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Da cirurgia robótica à inteligência artificial: a tecnologia que está a mudar a medicina

tecnologia na saúde

“Nos últimos 15 anos, tem havido grandes mudanças na cirurgia.” Dorry Segev sabe do que fala ou não fosse ele cirurgião especializado em transplantes no Johns Hopkins University School of Medicine, nos EUA. Orador na Web Summit, o especialista salienta as vantagens de uma medicina cada vez mais ‘smart’ e generalizada, cortesia da tecnologia.

“Passámos de menos de 1% de cirurgias robóticas para mais de 1/3 realizadas desta forma, pelo menos nos Estados Unidos”, partilha.

Em tempos, a cirurgia aberta era a única forma de operar. “Passámos para a laparoscópica e agora chegámos à robótica”, afirmou. Uma nova era, que dá aos médicos uma maior certeza e eficácia. “Quando falamos de robots, não são eles que realizam a cirurgia, mas somos nós, médicos, que controlamos uma consola, com o robot a fazer os movimentos.”

Por uma medicina “mais humana”

A forma como a tecnologia pode mudar a área da saúde, o seu impacto e consequências, foram temas em destaque na HealthConf, o espaço dedicado à Saúde naquela que é considerada uma das maiores conferências de tecnologia do mundo.

Da realidade virtual, passando pela realidade aumentada ou os novos dispositivos, discutiu-se a questão dos dados e da sua proteção e a forma como a revolução tecnológica pode mudar os cuidados de saúde. Roy Smythe, da Philips, acredita que a tecnologia pode mesmo torna a medicina “mais humana”.

Um aparente paradoxo, que o especialista se apressa a esclarecer, referindo-se ao “burnout, que afeta cada vez mais profissionais de saúde e que está sobretudo relacionado com a perda do controlo do tempo”. Em relação especificamente à Inteligência Artificial (IA), considera que esta tem o poder de “devolver tempo aos clínicos”.

“Ao dar apoio na decisão clínica, melhora os tempos, dando aos profissionais de saúde a possibilidade de estarem mais com os seus doentes.” A tecnologia, garante, não vai substituir os médicos. “Vai, sim, melhorar o seu trabalho.”

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