112: Campanha quer combater ‘falsas’ emergências

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Parece óbvio, mas pelos vistos não é porque, ao contrário do que manda o bom senso, o Número Europeu de Emergência (112) não é usado apenas por motivos de… emergências. Por isso, Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde acabaram de lançar uma campanha que visa sensibilizar para o seu uso responsável.

De acordo com o INEM, estima-se que 70% das chamadas atendidas nos serviços não são verdadeiras emergências. Contas feitas, isso significaria que das 1.368.141 chamadas recebidas em 2017, cerca de 900 mil não diziam respeito a reais emergências, o que, refere a tutela, “consume recursos vitais, aumentando substancialmente o tempo de resposta às verdadeiras emergências”.

É para isso que chega agora a campanha, composta por mensagens simples e diretas, difundidas em diferentes meios (TV, rádio, imprensa, mupis e redes sociais).

“Pretende-se consciencializar os cidadãos para a correta utilização dos serviços de emergência nas suas diferentes vertentes, contando por isso com spots do INEM, PSP, GNR e Bombeiros”, revela o Ministério da Saúde.

Quem atende do outro lado

Só em outubro passado o INEM recebeu mais de 115 mil chamadas, numa média de 1.300 diárias, com situações que podem não configurar emergências efetivas. Por isso, é deixado o apelo: “a sua chamada indevida pode impedir o socorro a quem dele realmente necessita”.

Sempre que é feita uma chamada para o 112, esta é atendida pela PSP e pela GNR, nas Centrais de Emergência. Quando se trata de um problema de saúde, a chamada é encaminhada para os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM.

Nessa altura, deve ser facultada toda a informação pedida, para permitir um rápido e eficaz socorro às vítimas, que inclui o tipo de situação (doença, acidente, parto, etc.), o número de telefone do qual está a ligar, a localização exata e, sempre que possível, com indicação de pontos de referência, o número, o sexo e a idade aparente das pessoas a necessitar de socorro, as principais queixas e as alterações observadas, assim como a existência de qualquer situação que exija outros meios para o local, como a libertação de gases, perigo de incêndio, etc.