viajar

Viajar durante e após a gravidez: tudo o que deve saber

Por Marque na Agenda

Com o desconfinamento a decorrer e a possibilidade de criar planos para sair de casa, aos poucos, já se começa a pensar nas viagens pelo mundo e nas escapadinhas em Portugal que estão por vir. As futuras mamãs não são exceção. Por isso, a masterclass da Mamãs e Bebés, que irá decorrer no dia 14 de abril, às 18h00, oferece todas as dicas para um excelente início de desconfinamento e recomendações para quem planeia viajar com o seu bebé. A sessão será online e totalmente gratuita para todas as grávidas. 

Ler Mais

saúde oral na gravidez

Falta de cuidados de saúde oral na gravidez pode afetar o bebé

Por Bem-estar

Gengivites (inflamação das gengivas) e periodontites (inflamação dos tecidos duros e moles que envolvem os dentes) são alguns dos problemas de saúde oral na gravidez que podem levar mesmo a que o bebé nasça prematuro ou com baixo peso.

O alerta é feito por João Braga, médico dentista do grupo Best Quality Dental Centers (BQDC), que reforça a importância de um cuidado redobrado com a saúde oral das grávidas.

“A principal causa da gengivite (inflamação das gengivas) na gravidez é a existência de placa bacteriana, e não a alteração hormonal como se pensa popularmente”, explica o médico.

“A gengivite, se não for tratada, pode evoluir para uma periodontite que, por sua vez, pode provocar a perda dentária”, acrescenta, chamando ainda a atenção para o aumento da sensibilidade dentária nesta fase da vida da mulher.

E isto porque “a cavidade oral é mais exposta ao ácido gástrico, devido ao aumento da possibilidade de refluxo gastroesofágico e vómitos. A presença dos sucos gástricos na boca (ácidos) potência a erosão do esmalte dentário e, consequentemente, favorece o aparecimento da cárie dentária”.

Gestos simples, mas que fazem a diferença

Os cuidados de saúde oral na gravidez são essenciais. E nem são assim tão exigentes. João Braga dá alguns conselhos importantes a este nível, como “consultar o médico dentista (antes de engravidar e durante a gravidez) para um diagnóstico e tratamento completo, escovar os dentes no mínimo duas vezes por dia durante, pelo menos, dois minutos, usar o fio dentário, fazer uma dieta equilibrada e (no pós parto) evitar a partilha da colher com o bebé para que não haja transmissão de bactérias”.

O especialista aproveita ainda para descansar as mulheres que se encontram a “fazer algum tratamento médico-dentário, mesmo com anestesia”. Para estas, garante, não há “nada que temer. É apenas aconselhado que não faça radiografias sem a devida proteção do abdómen e, no primeiro trimestre, devem-se evitar procedimentos demasiado invasivos”.

“A melhor atitude é sempre a prevenção e o diagnóstico precoce para evitar males maiores e de mais difícil resolução.”

bebé a dormir

O bebé ainda não dorme e noite toda? Isso não é preocupante, garante estudo

Por Saúde Infantil

O sono do bebé é uma das maiores dores de cabeça dos pais. E ainda que muitos já durmam uma noite inteira entre os seis meses e o ano de vida, não o fazer não significa problemas. A garantia é dada agora por um novo estudo.

Muitos são os pais, sobretudo os de primeira viagem, que esperam que o seu bebé comece a dormir a noite inteira por volta dos seis meses. De facto, isso pode acontecer, mas os autores de um estudo publicado na edição de dezembro de 2018 da revista científica Pediatrics confirmam que uma grande percentagem ​​não alcança esse marco nem mesmo com um ano.

A equipa, liderada pela McGill University, avaliou cerca de 400 crianças que não dormiam seis ou oito horas consecutivas, em busca de problemas de desenvolvimento psicomotor e mental, e não encontraram nenhuma associação. Não foi também encontrada relação entre bebés acordados à noite e o humor pós-natal das suas mães.

Mais de três em cada 10 bebés não dorme a noite toda

A avaliação, feita junto de crianças canadianas, verificou que, aos seis meses de idade, de acordo com relatos de mães, 38% das que apresentavam desenvolvimento de acordo com a norma ainda não dormiam pelo menos seis horas consecutivas durante a noite; mais de metade (57%) não dormia oito horas.

Aos doze meses, 28% ainda não dormiam seis horas seguidas à noite e 43% não dormiam oito horas.

A análise seguinte centrou-se sobre as diferenças entre os meninos e as meninas. E, aqui, os investigadores encontraram uma diferença: aos seis meses, havia uma percentagem ligeiramente superior de meninas a dormir  oito horas seguidas. (48% vs. 39%). 

Mais educação sobre o sono do bebé precisa-se

Dormir durante a noite toda entre os seis e os doze meses é geralmente considerado o ‘padrão de ouro’ nos países ocidentais. De facto, são muitos os pais que fazem o chamado ‘treino comportamental de sono’ junto do seu bebé, para encorajar os mais pequeninos a dormir.

Mas Marie-Hélène Pennestri, especialista do Departamento de Psicologia Educacional e de Aconselhamento da McGill University e da Clínica do Sono do Hospital de Saint-Riviere-des-Prairies, uma das principais autoras do estudo, espera que estes resultados possam aliviar algumas preocupações dos pais.

“As nossas descobertas sugerem que os pais podem beneficiar de mais educação sobre o normal desenvolvimento e ampla variabilidade nos ciclos de sono e vigília dos bebés, em vez de se concentrar apenas em métodos e intervenções.”

“A privação do sono materno é frequentemente invocada para justificar a introdução de intervenções comportamentais precoces, mas pode ser que as expectativas das mães de se manterem acordadas à noite, juntamente com o número total de horas que dormem ao longo do dia possam ser melhores preditores do bem-estar materno. É algo que deverá ser considerado em estudos futuros.”