maquilhagem em peles com acne

Se sofre de acne, então estas dicas de maquilhagem são para si

Por Bem-estar

A acne é um problema de pele comum e, por cá, os números confirmam esta frequência: cerca de 85% dos adolescentes entre os 12 e 24 anos têm acne, situação que afeta 25% dos homens e cerca de 50% das mulheres em algum momento das suas vidas. Nesta época de Natal, em que se multiplicam as festas e encontros, cresce também o receio do uso de maquilhagem. Um medo que pode ser infundado, diz quem sabe.

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Vacina contra a acne pode estar para breve

Por Investigação & Inovação

E se fosse possível acabar com a acne graças a uma vacina? A ideia já esteve mais longe da realidade, graças a um estudo que demonstrou, pela primeira vez, resultados promissores.

Publicado no Journal of Investigative Dermatology, o artigo dá conta do trabalho realizado por uma equipa do Departamento de Dermatologia da Universidade da Califórnia e La Jolla, nos EUA, e pelo Departamento de Ciências Biomédicas e Engenharia da Universidade Central Nacional de Taiwan.

E mostra como os cientistas conseguiram criar anticorpos contra uma toxina produzida por bactérias da acne vulgar, capazes de reduzir a inflamação.

“Uma vez validado por um ensaio clínico de grande escala, o potencial impacto das nossas descobertas é enorme para as centenas de milhões de pessoas que sofrem de acne vulgar”, explica Chun-Ming Huang, o investigador principal do estudo

“As opções atuais de tratamento não são, muitas vezes, eficazes ou toleráveis”, acrescenta, salientando que “são extremamente necessárias novas terapias seguras e eficientes”.

Os muitos impactos da acne

Ainda que não seja uma doença fatal, a carga psicológica da acne é grande, sendo este um problema que frequentemente prejudica a autoestima dos indivíduos afetados, sobretudo durante a adolescência, um período de importante desenvolvimento físico, emocional e social.

As lesões e as cicatrizes de acne podem persistir na idade adulta e os medicamentos atuais geralmente não são suficientes e podem provocar efeitos secundários difíceis de tolerar, que vão desde secura e irritação da pele até depressão e pensamentos suicidas.

Uma vacina poderia mudar tudo isto. E esta seria a primeira a atacar bactérias já presentes na pele humana, em vez de invadir os agentes externos.

Trabalho prossegue mas com cautelas

O trabalho vai continuar, até porque, alertam os especialistas, há cuidados que têm de ser tidos em conta no uso da imunoterapia para tratar a acne, para evitar prejudicar o equilíbrio microbiano da barreira da pele.

uma mulher com depressão

Acne aumenta risco de depressão

Por Saúde Mental

Para alguns não passam de borbulhas, mas para quem sofre de acne o problema pode assumir proporções grandes, de tal forma que, confirma uma análise britânica, o risco de depressão é real. E muito elevado para estes doentes.

A avaliação da maior base eletrónica de dados de saúde de todo o mundo, The Health Improvement Network (1986–2012), publicada em forma de artigo no British Journal of Dermatology, revela que os doentes com acne têm um risco de depressão, no primeiro ano após o diagnóstico, 63% mais elevado quando comparado com os que não sofrem com o problema. Risco que começa a reduzir daí para a frente, sendo apenas existente nos quatro anos seguintes.

Relação entre acne e saúde mental

“Este estudo evidencia uma associação importante entre a doença de pele e as doenças mentais”, revela a propósito Isabelle Vallerand, especialista da Universidade de Calgary, no Canadá, e uma das responsáveis pelo trabalho. “Tendo em conta que o risco de depressão foi mais elevado no período imediatamente a seguir à ida do doente ao médico com sintomas, isso revela o impacto que a nossa pele pode ter no que diz respeito à nossa saúde mental”, acrescenta.

Os resultados evidenciam, por isso, a necessidade, por parte do médico, de estar atento a outros sintomas para além daqueles que se manifestam na pele. Porque, “para estes doentes, a acne é mais do que apenas manchas. Pode originar preocupações significativas na saúde mental e deve ser levada a sério”.