cuidados com a higiene oral nas férias

Vai de férias? Tenha atenção à sua higiene oral

Por | Saúde Oral

Quem ainda não está de férias, é provável que venha a estar em breve, ou não fosse esta a época do tão aguardado descanso que permite “desligar” do ano de trabalho. As rotinas, os horários e os hábitos alimentares são muitas vezes alterados, mas os cuidados com a higiene oral não devem ter férias. Este é o alerta dado por Luís Pedro Ferreira, médico dentista da Associação Best Quality Dental Centers (BQDC).

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Vai de férias? A saúde oral não pode ser descurada

Por | Saúde Oral

As férias estão a chegar, o que significa, para muitas famílias, o tão merecido descanso, que permite ‘desligar’ do ano de trabalho. As rotinas, os horários e os hábitos alimentares são muitas vezes alterados, mas os cuidados com a saúde oral devem ser mantidos, à semelhança do que acontece durante o ano. Um alerta de Luís Pedro Ferreira, médico dentista da Associação Best Quality Dental Centers (BQDC).

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Impacto da saúde oral no coração

Má saúde oral pode originar problemas no coração

Por | Saúde Oral

O que é que a saúde oral tem a ver com o coração? Muito, garantem os especialistas que, nas vésperas do Dia Mundial do Coração, que se assinala no próximo dia 29, deixam o alerta: cuide da boca para melhorar a saúde do coração.

Ricardo Faria Almeida, médico dentista da Associação Best Quality Dental Centers (BQDC), explica que a patologia cardíaca mais comum que advém da falta de saúde oral é a endocardite bacteriana, uma doença sistémica que afeta as válvulas cardíacas.

“Os pacientes que já sofrem determinada patologia cardíaca e que não cuidam da sua saúde oral apresentam elevado risco de desenvolver endocardites bacterianas por contaminação de bactérias através do sangue”, refere.

A esta junta-se outra, resultante “da perpetuação de infeções e inflamações crónicas na cavidade oral”, que é a ativação endotelial vascular.

No entanto, são vários estudos que associam a doença periodontal e as doenças cardiovasculares no geral, devido aos “níveis de marcadores pró-inflamatórios, reconhecidos indicadores de risco para estas doenças”, principalmente na doença coronária, “onde já se observou, em amostragem, um aumento de 25% no risco de doença coronária em pacientes com periodontite”.

Cuidar da boca para prevenir problemas no coração

De acordo com o especialista, “o corpo humano é um todo e a saúde deve ser entendida como a necessidade de cuidar esse todo, não somente os órgãos vitais”.

“Devemos, por isso, e no que à saúde oral diz respeito, consultar o médico dentista não com o objetivo único de tratar mas também de prevenir e evitar a necessidade de tratamento, porque se o fizermos evitamos seguramente males maiores, quer sejam cardiovasculares ou outros.”

cuidados nas férias com a saúde oral

O risco e os perigos de dar férias à saúde oral

Por | Saúde Oral

Verão é sinónimo de férias, de descanso, de dias de lazer. E ainda que se mudem as rotinas, não se devem descurar os cuidados no que à saúde oral diz respeito. O melhor é seguir o conselho de João Carlos Ramos, médico dentista da Associação Best Quality Dental Centers (BQDC): “não dê férias à sua saúde oral”.

O especialista explica porquê: “a alteração sazonal de hábitos alimentares ou lúdicos pode iniciar ou agravar alguns sinais e sintomas de determinadas patologias”. E a última coisa que se quer é ir de urgência ao dentista. 

Tudo começa com os hábitos alimentares. “O maior consumo de refrigerantes ácidos açucarados, de gelados, de saladas temperadas com vinagre ou limão, de mais frutas e sumos naturais, muitos deles acídicos, de bebidas isotónicas energéticas, muitas vezes associadas à prática desportiva, ou até mesmo de determinados cocktails em momentos sociais, pode ser lesivo e criar condições para o aparecimento ou agravamento de problemas dentários”, refere o especialista.

Um destes problemas é a “erosão (corrosão) dentária, desgaste provocado por causas químicas internas e/ou externas, que é um dos problemas dentários mais comuns e muitas vezes subdiagnosticado”, com qualquer coisa como “quase 30% da população adulta europeia a sofrer de desgaste dentário (esta prevalência tem vindo a aumentar e pode até assumir valores mais significativos em determinados escalões etários)”.

Isto porque, refere o médico, “a ingestão de alimentos e bebidas acídicas provocam uma desmineralização dos tecidos duros dos dentes (nomeadamente do esmalte, mas também do cemento e dentina, quando expostos), com diminuição da sua resistência e dureza, criando condições para a sua perda progressiva”.

Para evitar que isto aconteça, não tem de abdicar do divertimento em férias, mas tentar reforçar os cuidados: “reduzir a exposição aos fatores etiológicos, aumentar a resistência dos tecidos dentários à desmineralização e reduzir o desgaste mecânico provocado pela escovagem, mastigação ou mesmo hábitos parafuncionais como ‘apertar os dentes’ ou roer as unhas, por ex.”.

O que fazer para proteger a saúde oral

Se tem alguns dos sintomas ou doença acima descritos, “deve evitar este tipo de alimentos e bebidas, ou pelo menos minimizar o seu consumo e os seus efeitos”, explica João Ramos, que para isso deixa outros conselhos.

“Por exemplo, quando consome bebidas acídicas, como um simples sumo de laranja ou limonada, deve fazê-lo com recurso a uma ‘palhinha’, o que só por si reduz o contacto e o efeito na superfície dentária”.

Durante o exercício físico, se consumir bebidas acídicas, “deve terminar com um golo ou dois de água simples, que deve manter na boca durante alguns segundos”.

A estes cuidados juntam-se outros como evitar “escovar os dentes de imediato, pois aumenta-se o risco de desgastar os tecidos dentários por abrasão mecânica da escova e da pasta. Deve-se esperar que a saliva neutralize e remineralize, se possível, os tecidos desmineralizados superficialmente (pelo menos 30 minutos). Por outro lado, pacientes de elevado risco de erosão e desgaste dentário podem usar escovas e pastas menos abrasivas e com maior concentração de flúor”.

Escovar os dentes, mesmo fora de casa

Para quem tem por hábito trocar a comida caseira pela ida ao restaurante, este não deve ser um motivo para deixar a higiene oral em casa. “Pelo contrário”, reforça o médico dentista.

“Podem socorrer-se de kits de viagem mais pequenos, podem também mastigar uma pastilha elástica neutra e sem açúcar (ou até mesmo contendo fosfato de cálcio) durante alguns minutos, que promove alguma limpeza mecânica e estimula a secreção salivar e/ou até efetuar bochechos com elixires apropriados (fluoretados). Importa referir que nenhum destes procedimentos complementares substitui a correta escovagem e passagem do fio dentário.”

Fundamental é ainda, antes da ida para férias, agendar uma consulta com o dentista, para “todos os pacientes e mormente para aqueles que já possuem os problemas diagnosticados”.