portugueses não querem a mudança de hora

Portugueses querem o fim da mudança de hora

Por País

A esmagadora maioria dos portugueses (85%) que participaram no inquérito da Comissão Europeia sobre a mudança de hora querem que a Europa deixe de mudar o relógio. Um valor em linha com o sentimento geral.

Ao todo, dos 4,6 milhões de respostas de todos os 28 Estados-Membros, o número mais elevado de contributos alguma vez recebidos numa consulta pública da Comissão, 84% reponderam a favor do fim da mudança bianual da hora. 

“Milhões de europeus participaram nesta consulta pública para fazer ouvir a sua voz. A mensagem é muito clara: 84% dos participantes querem que se deixe de mudar a hora. Vamos agora agir em conformidade com esta vontade expressa e preparar uma proposta legislativa ao Parlamento Europeu e ao Conselho, que decidiram então em conjunto”, diz a propósito Violeta Bulc, Comissária Europeia responsável pelos Transportes.

Os resultados preliminares desta consulta pública indicam também que mais de três quartos (76%) dos participantes consideram que a mudança de hora duas vezes por ano é uma experiência “muito negativa” ou “negativa”. E como justificação do desejo de pôr fim a esta regras, alegam-se o impacto negativo na saúde, o aumento de acidentes de viação ou a falta de poupanças de energia.

Tradição de mudança de hora vem de longe

Na maioria dos Estados-Membros há uma longa tradição de mudança da hora, que remonta, em muitos casos, à Primeira e à Segunda Guerras Mundiais ou à crise petrolífera da década de 1970, explica a Comissão Europeia em comunicado.

Desde a década de 1980, a União Europeia (UE) adotou gradualmente legislação por força da qual todos os Estados-Membros acordam em coordenar a mudança da hora e acabar com os diferentes regimes horários nacionais.

Desde 1996, todos os europeus avançam uma hora no relógio no último domingo de março e atrasam uma hora no último domingo de outubro. 

Os resultados finais da consulta pública serão publicados nas próximas semanas. A Comissão apresentará agora uma proposta ao Parlamento Europeu e ao Conselho, com vista à alteração das atuais disposições em matéria de mudança de hora.