Sabe o que fazer em caso de sismo? Exercício ajuda a preparar

Por Bem-estar

Porque a terra, em Portugal, já tremeu e deve voltar a tremer, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) realizar uma vez mais o exercício ‘A TERRA TREME’, um simulacro que se destina a chamar a atenção para o risco sísmico e para a importância de comportamentos simples a adotar em caso de sismo, mas que podem salvar vidas.

É já no próximo dia 5 que, durante apenas um minuto (11h05), os participantes vão ser convidados a realizar três gestos que salvam: baixar, proteger e aguardar.

Aqui, quanto mais, melhor e, por isso, a ANPC convida todos, individualmente ou em grupo, independentemente do local onde se encontrem, a participar. E, para, que esta participação possa ser acompanhada, convida ainda a que façam um registo no site www.aterratreme.pt.

O que fazer antes de um sismo

“Muitas zonas do globo são propensas a sismos e Portugal é um território com zonas particularmente sensíveis a este risco”, confirma a ANPC. “Podemos estar em qualquer lado quando começar um sismo, mas estaremos preparados para enfrentar uma situação deste tipo e recuperar dela rapidamente?”

Porque a resposta nem sempre é positiva, são relembrados os procedimentos a adotar antes, durante e depois de um sismo.

Antes, é importante estar informado sobre as causas e efeitos possíveis de um sismo, assim como criar um plano de emergência, certificando-se de que todos sabem o que fazer.

Desta preparação faz parte a escolha de um ponto de encontro, para o caso dos membros da família se separarem durante o sismo, e a organização da casa, libertando os corredores e passagens, arrumando móveis e brinquedos.

Ter um kit de emergência com uma lanterna, um rádio portátil de dinâmo (sem pilhas), bem como um extintor e um estojo de primeiros socorros é essencial, assim como armazenar água em recipientes de plástico e alimentos secos, para dois ou três dias, incluindo um abre-latas, sem esquecer a comida para os animais de estimação.

Ter à mão, em local acessível, os números de telefone dos serviços de emergência, a lista de contactos de familiares/amigos e cópia dos documentos importantes, assim como a medicação habitual, produtos de higiene pessoal (papel higiénico, toalhitas húmidas e sacos de plástico para fins sanitários) e uma muda de roupa.

Não esquecer dinheiro, um apito, uma máscara anti-pó e o carregador de telemóvel com uma bateria extra.

E durante o sismo?

Aqui, tudo depende do local onde se encontrar. Se estiver em casa ou no interior de um edifício, não se precipite para as escadas. Nunca utilize elevadores e abrigue-se no vão de uma porta interior, nos cantos das salas ou debaixo de uma mesa ou cama.

Mantenha-se afastado de janelas e espelhos e tenha cuidado com a queda de candeeiros, móveis ou outros objetos.

No caso de se encontrar na rua, dirija-se para um local aberto, com calma e serenidade, longe do mar ou cursos de água. Não corra nem ande a vaguear pelas ruas e mantenha-se afastado dos edifícios, sobretudo dos mais degradados, altos ou isolados, dos postes de eletricidade e outros objetos que lhe possam cair em cima.

Se estiver a conduzir, pare a viatura longe de edifícios, muros, taludes, postes e cabos de alta tensão e permaneça dentro dela.

Depois: o pior já passou

Manter a calma tem de ser uma constante. Por isso, e tendo em conta a possibilidade de ocorrência de réplicas, as pessoas não se devem precipitar para as escadas ou saídas. 

Não se deve fumar, nem acender fósforos ou isqueiros, uma vez que pode haver fugas de gás. Deve-se também cortara água e o gás e desligar a eletricidade, usando lanternas a pilhas.

Há que limpar urgentemente os produtos inflamáveis que tenham sido derramados (álcool ou tintas, por exemplo) e não usar o telefone, exceto em caso de extrema urgência (feridos graves, fugas de gás ou incêndios).  

países não protegidos de ameaças de saúde

Mais de 80% dos países sem preparação para epidemias

Por Marque na Agenda

Mais ou menos devastadoras, mortíferas, generalizadas, têm sido muitas e diferentes as epidemias globais. Identificar e quantificar o grau de preparação dos países para as enfrentar é o que propõe um novo site, o primeiro do mundo a fazê-lo, que revela que 80% dos países avaliados não estão preparados para estas ameaças à saúde.

Chama-se PreventEpidemics.org é o primeiro site do género, segundo a informação que partilha, a classificar os países consoante a sua capacidade para encontrar, travar e prevenir doenças.

É através dos dados da Avaliação Externa Conjunta, uma ferramenta de preparação para epidemias, desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde, considerada rigorosa, objetiva e aceite internacionalmente, que se definem as classificações dos países.

E são esses dados que permitem confirmar que mais de 80% dos países avaliados não estão prontos para uma epidemia. Uma situação tanto mais grave se pensarmos, como alerta o site, que no mundo conectado em que vivemos, são apenas necessárias 36 horas para que uma doença infecciosa se espalhe globalmente.

Onde pára o risco de ameaças

Criado e desenvolvido pela Resolve to Save Lives, uma iniciativa da Vital Strategies que se define como uma organização com a missão de salvar vidas através da implementação de diferentes soluções, procurando ainda “ajudar o mundo a prevenir o próximo surto de doenças”, o site “é uma nova fonte de informação” que quer ajudar os cidadãos a perceber se o seu país, ou países vizinhos, estão preparados para localizar, impedir e prevenir epidemias

A sua principal característica é o ReadyScore, que fornece uma medida do grau de prontidão epidémica numa escala de 0 a 100. 

Ainda distante de uma cobertura mundial, o site dispõe já de informação sobre alguns países. É o caso, por exemplo, da Mauritânia que, com uma classificação que não vai além de 38, é uma das nações assinaladas a vermelho, o mesmo é dizer, claramente não preparada.

A esta juntam-se o Mali (35), a Nigéria (39), a Somália (29), Madagáscar (37) ou o Afeganistão (38).

De verde pintado e, por isso, com bons resultados, estão os Estados Unidos (87), a Austrália (92), Omã (84), a Eslovénia (82) ou a Finlândia (86).

A situação nacional

São ainda muitos os países que carecem de classificação. É o caso de Portugal que, de acordo com o site, “não se ofereceu para a realização de uma avaliação externa e transparente da sua capacidade de encontrar, travar e prevenir ameaças de saúde”.

O que significa, segundo a mesma fonte, que “não sabemos se Portugal está preparado para proteger os seus cidadãos de epidemias e outras ameaças de saúde”.