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Associação lança petição em defesa dos cuidados paliativos em Portugal

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Em Portugal, mais de 150 mil pessoas vivem anualmente com sofrimento associado a doença grave, progressiva e incurável. Destas, entre 70 a 85 mil morrem todos os anos sem acesso a cuidados paliativos, às quais se juntam milhares de crianças e jovens com doenças complexas que beneficiariam deste acompanhamento especializado. É para alertar para a necessidade imediata de cuidados com qualidade e dignidade até ao último momento que a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) lançou esta semana a petição “Reforçar os Cuidados Paliativos em Portugal é Urgente”.

A petição apela a um compromisso concreto da parte do Governo, exigindo para tal:

  1. A expansão das equipas comunitárias e intra-hospitalares de cuidados paliativos em todo o território nacional;
  2. O reforço da Rede Nacional de Cuidados Paliativos, através do aumento de camas e respostas especializadas para adultos e crianças, tanto em hospitais de agudos como na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados;
  3. A criação de incentivos e condições de fixação para profissionais especializados;
  4. O reconhecimento oficial da Medicina Paliativa como especialidade médica autónoma;
  5. O investimento estruturado na formação dos profissionais de saúde nesta área.

Nas palavras da presidente da APCP, enfermeira Catarina Pazes, “é urgente que exista um compromisso efetivo do Governo e do Ministério da Saúde com os cuidados paliativos. Portugal continua há mais de um ano sem a constituição de uma Comissão Nacional que possa orientar e fazer umprir uma estratégia clara para esta área tão essencial”.

Num momento em que Portugal enfrenta desafios graves como o envelhecimento da população, o aumento das doenças crónicas e a sobrecarga dos serviços de urgência, a ausência de uma visão estratégica para esta área continua a ser considerada pela APCP como “inaceitável”. “Atualmente não temos um modelo organizacional que responda às necessidades reais dos doentes e perpetua-se um modelo que falha nos cuidados de proximidade”, afirma Catarina Pazes.

A APCP reforça a sua total disponibilidade para colaborar com as entidades decisoras e reguladoras na procura de soluções concretas, para que quem necessita de acesso aos cuidados paliativos não tenha de continuar à espera.

A petição pode ser consultada e subscrita aqui: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT131164

Crédito imagem: iStock

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