cancro infantil

Cancro infantil: “Ter 100% das crianças curadas não é uma utopia”

Por | Cancro

Foi há uma década que a Fundação Rui Osório de Castro (FROC) se apresentou à sociedade portuguesa com uma missão: apoiar e proteger quem sofre com cancro infantil e os seus familiares, concentrando a sua atividade em duas grandes áreas – informar e promover a investigação. Dez anos depois, Cristina Potier, diretora-geral da fundação, acredita que “chegar a uma taxa de sobrevivência de 100% não é uma utopia”, uma vez que “a evolução da medicina e da ciência já nos trouxeram, em poucas décadas, os 80% de sobrevivência”.

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doentes queixam-se da oncologia

Associações de doentes alertam para “racionamento” no acesso aos cuidados em oncologia

Por | Cancro

Várias associações de doentes nacionais deixam o alerta, em forma de comunicado, para o agravamento dos cuidados de saúde em oncologia em Portugal, denunciado “o constante não cumprimento pelas entidades oficiais dos prazos para aprovação dos chamados medicamentos inovadores”, assim como “o atraso na aprovação das Autorizações de Utilização Excecional (AUE) e Programa de Acesso Precoce (PAP)”.

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cancro infantil

Portugal sem registo nacional dos casos de cancro infantil

Por | Cancro

Apesar de raras, as neoplasias são a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes, sendo responsáveis por 32% da mortalidade entre os cinco e os 14 anos e por 22% da mortalidade entre os 15 e os 18 anos, revelam os dados da Direção-geral da Saúde. Dados que chegam para perspetivar o futuro da oncologia pediátrica. Por isso, no mês de sensibilização para o cancro infantil, a Fundação Rui Osório de Castro, que comemora este ano uma década de trabalho, apela à importância da existência de um registo e de uma estratégia nacional para o cancro infantil.

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novo serviço para doentes oncológicos

SNS 24 com novo serviço para doentes oncológicos

Por | Cancro

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e a Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) assinaram um acordo que cria um novo serviço de triagem para doentes oncológicos que se encontram em tratamento de quimioterapia/imunoterapia. Disponível 24 horas por dia, terá como objetivo triar, aconselhar e, caso seja necessário, encaminhar os utentes oncológicos em tratamento para os serviços de saúde mais adequados.

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doentes com cancro querem ser ouvidos

Relatório internacional sobre cancro confirma: doentes são muitas vezes esquecidos

Por | Cancro

“Fazer a coisa certa pelos doentes.” Este é o pedido feito às autoridades de saúde, governos e tomadores de decisão pela iniciativa internacional de cancro All.Can, que divulgou um relatório onde alerta para a necessidade de planos e políticas de tratamento para o cancro que tenham em conta os doentes em todos os aspetos do tratamento.

“Os doentes são muitas vezes esquecidos quando se trata de planear cuidados para o cancro”, refere Alex Filicevas, responsável pelos assuntos da União Europeia na Coligação Europeia de Doentes com Cancro e membro do comité de direção da All.Can international.

“Com a prevalência, a complexidade e os custos do cancro a aumentar em todo o mundo, é imperativo ouvir o que os doentes dizem, que possa melhorar a sua experiência de atendimento. Ignorar os resultados deste relatório seria uma oportunidade perdida de fazer a coisa certa pelos doentes e fazer mudanças que poderiam fazer uma diferença real.”

Quase metade dos doentes não se sente envolvido na decisão de tratamento

O documento tem por base os resultados de uma sondagem internacional, feita junto de cerca de 4.000 pessoas afetadas por diferentes tipos de cancro em 10 países, na Europa e fora dela, que revela que um quarto dos entrevistados (26%) afirma que o seu diagnóstico inicial foi a parte mais ineficiente da sua jornada.

Quase metade (47%) dos entrevistados não se sentiu suficientemente envolvido na decisão de qual a melhor opção de tratamento, enquanto 39% dizem nunca ter recebido – ou apenas algumas vezes – apoio suficiente para lidar com quaisquer sintomas e efeitos secundários.

Sete em cada dez entrevistados (69%) confirmam que precisavam de apoio psicológico durante ou após o tratamento contra o cancro, com apenas um terço (34%) a referir que “não estava disponível” para o receber.

Ao todo, 24% afirmaram não ter acesso ao apoio de profissionais de saúde como nutricionistas e fisioterapeutas, aos quais se juntam 26% que relatam uma perda de rendimento como resultado do seu tratamento e 36% que abordam os custos de viagem como uma implicação financeira dos seus cuidados contra o cancro.

Resultados que os autores do trabalho consideram importante ter em conta, no sentido de se fazerem mudanças capazes de operar uma diferença real nos resultados e experiências dos doentes.

Rapidez no diagnóstico

As evidências existentes confirmam que um diagnóstico mais rápido pode melhorar a sobrevida do doente e está associado à redução dos custos de tratamento para muitos tipos de cancro.

A tomada de decisão partilhada está associada a melhores resultados, referindo-se ainda a necessidade de apoio psicológico adequado.

Calcula-se que a produtividade perdida devido a cancro chegue aos 52 mil milhões de euros por ano na União Europeia, na sequência de mortes prematuras e dias de trabalho perdidos, pelo que políticas sociais protetoras que ajudem as pessoas a regressar ao trabalho ou as protejam da insegurança financeira podem ter um impacto enorme na redução desse ónus.

“É tão importante que, como médicos, tenhamos a capacidade de ouvir o que os doentes nos estão a dizer nesta sondagem”, refere Christobel Saunders, especialista internacional da All.Can, cirurgião de cancro da mama e professor de oncologia cirúrgica da Universidade da Austrália Ocidental.

“Cada uma das áreas identificadas representa uma oportunidade para melhorar o tratamento do cancro e proporcionar um atendimento verdadeiramente orientado para o doente.”