mais financiamento para melhorar o sns

Portugueses acreditam que só mais investimento vai melhorar o SNS

Por Marque na Agenda

A maioria dos portugueses (61%) considera que não é possível melhorar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) sem investimento de mais dinheiro público, sobretudo para a contratação de mais profissionais de saúde, a modernização de equipamentos, instalações e tratamentos e o apoio ao doente e família. Dados revelados pelo projeto ‘3F – Financiamento, Fórmula para o Futuro’, um projeto que reuniu um inquérito à população nacional e recomendações de peritos em saúde.

Estes e outros dados, assim como as recomendações feitas, vão ser apresentados e discutidos, no próximo dia 02 de julho, terça-feira, na Assembleia da República. Um momento que conta com a participação do presidente da Assembleia da República, da ministra da Saúde e de representantes dos vários grupos parlamentares.

Medidas para melhorar o SNS

O projeto ‘3F’, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), com o apoio da Roche e da IQVIA, nasceu da necessidade de identificar formas de reduzir o desperdício e promover a inovação no Serviço Nacional de Saúde.

Para isso, e para além da auscultação à população, reuniu um conjunto de especialistas de diferentes áreas, que se juntaram para analisar o modelo atual de financiamento dos hospitais portugueses, promover a discussão de potenciais soluções de financiamento com vista à criação de valor para os doentes, assim como desenvolver projetos-piloto com hospitais, de forma a testar a exequibilidade das soluções encontradas.

Do trabalho desenvolvido resultou a identificação de 90 iniciativas para a melhoria do modelo de organização e financiamento do Serviço Nacional de Saúde, às quais se juntam 10 recomendações e a definição dos projetos-piloto que já estão a ser implementados no IPO do Porto e no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Na apresentação deste trabalho, para além da recomendação de ‘um novo modelo de alocação de recursos financeiros para a saúde’, serão ainda debatidas nove recomendações, como o reforço do papel dos cuidados de saúde primários, a interligação dos cuidados de saúde primários, cuidados de saúde secundários e cuidados continuados ou ainda a promoção do papel dos cidadãos no sistema de saúde.

Alexandre Lourenço, presidente da APAH, sublinha que “o projeto 3F materializa a vontade do setor da saúde em apresentar respostas concretas para os desafios do financiamento mas também para a necessidade de reestruturar o modelo de prestação de cuidados com vista a melhorar a experiência e corresponder às expectativas dos doentes e das suas famílias”.

medicina dentária em destaque

BQDC reúne dezenas de especialistas de medicina dentária

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A Associação Best Quality Dental Centers (BQDC), presente em Portugal desde 2018, vai reunir, pela primeira vez, na Clínica Ortopóvoa – Póvoa de Varzim -, no próximo dia 05 de julho, dezenas de especialistas nacionais de medicina dentária para apresentação e discussão das melhores práticas nesta área.

Um encontro científico onde se pretendem partilhar experiências no âmbito da gestão empresarial e inovações clínicas tecnológicas e onde, a par do debate de assuntos da BQDC, serão ainda apresentados casos clínicos interdisciplinares de sucesso tratados na Ortopóvoa, uma clínica dentária especializada em ortodontia e em reabilitação orofacial.

Medicina dentária em destaque

Fundada oficialmente em 2012, a associação BQDC atua em Portugal desde o início de 2018, sendo composta por 11 clínicas que congregam um vasto número de destacados profissionais que partilham de princípios nucleares: qualidade, ética, aposta na formação, inovação e promoção dos melhores tratamentos e cuidados de saúde oral. O principal objetivo da BQDC é melhorar os tratamentos dentários praticados em Portugal.

Neste encontro estarão presentes as 11 as clínicas portuguesas que integram o grupo: Instituto Português de Medicina Dentária (Aveiro); Dentistoral Médica Lda (Coimbra); Regiclínica – Clínica de Medicina Dentária (Braga); Remiclínica – Clínica Médica e Dentária (Fátima); Clínica Médica e Dentária das Abadias (Figueira Da Foz); CEPI – Centro de Estética, Periontología e Implantes (Porto); Instituto de Implantologia (Lisboa); Clínica Alcoforado (Lisboa); Ortopóvoa – Clínica de Ortodontia e Reabilitação Orofacial Lda (Póvoa Do Varzim); Centro Dentário Pediátrico (Porto); Dentereal – Clínica Dentária (Vila Real).

doença de LHON

É preciso mais informação sobre doença de LHON, apela mãe de jovem doente

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Solidão é um sentimento que Ana Velosa conhece bem. Conhece-a sobretudo enquanto mãe de um jovem doente com neuropatia óptica hereditária de Leber (LHON), uma doença rara que costuma conduzir à cegueira quem dela sofre e que, por cá, continua ainda pouco conhecida. No maior congresso de neuroftalmologia da Europa, o EUNOS 2019, que decorreu no Porto, partilhou a história de Tomás, o filho, e deixou um apelo: “é necessário criar uma associação que represente os doentes, que seja capaz de pressionar o Estado para que seja feito mais”.

É preciso ainda, refere, “chegar às equipas de neuroftalmologia, através da criação de centros de referência que tornem o diagnóstico e tratamento de LHON mais fácil e acessível e aumentar o conhecimento sobre LHON, com mais informação em português”.  

Num simpósio dedicado inteiramente a esta doença genética rara, hereditária, incapacitante e que provoca uma perda de visão rápida em ambos os olhos, Ana Velosa explicou como, num verão de há três anos, sem que nada o fizesse esperar, Tomás, então com 15 anos, o terceiro de quatro filhos, começou a queixar-se de problemas de visão.

“Dizia ter a visão turva, dificuldade em focar, mas na altura não nos preocupámos muito. Pensámos que era o resultado do cansaço de umas férias intensas”, recorda.

A persistência das queixas acabou por levar ao hospital, onde Tomás ficou internado devido ao aumento da pressão intracraniana. “Fizeram-lhe muitos testes, exames, pensou-se num tumor, em meningite, esclerose múltipla…”, conta a mãe. Enquanto isso, Tomás ia perdendo a visão.

“Começou a perder a visão central: primeiro de um olho, depois do outro. Uma semana depois de estar no hospital já não conseguia ver televisão.”

Teve alta ainda sem um diagnóstico ou tratamento, mas com a suspeita de uma doença que Ana Velosa não conhecia: LHON. Uma pesquisa na Internet revelou um pouco mais sobre o problema, mas não o suficiente. E, um mês depois da primeira ida ao hospital, chegava a confirmação: Tomás era um dos poucos em Portugal com esta doença.

Viver o dia-a-dia com LHON

“Partilhámos a informação com os familiares e amigos e começámos a lidar com a doença no dia-a-dia e tem sido sempre assim. Porque esta doença não vem com um guia, com um livro de instruções”, reforça a mãe.

Para Tomás, a vida mudou, mas não a vontade de a viver. “O meu filho é o meu grande herói porque decidiu lutar. E apesar de todas as dificuldades visuais, conseguiu terminar o secundário e entrar para a universidade, onde está a estudar Gestão de Empresas.”

Os quase três anos de vida com LHON conferem a Ana Velosa um conhecimento e estatuto que lhe permite deixar três conselhos a outros que, como ela, se vejam confrontados com uma doença como esta.

“A família deve continuar unida, deve aprender a ter paciência e deve manter a esperança, não só para lidar com a doença, mas esperança de que a medicina evolua no sentido da cura.”

doenças do nervo ótico

Deteção e tratamento precoce: a melhor forma de combater as neuropatias óticas

Por Marque na Agenda

É a primeira vez que uma reunião da Sociedade Europeia de Neuroftalmologia (EUNOS) se realiza em conjunto com a Rede Europeia de nervo ótico (EUPON – European Optic Nerve Network), o que torna a patologia do nervo ótico um tema central no EUNOS 2019, que termina esta quarta-feira, no Porto.

Olinda Faria, oftalmologista do Centro Hospitalar Universitário de São João, na Invicta, confirma que são várias as patologias do nervo ótico, sendo todas importantes “a partir do momento em que temos pelo menos um paciente afetado, mesmo que sejam raras. De qualquer modo, algumas podem ter maior impacto pela sua frequência, gravidade e possibilidades terapêuticas”.

É o caso, destaca, das neuropatias óticas glaucomatosa e desmielinizante, que “são frequentes, podem ser incapacitantes e apresentam diversas opções terapêuticas”, sendo, por isso, a “deteção e tratamento precoces muitas vezes determinantes na prevenção da perda visual”.

Nervo ótico, alvo de vários problemas

“O nervo ótico é uma das partes do sistema visual que conduz a informação do olho ao córtex visual, de forma a podermos ver”, explica Olinda Faria. “É alvo de manifestações de múltiplas doenças neurológicas e sistémicas assim como de patologia isolada. Todas elas têm em comum o possível comprometimento visual.”

Para lhes dar resposta, a investigação tem conseguido resultados importantes. “Existem diversos tratamentos comprovados em algumas neuropatias óticas e estão a decorrer ensaios clínicos a nível internacional em várias outras, alguns com resultados preliminares promissores”, refere Olinda Faria.

É o caso da neuropatia ótica hereditária de Leber (LHON), “uma patologia do nervo ótico que, embora rara, tem um grande impacto na vida dos pacientes. São frequentemente jovens estudantes ou em início de vida profissional, que apresentavam uma boa visão e que, de repente, com a grande perda visual causada pela doença, têm de mudar as suas actividades e planos de vida”.

Também aqui há esperança de novas formas terapêuticas, ainda que, confirma Olinda Faria, esta seja uma doença com tratamento. “O único até agora aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos é a idebenona, uma medicação oral que permite reduzir a perda visual numa fase inicial e promover alguma recuperação, segundo os dados disponíveis.”

doença rara de LHON

Portugal debate novos caminhos para tratar doença rara que causa cegueira

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A Neuropatia Óptica Hereditária de Leber (LHON) esteve em destaque no primeiro dia do EUNOS 2019, o maior congresso europeu de neuro-oftalmologia, que decorre no Porto até à próxima quarta-feira. Catherine Vignal-Clermont, especialista do Rothschild Foundation Hospital, em Paris, França, partilhou informações sobre os avanços na investigação genética capaz de ajudar os doentes que sofrem com esta doença rara, hereditária, incapacitante e que provoca uma perda de visão rápida em ambos os olhos. Os novos tratamentos poderão vir a ser usados em conjunto com o único medicamento aprovado para o tratamento desta doença.

“A doença de LHON é uma doença hereditária mitocondrial, que causa perda bilateral da visão central”, refere a especialista, que acrescenta tratar-se de uma doença associada, em 75% dos casos, a “uma mutação pontual no gene ND4 mitocondrial”, que torna a maioria das pessoas envolvidas “legalmente cegas”, sendo as opções de tratamento “limitadas”.

Atualmente existe um medicamento, o único aprovado pela Agência Europeia do Medicamento para tratar a doença e com provas dadas de eficácia na luta contra a cegueira, ainda que o atraso no diagnóstico seja uma realidade, para a qual alertou recentemente um grupo de especialistas mundiais, num documento onde se definiram as guidelines e critérios para a gestão clínica e terapêutica da LHON.

Por isso, segundo Catherine Vignal-Clermont, “devido ao início súbito da doença e ao facto de o olho ser considerado imuno-privilegiado, a terapia genética intravítrea é uma opção terapêutica promissora”.

Em busca de mais tratamentos para doença rara

É por este caminho que tem trilhado a ciência, com estudos pré-clínicos que acabaram por dar origem a vários ensaios clínicos, alguns já concluídos e com resultados publicados. Resultados que são, segundo a especialista, “encorajadores, indicando um benefício visual funcional numa proporção de olhos tratados”.

São, no entanto, tratamentos ainda experimentais, sem aprovação pelo que, considera Catherine Vignal-Clermont, poderá ser vantajoso para os doentes uma sinergia entre este tipo de terapêutica e aquela que está atualmente aprovada.

bolsas de cidadania

Projetos que beneficiam doentes conquistam bolsas de 60.000 euros

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Uma aplicação móvel para a gestão da doença renal crónica, uma companhia digital na jornada que é a doença renal, é o projeto da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais que conquistou 20.000, o valor mais elevado das Bolsas de Cidadania Roche, uma iniciativa que reconhece projetos e ideias de associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais que promovem a saúde e informação dos doentes.

A este projeto juntam-se outros cinco, todos diferentes mas com o mesmo fio condutor: o doente. Com 15.000 euros, o Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus pretende concretizar o projeto “Saúde Mental, vamos descomplicar?”, uma iniciativa que visa a promoção da acessibilidade à informação sobre incapacidade e saúde mental, tendo como principais protagonistas pessoas com deficiência e problemas de saúde mental.

A bolsa de 10.000 euros foi atribuída à associação Alzheimer Portugal, com o projeto “Capacitação para a Literacia na área das demências”, que pretende promover a literacia sobre a área das demências através da articulação e aposta entre três ferramentas digitais em simultâneo, com vista a chegar a um público-alvo diversificado, que inclua pessoas com demência, cuidadores informais, profissionais de saúde e sociedade em geral.

Um dos três prémios de 5.000 euros foi entregue à Associação Spina Bífida e Hidrocefalia de Portugal, com o projeto “JCI-Jovens pela cidadania inclusiva”, ideia que inclui a criação de uma rede de jovens que localmente trabalhe necessidades relacionadas com a gestão da condição crónica e deficiência, bem como o acesso à informação e aos processos de tomada de decisão sobre a sua saúde.

A Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino, Colite Ulcerosa, Doença de Crohn (APDI), conseguiu também 5.000 euros para a conceção e realização de vídeos e programas sobre a Doença Inflamatória do Intestino, com profissionais de saúde e elementos da APDI, com caráter informativo, que serão colocados num canal de YouTube e partilhados também nas redes sociais e no site da associação.

Finalmente, as Bolsas reconheceram ainda a ideia da Associação Nacional de Esclerose Múltipla, “A voz da EM”, que pretende desenvolver ações de consciencialização de participação pública nos processos de decisão na área da saúde, dotando os doentes de conhecimentos para um acesso de informação, investigação e mecanismos de participação na tomada decisões de casos relacionados com as problemáticas de saúde. Situações que, muitas vezes por desconhecimento dos procedimentos e mecanismos para a decisão, ficam sem opinião em grande escala.

Bolsas de Cidadania já apoiaram 21 projetos

Até ao momento, as Bolsas de Cidadania Roche, que contam já com cinco edições, apoiaram 21 projetos, no valor total de 195 mil euros, em área tão diversas como diabetes, Alzheimer, Parkinson, oncologia pediátrica, hemofilia, doenças raras, entre outras.

Os projetos que conquistaram uma Bolsa de Cidadania Roche foram escolhidos por um júri independente, composto por nomes conhecidos do panorama nacional , de um total de 25 candidaturas.

doenças neurodegenerativas no EUNOS 2019

Doenças neurodegenerativas em destaque no EUNOS 2019

Por Marque na Agenda

As doenças neurodegenerativas vão estar em destaque no EUNOS 2019. Joana Ferreira, oftalmologista do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central e professora de oftalmologia da NOVA Medical School, uma das moderadoras de uma sessão sobre o tema, confirma que “estas doenças são um dos mais importantes problemas médicos e socioeconómicos da atualidade, não sendo ainda conhecidas as causas do seu aparecimento”.

O maior congresso europeu de neuro-oftalmologia vai este ano decorrer no Porto, de 16 e 19 de junho, e contará com a presença de alguns dos maiores especialistas mundiais desta área. Um dos temas será então as doenças neurodegenerativas, “condições muito debilitantes, ainda sem cura, que afetam pessoas de todas as idades e resultam da degeneração progressiva e/ou morte de neurónios – as células responsáveis pelas funções do sistema nervoso”, refere a especialista. 

Ao nível da oftalmologia, há também doenças neurodegenerativas, sendo uma delas a neuropatia ótica hereditária de Leber (LHON), que “é uma doença mitocondrial neurodegenerativa que afeta o nervo ótico, muitas vezes caracterizada por perda de visão súbita nos portadores adultos jovens, cujo diagnóstico atempado e a terapêutica precoce possivelmente melhora o prognóstico de alguns casos”.

Trata-se de uma doença rara, hereditária, incapacitante e que provoca uma perda de visão rápida e, na maior parte dos casos, permanente em jovens ou adultos, afetando gravemente a sua qualidade de vida.

À procura de tratamentos para as doenças neurodegenerativas

A intervenção médica nas doenças neurodegenerativas é, segundo a especialista, “geralmente tardia e é preciso apostar no diagnóstico precoce, de forma a travar a evolução rápida, que põe em causa o bem-estar e a qualidade de vida dos doentes, cuidadores e famílias”.

É nesse sentido que tem evoluído a ciência e a medicina. “Nos últimos anos, os avanços do conhecimento científico nas áreas da Genética e das Neurociências têm modificado, de forma progressiva, o uso de ferramentas moleculares que permitem a identificação pré e pós-sintomática de doenças neurodegenerativas, criando esperança para novas possibilidades terapêuticas”, refere Joana Ferreira.

“Encontrar tratamentos para impedir ou reverter a progressão das doenças neurodegenerativas é um dos objetivos principais da investigação sobre o cérebro”, acrescenta, assim como “identificar genes ‘protetores’ ou fatores de estilo de vida benéficos”, capazes de nos dar “indicações muito importantes sobre a prevenção e eventual cura para algumas destas doenças”.

De acordo com a especialista, “a rápida evolução das ferramentas moleculares tem possibilitado não apenas diagnosticar com precisão um número cada vez maior de doenças genéticas, como também detetar indivíduos assintomáticos”.

E ainda que muitos dos exames moleculares disponíveis para a deteção de doenças neurodegenerativas ainda estejam numa fase inicial, “torna-se necessária a realização prévia de muitos estudos populacionais para assegurar a verdadeira contribuição dos genes que sofrem mutações para o desenvolvimento da doença”.

Partilha de conhecimento

O tema vai estar em destaque na 14ª reunião da Sociedade Europeia de Neuroftalmologia (EUNOS), organizada este ano em conjunto com o Grupo Português de Neuroftalmologia, e “abrange todas as áreas da neuroftalmologia e os temas mais atuais, desde a ciência básica à prática clínica”.

Um encontro que, afirma Joana Ferreira, se reveste de “extrema importância, uma vez que o avanço da ciência e especificamente das neurociências resulta da partilha e comunicação entre os diferentes cientistas. Os palestrantes têm oportunidade de apresentar os seus diferentes trabalhos, podendo assim discuti-los entre os pares e melhorá-los não só no seu centro, mas também em futuros estudos multicêntricos, cada vez mais multidisciplinares”.

Desta forma, acrescenta, “incentiva-se o enriquecimento do saber académico, reunindo profissionais, especialistas, internos e estudantes de medicina e outros grupos de profissionais e investigadores com interesses em comum. Eventos como este são sem dúvida uma forma ímpar de trocar informações e ampliar a cultura científica e formação”.

A sessão sobre doenças neurodegenerativas vai realizar-se no dia 18 e contará com a intervenção de João Paulo Cunha, diretor e neuroftalmologista do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central e professor de Oftalmologia da NOVA Medical School, Francesca Cordeiro, diretora do Glaucoma and Retinal Neurodegeneration Research Groupdo Institute of Ophthalmology, University College London e ainda Gordon Plant, neuroftalmologista do National Hospital for Neurology and Neurosurgery and Moorfield’s Eye Hospital. 

agenda solidária angaria verba

Agenda Solidária angaria mais de 53 mil euros para o IPO Lisboa

Por Marque na Agenda

A venda da Agenda Solidária IPO 2019 traduziu-se na angariação de mais de 53 mil euros para o Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa), que vão ser aplicados no novo Hospital de Dia.

Desenvolvida no seguimento dos bons resultados apresentados nas anteriores edições deste projeto, que desde o primeiro momento mereceu grande acolhimento do público, de doentes e profissionais do IPO Lisboa, a Agenda Solidária IPO 2019 foi a que, das três edições, melhores resultados financeiros alcançou: foram 50 mil euros em 2017, investidos no Serviço de Pediatria e cerca de 46 mil, usados para melhorar a Unidade de Transplante de Medula, na edição de 2018.

Com uma tiragem de 20 mil exemplares e, mais uma vez, a colaboração de 12 figuras públicas convidadas a escrever uma história inédita sobre um acontecimento das suas vidas digno de celebração, e com as ilustrações de Marta Torrão, esta é uma iniciativa do IPO com a editora Livros Horizonte.

Agenda Solidária quer melhorar Hospital de Dia

O Hospital de Dia é o local onde os doentes (adultos) fazem quimioterapia, em regime ambulatório. Em 2018, fizeram-se mais de 34 mil sessões de quimioterapia só em Hospital de Dia.

O IPO quer melhorar o acesso a esta valência, aumentando a sua capacidade e as condições de conforto e privacidade de doentes, familiares e profissionais de saúde. Uma obra que deve ter início até final de 2019.

concurso de ideias

À procura de ideias na área das neurociências

Por Marque na Agenda

Abrir portas a jovens investigadores e startups portuguesas com projetos inovadores na área das neurociências é o objetivo do “Building tomorrow together”, um programa de ‘Open Innovation’ e mentoring apresentado esta quinta-feira, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, no decorrer do “Science and Innovation Congress“. Uma iniciativa da Roche Portugal, com o apoio da Embaixada Suíça, que convida à apresentação e submissão de ideias e projetos científicos ou tecnológicos.  

Trata-se da primeira iniciativa deste âmbito realizada pela multinacional suíça, com presença no nosso país que, mais do que o reconhecimento de boas ideias na área das neurociências, pretende dotar os jovens e as startups de ferramentas para a concretização dessas mesmas ideias, através de um mentoring, proporcionado pelos especialistas da Roche e da imatch, consultora de inovação parceira da iniciativa.

Numa primeira fase, serão selecionados os dez projetos com mais impacto e potencial, aos quais será oferecido um acompanhamento que culminará com a apresentação das propostas, num pitch com a duração máxima de três minutos.

Segue-se a escolha dos três vencedores, que terão direito a um prémio monetário: 10.000 euros para o primeiro classificado, 5.000 euros para o segundo e 2.500 euros para o terceiro.

As candidaturas, feitas pelas startups ou investigadores, devem ser submetidas, a partir de dia 01 de julho e até dia 13 de setembro, através do site www.roche.pt.  

O “Science and Innovation Congress” é um evento organizado pela Embaixada Suíça e que visa assinalar o centésimo aniversário das relações diplomáticas entre Portugal e a Suíça. 

setor da biotecnologia

Estudo traça cenário sobre setor da biotecnologia em Portugal

Por Marque na Agenda

A apresentação do Livro Branco dos Medicamentos Órfãos e de um estudo que caracteriza o setor da biotecnologia em Portugal estão em destaque em mais um encontro da P-BIO, Associação Portuguesa de Bioindústria, que vai juntar especialistas nacionais e internacionais para discutir 20 anos de medicamentos órfãos em Portugal.

No dia 7 de maio, o BIOMEET dedica a manhã à temática dos medicamentos órfãos e ao balanço dos seus últimos anos em Portugal.

Para isso, é promovido um painel de discussão com a presença de Luís Brito Avô, do Centro Hospitalar Lisboa Norte, José Aranda da Silva, ex-presidente do Infarmed e Joaquim Brites, presidente da Associação Portuguesa de Neuromusculares.

Uma sessão onde será apresentado o Livro Branco dos Medicamentos Órfãos, que vai contar também com uma apresentação sobre terapia genética.

Durante a tarde, Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado da Internacionalização, Daniel Traça, diretor da NOVA SBE e Filipe Assoreira, presidente da P-Bio, vão dar o pontapé de saída para um debate sobre os 20 anos da associação e da biotecnologia em Portugal.

A apresentação da perspetiva europeia da Biotecnologia e do estudo de caracterização do setor da biotecnologia em Portugal, por João Carlos Cerejeira, da Universidade do Minho fazem ainda parte do programa, que finaliza com um debate de balanço dos últimos 20 anos de biotecnologia em Portugal e com a discussão das perspetivas futuras.

Em antecipação a este evento, a P-BIO, em parceria com o BioData.pt, organiza ainda, a 6 de maio, o Fórum BioData.pt Empresas, um fórum de gestão avançada de dados para a criação valor que vai juntar quatro empresas nacionais com atividade ligada ao sector da saúde, do mar, da agricultura e da bioindústria, que irão partilhar a sua experiência e necessidades em relação à gestão e utilização de biodados.

Haverá ainda lugar a uma discussão aberta com a audiência sobre as potencialidades de utilização de ferramentas de bioinformática para maximizar o potencial dos biodados, com vista à criação de valor.