Miguel Rocha quer ser o primeiro português a competir no mundial de Bodysurf e nem a esclerose múltipla o trava

Por Marque na Agenda

Quer ser o primeiro português a competir no mundial de bodysurf, que se realiza no próximo mês de agosto, na Califórnia. E nem o diagnóstico de esclerose múltipla será um entrave para Miguel Rocha, que continua a alcançar lugares de pódio a nível nacional e europeu e espera obter uma boa classificação entre os melhores do mundo. 

Apaixonado pelo mar, atual campeão nacional da modalidade descobriu o bodysurf em 2010 e, cinco anos depois, começava a competir, tendo alcançado nesse ano o 2º lugar no campeonato nacional. O diagnóstico de esclerose múltipla surgiu em 2016 e, com ele, o receio de um adeus forçado ao mar.

“Nesse momento pensei que a competição e o bodysurf tinham chegado ao fim. Sempre que pensava em esclerose múltipla só me vinha à cabeça a cadeira de rodas”, conta.

“Estive algum tempo sem entrar no mar até que, um dia, “forçado” pela família do bodysurf, entrei no mar e senti-me como um peixe na água!”. Nesse mesmo ano, Miguel Rocha sagrou-se campeão nacional de bodysurf e chegou ao pódio na competição europeia, com o 3º lugar do campeonato europeu.

Novos desafios, novo campeonato

Depois de, em 2017, se ter sagrado bi-campeão nacional, abraça este ano novos desafios. “Para 2018 tenho mais sonhos… quero ser o primeiro português a competir no mundial.”

Para tal, o atleta conta com o apoio das Bolsas GAES, uma iniciativa da líder ibérica em reabilitação auditiva, integrada na Fundação GAES Solidária. Miguel Rocha foi eleiro, em fevereiro, um dos vencedores da 2ª edição do programa “Persegue os teus sonhos”.

Por cá, o atleta iniciou a época da melhor forma, tendo conseguido o primeiro lugar na 1ª Etapa do Campeonato Nacional de Bodysurf, em Carcavelos. A próxima etapa está agendada para os dias 19 e 20 de maio, na Ericeira.