialistas médicos envolvidos no tratamento e a ajuda aos doentes na gestão dos seus problemas de saúde.

O objetivo é melhorar a comunicação entre todos os atores envolvidos no tratamento, permitindo que cardiologistas, reumatologistas, radiologistas, médicos de clínica geral, fisioterapeutas, enfermeiros e familiares dos doentes partilhem informações de forma mais eficaz.

Vantagens para médicos e doentes

As vantagens são muitas e às já descritas junta-se o empowerment dos doentes crónicos, resultado do acesso às informações sobre seu estado de saúde pessoal.

Isto porque a plataforma disponibiliza o plano de cuidados individuais do doente e as atividades planeadas para um dia específico. Por exemplo, quando deve ser tomada uma medicação específica ou feita uma medição da pressão arterial.

O doente pode também ter lembretes para atividades planeadas, assim como visualizar os resultados das medições feitas em forma de gráficos.

Para os médicos, é possível descobrir rapidamente quais os outros profissionais de saúde que estiveram envolvidos no tratamento do doente e quais as informações de diagnóstico já disponíveis, podendo usar o programa para configurar planos de cuidados.

Testes com doentes de Parkinson

O programa, nas suas múltiplas vertentes, está a ser alvo de testes, em Roma, com doentes com Parkinson e os seus familiares, que podem usar um tablet para aceder ao painel do doente, por exemplo, para verificar se confirmou todas as tarefas necessárias do dia.

“Queremos descobrir se este tipo de aplicação pode ajudar os cuidadores nas suas tarefas”, explica Henrike Gappa, um dos investigadores do projeto.

Cirurgia para tratar a obesidade

Especialista em obesidade vai ser o primeiro português a operar ao vivo em congresso internacional

Por | Bem-estar

Rodrigo Oliveira, coordenador do departamento de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do Hospital da Cruz Vermelha, vai ser o primeiro português a realizar uma cirurgia ao vivo com recurso a uma das inovações cirúrgicas no tratamento da obesidade, no congresso da Federação Internacional para a Cirurgia de Obesidade e Distúrbios Metabólicos (IFSO), que se realiza no Dubai, de 26 a 29 de setembro.

Das cirurgias robóticas, à embolização vascular, passando pelas cirurgias feitas através de endoscopia, têm sido muitos e importantes os avanços cirúrgicos para o tratamento da obesidade. “Nos últimos 10 anos, têm surgido vários tratamentos com resultados excelentes. A gama de opções de tratamento invasivo, seja ele minimamente invasivo, até às cirurgias modernas, é muito grande”, confirma o especialista.

Rodrigo Oliveira, que tem dupla nacionalidade (portuguesa e brasileira), vai ainda ser protagonista de um debate sobre as reintervenções na obesidade, ou seja, quando os doentes já operados voltam a recuperar o peso perdido.

Obesidade, um problema de múltiplas especialidades

O congresso realiza-se numa altura em que, de acordo com Rodrigo Oliveira, “já se entendeu que a obesidade não é apenas um problema de peso”. Tanto que, hoje, a cirurgia destinada a tratar o problema deixa de ser conhecida como bariátrica, para passar a ser metabólica.

“Fomos descobrindo, ao longo das últimas décadas e sobretudo dos últimos 10 anos, vários tratamentos, principalmente invasivos, tratamentos cirúrgicos com resultados excelentes para o tratamento da obesidade. Inovação que já estamos a usar no Hospital da Cruz Vermelha, onde as cirurgias são chamadas de metabólicas.”

Aqui, aos cirurgiões juntam-se especialistas de várias áreas, desde a endocrinologia à nutrição. “Porque o facto só de operar não adianta. O doente tem que ser operado e depois ter um acompanhamento especializado. Mais ainda, se ficar gordo e tiver doenças metabólicas, pode vir a sofrer de cancro, pode perder a visão devido aos diabetes, pode ter que amputar uma perna, ter uma insuficiência renal e fazer diálise. Quer dizer, a perda dele é muito grande. E não é a operação que resolve tudo.”

postais digitais para doentes internados

Mensagens em formato digital para os doentes internados no SNS

Por | País

É, para já, uma funcionalidade apenas disponível no Centro Hospital do Tâmega e Sousa. Mas em breve, todos os os doentes internados em instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão poder receber mensagens de familiares e amigos, os chamados postais digitais.

A ideia é lançada em jeito de celebração dos 39 anos do SNS. E trata-se de uma nova funcionalidade tecnológica, desenvolvida pelo Ministério da Saúde.

“São postais ilustrados temáticos, em suporte digital, que permitem a quem está internado receber mensagens de familiares e amigos, em épocas festivas e especiais, eliminando distâncias geográficas, proporcionando maior bem-estar durante o período de internamento e, deste modo, contribuindo para uma recuperação mais rápida”, revela a tutela.

Aceder, escolher e enviar

Para compor estes postais, o utilizador tem de aceder à respetiva funcionalidade através da área do cidadão do Portal SNS, ou pelo site da entidade hospitalar pretendida, selecionar o tema, a imagem alusiva e preencher o formulário com a mensagem e os dados do cidadão internado.

A validação dos dados é feita pela instituição hospitalar e, depois disso, o postal é entregue ao cidadão internado.

No caso dos hospitais que já aderiram ao projeto de desmaterialização, o postal é mostrado num tablet. Se o processo ainda não estiver totalmente implementado, o mesmo é entregue em suporte papel. Caso o cidadão já não esteja internado, os serviços administrativos enviam o postal para a sua residência.

Uma iniciativa que pretende “reforçar ainda mais a proximidade dos cidadãos aos serviços de saúde, fomentando a literacia digital em saúde”.