criança vítima de bullying

Bullying na escola aumenta em 40% risco de doença mental

Por Saúde Mental

Ser vítima de bullying na escola secundária aumenta drasticamente a probabilidade de problemas de saúde mental e desemprego na vida adulta.

A garantia é dada por um novo estudo, realizado por investigadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, que dão contas das consequências graves sentidas pelos alunos vítimas deste tipo de violência, sobretudo aqueles que são submetidos a intimidação persistente ou violenta.

Emma Gorman e Ian Walker foram os especialistas de serviço. E, juntamente com colegas australianos, confirmaram que sofrer bullying em crianças aumenta a extensão de problemas de saúde mental em 40% quando se chega aos 25 anos.

Mais ainda, aumenta também o risco de desemprego, na mesma idade, em cerca de 35%, reduzindo em 2% o rendimento dos que conseguem trabalho.

Relação negativa entre bullying e educação

“O bullying é difundido nas escolas e muitos estudos documentam uma relação negativa entre este tipo de violência e os resultados ao nível da educação”, refere Emma Gorman.

“O bullying também é uma questão política importante uma vez que, para além dos resultados educacionais, sofrer bullying pode levar a impactos negativos na vida dos jovens a longo prazo, como baixa autoestima, condições de saúde mental e perspetivas de emprego precárias.”

E é isso que, de acordo com a especialista, revela a investigação agora divulgada, “que mostra que sofrer bullying tem impacto negativo em importantes resultados a longo prazo, especialmente no desemprego, rendimentos e problemas de saúde. Ser intimidado causa efeitos prejudiciais na vida das crianças não apenas no curto prazo, mas ao longo de muitos anos”.

Metade sofreu este tipo de violência

Apresentada na conferência anual da Royal Economic Society, na Universidade de Warwick, a investigação analisou dados confidenciais de mais de 7.000 alunos ingleses, com idades entre os 14 e os 16 anos.

Cerca de metade dos envolvidos, que foram entrevistados em intervalos regulares até os 21 anos, e mais uma vez aos 25 anos, relataram ter experimentado algum tipo de bullying entre os 14 e os 16 anos.

A informação relatada tanto pelas crianças, como pelos pais, registou a frequência com que as crianças foram vítimas de bullying e que tipo de bullying sofreram, que incluíam chamar nomes, ser excluído dos grupos sociais, ser ameaçado de violência ou ser vítima de violência.

Assim como as consequências ao longo da vida, a investigação revela que o bullying afeta o desempenho académico das vítimas enquanto estão na escola secundária e ainda no ensino superior.