medicina dentária em Lisboa

Lisboa tem serviço de medicina dentária gratuito para crianças e jovens

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Chama-se SOL, está em Lisboa e destina-se aos jovens até aos 18 anos. O Saúde Oral em Lisboa é uma iniciativa da Santa Casa da Misericórdia da capital e trata-se de um serviço de medicina dentária gratuito, para as crianças e jovens que residem ou estudem em Lisboa.

Situado na Avenida Almirante Reis, é composto por 11 gabinetes, onde serão exercidas oito especialidades distintas, dando resposta, de acordo com Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa, pretende complementar o Serviço Nacional de Saúde, contribuindo “para preencher lacunas existentes”.

Com equipamentos modernos e de avançada tecnologia, promete disponibilizar um conjunto de serviços abrangente para crianças e jovens, em todas as especialidades médico-dentárias, promovendo a saúde oral desde o nascimento e “apostando na prevenção da doença e na orientação das famílias para a adoção de comportamentos e estilos de vida saudáveis, que contribuem para o bem-estar físico, mental e social das crianças e jovens”.

Trata-se, acrescenta, de “um espaço onde as famílias podem sentir que os seus filhos são bem acolhidos, bem cuidados e que estão a contribuir para que sejam adultos mais saudáveis no futuro”.

O primeiro de vários serviços de medicina dentária?

Este pode bem ser o primeiro de vários espaços, a julgar pelas palavras do provedor que, na inauguração do SOL, onde estiveram presentes, entre outros, o presidente da Câmara de Lisboa, a ministra da Saúde e o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que mostrou disponibilidade para “ir mais além” e ter mais SOL espalhados pela cidade de Lisboa.

anemia na gravidez

Especialistas nacionais recomendam rastreio universal da anemia às grávidas

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Reconhecida como um problema global de saúde pública, a anemia afeta cerca de um quarto da população mundial, entre os quais muitas grávidas. Uma situação que levou a Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal (SPOMMF) a recomendar que se passe a fazer o rastreio deste problema de saúde e da ferropenia, ou seja, da deficiência de ferro, a todas as grávidas

A Organização Mundial da Saúde estimava, em 2011, uma prevalência de anemia nas grávidas de 38%, valor que chega aos 26% na Europa. Por cá, os dados do estudo EMPIRE, que caracterizou a sua prevalência na população portuguesa, confirmaram este problema.

Tendo em conta que “a anemia ferropénica é a causa mais frequente de anemia gestacional”, a SPOMMF publica um conjunto de Normas de Orientação Clínica referentes à Anemia na Gravidez e no Puerpério, das quais fazem parte a recomendação do rastreio.

Este deve ser feito antes da conceção e/ou no 1º trimestre, entre as 24 e 28 semanas de gravidez, assim como no 3º trimestre de gestação.

É ainda “essencial que todas as mulheres recebam aconselhamento dietético, relativamente a como aumentar a ingestão e absorção de ferro”, como forma de prevenção, lê-se no documento.

Deficiência de ferro e anemia: um risco para mãe e bebé

Nesta fase da vida da mulher, o défice de ferro pode assumir várias formas, desde uma ausência de reservas de ferro ainda sem a presença de anemia, até à existência da mesma, associada à deficiência de ferro.

Uma situação que aumenta o risco para as futuras mamãs, que enfrentam problemas como pré-eclâmpsia, descolamento prematuro de placenta, falência cardíaca e até morte, mas também para o feto. É que, também para este, poderão ocorrer consequências graves (parto pré-termo, restrição no crescimento do feto e até morte fetal).

As normas, agora publicadas, incluem ainda as melhores opções para tratar os diferentes tipos de anemia na gravidez, assim como a necessidade de suplementação, não só com ácido fólico, que “é uma medida universalmente preconizada para a prevenção dos defeitos do tubo neural”, mas também com ferro, em mulheres sem anemia.

cirurgia às varizes

Operações às varizes com melhores resultados quando feitas por especialista

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Nas cirurgias às varizes, ser especialista na matéria tem impacto? Essa foi a questão que serviu de mote a uma avaliação feita por um grupo de investigadores nacionais, tendo em conta que mais de metade destas cirurgias são feitas por médicos sem formação na especialidade.

A resposta, essa não deixa dúvidas: os doentes operados por um especialista em cirurgia vascular têm melhores resultados e uma recuperação mais rápida do que aqueles que são operados por um cirurgião geral.

O estudo, realizado por especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e coordenado por Sérgio Sampaio, docente e investigador da FMUP, avaliou mais de 150 mil pessoas operadas às varizes entre 2004 e 2016, em todos os hospitais públicos portugueses.

Destas, escolheram-se 315 para responder a perguntas relacionadas com a satisfação e o período pós-operatório. E foi a partir destas respostas que foi possível confirmar que a recuperação é mais rápida quando o procedimento é realizado por um cirurgião vascular: os doentes faltaram menos dias ao trabalho (média de 27 dias vs. 40 do grupo geral) e levaram menos tempo a retomar a prática de atividade física (41 dias vs. 60 do grupo geral).

Mulheres mais afetadas pelas varizes

No que diz respeito à alta, o mesmo estudo confirma que esta é mais rápida quando a intervenção é levada a cabo por especialista. Nestes casos, a taxa de hospitalização prolongada é de apenas 3%, contra os 14% no grupo operado por um cirurgião geral.

E é também menor a necessidade de uma nova intervenção cirúrgica: 13,5% vs. 8,2%.

Apesar de ser semelhante a satisfação geral e melhoria da qualidade de vida em ambos os grupos, já os casos de insatisfação estética são mais frequentes no grupo intervencionado por um cirurgião geral, que revelaram a existência de piores cicatrizes cirúrgicas (2,8% vs. 2,1%) e um maior número de varizes residuais (2,4% vs. 1,7%). 

Recorde-se que, de acordo com os dados disponíveis, a prevalência da Doença Venosa Crónica atinge entre 20 e 25% da população portuguesa, sobretudo mulheres.

Campanha alerta para tumor raro que afeta os olhos dos mais pequenos

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Chama-se retinoblastoma, é um tipo de tumor raro que atinge a retina, que pode ser fatal e que, em cerca de 90% dos casos, ocorre em crianças com menos de cinco anos. Porque aqui o diagnóstico precoce “faz toda a diferença”, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) lançou uma campanha nacional que tem um objetivo: sensibilizar para este tumor.

‘Pare e olhe nos olhos’. É este o apelo feito, inserido numa campanha destinada sobretudo aos profissionais de saúde, entre os quais os médicos de medicina geral e familiar e os pediatras, que passa pela distribuição de panfletos por todos os centros de saúde e serviços de pediatria a nível nacional.

O alerta, esse vai para a necessidade de um diagnóstico precoce do retinoblastoma, uma vez que, segundo explica Joaquim Murta, diretor do Centro de Referência Nacional de Onco-Oftalmologia, do CHUC, “as crianças aparecem tardiamente e este é um tumor que quanto mais precoce, maiores são as probabilidades de sobrevivência do olho e da não utilização de tratamentos mais evasivos”.

Mais de 30 crianças diagnosticadas com este tumor raro

A funcionar desde 2015, o centro já tratou 36 crianças com este tumor, 23 das quais portuguesas. Destas, “80% chegam em fase tardia e tivemos que retirar, em 11 doentes, o olho, porque já chegaram mais tarde”, afirma Guilherme Castela, responsável pela área de oftalmologia do centro.

O diagnóstico é fácil, refere Joaquim Murta, sendo um dos sintomas um reflexo branco na pupila, observador em ambientes de pouca luz ou numa fotografia tirada com flash e sem a câmara estar configurada com a remoção automática do olho vermelho.

novos espaços de análises clínicas

Braga e Santo Tirso têm dois novos centros de análises clínicas

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Braga e Santo Tirso são as localidades nacionais que acabam de inaugurar dois novos centros de análises Synlab, nas clínicas Expresso Saúde e Clitirso, respetivamente.

As duas clínicas dispõem de acordo com o Serviço Nacional de Saúde e principais seguradoras, disponibilizando todas as análises gerais e de rotina, análises de genética e testes especiais com grande interesse da população, como rastreios pré-natais, teste de intolerância alimentar, de alteração do sono e do stress, impacto da genética no desporto e nutrição, entre muitos outros.

Os clientes podem ainda solicitar o envio de resultados por email e/ou urgentes com entrega no próprio dia, para sua maior comodidade.

Estas parcerias estão inseridas no plano de expansão do Grupo Synlab, que dispõe atualmente de 415 unidades de saúde em Portugal.

O objetivo principal da marca para 2019 é aumentar o acesso da população ao serviço de análises clínicas através da inauguração de mais espaços, implementação de novas unidades de negócio e lançamento de testes especiais inovadores destinados à prevenção, saúde e bem-estar.

ciclone Idai em Moçambique

Vice-ministro da Saúde de Moçambique faz balanço sobre ajuda portuguesa

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João Leopoldo da Costa, vice-ministro da Saúde de Moçambique, vai visitar o Heart Center do Hospital Cruz Vermelha no dia 4 de julho, próxima quinta-feira, pelas 11h30.

Na companhia de Francisco George, presidente nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, o responsável pela pasta da saúde moçambicana vai conhecer as instalações do centro inovador em Portugal, especializado em tratamentos cardiovasculares, aberto 24 horas por dia, 365 dias por ano.

O momento servirá ainda para fazer um ponto de situação sobre a Operação Embondeiro por Moçambique, uma iniciativa da Cruz Vermelha Portuguesa e da Médicos do Mundo, no âmbito da resposta humanitária às vítimas do Ciclone Idai. 

Recorde-se que, a 14 de Março de 2019, as chuvas torrenciais e ventos fortes devastaram a Cidade da Beira, resultando em centenas de mortes e milhares de desalojados. 

As marcas deixadas pela fúria da natureza continuam ainda bem presentes na região, que continua a lutar por uma normalidade que tarda em chegar. 

centro antivenenos

Maioria das chamadas para centro antivenenos motivadas por erros na medicação

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Mais de metade (63%) das consultas telefónicas realizadas, em 2018, para o Centro de Informação Antivenenos (CIAV), do Instituto Nacional de Emergência Médica, estavam associadas a problemas com medicamentos, sobretudo enganos na toma, seguindo-se a exposição a produtos de utilização doméstica, como lixívias ou detergentes (cerca de 19%), sendo 5% dos casos relacionados com a exposição a pesticidas.

Em 65% das situações, as intoxicações ocorreram em adultos e 33% em crianças, sendo de salientar que, entre as crianças, a esmagadora maioria dos casos (63%) verificaram-se entre o primeiro e o quarto anos de vida.

Por ano, este serviço recebe qualquer coisa como 30 mil chamadas e, a partir de agora, tem à um novo número de contacto gratuito – 800 250 250, deixando de ter qualquer custo associado, o que facilita o acesso a todos os cidadãos.

Serviço antivenenos dá resposta sete dias por semana

A funcionar ao longo das 24 horas do dia, sete dias por semana, o serviço é assegurado por pessoal médico especializado, disponível através de uma linha telefónica exclusiva.

Trata-se de um centro médico de consulta telefónica na área da toxicologia, responsável pela prestação, em tempo útil, das informações necessárias e adequadas a profissionais de saúde ou ao público em geral, visando uma abordagem correta e eficaz a vítimas de intoxicação.

De acordo com as informações disponibilizadas, presta informações toxicológicas sobre todos os produtos existentes, desde medicamentos a produtos de utilização doméstica ou industrial, produtos naturais, plantas ou animais.

Além do atendimento telefónico de urgência, o CIAV colabora ainda em ações de formação, desenvolve medidas de prevenção e, com base na informação disponível e permanentemente atualizada, presta apoio na elaboração de estudos, trabalhos de investigação ou de análise estatística na área das intoxicações em Portugal.

Dia da transplantação

Acaba de nascer o Dia Nacional do Transplante

Por | País

Há muito que a Sociedade Portuguesa de Transplantação o reclamava, como forma de reconhecimento aos dadores e famílias e aos profissionais de saúde, e ainda para recordar à sociedade que a doação de órgãos ajuda a salvar a vida ou contribui para melhorar a qualidade de vida de muitos doentes. Nesse sentido, o Governo decidiu instituir o dia 20 de julho como Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação.

O diploma que o torna oficial foi publicado esta sexta-feira (28), em Diário da República. No documento, é reforçada a importância da transplantação de órgãos para a saúde dos doentes, “na medida em que oferece grandes benefícios terapêuticos e é, em situações de falência terminal de órgãos, o único tratamento disponível”.

E é ainda salientado que a disponibilidade de órgãos para transplantação “depende exclusivamente da generosidade dos cidadãos, da sua predisposição para a dádiva voluntária e gratuita em vida ou após a morte”.

“A doação de órgãos é um gesto de extremo altruísmo, um dos maiores atos de generosidade entre os seres humanos.”

50 anos de transplantação em Portugal

Realizado com rim de dador vivo, o primeiro transplante de órgãos em Portugal foi feito no dia 20 de julho de 1969, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, por uma equipa médica liderada pelo Professor Linhares Furtado.

Mais de uma década depois, em 1980, foram feitos os primeiros transplantes com rim de dador falecido. Sucederam-se outros transplantes de órgãos, fígado, coração, pâncreas, pulmão, bem como transplantes de tecidos e células.

Nos últimos 30 anos a transplantação em Portugal tem tido um desenvolvimento notável, assistindo-se a um aumento progressivo dos níveis de doação e a uma evolução técnica e organizacional que colocaram Portugal na vanguarda da transplantação mundial.

doação de sangue

IPO Lisboa quer mais dadores de sangue

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Em 2018, o IPO Lisboa registou 4.120 dádivas de sangue, de um total de 4.527 dadores inscritos, 1.150 dos quais novos dadores. Agora, por ocasião do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinala no próximo dia 14, o IPO Lisboa inaugura as novas instalações do Serviço de Imunohemoterapia (SIH) e apela à dádiva, para conseguir ultrapassar o desejado: 20 dádivas diárias.

No novo espaço, que está em funcionamento desde março de 2019, concentram-se todas as valências do serviço: Banco de Sangue, Laboratório de Imunohematologia, Hospital de Dia de Transfusão e Unidade de Dadores de Sangue. 

Obras que representaram um investimento de cerca de 700 mil euros e visam melhorar as condições de tratamento dos doentes, aumentar a capacidade do serviço na área das colheitas/dadores de sangue e oferecer as melhores condições de trabalho aos profissionais de saúde.

Aumentar as dádivas de sangue

“A ampliação e requalificação das instalações do Serviço de Imunohemoterapia insere-se num plano integrado de melhoria e continuidade do IPO, que visa melhorar as condições de prestação de cuidados para os doentes e profissionais e responder ao crescente aumento da procura de cuidados em oncologia”, sublinha em comunicado Sandra Gaspar, vogal executiva do Conselho de Administração.

Neste dia, explica Dialina Brilhante, diretora do SIH do IPO Lisboa, “queremos realçar a importância da doação de sangue e de componentes na nossa instituição, com o objetivo ultrapassar as 20 doações por dia. Queremos aumentar o número de dadores e de dádivas para podermos fazer face às necessidades crescentes: cerca de 1.700 doentes, nove mil concentrados de eritrócitos e entre 15 a 20 mil concentrados de plaquetas”.

Para a médica, a mensagem do IPO Lisboa é clara: “Queremos continuar a contar com os dadores regulares e lembrar os mais jovens que a dádiva de sangue ou de componentes é um dever de cidadania e um gesto de generosidade e de solidariedade que permite salvar vidas”.

doentes satisfeitos com IPO Lisboa

Doentes satisfeitos com o IPO Lisboa

Por | País

Os doentes em tratamento no Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO Lisboa) confiam nos profissionais de saúde, sentem-se seguros e reconhecem a qualidade do trabalho desenvolvido, apreciam o conforto dos serviços de internamento, sente-se respeitados e estão muito satisfeitos com a assistência e o acompanhamento que recebem. Quem o diz são os próprios, na sequência da resposta ao Inquérito de Satisfação dos Utentes realizado no final de 2018.

Foram, ao todo, contabilizadas 929 respostas de doentes do internamento e do ambulatório, 56% dos quais mulheres. Metade vive no distrito de Lisboa, 45% têm o ensino secundário e 22% têm nível de ensino superior. Quase três em cada 10 (28%) vão ao IPO Lisboa entre uma a seis vezes por ano, 12% duas a três vezes por mês e 8% uma vez por semana.      

Além do grau de satisfação, o questionário distribuído visa avaliar as necessidades e as expectativas dos utentes. E nesta matéria, as principais sugestões passam por um atendimento telefónico mais rápido e eficiente, realização das consultas médicas às horas marcadas e reforço do número de profissionais nalguns setores.

Curiosamente, nas propostas que fazem, alguns doentes referem mesmo que é urgente “desbloquear” as contratações de pessoal e remunerar melhor os recursos humanos do setor público da saúde, pois “nestas condições é humanamente impossível fazer mais”.      

Pedida melhoria na comunicação médico/doente no IPO Lisboa

De entre as áreas avaliadas, destacam-se também a relação com os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos, administrativos, assistentes operacionais) e a qualidade e a segurança dos atos clínicos e administrativos, todos com índice de satisfação que varia entre os 90 e os 98%.

Quanto à informação prestada pelos diferentes grupos profissionais, mais de 80% consideram-se satisfeitos, mas a melhoria da comunicação médico/doente é um dos pontos onde muitos utentes desejam ver melhorias.            

Os doentes pedem ainda salas de espera mais confortáveis e acolhedoras, menos tempo no transporte residência/hospital/residência, mais conforto e privacidade no Hospital de Dia e no Serviço de Atendimento não Programado, mais informação na área da nutrição/alimentação, aumento do número de lugares de estacionamento e melhoria dos arruamentos.      

No geral, a limpeza, o conforto e a privacidade das instalações também merecem uma avaliação muito positiva. Já a sinalética é considerada boa, tendo vários doentes sinalizado a necessidade de melhorar a informação sobre a localização de alguns serviços, no interior do IPO Lisboa.