Portugal é o segundo no mundo com mais órgãos de dadores falecidos

Por País

Portugal foi, no ano passado, o segundo país do mundo com mais órgãos de dadores falecidos, numa lista de 50 nações, depois de ter sido terceiro em 2016, revelam os dados apresentados no simpósio internacional de transplantação e doação de órgãos, organizado pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), que decorre em Lisboa.

Ao todo, segundo os dados do relatório da Coordenação Nacional da Transplantação sobre a atividade de doação e transplantação de órgãos, em 2017 foram colhidos 1.011 órgãos e realizados 895 transplantes. Números que confirmam um aumento de 3,5% face ao ano anterior (864), tendo-se assistido também ao aumento do número de dadores: 351 em 2017, mais 14 do que no ano anterior.

A maioria dos dadores, que eram oriundos do sul do País, estava em morte cerebral (330), 79 eram dadores vivos, 21 encontravam-se em paragem cardiocirculatória e 10 eram dadores sequenciais. A principal causa de morte dos dadores foi clínica (80%), seguindo-se a traumática (20%).

No que diz respeito aos órgãos, a subida foi, aqui, de 8% em relação ao ano anterior, registando-se a colheita de 1.011 em 2017. A idade média do dador foi de 53,8 anos, tendo-se registado 77 doações de rins e duas de fígado em dador vivo.