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Campanha nacional alerta para o impacto da enxaqueca e promove rastreios gratuitos nas farmácias

campanha sobre enxaqueca

A enxaqueca afeta cerca de um em cada sete portugueses e continua a ser uma das doenças neurológicas mais incapacitantes e subdiagnosticadas em todo o mundo. Com o objetivo de sensibilizar a população para os sinais da doença, promover a literacia em saúde e facilitar o acesso à referenciação, as Farmácias Holon, em parceria com a AbbVie e com o apoio institucional da MiGRA Portugal – Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias, lançam a campanha nacional “4 é um sinal. Mais que 4 não é normal”.

A iniciativa decorre até 30 de novembro de 2026, nas Farmácias Holon de norte a sul do País, e destina-se a adultos com historial e/ou sintomatologia compatível com quadro de enxaqueca. Através da realização de rastreios e avaliação clínica, a campanha pretende contribuir para a identificação de situações que necessitem de acompanhamento médico e encaminhamento especializado.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a enxaqueca é a segunda principal causa de incapacidade a nível global e a principal causa de incapacidade entre mulheres com menos de 50 anos. Apesar da sua elevada prevalência e impacto significativo na qualidade de vida, continua a existir uma baixa taxa de diagnóstico e acompanhamento adequado.

Em Portugal, muitas pessoas continuam a desvalorizar sintomas frequentes, convivendo durante anos com crises incapacitantes sem acompanhamento clínico adequado. A campanha alerta para a importância do reconhecimento precoce dos sinais da doença, reforçando que episódios frequentes de dor de cabeça não devem ser encarados como normais.

“A enxaqueca continua a ser frequentemente desvalorizada, apesar do enorme impacto que tem na vida pessoal, familiar e profissional de milhares de portugueses. Muitas pessoas acabam por se resignar à doença, por acreditarem que ‘é normal’ viver com crises frequentes ou porque já têm casos semelhantes na família. No entanto, ter mais de quatro dias por mês com enxaqueca não deve ser banalizado e pode justificar avaliação médica e terapêutica preventiva. Esta campanha pretende, precisamente, ajudar a população a reconhecer sinais de alerta, promover o diagnóstico precoce e reforçar que existem opções de tratamento capazes de melhorar significativamente a qualidade de vida”, refere Madalena Plácido, presidente da MiGRA Portugal. “Os farmacêuticos podem desempenhar um papel fundamental neste processo, ajudando a reconhecer sinais de alerta e incentivando a procura de apoio especializado”.

O papel do farmacêutico

Caracterizada por episódios de dor de cabeça moderada a grave, náuseas, vómitos, sensibilidade à luz, som e odores e crises que podem durar entre quatro e 72 horas, a enxaqueca é uma doença neurológica complexa, influenciada por fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais. Entre os fatores desencadeantes mais frequentes encontram-se o stress, alterações do sono, desidratação, flutuações hormonais, estímulos sensoriais intensos, alterações ambientais e determinados hábitos alimentares.

Os farmacêuticos, como profissionais de proximidade, promovem medidas de educação e capacitação para uma melhor gestão da enxaqueca junto dos seus utentes. A adoção de hábitos de sono regulares, a hidratação adequada, a redução da exposição a estímulos intensos, bem como a monitorização das crises através de um calendário de registo, podem desempenhar um papel importante no controlo da doença e na melhoria da qualidade de vida.

Os rastreios realizados no âmbito da campanha incluem avaliação clínica orientada para referenciação médica sempre que necessário, promovendo uma abordagem mais próxima, preventiva e informada da doença.

Com a mensagem “4 é um sinal. Mais que 4 não é normal”, a campanha procura incentivar os portugueses a prestar maior atenção à frequência e impacto das dores de cabeça, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acesso a cuidados de saúde adequados.

Crédito imagem: Unsplash

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