oftalmologia

Oftalmologistas criam solução para as longas listas de espera

Por | País

No Dia Mundial da Visão, que se assinala esta quinta-feira, Fernando Falcão Reis, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), relembra que “zelar para que não seja posta em risco a saúde das pessoas é um dever a que SPO está obrigada por estatuto. Assim, é neste contexto, de defesa da saúde ocular dos portugueses, que a SPO decidiu avançar com a associação COESO – Consultórios de Especialistas de Oftalmologia”.

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conjuntivite alérgica

Como proteger os olhos e aliviar os sintomas da conjuntivite alérgica

Por | Bem-estar

Comichão, olhos vermelhos, desconforto. Os sinais indicam a presença de um problema que já é costume para muitos na primavera: a conjuntivite alérgica. É para ele que alerta a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

Luís Torrão, oftalmologista da SPO, começa por explicar que “a conjuntivite, uma inflamação da conjuntiva, a túnica fina que reveste o globo e a pálpebra, pode ser de causa infeciosa ou não infeciosa”.

Acrescenta ainda que, de “entre as não infeciosas, as conjuntivites alérgicas são as mais comuns, atingindo uma larga margem dos pacientes, sendo os principais sintomas apontados: ardor nos olhos, os olhos vermelhos, o lacrimejo, o inchaço e/ou a dor ou desconforto nos olhos”.

Atenção redobrada ao ar livre

Pela sua epidemiologia, a conjuntivite alérgica acaba por ser mais penosa para as pessoas em momentos sazonais, como na primavera, especialmente se forem adeptos de exercícios ao ar livre.

“Isto acontece porque as pessoas ficam mais expostas ao elevado nível alergénios, como por exemplos os pólens típicos da primavera”, explica o oftalmologista da SPO.

De forma a proteger os olhos e a aliviar os sintomas de quem pratica exercício físico ao ar livre e sofre de conjuntivite alérgica, a SPO deixa conselhos importantes.

Saiba então que podem ser utilizados colírios adequados à diminuição da carga de alergénios, como as lágrimas artificiais, ou agentes terapêuticos (anti-histamínicos tópicos ou sistémicos).

Devem-se evitar zonas de maior concentração de alergénios aquando a prática desportiva, sendo também importante não usar lentes de contacto. Se necessário, optar por proteções oculares certificadas à medida de cada modalidade desportiva que podem proteger tanto os sintomas da conjuntivite, como outros problemas maiores;

Sempre que tiver com as mãos em contacto com a natureza, lave-as antes de mexer nos olhos. “Mas, mais importante que tudo, deve consultar o seu médico oftalmologista porque cada caso é um caso e com a prevenção certa poderá fazer todo o tipo de exercício físico ao ar livre sem prejudicar a sua visão”, termina o especialista.

risco de glaucoma

Diagnóstico precoce, a única fórmula para travar o glaucoma

Por | Bem-estar

É uma doença grave. Uma doença que pode roubar a visão e que o faz, muitas vezes, sem grandes avisos prévios. Por ocasião da Semana Mundial do Glaucoma, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) associa-se a esta iniciativa e deixa o alerta: o glaucoma é a principal causa evitável de cegueira irreversível.

Tanto que, em 2040, estima-se que mais de 110 milhões de pessoas venham a ter a doença. A prevenção, através da visita a um especialista e da realização de exames de rotina, é a melhor forma de o evitar.

“O glaucoma, sendo uma doença potencialmente grave, tem tratamento que, quando instituído atempadamente, pode manter uma boa qualidade de vida”, garante Flávio Alves, especialista do Grupo Português do Glaucoma, da SPO.

Por cá, refere o especialista, “tal como nos países ocidentais, a percentagem de doentes com glaucoma varia entre 2,0 a 2,5% sendo mais frequente nas faixas etárias mais elevadas”. O que significa, contas feitas, que cerca de 200 mil pessoas sofrem com a doença no País.

“O diagnóstico precoce é fundamental”, reforça o médico, “uma vez que permite melhores resultados com o tratamento. Além disso, as lesões provocadas pelo glaucoma (perda do campo visual) são irreversíveis e mais graves com a evolução da doença”.

Consultas regulares podem fazer a diferença

Não havendo história familiar de glaucoma, o especialista considera que, “pelo menos aos quarenta anos, deve-se efetuar uma consulta com o médico oftalmologista para despiste da doença”.

Uma periodicidade que varia em função daquilo que for encontrado na primeira consulta que, “no caso de normalidade, deverá ser de dois em dois anos, mas deverá ser mais frequente com a evolução da idade e a presença de doença”.

O principal fator de risco do glaucoma é a hipertensão ocular, ainda que, explica o médico, existam outras, como “a herança genética, alterações vasculares, a raça (nomeadamente a negra e a asiática)”.

E apesar da prática de exercício físico poder ter vantagens, uma vez que permite a redução da pressão intraocular e uma melhoria na circulação a nível ocular, “em glaucomas avançados, no entanto, assim como no Síndrome de Dispersão Pigmentar, o exercício pode não ser benéfico”.

O especialista realça que “a consulta com o médico oftalmologista é importantíssima, especialmente nos casos em que há história familiar positiva”.

E acrescenta que, quando diagnosticado e instituído o tratamento, “é mandatório cumprir as instruções, quer no uso da medição, quer na realização de consultas e exames periódicos, para uma melhor monitorização da doença”.

doença rara pode causar cegueira

É preciso mais informação sobre doença rara que pode levar à cegueira

Por | País

Nas vésperas do Dia Mundial das Doenças Raras, que se assinala no próximo dia 28, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) alerta para a necessidade de “cuidados altamente diferenciados e integrados em equipas multidisciplinares” para os doentes com mucopolissacaridoses, um conjunto de doenças hereditárias do metabolismo, raras, que podem causar cegueira.

Augusto Magalhães, da SPO, considera que, pelo facto de serem raros os casos, “as pessoas e os próprios profissionais de saúde estão menos familiarizados com as manifestações e com os cuidados que se impõem a estes doentes”, o que torna mais difícil o seu diagnóstico e tratamento atempado. Tratamento que pode mesmo evitar a cegueira.

Alterações oculares podem causar cegueira

São vários os tipos de mucopolissacaridoses, doenças que resultam da “diminuição da atividade de uma enzima lisossómica específica”, o que está na origem de alterações a vários níveis, sendo as mais frequentes o “fácies característico de aspeto grosseiro, atraso de crescimento que leva a nanismo, alterações ósseas e articulares, alterações cardiovasculares, órgãos internos de volume aumentado (por ex. fígado aumentado, podendo ser palpado)”.

As alterações ao nível do aparelho respiratório passam por “infeções respiratórias recorrentes. Em alguns tipos existem alterações neuro-cognitivas de gravidade muito variável”, refere o especialista.

No caso dos olhos, estes são afetados “por depósitos corneanos que provocam opacificação da córnea, depósitos nas estruturas de escoamento do olho provocando glaucoma, depósitos na retina provocando retinite pigmentar, e depósitos na esclera, na bainha do nervo ótico e no próprio nervo ótico, provocando neuropatia ótica”, refere o especialista.

Alterações que todas elas, “contribuem para perda da visão, que pode, a partir de um certo estadio evolutivo, ser irreversível”.

Doença rara afeta cerca de uma centenas de doentes em Portugal

Embora não exista possibilidade de evitar a doença, há formas de a tratar, “sobretudo para os tipos I, II e VI. Para estes, o tratamento atual de eleição é o enzimático de substituição, já aprovado”.

Em Portugal, considerados todos os tipos das mucopolissacaridoses, “estima-se que existam entre 90 e 100 casos. Em tratamento existem atualmente (dados de 2017) 31 casos: oito do tipo I, oito do Tipo II, três do tipo IV A e 12 do tipo VI”.

oftalmologistas com nova liderança

Oftalmologistas têm um novo líder

Por | País

A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) tem um novo presidente. Fernando Falcão Reis, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e diretor do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar de São João, assume agora os destinos desta sociedade de médicos oftalmologistas.

Doutorado em medicina, com agregação em oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ao longo da sua atividade o especialista tem desempenhado vários cargos, para além dos atuais, realçando-se os de consultor de oftalmologia da carreira médica hospitalar, regente da disciplina de oftalmologia do mestrado integrado de medicina e diretor do Serviço de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do Porto.

Segundo Fernando Falcão Reis, “os objetivos a curto prazo da nova direção passam por manter a SPO a funcionar com o mesmo dinamismo e eficiência que caracterizaram a atuação da direção anterior, liderada por Manuel Monteiro Grillo, mas tudo isto com uma equipa nova, e por consequência, com novas ideias”.

Aposta na divulgação científica

A divulgação científica vai manter-se uma aposta. O médico confirma que, por isso, já estão a ser organizar as próximas reuniões científicas promovidas pelos oftalmologistas, como a do Grupo Português de Glaucoma, que se realiza em Braga, no próximo mês de março. 

“A SPO é uma sociedade madura, com crédito científico firmado, aceite e respeitada nos organismos internacionais”, reforça o novo presidente.

“Tem sido governada por comissões de colegas de grande prestígio entre os pares e, ao longo das últimas décadas, é de inteira justiça considerar que foi bem governada. Pretendemos continuar a procurar ser agentes catalisadores das mudanças que os sócios sentem ser necessárias, principalmente dar resposta aos anseios dos mais novos e às preocupações dos mais velhos, de forma a defender e a valorizar a SPO e a profissão”, conclui.

oflatmologistas alertam para saúde visual

Oftalmologistas denunciam risco para a saúde visual dos portugueses

Por | País

A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) e o Colégio de Especialidade de Oftalmologia da Ordem dos Médicos uniram as suas vozes num esclarecimento à população sobre a ação dos optometristas, profissionais que reclamam um papel no Serviço Nacional de Saúde (SNS), algo que os especialistas em oftalmologia consideram “um grande risco para os doentes” e para a saúde visual dos portugueses.

“A pressão mediática destes grupos, que se tem sentido em forma de artigos sobre temas do foro médico, como de médicos especialistas se tratassem, e reuniões para promover a prática de rastreios de doenças que, pela complexidade da sua abordagem, exigem cuidados altamente diferenciados, transformou-se mesmo em pressão sobre alguns partidos políticos”, referem, em comunicado.

O mesmo onde dão conta da existência “de várias propostas legislativas, nomeadamente do PAN e do PCP, bem como uma interpelação à tutela pelo grupo parlamentar os Verdes, relativamente à sua incorporação nos cuidados de saúde primários do SNS”.

Formação médica questionada

Os especialistas em oftalmologia reforçam que “que o oftalmologista é um médico com seis anos de formação específica em medicina geral e que, para além da sua formação básica, fez uma especialização de mais quatro anos em oftalmologia médica e cirúrgica”, sendo mesmo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), “o pilar básico dos cuidados de saúde visual em qualquer sistema de saúde”.

Formação que comparam com aquela que é recebida pelos optometristas, que classificam como um grupo “muito heterogéneo em termos curriculares tendo, na melhor das hipóteses, três anos de formação no total. Em todo o caso, nenhum desses vários planos curriculares tem qualquer formação em saúde”.

A SPO e a Ordem dos Médicos volta a socorrer-se da OMS para, desta feita, reforçar que a existência dos optometristas “não traduz desempenho do sistema de saúde e sobretudo não traduz qualidade nas intervenções para reduzir a cegueira evitável”.

Por tudo isto, consideram que “a inclusão destes ‘profissionais’ no SNS sem uma regulamentação jurídica de competências adequada, com autonomia para a prestação de cuidados de saúde visual, sem supervisão por um oftalmologista, constituiria um enorme retrocesso na qualidade do serviço público e, por isso, um grande risco para os doentes”.

Faltam rastreios aos diabéticos

Menos de metade dos diabéticos fez um rastreio oftalmológico

Por | Bem-estar

Estima-se que, em Portugal, cerca de um milhão de pessoas vivam com diabetes. E nem metade destes portugueses fez um rastreio num oftalmologista, apesar dos olhos serem um dos órgãos que podem ser gravemente afetados pela doença, que se manifesta sob a forma de retinopatia diabética.

No Dia Mundial da Retina, que se assinala a 29 de setembro, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) recorda os dados do Programa Nacional para a Saúde da Visão e alerta para a necessidade dos rastreios, e envio em tempo útil para centros de diagnóstico e tratamento, capazes de impedir uma das consequências mais graves da doença, a cegueira.

“As pessoas com retinopatia diabética veem limitada a realização do seu potencial de vida, para além de se tornarem membros menos ativos na sociedade civil”, refere Carlos Marques Neves, oftalmologista e Coordenador do Grupo Português de Retina e Vítreo da SPO.

Esta situação pode ser evitada com um rastreio regular e tratamento oftalmológico eficaz, seguindo o exemplo de Inglaterra, em que a retinopatia diabética deixou de ser a principal causa de perda de visão dos 20 aos 64 anos.

Pelo menos 250 mil diabéticos com retinopatia

Apesar de não existirem dados definitivos sobre a prevalência da retinopatia diabética em Portugal, e sobre a perda de visão que lhe está associada, dados de um estudo recente avançam para a existência de pelo menos 250 mil diabéticos tipo 2 com retinopatia diabética, em vários estádios da doença.

No DR Barometer Study, 25% dos diabéticos inquiridos revelaram dificuldade em tratar a sua própria diabetes. Destes, 83% com retinopatia diabética ou edema macular diabético referem ter dificuldades em conduzir ou fazer atividades domésticas e 27% não discutem as complicações oculares com o seu médico.

Falta uma política de rastreios nacionais

Tratar a retinopatia diabética é possível, estando o sucesso do tratamento da mesma, que inclui a manutenção da visão, associado ao diagnóstico precoce. É aqui que entram os rastreios.

“Um doente com diabetes deve fazer regularmente um exame médico ocular para detetar as alterações iniciais da retinopatia diabética”, reforça Carlos Marques Neves.

“Mas sem um esquema nacional implantado a maioria dos diabéticos não realiza rastreios e ou seguimento adequado da sua retinopatia.”

Recentemente, a Direção-Geral da Saúde emitiu um conjunto de normas, 016/2018, dirigidas aos médicos do Serviço Nacional de Saúde, para a realização do rastreio da retinopatia diabética. Estas recomendações definem ainda o esquema de seguimento e orientação até ao tratamento, que implica a criação de centros de diagnóstico e tratamento integrado.

Quanto ao rastreio, define que deve ser feito com periodicidade, dependente dos anos de diabetes e do tipo de retinopatia existente. Por isso, a mensagem é apenas uma: “alerte o seu familiar diabético para o rastreio oftalmológico”.

Proteger os olhos contra a readiação do sol

Exposição ao sol aumenta risco de doenças oculares

Por | Bem-estar

Sabia que a radiação emitida pelo sol não causa apenas problemas na pele, podendo ter consequências nos nossos olhos? Que cataratas ou degenerescência macular ligada à idade podem ser lesões oculares causadas pelos raios solares? A prevenção é também aqui o melhor remédio, garante a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, que apela a maiores cuidados.

Os responsáveis pelos problemas na saúde ocular são os bem conhecidos raios ultravioleta (raios UV), conhecidos inimigos da pele e não só.

“Já são vários estudos que demonstram que as pessoas mais expostas à luz solar têm uma maior tendência para desenvolverem certo tipo de doenças oculares”, explica Manuel Monteiro Grillo, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

“Mais do que a ação aguda dos raios UV sobre os olhos (que provoca uma queimadura na superfície ocular – fotoceratite), é o efeito cumulativo de longos períodos expostos à luz solar que tem um efeito mais pernicioso sobre a visão”, acrescenta o especialista.

A melhor forma de prevenir

De forma a evitar a ocorrência de problemas oculares, Manuel Monteiro Grillo recomenda algumas medidas de prevenção essenciais, algumas já bem conhecidas dos portugueses, divulgadas em forma de cuidado para proteger a pele.

É o caso da exposição solar entre as 11h00 e as 16h00, intervalo de tempo em que a exposição aos raios UV é bastante mais elevada, que deve ser evitada não só para prevenir os cancros de pele, mas também como forma de manter saudável a visão.

Ao protetor solar, indispensável para quem se vai expor ao sol, devem juntar-se os óculos de sol, idealmente com lentes de proteção UV 100% ou com a maior  percentagem possível.

Os chapéus e bonés não devem faltar, chapéus com abas e/ou palas, que também são uma ajuda na proteção dos olhos, uma vez que este acessório proporciona uma barreira sobre a radiação solar direta através da sombra que proporciona.

Atenção os medicamentos. Se está a ser medicado, o cuidado deve ser redobrado, uma vez que os seus olhos podem estar mais sensíveis à luz solar. São vários os medicamentos fotossensíveis, mas destacam-se, por exemplo, alguns anti-histamínicos, antibióticos ou antidepressivos.  

Sintomas que devem levar ao médico

A SPO alerta ainda que se deve procurar imediatamente um oftalmologista quando, após exposição solar, se sintam os olhos vermelhos, ardor, sensação de corpo estranho ou visão enevoada, que podem ser sinais de alerta.