Skip to main content Scroll Top

O risco de AVC é maior após um diagnóstico de cancro?

cancro e risco de AVC

Um novo estudo mostra que existe um risco mais alto de acidente vascular cerebral isquémico (AVC) nos três meses seguintes ao diagnóstico de cancro, sobretudo nos casos de cancros do pâncreas e do pulmão.

Uma nova investigação indica que as pessoas com cancro invasivo enfrentam um risco elevado de sofrer um AVC, sobretudo nos primeiros meses após o diagnóstico e especialmente se tiverem determinados tipos de cancro. As conclusões foram publicadas na revista CANCER.

Embora vários estudos tenham demonstrado uma associação entre o cancro e o risco de AVC, os detalhes relacionados com o momento e com os tipos de cancro ainda não são claros. Para isso, os investigadores analisaram informações de dois registos em Israel: o Registo Nacional de Cancro de Israel e o Registo Nacional de AVC de Israel.

A equipa avaliou a incidência de novos AVC isquémicos no prazo de um ano após o diagnóstico em 182.221 adultos com 40 anos ou mais que receberam um primeiro diagnóstico de cancro invasivo entre 2014 e 2021. No geral, houve mais 80% de AVC em doentes oncológicos do que o esperado com base em informações da população em geral, com 62 em cada 10.000 doentes a sofrer um destes eventos.

O risco atingiu o pico durante os primeiros três meses após o diagnóstico, quando os doentes apresentaram uma taxa de AVC 2,5 vezes superior à esperada. As taxas mais elevadas ocorreram em doentes com cancro do pâncreas (uma taxa 5,9 vezes superior ao esperado, com 162 em cada 10.000 doentes) e o cancro do pulmão (uma taxa 3,9 vezes superior). Os cancros da mama e da próstata não foram associados a um maior risco.

Comparativamente com a população em geral, o risco pareceu ser especialmente elevado nos doentes mais jovens e naqueles com cancro avançado.

“As nossas descobertas identificam os primeiros meses após o diagnóstico de cancro como um período crítico de alto risco de AVC isquémico”, afirma a autora correspondente Carmit Libruder, da Universidade de Haifa, em Israel. “A variação acentuada entre os tipos de cancro, com elevações de risco particularmente pronunciadas nos cancros do pâncreas e do pulmão, realça a importância de identificar os doentes que podem beneficiar de uma avaliação mais rigorosa do risco cerebrovascular.”

Crédito imagem: Unsplash

Posts relacionados