vantagens da cirurgia minimamente invasiva

Cirurgia minimamente invasiva é mais-valia para tratar doenças cardiovasculares

Por Bem-estar

São várias as doenças cardiovasculares que, hoje em dia, já podem ser tratadas de forma minimamente invasiva. É para esta abordagem, menos agressiva para o doente, que chama a atenção Luis Baquero, Coordenador do Heart Center e responsável da Unidade de Cirurgia Cardíaca minimamente invasiva do Hospital Cruz Vermelha (HCV), no âmbito do Dia Mundial do Coração, que se assinala a 29 de setembro.

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Heart Center no Hospital Cruz Vermelha

Hospital Cruz Vermelha abre centro inovador para tratar doenças cardiovasculares

Por País

É um centro inovador em Portugal, um espaço especializado em tratamentos cardiovasculares, que abre esta sexta-feira portas no Hospital Cruz Vermelha e que oferece, nesse mesmo dia rastreios cardiovasculares gratuitos à população.

Aberto 24 horas por dia, 365 dias por ano, o Heart Center distingue-se dos serviços clássicos de cardiologia ou da área cerebrovascular, por ser um centro dedicado à prevenção, através da prestação de cuidados de saúde especializados com base em tecnologias inovadoras e altamente diferenciadas e, ao mesmo tempo, a todo o tipo de tratamentos com procedimentos minimamente invasivos e cirurgias complexas.

Tudo com o apoio de uma equipa multidisciplinar, composta por especialistas de topo das diversas áreas, desde a cardiologia, cirurgia cardio-torácica ou cirurgia vascular, passando pelos exames complementares de diagnóstico como a ecocardiografia ou a imagiologia, até à reabilitação cardíaca, completando todo o ciclo.

“O doente encontra aqui resposta ampla para qualquer problema do foro cardiovascular, com um modelo integrado de abordagem, sempre da forma menos invasiva e mais efetiva possível, com acompanhamento constante e multidisciplinar em articulação com os vários níveis de cuidados e equipas, o que já se faz nos países mais avançados, como na Alemanha e Estados Unidos, mas que ainda falta trazer a Portugal”, refere Luis Baquero, coordenador do Heart Center.

Inovação sem igual no Hospital Cruz Vermelha

Os novos equipamentos deste centro são uma novidade em Portugal e primam por uma inovação sem igual.

“Os mais recentes equipamentos adquiridos permitem fazer o acompanhamento dos doentes em casa, com recurso à telessaúde e a transmissão de dados, que permitem avaliar e acompanhar sinais como a pressão arterial, o peso ou as arritmias”, reforça o especialista.

“O doente passa a ser parte ativa do seu tratamento, permanentemente acompanhado pela equipa médica. Temos dispositivos únicos com equipamentos de última geração, que vão permitir intervenções minimamente invasivas com redução de infeções e das incisões que permitem a redução de complicações.”

Ao nível do investimento, o Hospital Cruz Vermelha soma cerca de 10 milhões de euros aplicados neste projeto. Um investimento que, segundo Teresa Magalhães, presidente da Comissão Executiva do hospital, “faz sentido para a nossa estratégia, que passa por nos posicionar como centro de referência na prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares. Sentimos que ainda há muito a fazer em Portugal na área das doenças cardiovasculares e queremos oferecer o que de melhor se faz em Portugal”.

O Heart Center vem, por fim e como princípio, consolidar os valores do hospital. “Prestar os melhores cuidados de saúde ao doente, através dos mais prestigiados meios técnicos e humanos, baseados no rigor e na melhor prática clínica. Serão sempre estes os valores do novo centro e do nosso hospital”.

Exames cardiovasculares com radiação podem causar cancro

Por País

As Sociedades Científicas e a Comunidade Europeia da Energia Atómica há muito que recomendam o uso preferencial de métodos complementares sem radiação. Mas essa não é a prática em Portugal e noutros países da Europa, onde o primeiro exame com imagem usado para estudo da doença coronária continua a ser a cintigrafia de perfusão miocárdica, um exame mais caro e que pode usar doses elevadas de radiação. 

A garantia é dada por Carlos Cotrim, médico cardiologista e presidente da 1ª reunião do Heart Center do Hospital da Cruz Vermelha, que irá decorrer no próximo dia 30 de março, no Museu do Oriente e vai debater a existência de exames prejudiciais para a saúde do doente e quais as alternativas a usar nos hospitais portugueses.

“A cintigrafia de perfusão miocárdica que é utilizada para o diagnóstico não invasivo de doença coronária aterosclerótica pode usar doses de radiação que chegam a ultrapassar o equivalente a 500 radiografias do tórax, o que significa um impacto muito negativo para o doente”, explica o médico.

“A relação entre a radiação e o desenvolvimento do cancro é amplamente compreendida: uma única tomografia computadorizada, ou cintigrafia de perfusão miocárdica, expõe o paciente a uma quantidade de radiação que a evidência epidemiológica mostra que pode causar cancro”, reforça a mesma fonte. 

Alternativa é mais segura e custa metade do preço

“Em alternativa à cintigrafia de perfusão miocárdica, que tem sido usada na maioria dos hospitais do SNS, o que deve ser utilizado é a ecocardiografia de sobrecarga”, esclarece Carlos Cotrim.

Um exame com “benefícios para o doente e para quem analisa os resultados que são amplamente maiores”.

No entanto, ainda de acordo com o especialista, “o SNS continua a financiar, sem qualquer obstáculo a cintigrafia. Pelo contrário o médico de família não tem a possibilidade de solicitar um ecocardiograma de esforço, apesar do preço de uma cintigrafia ultrapassar o dobro do preço de um ecocardiograma de esforço (cerca de 200 euros um ecocardiograma de esforço e cerca de 400 euros uma cintigrafia)”.

Mas há mais. “Para além dos custos económicos dos exames com radiação serem maiores, também os riscos biológicos com o aumento da incidência de cancro nos devem levar a analisar a prática atual, em que a cintigrafia de perfusão miocárdica continua a ser o exame mais utilizado em Portugal para deteção de doença coronária”.

A 1ª reunião do Heart Center do Hospital da Cruz Vermelha vai receber médicos especialistas nacionais e internacionais, para troca de experiências e divulgação de trabalhos clínicos e de investigação sobre o tema. 

radiação nos exames

O polémico uso de exames com radiação em debate por especialistas

Por Marque na Agenda

Apesar das recomendações das sociedades científicas e da Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM), que recomendam se façam diagnósticos, de preferência, com métodos livres de radiação, não é essa a prática em Portugal e noutros países da Europa, onde o primeiro exame com imagem usado para estudar a doença coronária continua a ser a cintigrafia de perfusão miocárdica, que usa radiação.

Numa altura em que a prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares se reveste de maior importância, tendo em conta que esta é a primeira causa de morte de homens e mulheres europeus, a polémica com o uso da radiação ganha destaque, sendo um dos temas em debate na 1ª reunião do Heart Center, do Hospital da Cruz Vermelha, uma iniciativa que irá decorrer no dia 30 de março, no Museu do Oriente, em Lisboa.

A reunião vai receber especialistas nacionais e internacionais, para troca de experiências e divulgação de trabalhos clínicos e de investigação sobre o tema.

Com um ênfase na ecocardiografia de sobrecarga e nas suas aplicações na prática clínica, a reunião contará ainda com a presença de especialistas internacionais, como Eugénio Picano, especialista italiano do Instituto de Fisiologia Clínica de Pisa, Itália, autor de mais de 250 artigos originais publicados em revistas científicas e pioneiro no uso uso da ecografia de sobrecarga.

É a este especialista que fica a cargo o debate sobre o uso destas técnicas e como podem revolucionar o tratamento dos doentes, com uma significativa redução da morbilidade e mortalidade. Contrastam, assim, com os exames que recorrem ao uso de radiação que, sempre que possível e em nome do interesse do doente, podem e devem ser substituídas.

Avanços que prometem ainda mais

“As várias técnicas complementares de diagnóstico em cardiologia têm sofrido um avanço extraordinário”, explica Carlos Cotrim, responsável pelo laboratório de ecocardiografia do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa e um dos responsáveis da Comissão Organizadora do evento.

“A 1ª reunião de ecocardiografia do Hospital da Cruz Vermelha, que ocorre num momento de viragem desta instituição, pretende sublinhar o papel chave que a ecocardiografia continua e certamente continuará a desempenhar na avaliação dos nossos doentes.”