proteger os ouvidos

A melhor forma de proteger os ouvidos no inverno

Por Bem-estar

Inverno é sinónimo de frio, de chuva, de nariz a pingar, de gargantas inflamadas, de constipações e gripes, como aquelas que têm ‘entupido’ as urgências nacionais. Mas o inverno castiga também os ouvidos. Por isso, a saúde auditiva merece atenção, até porque, em Portugal, 60% dos casos de otites médias agudas manifestam-se nos meses mais frios.

Ler Mais

perda auditiva entre os idosos

30% dos portugueses com mais de 50 anos têm perda auditiva

Por Bem-estar

Em Portugal, cerca de 30% da população com mais de 50 anos sofre de perda auditiva, que ocupa mesmo o terceiro posto na lista de problemas de saúde crónicos mais prevalentes entre os idosos portugueses. Um problema que preocupa os especialistas, que alertam para a importância da reabilitação auditiva na reintegração na sociedade.

É normal: com o avançar da idade, o ouvido sofre alterações e deixamos de ouvir tão bem. Esta é, aliás, a causa principal para quase todos os casos de perda de audição, embora haja outros fatores associados, como os antecedentes familiares, a permanente exposição a ambientes ruidosos ou algumas doenças neurológicas, metabólicas e cardíacas.

“A perda auditiva é um défice adquirido, ou seja, consiste numa perda gradual das capacidades auditivas, devido a lesões ou doenças”, explica Dulce Martins Paiva, diretora-geral da GAES – Centros Auditivos.

“Nestas situações, a maioria das pessoas já aprendeu a comunicar oralmente, sendo que, ao desenvolver esta deficiência, vai procurar alternativas para comunicar. Como qualquer outra parte do nosso corpo, o ouvido precisa de ser estimulado e exercitado para se manter ativo. Se o estímulo desaparece, a perda auditiva aumenta, e a compreensão da fala também começa a deteriorar-se gradualmente. É por isso que é fundamental procurar uma solução.”

Impacto enorme na vida e rotina

De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, até 2050 e no mundo, cerca de 900 milhões de pessoas devem sofrer de perda auditiva. E com um grande impacto na qualidade de vida e na rotina socialmente ativa.

“Esta condição altera a capacidade de relacionamento com os outros, afeta progressivamente a memória, a orientação e a linguagem, causando o isolamento”, refere a especialista.

O problema torna-se ainda mais preocupante, se tivermos em conta que a solidão e o isolamento social acabam por ser comuns entre estes indivíduos, podendo causar depressões e até mesmo resultar num quadro de demência.

Reabilitação devolve qualidade de vida

Falar de prevenção é preciso, mas a esta conversa tem de se juntar outra, sobre a reabilitação auditiva, que poderá devolver a estas pessoas a sua qualidade de vida.

“Atualmente, com o avanço da tecnologia no setor da saúde, existem inúmeras soluções para casos de perda auditiva”, refere Dulce Martins Paiva. 

rastreios à perda auditiva

900 milhões em risco de perda auditiva até 2050

Por Bem-estar

Até 2050, 900 milhões de pessoas em todo o mundo deverão sofrer de perda auditiva incapacitante. Os números são da Organização Mundial de Saúde, que avança o envelhecimento e a permanente exposição a sons elevados como algumas das causas deste problema, que é evitável. Basta a prevenção, que tem faltado. E Portugal é disso exemplo. 

Por cá, segundo dados de um estudo recente da GAES – Centros Auditivos, 75% da população só procura um médico otorrinolaringologista quando existe um problema. O mesmo trabalho revela ainda que quase cinco em cada dez portugueses nunca fizeram uma avaliação, nem mesmo junto do médico de família.

É para ajudar a mudar estes números e a contrariar as estimativas que decorre, nos centros auditivos GAES, a campanha “Mais vale prevenir. E escutar”, uma ação de avaliação auditiva completa, totalmente gratuita.

Avaliação auditiva gratuita até 31 de outubro

“A perda de sensibilidade auditiva afeta gravemente a qualidade de vida podendo levar, inclusivamente, ao isolamento por iniciativa da pessoa, pela dificuldade de comunicação”, explica Dulce Martins Paiva, Diretora-Geral da GAES.

Importa, por isso, apostar na prevenção e é precisamente com este objetivo que a GAES promove, até 31 de outubro, a campanha de deteção precoce da perda auditiva. “É fundamental insistir na importância da realização de avaliações auditivas periódicas para reduzir o impacto da perda auditiva na saúde e na qualidade de vida das pessoas.”

proteger os ouvidos nas viagens

A melhor forma de proteger os ouvidos nas viagens

Por Bem-estar

As férias são muitas vezes sinónimo de viagens. Viagens de avião, de carro ou de comboio, viagens que quebram a rotina e convidam ao descanso. Uma experiência que pode ser desagradável para os ouvidos.

Sabe-se que o ruído afeta negativamente o nosso bem-estar, causando irritabilidade e perturbações várias a nível da concentração, aprendizagem, memória ou sono. Nada disto se pretende, muito menos em tempo de férias. Mas quem já andou de avião sabe que a pressão pode deixar marcas nos ouvidos.

A estes juntam-se muitos outros, aqueles que, em plenas férias, têm de lidar com o ruído do trânsito. Ou os que nem conseguem ouvir os seus pensamentos devido ao barulho ensurdecedor do comboio.

Na hora de fazer as malas para ir de férias, não deixe de fora a saúde dos ouvidos, que pode ser protegida, aconselha a GAES, que garante haver formas de tornar a experiência das viagens, muitas vezes desagradável para os seus ouvidos, mais cómoda.

Solução em forma de moldes de descanso

São várias as soluções disponíveis, capazes de atenuar os ruídos indesejados em tempo de férias. Especialmente indicados para quem viaja, os moldes de descanso permitem uma proteção auditiva e a possibilidade de descansar sem que o ruído seja um problema. 

Vencer a montanha, o sonho de um atleta com otosclerose e esclerose múltipla

Por Marque na Agenda

Em 2008, Eduardo Excelente Pinto passou a ter que lidar com a otosclerose, uma doença que causa perda auditiva. Hoje, às duas prótese auditiva junta um diagnóstico de esclerose múltipla e um desejo: concluir todas as provas do circuito de Trail Ultra Endurance, da Associação Trail Running Portugal.

“A vontade de alcançar os muitos sonhos que tenho cresceu imenso”, conta. A esta junta outra, a de superar um dos desafios que uma lesão, em 2016, o impediu de concretizar, os 115 quilómetros do Madeira Island Ultra Trail. Todas juntas, as provas que quer concluir vão permitir que tenha pontos necessários para em 2019 ir ao O Ultra-Trail du Mont-Blanc, uma ultramaratona de montanha que se realiza uma vez por ano nos Alpes.

Uma meta que conquistou uma das Bolsas GAES da edição deste ano da iniciativa “Persegue os teus sonhos”, que visa contribuir para a realização dos sonhos dos atletas amadores.

A próxima prova, o Ultra Trail de São Mamede, realiza-se já no dia 19. Composto por 100 km, inicia-se às 00h00 no Estádio dos Assentos, em Portalegre, e faz parte do calendário nacional de trail para 2018. E nesta, à semelhança de todas as outras nas quais participa, realiza uma angariação de fundos a favor da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, sendo o exemplo de que o diagnóstico da doença, esta e a otosclerose, não é o fim do caminho para se fazer o que mais se gosta.

Lutar contra a natureza

Eduardo prepara-se para esta prova, depois da participação, em abril, no MIUT® – Madeira Island Ultra Trail, na Madeira, não ter corrido como esperado. “As condições meteorológicas na ilha foram muito complicadas e tive de ficar pelos 29 kms, depois de quase ter entrado em hipotermia.”

“Agora, estou focado na prova de Portalegre e o meu objetivo é completar aquele que será o primeiro grande passo para os dois enormes objetivos que tenho delineados para 2018. Uma prova que, ao contrário da Madeira onde a luta foi contra chuva e frio, desta vez será contra temperaturas elevadas.”  

Recorde-se que, se completar pelo menos três provas do Campeonato Nacional, Eduardo terá os pontos necessários para entrar no sorteio para participar no Ultra Trail du Mont Blanc, em França, no próximo ano, considerada a mais importante entre as provas de montanha.

Miguel Rocha quer ser o primeiro português a competir no mundial de Bodysurf e nem a esclerose múltipla o trava

Por Marque na Agenda

Quer ser o primeiro português a competir no mundial de bodysurf, que se realiza no próximo mês de agosto, na Califórnia. E nem o diagnóstico de esclerose múltipla será um entrave para Miguel Rocha, que continua a alcançar lugares de pódio a nível nacional e europeu e espera obter uma boa classificação entre os melhores do mundo. 

Apaixonado pelo mar, atual campeão nacional da modalidade descobriu o bodysurf em 2010 e, cinco anos depois, começava a competir, tendo alcançado nesse ano o 2º lugar no campeonato nacional. O diagnóstico de esclerose múltipla surgiu em 2016 e, com ele, o receio de um adeus forçado ao mar.

“Nesse momento pensei que a competição e o bodysurf tinham chegado ao fim. Sempre que pensava em esclerose múltipla só me vinha à cabeça a cadeira de rodas”, conta.

“Estive algum tempo sem entrar no mar até que, um dia, “forçado” pela família do bodysurf, entrei no mar e senti-me como um peixe na água!”. Nesse mesmo ano, Miguel Rocha sagrou-se campeão nacional de bodysurf e chegou ao pódio na competição europeia, com o 3º lugar do campeonato europeu.

Novos desafios, novo campeonato

Depois de, em 2017, se ter sagrado bi-campeão nacional, abraça este ano novos desafios. “Para 2018 tenho mais sonhos… quero ser o primeiro português a competir no mundial.”

Para tal, o atleta conta com o apoio das Bolsas GAES, uma iniciativa da líder ibérica em reabilitação auditiva, integrada na Fundação GAES Solidária. Miguel Rocha foi eleiro, em fevereiro, um dos vencedores da 2ª edição do programa “Persegue os teus sonhos”.

Por cá, o atleta iniciou a época da melhor forma, tendo conseguido o primeiro lugar na 1ª Etapa do Campeonato Nacional de Bodysurf, em Carcavelos. A próxima etapa está agendada para os dias 19 e 20 de maio, na Ericeira.