Numa era de avanços tecnológicos em vários campos, também o da radiologia promete novidades, nomeadamente para o diagnóstico das doenças intersticiais pulmonares. O tema vai ser debatido nos dias 11 e 12 de outubro, na Interstitial Lung Disease Multidisciplinary Meeting, um congresso científico organizado pela Affidea Portugal, que pretende apresentar uma visão geral das doenças intersticiais pulmonares, consideradas um desafio clínico, tendo em conta a frequente dificuldade do seu diagnóstico diferencial.
Realiza-se esta quinta-feira (dia 12) a primeira Cimeira Mundial sobre Vacinação, uma iniciativa da Comissão Europeia e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Bruxelas, o foco está na multiplicação de ações pelo mundo para travar a propagação de doenças que podem ser prevenidas por vacinação e tomar posição contra o alastramento mundial da desinformação nesta matéria.
Os dados são do estudo EMPIRE, que traçou o cenário da anemia em Portugal, e revelam que um em cada cinco portugueses adultos sofre com anemia nalgum momento da sua vida, sendo que 84% dos afetados desconhecem que a têm. É para ajudar no seu diagnóstico e sensibilizar para a doença que a SYNLAB realiza uma ação de rastreios no Algarve.
Cascais vai receber, nos dias 11 e 12 de outubro, a Interstitial Lung Disease Multidisciplinary Meeting, um congresso científico que pretende apresentar uma visão geral das doenças intersticiais pulmonares, consideradas um desafio clínico, tendo em conta a frequente dificuldade do seu diagnóstico diferencial.
A perspetiva será, aqui, multidisciplinar, envolvendo várias especialidades, entre as quais a radiologia, pneumologia, cirurgia torácica, medicina interna e anatomia patológica.
A partilha de informação e conhecimento entre profissionais de saúde é um dos principais objetivos do encontro, que apresenta um painel de discussão multidisciplinar sobre as doenças intersticiais pulmonares (ILD), com especialistas reconhecidos, o que vai proporcionar um momento único de aprendizagem para os participantes.
Especialistas nacionais e internacionais à volta doenças intersticiais pulmonares
Com organização da Affidea, o programa conta com especialistas nacionais e internacionais, como António Morais, pneumologista do Centro Hospitalar de São João, no Porto, que irá abordar a temática das ILD e aquilo que pode fazer a diferença quando se trata destas doenças.
Klaus Irion, professor honorário de Imagiologia Torácica na Manchester University NHS Foundation Trust, David Lynch, Professor de Radiologia na University of Colorado, em Denver, EUA, Rosana Santos, especialista em Imagiologia Torácica na Affidea Portugal, Diana Penha, consultora de Radiologia Cardiotorácica no Liverpool Heart and Chest Hospital abordarão questões como a anatomia e os conceitos básicos de ILD e a relação entre estas e o enfisema, enquanto Ivan Bravio e Fernando Martelo, ambos cirurgiões torácicos, irão comentar a área da cirurgia cardiotorácica.
“O que é a anemia, quais os seus sintomas, como pode ser prevenida e tratada, quais as implicações na vida de quem dela sofre, de que forma está associada a uma deficiência de ferro…” Estas são algumas das questões que vão estar em destaque num novo blog, ‘O Rosto da Anemia’, que se define como “um ponto de encontro para quem tem dúvidas sobre o tema, quer saber mais ou simplesmente deseja partilhar como é viver” com este problema.
Considerada um problema de saúde pública, a anemia afeta um em cada cinco portugueses em algum momento da sua vida. As contas são do estudo EMPIRE, o único realizado junto da população portuguesa, que traça, por cá, o cenário da prevalência deste problema e da deficiência de ferro, que é a principal causa de anemia.
É este estudo que confirma ainda que, apesar de ser um problema debilitante, a maioria (84%) dos afetados não sabe que a tem. São estes dados, assim como o impacto sentido por quem sofre da doença, que reforçam a importância da informação e da sensibilização, trabalho que se pretende desenvolver com ‘O Rosto da Anemia‘.
A partilha de testemunhos é outro dos objetivos deste blog que, tendo em conta que a anemia tem rosto “e este pode ser o de cada um de nós”, convida os portugueses a contarem a sua história e dar o seu testemunho sobre um problema de saúde que, apesar de significativo, não precisa de ser uma inevitabilidade.
Os sintomas da anemia
Cansaço, fadiga, falta de concentração, irritação quase constante, falhas na memória. Os sintomas são vários, mas tendo em conta o facto de serem pouco específicos, tendem a ser desvalorizados ou associados a outros problemas.
Por diagnosticar fica então a anemia, resultante de uma redução de glóbulos vermelhos no sangue, que se faz acompanhar por um impacto significativo na população nacional.
A criação do Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação, já aqui noticiada, é, segundo a Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), um passo “muito importante para a transplantação portuguesa”. Quem o diz é Susana Sampaio, presidente da SPT, que defende que vai, “indiretamente, chamar a atenção para o tema da doação e transplantação e, de alguma forma, contribuir para a resolução de alguns problemas”, como a escassez de órgãos.
A escassez de órgãos é, acrescenta, “um dado universal. Daí que ao falarmos de doação e transplantação poderá haver abertura para o tema da doação em vida, por exemplo”.
O dia servirá ainda para “salientar o esforço de todos os profissionais de saúde para manter os programas de doação e transplantação, apesar dos escassos recursos humanos”, um problema para o qual a SPT gostaria que fosse dada atenção, “dado que é notória a exaustão de algumas equipas”.
Evento nacional celebra primeiro transplante
Há 11 anos que, no dia 20 de julho, a SPT comemora o Dia do Transplante, agora oficializado, através de um evento que inclui os profissionais de saúde desta área, os doentes submetidos a transplante e as instituições envolvidas neste processo, ao qual tem associado um mote.
Este ano, a celebração é dupla, uma vez que assinalam 50 anos sobre o primeiro transplante realizado em Portugal e 40 anos do Serviço Nacional de Saúde.
“Teremos, como habitualmente, um convívio com os doentes transplantados e haverá uma cerimónia oficial organizada em conjunto com o Conselho de Administração dos Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, no sentido de homenagear o professor Linhares Furtado, pioneiro da transplantação no nosso país. Em colaboração com o Instituto Português do Sangue e Transplantação e os CTT será lançado uma edição de um postal comemorativo dos 50 anos sobre o primeiro transplante em Portugal”, refere Susana Sampaio.
Vestiram a pele de artistas, trabalharam materiais e, durante um dia, foram apenas crianças, iguais a tantas outras. Com a ajuda de Vhils, e a partir de um convite da Fundação Rui Osório de Castro, um grupo de crianças com cancro, com idades entre os sete e os 18 anos, em tratamento no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, embarcou numa grande aventura, a da imaginação e criatividade.
Não só visitaram o estúdio do artista, como as crianças com cancro ficaram a conhecer várias das técnicas por ele utilizadas, tendo ainda a oportunidade para, também elas, criar.
A iniciativa inseriu-se num trabalho que a Fundação Rui Osório de Castro desenvolve regularmente. “Trabalhamos todos os dias para estas crianças e para as suas famílias, através da informação, porque sabemos que famílias informadas são famílias mais tranquilas, e a apoiar a investigação, porque também sabemos que sem investigação não se evolui”, refere Cristina Potier, diretora-geral da Fundação.
“Estas iniciativas são pontuais mas dão-nos uma satisfação enorme. É uma experiência ímpar. A oportunidade de conhecer o Vhils e trabalhar lado a lado com ele é algo que aquelas famílias nunca mais irão esquecer. Obrigada ao artista e à sua equipa por terem tornado este momento uma realidade”, acrescenta.
Para Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils, concorda. “Hoje foi um dia muito especial pela oportunidade de partilhar o meu processo de trabalho com este grupo de crianças. A minha equipa esteve lado a lado com elas, a preparar billboards que fazemos com posters de rua, e foi para nós muito enriquecedor.”
De recordar que, em outubro de 2018, o artista, em parceria com a Underdogs, doou a receita da venda de 50 serigrafias e dez provas de artista da edição Intangible, que se destinou aos projetos informativos e de apoio à investigação em oncologia pediátrica da Fundação. Já o resultado deste workshop em especial será doado ao IPO de Lisboa e deverá ficar exposto.
Por norma, nos meses de verão o cenário repete-se, com as reservas de sangue e medula óssea a atingirem valores críticos. É para mudar esta realidade que arranca, já no próximo dia 1 de julho, mais uma edição da campanha de dádiva de sangue e de medula óssea nos centros comerciais do grupo Mundicenter: Braga Parque, Oeiras Parque, Amoreiras, Strada Outlet, Spacio Shopping e Arena Shopping.
Até dia 12 do mesmo mês, a mensagem é só uma, em forma de apelo: “Precisamos do seu Tipo”. É à volta dela que se juntam os elementos da banda portuguesa de soul e funk HMB, que juntam o seu sangue a esta contribuição, divulgando, a uma só voz, uma preocupação que deve ser de todos.
“Para nós, ter a oportunidade de mobilizar as pessoas a darem vida umas às outras é um privilégio. É uma ocasião perfeita para demonstrarmos, como sociedade, que conseguimos amar através de um gesto simples, mas poderoso. Já estamos muito gratos por podermos estar envolvidos nesta causa”, referem em comunicado.
Dádiva de sangue pode salvar vidas
Para fazer a doação, nada mais fácil. No Braga Parque, Oeiras Parque, Amoreiras, Strada Outlet, Spacio Shopping e no Arena Shopping serão instalados stands com todas as condições para a dádiva, geridas pelas equipas do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), das 14h às 20h (Braga Parque das 13h30 às 19h30).
Campanha que se realiza há 17 edições e que, no ano passado, contou com a participação de 2.706 dadores, tendo sido recolhidos 927 litros de sangue. No total de todas as edições, a recolha registou mais de 35.206 dadores, reunindo cerca de 24.660 unidades de sangue cruciais para o tratamento de cerca de 74 mil pessoas.
As pessoas com idades compreendidas entre os 18 e 65 anos e com mais de 50 Kg, estão convidadas a participar na recolha de sangue, para uma colheita que dura aproximadamente 10 minutos, sendo que todo o processo demora cerca de 25 minutos e inclui a inscrição e tiragem clínica.