testes de personalidade

Há quatro tipos de personalidade. Sabe qual é a sua?

Por Bem-estar

Costumam encontrar-se nas mais nas revistas femininas ou nos livros de autoajuda e menos nos escritos científicos. Incompreendidos pela ciência, que não os tem visto com bons olhos, os testes de personalidade ganham agora um novo estatuto, depois de um grupo de investigadores nos EUA, liderados por um português, ter decidido olhar melhor para eles e identificado quatro tipos. Curioso sobre qual será o seu?

Publicado na reputada revista Nature Human Behavior, o trabalho conclui que existem, de facto, pelo menos quatro tipos de personalidade: a normal, reservada, egocêntrica e a modelo, cada uma das quais associada a diferentes níveis de cinco traços de caráter principais.

Mais de 1,5 milhão de respostas a inquéritos feitos por pessoa de todas as idades e de todo o mundo foram analisados por Luís Amaral e um colega, na Universidade de Northwestern. Com recurso a um algoritmo, as mesmas foram classificadas em diferentes grupos, que acabaram por dar origem a quatro tipos de personalidade.

Normais, reservados, egocêntricos ou modelo

Mas afinal, quais são as características associadas a estas personalidades? Comecemos por aquela que é maioritária, a normal. É verdade, a maioria de nós não vai além da normalidade. O que até nem é mau, se pensarmos que esta descreve uma pessoa agradável e conscienciosa, bastante extrovertida, algo neurótico e mais para o fechado.

Seguem-se os reservados, razoavelmente estáveis ​​em todos os domínios, exceto no que diz respeito à abertura para com os outros.

Temos depois os egocêntricos, que apresentam uma pontuação abaixo da média na abertura, afabilidade e consciência, sendo muito extrovertidos.

Já os que serve de modelo são conhecidos pelos elevados níveis de extroversão, afabilidade e consciência, sendo menos neuróticos que os restantes.

Investigação precisa-se

Apesar do dedo da ciência nestes estudo da personalidade, os especialistas consideram que é preciso mais trabalho, para transformar os resultados em algo útil para a população, como testes a usar por profissionais de saúde mental ou recrutadores.