entrar na menopausa

Modelo quer ajudar a prever idade de entrada na menopausa

Por Investigação & Inovação

Apesar de todos os avanços da medicina, há questões básicas que permanecem por responder. Por exemplo, não se consegue ainda dizer às pessoas quanto tempo vão viver e não se é capaz também de a informar as mulheres sobre o número de anos férteis que ainda têm pela frente. No entanto, um novo estudo oferece dados sobre fatores que podem ajudar a prever quando é que a mulher vai entrar na menopausa.

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Desafios sobre os cuidados de saúde na mulher em debate

Por Cancro

A prevenção do cancro do colo do útero e os rastreios pré-natais são temas que vão estar em destaque no Women’s Health Symposium, evento que vai ter a sua 2ª edição no próximo sábado, dia 27, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

A iniciativa, organizada pela Roche, conta com a presença de especialistas nacionais e internacionais para debaterem a evolução e a realidade dos cuidados na saúde da mulher.  

O rastreio do cancro do colo do útero será o tema em análise na primeira parte do simpósio, cobrindo assuntos como os desafios da colposcopia, o papel dos biomarcadores emergentes e a antevisão do rastreio do cancro do colo do útero na próxima década.

Ainda que a introdução da vacina contra o vírus do papiloma humano se tenha configurado como uma nova forma de controlar a doença, o rastreio mantém-se como um elemento essencial na luta contra o cancro do colo do útero, especialmente tendo em consideração que a vacina não cobre todos os tipos de HPV de alto risco.

É por isso que a definição das estratégias de rastreio ganha cada vez mais destaque, tendo em conta que, em Portugal, o rastreio ainda tem uma implementação assimétrica e considerando também a existência de desafios humanos, técnicos e económicos que vão estar em debate no encontro.

Entre eles, a necessidade de aplicar ferramentas para melhor a eficiência do rastreio, a adesão do público-alvo a esse mesmo rastreio, que pode exigir a criação de campanhas de sensibilização ou a aplicação de dispositivos que permitam a autocolheita, algo que já se faz em algumas zonas do País.

Experiência testa autocolheita feita em casa

É na região Centro que se realiza um estudo, com o objetivo de aumentar a participação no rastreio do cancro do colo do útero, através da autocolheita e, desta forma, contribuir para melhor a saúde da mulher.

De acordo com informação partilhada pela Administração Regional de Saúde do Centro, o projeto, designado “Rastreio do Cancro do Colo do Útero em casa”, é dirigido a 800 mulheres, escolhidas aleatoriamente do universo das que não realizam o rastreio há quatro ou mais anos, convidando-as, por carta, a participar.

Caso aceitem,recebem em casa um estojo para a auto colheita de fluido cervicovaginal, que é depois enviado para laboratório, em envelope pré-pago.