DGS apela à vacinação contra o sarampo

DGS apela à vacinação para o sarampo

Por País

Têm sido – e continuam a ser – vários os surtos de sarampo em alguns países da Europa. Se juntarmos a estes a facilidade e aumento da circulação das pessoas e a existência de baixas coberturas vacinais contra a doença em vários países do Velho Continente, o risco de importação de casos para Portugal é grande. Um alerta da Direção-Geral da Saúde (DGS), que apela à vacinação.

E apesar de Portugal ter o estatuto de eliminação do sarampo, conferido pela Organização Mundial da Saúde, desde 2015, nos últimos dois anos têm sido vários os surtos, também por cá, ainda que com origem em casos importados.

Nestes surtos, vários têm sido os casos de pessoas com a vacina. De acordo com a DGS, nestas “a doença apresenta um quadro clínico mais ligeiro e com muito baixa probabilidade de contágio (conhecida como sarampo modificado)”.

O formato clássico da doença, esse surge em pessoas sem a vacina, caracterizando-se por um quadro clínico que pode ser grave, com complicações que podem mesmo levar à morte e com muita probabilidade de contagiarem terceiros.

Casos importados na origem dos surtos nacionais

Em 2018, 93% dos casos de sarampo diagnosticados em território nacional estiveram associados a surtos, com a origem da infeção a ter início em casos importados de outros países, entre os quais Itália, França, Uganda/EUA, República Checa e Ucrânia. 

Segundo explica a DGS, um elevado número de casos ocorreu em profissionais de saúde que, apesar de vacinados, têm um elevado nível de exposição, isto é, prestam cuidados durante longos períodos de tempo a casos de sarampo.

Coberturas vacinais a crescer

Em Portugal, as coberturas vacinais têm crescido ao longo do tempo, não só nas crianças, mas também entre os adultos, o que permite que Portugal mantenha a imunidade de grupo, apesar de ainda existirem algumas bolsas de pessoas suscetíveis.

adultos beneficiam de rotina do sono

Não, não são só as crianças que beneficiam de uma rotina de sono

Por Bem-estar

Se acha que ter rotinas na hora de dormir é só uma coisa para os mais pequenos, pense novamente. O “faz o que eu digo mas não faças o que eu faço” tem um preço para os adultos, garante um novo estudo, que confirma que não bastam as oito horas de sono diárias para ter corpo e mente sãos. É preciso também um horário regular.

O custo de não o fazer é pago pela saúde cardíaca e metabólica, sobretudo entre os adultos mais velhos.

Investigadores do Duke Health e do Duke Clinical Research Institute analisaram 1.978 adultos idosos e verificaram que as pessoas com padrões de sono irregulares pesavam mais, tinham mais açúcar no sangue, pressão arterial mais alta e um risco superior de enfarte ou acidente vascular cerebral num período de 10 anos do que aqueles que dormiram e acordaram todos os dias à mesma hora.

Os primeiros eram ainda mais propensos a relatar depressão e stress do que os restantes.

Horário de sono ajuda a identificar risco

“A partir do nosso estudo, não é possível concluir se a irregularidade do sono resulta em riscos para a saúde ou se são as condições de saúde que afetam o sono”, explica Jessica Lunsford-Avery, professora assistente em psiquiatria e ciências comportamentais e autora principal do estudo. “Talvez estas coisas todas estejam a ter impacto umas nas outras.”

Ainda assim, os dados sugerem que fazer o horário do sono pode ajudar a identificar pessoas em risco de doença.

Sarampo é ameaça grave para bebés, crianças pequenas e adultos jovens sem a vacina

Por Saúde Infantil

Com o mais recente surto de sarampo ainda bem presente na mente dos portugueses, um estudo do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) veio confirmar que há (boas) razões para apostar na vacinação. É que a grande maioria dos casos da doença na Europa foram diagnosticados em pessoas sem a vacina, sendo muito elevado o risco de mortalidade para as crianças menores de dois anos.

O trabalho, apresentado no 28.º Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas por Emmanuel Robesyn, um dos seus autores, analisou os dados existentes e procurou determinar as eventuais diferenças entre os indivíduos mais jovens e as populações mais velhas infetadas com a doença.

Foram avaliados todos os 37.365 casos de sarampo notificados ao ECDC entre 1 de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2017, tendo sido verificado que 81% de todos os casos eram de pessoas sem a vacina, tendo a maioria das situações ocorrido em Itália, na Roménia, Alemanha, Holanda e Reino Unido.

Ainda de acordo com o estudo:

  • 33% dos doentes foram hospitalizados;
  • 11% tiveram pneumonia;
  • 81% envolveram maiores de dois anos;
  • dos restantes 19%, verificou-se que 9% tinham um ano e 10% tinham menos de um ano.

A taxa de doentes que morreram destacou o impacto que o sarampo teve nas populações mais jovens. A análise do ECDC mostra que um em cada 1.000 doentes morreu e, destes, a maioria foi nas populações mais jovens. De facto, as crianças de um ano tiveram seis vezes mais probabilidade de morrer vítimas da doença, em comparação com os de dois anos ou mais. No caso dos menores de um ano, o risco aumentou para as sete vezes.

Fim do sarampo

A Organização Mundial de Saúde estabeleceu metas para a eliminação do sarampo e da rubéola, sendo uma das principais ações para atingir esses objetivos a manutenção de elevadas taxas de imunização.