doenças reumáticas

Atrasos nos tratamentos afastam do trabalho um milhão de europeus

Por Bem-estar

São 120 milhões que, na Europa, vivem com doenças reumáticas ou musculoesqueléticas, uma das principais causas de incapacidade física, contribuindo para os custos sociais e económicos elevados. Contas feitas,  a falta atempada de tratamentos afasta do trabalho, só na União Europeia, um milhão de pessoas.

É para elas que alerta a Liga Europeia contra as Doenças Reumáticas (EULAR), no Dia Mundial das Doenças Reumáticas, que se assinala esta sexta-feira, deixando um apelo: “Don’t Delay, Connect Today“, que reforça a importância do diagnóstico precoce.

“Hoje, no Dia Mundial da Doenças Reumáticas, pedimos uma melhor consciencialização e encaminhamento precoce para as pessoas com doenças reumáticas e musculoesqueléticas”, afirma Johannes W. Bijlsma, presidente da EULAR.

“O diagnóstico precoce, o encaminhamento para um reumatologista e o acesso ao tratamento mais recente e eficaz podem levar a melhores resultados, e essa é a base da nossa campanha Don’t Delay, Connect Today.”

Mais informação para doentes e médicos

Reforçar a importância do diagnóstico precoce na prevenção de mais danos para aqueles que vivem com estes problemas é um dos principais objetivos da campanha, que pretende também incentivar o acesso oportuno a tratamentos baseados em evidências.

Uma campanha que inclui os doentes, os profissionais de saúde e as sociedades científicas, destacando que o diagnóstico tardio pode afetar a capacidade física de um doente e deixar marcas graves na sua qualidade de vida.

E apesar da deteção e tratamento precoces já terem dado provas da sua importância na redução da dor, sendo mesmo capazes de retardar, e até prevenir, a progressão da doença, o diagnóstico tardio tem sido a norma.

“Os clínicos gerais recebem uma quantidade bastante pequena de treino para estas doenças, e menos ainda no caso das crianças. Acho que é realmente importante ouvirem os jovens e os seus pais, já que eles estão a lidar com os sintomas todos os dias”, explica Simon Stones, membro do PARE (Pessoas com Artrite e Reumatismo na Europa).

“Se conseguirmos um diagnóstico rápido, estas crianças podem ter uma vida tão diferente.”

Por isso, Johannes Bijlsma incentiva as pessoas a conhecerem mais sobre estas doenças, sobre os seus efeitos na sociedade e na vida das pessoas.