conhecimento sobre suporte básico de vida

Conhecimento sobre suporte básico de vida deixa a desejar entre os portugueses

Por País

É uma manobra fundamental nas situações em que existe uma paragem cardíaca, com grande impacto no futuro de quem dela sofre. Mas saberão os portugueses quais os fundamentos para o suporte básico de vida? Esta é a pergunta a que um novo estudo quis dar resposta.

Publicado na Acta Médica Portuguesa, o trabalho procura também avaliar a associação ao treino/educação prévia e a autoperceção do conhecimento sobre este tema, assim como a opinião sobre as necessidades de treino quando em causa está o suporte básico de vida.

Manobras que são tanto mais importantes se tivermos em conta que uma das principais causas de morte na Europa é a paragem cardíaca súbita, que afeta 55 a 113 pessoas por cada 100 mil habitantes, isto todos os anos.

Falta evidente de conhecimento

De acordo com o European Resuscitation Council, a reanimação cardiopulmonar feita por não profissionais aumenta duas a quatro vezes a taxa de sobrevivência, reforçando, por isso, a importância do suporte básico de vida.

Socorrendo-se de uma amostra de 655 pessoas, os participantes foram convidados a responder a um questionário com 21 questões, que permitem concluir que há uma falta de treino e conhecimento na população em geral sobre o suporte básico de vida.

No geral, a maioria dos entrevistados demonstrou uma evidente falta de conhecimento, com apenas uma pequena percentagem (15,3%) a conseguir mais do que 70% no que diz respeito ao conhecimento global.

Mais da metade dos participantes (55,4%) sabe posicionar as mãos para fazer as compressões torácicas, mas apenas 20,9% conhecem a frequência e 13,4% a profundidade correta.

Para as questões técnicas, um número relevante de participantes (variando de 15% a quase 50%, dependendo da questão) escolheu o “não sabe”.

Os participantes reconhecem que o seu conhecimento em suporte básico de vida é residual ou baixo e estão motivados a participar em cursos de treino e/ou revalidação.

Resultados que levam os especialistas envolvidos no trabalho a considerarem ser necessário reforçar o treino prático e regular de suporte básico de vida, idealmente no local de trabalho e no início da vida.

Envolvimento dos doentes é uma das armas no combate ao Lúpus

Por Marque na Agenda

O conhecimento é uma das melhores armas no combate às doenças. É em nome desse conhecimento e de uma informação que se quer que chegue a cada vez mais pessoas que a Unidade de Imunologia Clínica do Centro Hospitalar do Porto (CHP) decidiu assinalar o Dia Mundial do Lúpus.

Esta quinta-feira (10 de maio), para além de uma palestra de sensibilização, que irá decorrer no Salão Nobre do Hospital de Santo António, no Porto, segue-se uma largada de balões no Palácio das Sereias (Casa Madalena de Canossa).

“Aproveitamos este dia para sensibilizar as pessoas e os doentes a envolverem-se mais. Porque quanto mais a população e o doente souber sobre a doença, mais se pode ajudar a si e ao médico”, refere Carlos Vasconcelos, internista e fundador da Unidade de Imunologia Clínica do CHP.

“O doente tem o direito, mas tem também o dever de estar bem informado e de ajudar o médico.”

Porque embora a evolução tenha sido grande nos últimos anos, passando-se, confirma o especialista, do tradicional comentário “o sr. doutor é que sabe” para um crescente envolvimento na decisão clínica, a verdade é que é ainda grande o desconhecimento.

Lúpus, uma doença sistémica

O Lúpus é uma doença autoimune, em que o sistema imunitário, que normalmente protege o nosso corpo, se vira contra si próprio e o ataca, provocando inflamação e alteração da função do sistema afetado.

É uma das doenças de interesse do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, que a descreve como uma doença sistémica, ou seja, capaz de afetar muitos órgãos e sistemas diferentes, sobretudo elementos do sexo feminino (é oito a dez vezes mais afetado) em idades férteis.