Sardinhas assadas na brasa

Os motivos para comer sardinha, a rainha do verão

Por | Nutrição

O Santo António até já pode ter passado e se não foi em homenagem a este santo que comeu as tradicionais sardinhas, conhecidas como a rainha do verão, aproveite que vem aí o São João e o São Pedro para o fazer. Ou simplesmente alimente a sua saúde, naquela que é considerada a época da sardinha. E razões não faltam para o fazer.

É do site Nutrimento, o blog do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral da Saúde, que vêm os motivos para comer sardinhas. E se dúvidas houvesse, fica a certeza de que devemos comer sardinhas, um alimento risco em ácidos gordos ómega 3.

E o que é que isso significa? Explica o artigo que aquela que é considerada a ‘rainha do verão’ é uma importante fonte de ácido eicosapentenóico e ácido docosahexanóico, nomes complicados que identificam substâncias importantes para a manutenção da saúde cardiovascular.

A isto junta a riqueza em, cálcio e vitamina D. De facto, provavelmente não sabia, mas “facilmente o consumo de duas a três sardinhas de tamanho médio supera o valor diário recomendado”.

Fresca ou em lata, no verão ou inverno

Se este ano ainda não comeu, não se preocupe. Tem vários meses para consumir a sardinha, mas se o verão chegar ao fim e não o tiver feito, pode sempre abrir uma lata, que também esta tem benefícios inegáveis para a saúde. 

Contas feitas, 100 gramas de sardinha em lata fornece qualquer coisa como 25 gramas de proteína de boa qualidade, “essencial ao crescimento muscular, regeneração de tecidos, produção de anticorpos e defesa das células, constituição de enzimas essenciais ao funcionamento e regulação dos tecidos e órgãos”.

Fornece ainda 68% da dose diária recomendada (DDR) de vitamina B12, a 149% da DDR de vitamina B12 e ferro, magnésio, fósforo, potássio e selénio “em quantidades apreciáveis”.

A isto junta-se cerca de cinco gramas de ácidos gordos polinsaturados e, como se isto não fosse suficiente, até 38% da DDR de cálcio, cortesia das espinhas.

Vídeos ajudam crianças a reduzir a ingestão de sal

Por | Saúde Infantil

“A ingestão de alimentos salgados nos primeiros anos aumenta a preferência pelo sabor de alimentos ricos em sal, que pode levar a uma maior ingestão ao longo da vida vida.” Ou seja, a preferência pelo sal começa cedo. E a luta contra estes hábitos também devia começar, garante um estudo, que assegura que é possível ensinar as crianças na ‘guerra’ contra o sal.

O consumo excessivo de sal durante a infância põe em risco a saúde cardiovascular, mas a poucos estudos têm sido feitos para avaliar a eficácia dos programas que educam para a mudança de comportamento, no sentido de uma redução de sal por parte das crianças.

Um novo trabalho, publicado no Journal of Nutrition Education and Behavior, revela que estes programas funcionam, melhorando o conhecimento relacionado com o sal e os seus riscos, assim como o comportamento das crianças entre os sete e os 10 anos.

Carley Grimes, do Instituto de Atividade Física e Nutrição da Universidade Deakin, na Austrália, não tem dúvidas que é importante reformular os alimentos e reduzir o teor de sal. Mas não menos importantes são “as estratégias comportamentais, como ensinar a leitura dos rótulos dos alimentos para escolher alimentos com baixo teor, que podem ser ensinadas às crianças”.

Resultados confirmam redução 

Foi isso que este estudo fez, com mais de 100 crianças, de diferentes níveis socioeconómicos, de seis escolas primárias de Victoria, na Austrália. Antes do início do estudo, os participantes foram inquiridos sobre os seus conhecimentos, atitudes e comportamentos relacionados com o sal.

Ao longo de cinco semanas, participaram em várias sessões educativas interativas, baseadas na Internet, que decorriam também em casa. Lições que, ao longo de 20 minutos, apresentaram três mensagens principais: parar de usar o saleiro, mudar para alimentos com baixo teor de sal através da leitura dos rótulos e trocar alimentos salgados processados ​​por alternativas mais saudáveis.

As histórias, com temas de detetives, incluíam BD animadas, atividades interativas e conteúdo de vídeo, assim como um diário, impresso, onde partilhavam as suas ‘descobertas’.

Findas as sessões, houve melhoria significativa nos resultados gerais de conhecimento e comportamento das crianças. Aliás, assistiu-se a uma redução de 19% no número de crianças que relataram a existência de um saleiro à mesa.

E, quando este não estava presente, o uso de sal pelas crianças foi reduzido em 25%, comparado com os 70% que deram conta de o ter adicionado quando um saleiro estava na mesa. Foi também verificada uma melhoria na crença das crianças de que poderiam mudar o seu comportamento e ingerir menos sódio.

A receita para engravidar ou ter uma vida sexual mais ativa? Comer marisco

Por | Nutrição

A receita para ter uma vida sexual mais ativa e com maior facilidade para engravidar parece estar no prato. E é simples: comer mais marisco. É a evidência científica que o garante.

Quem nunca ouviu falar no poder afrodisíaco das ostras? Um estudo, publicado na revista científica Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, elimina todas as dúvidas, ao confirmar que aquilo que os casais comem pode influenciar a sua vida por debaixo dos lençóis e terem maior facilidade em engravidar.

“O nosso estudo sugere que o marisco pode ter vários benefícios reprodutivos”, refere Audrey Gaskins, investigadora da Harvard T.H. Chan School of Public Health e uma das autoras do estudo.

“Verificámos que os casais que consomem mais de duas porções de marisco por semana enquanto tentam engravidar não só levaram menos tempo a consegui-lo, como tiveram uma frequência significativamente maior de relações sexuais.”

O poder dos frutos do mar

Foram, ao todo, 500 os casais, oriundos do Michigan e Texas que, ao longo de um ano, registaram a sua ingestão diária de marisco e a vida sexual.

E foi o resultado desse acompanhamento que os investigadores partilham agora em estudo, revelando que 92% dos casais que incluíram o marisco na ementa mais de duas vezes por semana conseguiram engravidar ao fim de um ano, comparando com 79% dos casais que atingiram o mesmo objetivo, mas com menor ingestão deste tipo de alimentos.

“Os nossos resultados enfatizam a importância não só da dieta feminina, mas também da masculina, na hora de engravidar e sugere que os dois parceiros deveriam incorporar mais marisco nas suas dietas para o benefício máximo da fertilidade”, acrescentou a especialista.

Apesar disto, os cientistas assumem faltarem certezas sobre o que está na origem desta associação positiva entre o marisco e a conceção. E não, desenganem-se os que pensam que tem a ver com o reforço da vida sexual. O que pode acontecer, isso sim, é o marisco ajudar a melhorar a qualidade do sémen, embriões ou ovulação.

Novo estudo associa obesidade a 12 tipos de cancro

Por | Nutrição

Há dez anos, um relatório global associava a obesidade e o excesso de peso ao risco de desenvolvimento de cinco tipos de cancro. Hoje, a atualização do mesmo estudo eleva para 12 este número. E apresenta dez formas de ajudar na sua prevenção.

Publicado pelo World Cancer Research Fund (WCRF) e divulgado no Congresso Europeu de Obesidade, que decorre até ao próximo sábado (26 de maio) em Viena, Áustria, o estudo Diet, Nutrition, Physical Activity and Cancer: a Global Perspective resulta de décadas de evidências recolhidas por especialistas internacionais e junta agora o cancro do fígado, ovário, próstata (avançado), estômago e boca ao do intestino, mama (pós-menopáusico), vesícula biliar, rim, esófago, pâncreas e útero, associando-os também aos quilos a mais.

Números do cancro a aumentar

Pouco exercício físico, associado a muita comida rápida e processada, estão a alimentar a obesidade, alertam os especialistas. E a contribuir para o aumento das taxas de cancro em todo o mundo, responsável atualmente por uma em cada seis mortes a nível global.

E à medida que aumenta o número de países a adotar estilos de vida “ocidentais”, o mesmo acontece com o número de novos casos de cancro, que se estima que venham a subir 58%, chegando aos 24 milhões em 2035.

“A nossa investigação mostra que é improvável que alimentos ou nutrientes específicos sejam fatores únicos capazes de causar ou proteger contra o cancro. Em, vez disso, são os diferentes padrões de dieta e atividade física ao longo da vida que se combinam para tornar as pessoas mais ou menos susceptíveis ao cancro”, explica Giota Mitrou, Diretor de Investigação no WCRF, que deixa 10 recomendações capazes de ajudar nesta batalha.

“As Recomendações de Prevenção funcionam juntas como um esquema para vencer o cancro no qual as pessoas podem confiar, porque são baseadas em evidências que agora deram provas de consistência ao longo de décadas.”

Saiba quais são na galeria abaixo:

Da comida picante às lombrigas: os ‘amigos’ e ‘inimigos’ das doenças autoimunes

Por | Nutrição

O que é que a comida picante tem a ver com as doenças autoimunes? Ou o chocolate? Ou ainda o café?

A resposta sobre doenças autoimunes foi dada por Yehuda Shoenfeld, internista que preside o 11º Congresso Internacional de Autoimunidade, na conferência que este ano trouxe a Lisboa mais de duas mil pessoas, um recorde para este tipo de encontros.

“Yehuda Shoenfeld falou sobre o mosaico da autoimunidade, o que significa que para que apareçam as doenças autoimunes tem de haver um mosaico de fatores e um destes é a dieta”, explica Carlos Vasconcelos, internista e presidente honorário da conferência.

De facto, a comida tem influência nas doenças autoimunes, reforça o especialista.

“A nutrição pode ser um caminho extraordinário para sabermos lidar melhor com este tipo de doenças. Saber, por exemplo, que a comida picante, muito típica de países asiáticos, pode proteger contra as doenças autoimunes.”

“E isto devido à capsaícina, um composto que existe em forma de uma pomada para as dores musculoesqueléticas. Também a curcumina, que existe no açafrão, é um fator protetor. Ou seja, a natureza encerra em si mecanismos claramente protetores, que nós não temos conseguido usar.”

Outros alimentos há, como o chocolate que, em pequenas quantidades, pode também ser benéfico, embora em grandes doses passe a tornar-se inimigo da balança. “Já o café, pode ser mau para a artrite reumatoide, mas pode ser bom para a esclerose múltipla. E também fumar canábis pode ter um efeito protetor, ou calmante, para as doenças autoimunes, apesar de estar bem demonstrada a associação prejudicial do tabaco a algumas destas doenças”, acrescenta o especialista.

Aquilo que falta, refere Carlos Vasconcelos, é a “aplicação da nutrição na prática clínica. As pessoas pensam que a dieta é uma coisa necessariamente difícil e aborrecida e não é; pensam que é necessariamente cara e não tem de ser. O que é preciso é que haja mais informação e nutricionistas disponíveis para isso.”

A forma como o ritmo circadiano pode influenciar este tipo de doenças foi outro dos temas do encontro. “Se pegarmos na mesma pessoa e lhe fizermos uma análise, por exemplo, aos glóbulos brancos às 8h00 e às 20h00, o número às vezes duplica e não é devido à presença de uma infeção. Outro exemplo são os corticoides, que queremos evitar mas que por vezes temos mesmo que dar nas doenças autoimunes: estes poderão  funcionar melhor tomados a horas noturnas. Tem tudo a ver com o ritmo circadiano e isto é algo de que pensamos pouco e no qual deveríamos investir mais, havendo aqui um importante caminho a percorrer”, explica Carlos Vasconcelos.

Lombrigas, ‘velhas amigas’ das doenças autoimunes

“Outro tema extraordinário é o relacionado com os helmintas (parasitas onde se incluem as ‘lombrigas’, etc) e a sua importância  na prevenção e tratamento das doenças autoimunes. Estes parasitas, a que já chamaram ‘velhos amigos’ do ser humano, arranjaram mecanismos para fazer com que o sistema imune não os atacassem (e assim eles podem viver ‘em paz’ nos intestinos). Existem relatos publicados de doentes autoimunes tratados com ovos desses parasitas. Ora, algumas das moléculas que são responsáveis por essa tolerância imunológica foram já identificadas e poderão vir a ser usadas como um medicamento para o tratamento destas doenças.”

O 11º Congresso Internacional de Autoimunidade, que decorre até domingo, em Lisboa, é o único encontro em que se é dado destaque às mais de 100 doenças autoimunes que se conhece hoje em dia e que junta cerca de dois  mil participantes de todo o mundo em apresentações sobre as novas técnicas terapêuticas, ferramentas de diagnóstico e investigação atualizada em diferentes áreas.

É presidido por um internista, Yehuda Shoenfeld, figura cimeira da autoimunidade mundial, e conta com quatro especialistas de Medicina Interna em lugares de destaque: Carlos Vasconcelos, no cargo de presidente honorário, e Jorge Martins, Carlos Dias e Luís Campos em três das cinco vice-presidências.

Menos fruta e mais fast-food dificulta a gravidez

Por | Atualidade

A sabedoria popular há muito que defende que ‘nós somos o que comemos’. Agora, a ciência dá-lhe força, ao confirmar que comer menos fruta e mais fast-food dificulta a gravidez.

É um novo estudo que o confirma, publicado na revista Human Reproduction, e que contou com a participação de 5.598 mulheres da Austrália, Nova Zelândia, Inglaterra e Irlanda, que pretendiam dar início à aventura da gravidez mas que nunca tinham sido mães, a quem foram colocadas várias questões sobre a sua dieta.

E comparando com aquelas que ingeriam fruta três ou mais vezes por dia no mês anterior à conceção, as mulheres que comiam menos fruta demoraram mais 15 dias a conseguir engravidar. Valor que aumentou para um mês quando se compararam as que raramente comiam fast-food e as que o faziam quatro ou mais vezes por semana.

Entre todos os casais participantes no estudo, 468 (8%) foram classificados como inférteis (levaram mais de um ano a engravidar) e 2.204 (39%) fizeram-no no espaço de um mês. Quando os investigadores foram olhar para o impacto da dieta na infertilidade, verificaram que nas mulheres em que o consumo de fruta era mais baixo, o risco de infertilidade aumentava de 8% para 12%. Entre as amantes de comida de plástico, este risco passava de 8% para 16%. 

A importância da dieta para a gravidez

“Estas descobertas mostram que uma dieta de boa qualidade, que inclua fruta e minimize o consumo de fast-food, melhora a fertilidade e reduz o tempo necessário para engravidar”, refere Claire Roberts, investigadora na Universidade australiana de Adelaide e líder do estudo.

Jessica Grieger, primeira autora do trabalho, acrescenta foram tidos em conta “vários fatores conhecidos por aumentarem o risco de infertilidade, incluindo um índice de massa corporal elevado e a idade materna, tabagismo e consumo de álcool. Como a dieta é um fator modificável, os nossos resultados ressaltam a importância de a considerar como determinante para as mulheres que planeiam a gravidez”.

Ver também:  A receita para engravidar ou ter uma vida sexual mais ativa? Comer marisco

Consumo continuado de peixe-gato põe em risco a saúde

Por | Nutrição

Vem do Vietname e é um dos peixes mais consumidos no mundo, resultado sobretudo do seu preço baixo e de se apresentar sem espinhas, em forma de filete, o que torna um dos preferidos nas cantinas escolares. No entanto, a avaliação feita por investigadores espanhóis ao peixe panga, ou peixe-gato, ou ainda pangasius, dá conta de elevados níveis de mercúrio, que o tornam ‘persona non grata’ à mesa, sobretudo das crianças.

É sobretudo do rio Mekong, um dos mais poluídos do mundo devido à presença de pesticidas e outros elementos químicos usados, entre outros, no cultivo de arroz, que vem este peixe. Não será, por isso, grande surpresa o facto de estar também ele contaminado, como já comprovaram avaliações de várias origens, uma das quais da Organização Mundial de Saúde, que já alertou para as elevadas concentrações de metais, como o mercúrio.

Foi para avaliar este risco que um grupo de investigadores espanhóis das Canárias analisou um total de 80 amostras de filetes de panga congelados. Os  resultados, publicado na revista científica Chemosphere, dão conta de que várias destas amostras excediam as concentrações máximas estabelecidas pela legislação europeia (0,5 mg/kg) como admissíveis para os alimentos.

Foram várias as concentrações de mercúrio detetadas, que iam dos 0,10 aos 0,69 mg/kg, com um valor médio de 0,22 mg/kg. Valores que levam os investigadores a concluir que, nos casos em que a concentração máxima permitida é excedida e após o consumo continuado, pode haver um risco para saúde, na sequência da acumulação de mercúrio em adultos e sobretudo nas crianças.

Para estes últimos, recomendam mesmo o consumo de outros peixes em vez do peixe-gato, que sai também prejudicado na comparação com outros devido à sua pobreza nutricional.

Comer mais peixe poderá prevenir a doença de Parkinson

Por | Saúde Mental

O consumo de peixe pode ajudar a prevenir a doença de Parkinson, garante um novo estudo realizado por investigadores suecos que, para além do Omega-3 e -6, normalmente associados a uma melhoria cognitiva, introduzem agora um novo ‘responsável’.

Há muito tempo que o peixe é considerado um alimento saudável, associado a uma melhoria da saúde cognitiva a longo prazo, ainda que as razões para isso não sejam totalmente claras. O Omega-3 e -6, ácidos gordos encontrados no peixe, são frequentemente apontados como os responsáveis, mas a comunidade científica não está totalmente convencida. É aqui que entram os especialistas da Chalmers University of Technology, da Suécia, que revelam que parvalbumina, uma proteína muito comum em várias espécies de peixes, pode estar a contribuir para este efeito.

Uma das características da doença de Parkinson é a formação da alfa-sinucleína, uma proteína referida frequentemente como a “proteína de Parkinson”. O que este estudo vem agora demonstrar é que a parvalbumina “limpa” as proteínas alfa-sinucleína, impedindo que formem os seus efeitos potencialmente nocivos.

“A parvalbumina recolhe a ‘proteína de Parkinson’ e impede que se agregue, simplesmente agregando-se primeiro”, explica Pernilla Wittung-Stafshede, professora e chefe da divisão de Biologia Química da Chalmers, e principal autora do estudo.

O que significa que aumentar a quantidade de peixe, como bacalhau, carpa e o peixe-vermelho, incluindo o salmão-vermelho e o pargo vermelho, que têm níveis particularmente elevados de parvalbumina, na nossa dieta pode ser uma forma simples de combater a doença de Parkinson.

“O peixe é normalmente muito mais nutritivo no final do verão, devido ao aumento da atividade metabólica. Os níveis de parvalbumina são muito maiores nos peixes depois de terem tido muito sol e, por isso, pode valer a pena aumentar o consumo durante o outono”, explica Nathalie Scheers, investigadora do estudo.

O potencial impacto noutras doenças

Para além do Parkinson, outras doenças, como Alzheimer, esclerose lateral amiotrófica ou a doença de Huntington, são também são causadas por certas estruturas amilóides que interferem no cérebro. Problemas que estão a chamar a atenção desta equipa de investigadores, que pretende estudar se o consumo de peixe pode funcionar também aqui, confirma Pernilla Wittung-Stafshede.

“Estas doenças estão associadas à idade e as pessoas estão a viver mais e mais. Haverá uma explosão destas doenças no futuro – e a parte assustadora é que atualmente não temos cura. Então, precisamos de acompanhar tudo que parecer promissor.”

 

 

 

A massa engorda? Estudo revela que afinal não é bem assim

Por | Nutrição

São consideradas um dos maus da fita na luta contra a perda de peso, mas as massas podem não passar de vítimas de calúnias, tendo sido acusadas de algo de que, afinal, são inocentes.

É pelo menos isso que revela um novo estudo, que mostra que, ao contrário dos hidratos de carbono refinados, que são rapidamente absorvidos pela corrente sanguínea, a massa tem um baixo índice glicémico, o que significa que dá origem a um menor aumento nos níveis de açúcar no sangue, ao contrário do que acontece com os alimentos com um índice glicémico elevado.

Um grupo de investigadores do St. Michael’s Hospital, no Canadá, avaliou 30 estudos, que envolveram quase 2.500 pessoas. Os participantes ingeriam massa, em vez de outros hidratos de carbono, como parte de uma dieta saudável, com índice glicémico reduzido.

E os resultados, publicados na revista BMJ Open, revelam que “não contribui para o ganho de peso ou aumento de massa gorda”, afirma John Sievenpiper, um dos investigadores da Clínica de Nutrição e Modificação de Risco do hospital. Pelo contrário.

“De facto, a análise revelou uma pequena perda de peso. Por isso, ao contrário das preocupações, talvez a massa possa fazer parte de uma dieta saudável, como uma dieta com baixo índice glicémico”, acrescenta.

Em média, os participantes nos estudos ingeriram 3,3 porções por semana, sendo cada porção equivalente a meia chávena de massa cozida. E perderam cerca de meio quilo ao longo de 12 semanas. Boas notícias para quem não passa sem um belo prato de pasta.

Embora consideram ser necessário aprofundar os estudos, reforçando que estes resultados dizem respeito ao consumo de massa e de outros alimentos com índice glicémico reduzido, reforçam a existência de evidência que mostra como a massa “não tem efeitos adversos no peso, quando consumida enquanto parte de uma dieta saudável”.

 

Um guia de receitas para um intestino saudável

Por | Nutrição

Cansada, ansiosa, com uma sensação constante de enfartamento e a barriga inchada. Durante anos Mafalda Rodrigues de Almeida viveu assim. Até ter encontrado a solução: mudou a alimentação e conseguiu um intestino mais saudável.

Licenciada em Ciências da Nutrição pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz e mestre em Políticas Alimentares pela City University London, a especialista procurou respostas junto de médicos, mas os resultados conseguiu-os apenas graças a mudanças naquilo que comia, alterações que de imediato lhe melhoraram o funcionamento do intestino e eliminaram outros desequilíbrios.

Foi por isso que decidiu escrever o livro ‘Equilíbrio. O guia de receitas para um intestino saudável’, onde pretende mostrar como aquilo que ingerimos em cada refeição, em cada snack, em cada dentada, pode ser o maior desafio para a saúde da nossa flora bacteriana intestinal e, consequentemente, o maior fator de influência para a nossa saúde.

Até porque o organismo humano é colonizado por uma imensidão de micro-organismos. São cerca de 100 triliões as bactérias, fungos, vírus que cobrem todo o corpo desde a pele, a boca, as orelhas ou até mesmo o intestino. E a nossa alimentação influencia direta e fortemente a diversidade e o equilíbrio da flora bacteriana intestinal.

Depois de ‘Superalimentos, refeições com mais vida’ e do site Loveat.pt, onde partilha receitas e dicas para uma alimentação e estilo de vida saudáveis, a autora lança agora um novo livro, editado pelo Grupo Saída de Emergência, que vai estar à venda a partir de dia 6 de abril.