excesso de peso afeta portugueses

Quase quatro em cada 10 portugueses com excesso de peso

Por País

Quase quatro em cada dez (38,9%) portugueses tinham, em 2015, excesso de peso e 28,7% sofriam de obesidade. Os dados são do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, recolhidos na sequência de um estudo que serviu para descrever as prevalências de excesso de peso e de obesidade na população portuguesa.

De acordo com este trabalho, a prevalência de excesso de peso era, em 2015, maior nos homens (45,4%), ainda que fossem as mulheres as maiores vítimas da obesidade (32,1%).

Analisados os dados, recolhidos no âmbito do 1º Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico, os especialistas consideram que o nível educacional parece ser um fator socioeconómico importante para a prevalência de obesidade. De resto, eram os indivíduos com menor escolaridade aqueles mais afetados por este problema, já transformado em epidemia de saúde.

Contas feitas, neste grupo a prevalência de obesidade chegava aos 39,4%. Quanto ao excesso de peso, foi no grupo de indivíduos com ensino superior que se identificaram o maior número de pessoas com quilos a mais (42,8%).

Mais obesos no Algarve

Outros fatores foram também analisados. Como a atividade profissional. Aqui, o estudo revela que os indivíduos sem trabalho remunerado, fossem estes estudantes, domésticas e reformados, eram os que tinham prevalência mais elevada de excesso de peso.

Já a obesidade era mais prevalente entre os portugueses com atividade profissional remunerada, embora não existam diferenças estatisticamente significativas.

No que diz respeito à idade, aqueles que tinham entre 45 e 54 anos surgiram como os mais afetados pelo excesso de peso (43,7%), enquanto o número de casos de obesidade era superior nos indivíduos com idade entre os 65 e os 74 anos (41,8%).

Regionalmente falando, os habitantes da região Lisboa e Vale do Tejo com quilos a mais correspondiam a 35,1% da população, percentagem que era ainda superior na região Norte (42,1%). Quanto à obesidade, oscilou entre 23,2% na região Algarve e 32,5% na Região Autónoma dos Açores.