Dia Nacional da Anemia

Parlamento aprova projetos de resolução que contemplam a criação do Dia Nacional da Anemia

Por País

Considerada um problema de saúde pública, a anemia afeta em Portugal, de acordo com os dados do estudo EMPIRE, o único estudo epidemiológico nacional dirigido à população adulta, cerca de 20% da população. O que significa que um em cada cinco portugueses adultos tem alguma forma de anemia. Números que justificam a criação de um Dia Nacional da Anemia, efeméride que está cada vez mais perto de se tornar uma realidade.

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doença renal

Estudo nacional avalia relação entre anemia e doença renal

Por Investigação & Inovação

A relação entre anemia e doença renal em Portugal e o tratamento da mesma vai ser tema de um estudo, o ‘NEFROPOR’, coordenado pela Sociedade Portuguesa de Nefrologia. O objetivo do trabalho vai ser apresentado na 2ª edição da Reunião Anemia e Doença Renal, que vai decorrer este sábado (dia 16 de novembro), no Hotel Villa Batalha, na Batalha, Leiria.  

Organizada este ano em parceria pela Sociedade Portuguesa de Nefrologia e pelo Anemia Working Group Portugal (AWGP), a reunião, que antecede o Dia da Anemia, assinalado a 26 de novembro, apresenta o inquérito sobre a prática clínica no tratamento da anemia em Portugal, destinado a sensibilizar sobre a realidade do diagnóstico e o tratamento da anemia renal no nosso país.

Do programa fazem ainda parte temas como “Inteligência Artificial como suporte na terapêutica da anemia do hemodialisado”, o “Tratamento da ferropenia na Doença Cardio-Renal” ou “Estudo Pro-IRON. Anemia e ferropenia: uma visão do internamento”.

10% sofrem com doença renal

Recorde-se que, em Portugal e de acordo com o estudo EMPIRE, realizado pelo AWGP, um em cada cinco portugueses são afetados por anemia em algum momento da sua vida, com 84% dos afetados a desconhecer que tinha a patologia. Quanto à doença que afeta os rins, estima-se que afete 8 a 10% da população adulta.

insuficiência cardíaca grave

Cerca de 50% dos doentes com insuficiência cardíaca grave têm anemia

Por País

O estudo EMPIRE já comprovou que a prevalência da anemia na população portuguesa adulta é muito maior do que a Organização Mundial de Saúde previa. Ou seja, a prevalência estimada de 15% é, na realidade de 20.4%, constituindo, por isso, um problema de saúde pública. Aqui, juntam-se outras preocupações, que têm a ver com a insuficiência cardíaca. É que, em cerca de metade dos casos, a anemia resulta de uma deficiência de ferro, que é uma comorbilidade frequente nos doentes com insuficiência cardíaca crónica.

Contas feitas, cerca de 50% dos doentes com insuficiência cardíaca grave têm anemia e muitos têm ferropenia, mesmo na ausência de anemia, alerta o Anemia Working Group Portugal (AWGP), no âmbito do mês de maio, mês do coração.

É importante, por isso, que a população em geral, profissionais de saúde e decisores políticos estejam sensibilizados para esta questão.

Corrigir a anemia com ganhos no prognóstico da insuficiência cardíaca grave

Quando está presente, a anemia agrava o prognóstico da insuficiência cardíaca. Mas, mais importante que a anemia, é a deficiência de ferro, quer esta se faça acompanhar por anemia quer não.

Cândida Fonseca, cardiologista e membro do AWGP, confirma que “nos esquecemos muitas vezes de corrigir a anemia e a mais forte razão, a ferropenia, nestes doentes”.

No entanto, a investigação demonstrou que, quando se corrige a ferropenia e a anemia em doentes com insuficiência cardíaca, há ganhos no prognóstico: a qualidade de vida melhora significativamente e a taxa de internamentos diminui.

Para o doente, “o diagnóstico atempado e a correção da anemia e da ferropénia representam uma mais-valia, pelo que é imprescindível fazer o rastreio sistemático destas situações aquando do primeiro diagnóstico de insuficiência cardíaca”.

portugueses com anemia

Um em cada cinco portugueses adultos tem anemia

Por País

É um problema de saúde pública que, segundo o estudo EMPIRE, afeta um em cada cinco portuguese adultos. Em vésperas do Dia Mundial da Saúde, que se assinala no próximo domingo (07 de abril), o Anemia Working Group Portugal (AWGP) alerta para a anemia, confirmando que a maioria das pessoas não está diagnosticada.

A estes números junta-se outro: mais de 50% de todos os casos de anemia são provocados por défice de ferro, um nutriente essencial para o organismo, para a saúde física e mental e para manter os níveis de energia adequados à actividade.

A deficiência de ferro pode provocar vários sintomas, como fadiga, tonturas, falta de ar, maior suscetibilidade para infeções, aftas, dores de cabeça, queda de cabelo, intolerância ao frio, etc.

A anemia causada por deficiência de ferro tem um impacto significativo na saúde, aumentando o risco de morbilidade e mortalidade por agravamento de outras doenças subjacentes. Os doentes com anemia apresentam sintomas de fadiga e têm uma qualidade de vida reduzida quando comparados com doentes não-anémicos, tendo um impacto negativo na sua produtividade.

Para Robalo Nunes, presidente do AWGP, “é essencial sensibilizar a população para este tema, pois normalmente subvalorizam um dos sintomas mais comuns – a fadiga – associando-o a outras situações. No entanto, a deficiência de ferro ou a anemia, quando não é tratada, podem ter implicações sérias na qualidade de vida do doente”.

Perante o diagnóstico o tratamento depende do que é mais adequado a cada situação e a cada doente.

rastreios à anemia

Rastreios gratuitos para a anemia e deficiência de ferro em Cascais

Por Marque na Agenda

Um em cada cinco portugueses adultos tem anemia. Os dados fazem parte do único estudo nacional sobre o tema, que acrescenta a este outro dados preocupante: a maioria (84%) não está diagnosticada. O rastreio é uma das formas de conhecer o problema, como aquele que se vai realizar em Cascais, nos dias 30 e 31 de março. 

Segundo o estudo EMPIRE, realizado pelo Anemia Working Group Portugal, a prevalência da anemia é elevada no nosso país, chegando aos 20%, valor superior à estimativa de 15% da Organização Mundial de Saúde. 

Para fazer o diagnóstico da anemia, recorrem-se a análises de sangue, algo que costuma ser feito de forma tardia, uma vez que a anemia é frequentemente confundida com a fadiga numa fase inicial e tem um desenvolvimento lento, podendo passar diversos meses até que as reservas de ferro do organismo sejam esgotadas.

Dois dias de rastreios

Para sensibilizar e cuidar da população, a SYNLAB vai realizar rastreios de anemia nos dias 30 e 31 de março, das 10h00 às 18h00, no Cascais Villa Shopping Center.

A participação é gratuita para todas as idades e os participantes podem ainda participar num sorteio e habilitar-se a ganhar um teste de intolerância alimentar A200 e a muitos brindes.

Deficiência de ferro na origem de metade dos casos

Ainda de acordo com o estudo EMPIRE, cerca de 52,7% de todos os casos de anemia são resultado de uma deficiência de ferro.

Quando esta se instala, significa que o ferro é insuficiente para dar resposta às necessidades do organismo, uma vez que este é essencial para o funcionamento saudável de todo o corpo, incluindo coração, músculos e glóbulos vermelhos, com impacto também ao nível da saúde mental.

De resto, a Organização Mundial da Saúde reconhece a existência de uma redução de 30% no rendimento do trabalho e do desempenho físico em homens e mulheres com deficiência de ferro.

rastreios à anemia

Rastreios gratuitos em todo o País para identificar anemia

Por Marque na Agenda

É a principal causa de anemia e atinge cerca de um em cada três portugueses adultos, ainda que muitos desconheçam o que é ou o quais as suas consequências. É para alertar para os riscos da deficiência de ferro e da sua consequências mais grave, a anemia, que o Anemia Working Group Portugal (AWGP) realiza rastreios gratuitos em todo o País.

Uma iniciativa que conta com o apoio do grupo Germano de Sousa, que vai ter lugar em todos os hospitais e clínicas CUF do País, aberta a toda a população e que visa sensibilizar para a necessidade de prevenção.

Informar a população sobre o que é a anemia e a deficiência de ferro, assim como, no caso de suspeita de um ou de ambos os problemas, esclarecer e aconselhar os portugueses, encaminhando-os para uma consulta com um especialista, é outro dos grandes objetivos.

Em Portugal, segundo os dados do estudo EMPIRE, um em cada cinco portugueses sofrem com anemia em algum momento da sua vida e 84% dos afetados não têm conhecimento da patologia. Ainda de acordo com os mesmos dados, apenas 2% dos inquiridos se encontravam a fazer tratamento no momento do inquérito.

“É essencial reforçar a sensibilização da população para este tema, uma vez que, por norma, se subvalorizam os sintomas, sobretudo o mais comum, a fadiga, associada a outras situações”, refere a propósito Robalo Nunes, presidente do AWGP.

Até porque, acrescenta, “a deficiência de ferro ou a anemia, quando não não são tratados, poderão ter implicações sérias na qualidade de vida do doente”.

Marque na agenda

Os rastreios vão estar disponíveis de Norte a Sul, nos hospitais e clínicas CUF do País. Esta quinta-feira, 13 de dezembro, vai ser possível realizá-los na CUF Almada. Segue-se, ainda esta semana, a CUF Viseu (14 de dezembro).

A CUF Coimbra (17 de dezembro), CUF Infante Santo (18 de dezembro), Instituto CUF Porto (19 de dezembro), CUF Descobertas (20 de dezembro) e Hospital CUF Porto (21 de dezembro) recebem os rastreios na próxima semana, seguindo-se, a 27 de dezembro, a CUF Torres Vedras e, no dia 28, a CUF Cascais.