De Hawking a Micheal J. Fox: o poder da fama na sensibilização para a doença

Por Marque na Agenda

Stephen Hawking quase dispensa apresentações, ou não tivesse a sua vida dado um filme. O cientista, diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurológica, degenerativa e progressiva, despediu-se agora da vida, aos 76 anos, mas não sem antes ter contrariado todas as previsões médicas, que há muito tinham vaticinado a sua morte, ao mesmo tempo que se tornou o rosto desta doença, dando-lhe visibilidade.

Não é o único. Têm sido várias as caras conhecidas que usaram a sua fama para sensibilizar e aumentar a informação sobre várias doenças. Como Hawking, um exemplo de superação, vários foram também os que criaram fundações dedicadas a estudar as diferentes patologias.

Em busca da cura para Parkinson

Michael J. Fox é outro exemplo. Quando, em 1991, com apenas 30 anos, foi diagnosticado com a doença de Parkinson, pensou tratar-se de um erro. Sete anos mais tarde partilhava com o mundo a informação e dava início a uma batalha contra a doença, assumindo o compromisso com a investigação em 2000, ano em que criou uma fundação com o seu nome.

Desde então, foram mais de 600 milhões de euros que a fundação dedicou ao estudo de Parkinson, muitos dos quais em busca de um tratamento capaz de restaurar a função dos neurónios danificados no cérebro dos doentes.

Um ‘Magic’ corajoso

Foi uma decisão considerada corajosa, tanto mais se pensarmos que, em 1991, a discriminação em relação aos doentes com o vírus da sida era muito superior à que ainda existe hoje. Earvin ‘Magic’ Johnson, estrela da NBA, assumia ser portador do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), tornando-se a primeira figura pública heterossexual a assumir a infeção, o que se tornou um marco na história da doença.

Vinte e sete anos depois, a luta contra a sida prossegue em várias frentes. ‘Magic’ Johnson continua ativo nesta guerra, assumindo o papel de protagonista ao dar o seu nome a uma fundação apostada em difundir informação e conhecimento sobre a doença.

Gaga na luta contra a fibromialgia

O anúncio foi recente. No documentário que retrata a sua vida (Gaga: Five Foot Two), Lady Gaga anunciou que sofre de fibromialgia, numa tentativa de “ajudar a consciencializar e a pôr em contacto as pessoas que sofrem com a doença”, revelou então.

A artista tornou-se, desde então, embaixadora de uma doença crónica, de causa desconhecida, que afeta sobretudo as mulheres, tendo como principais sintomas a dor, fadiga crónica e problemas cognitivos.