No Dia Mundial do AVC, SPAVC desafia os portugueses a dançar

Por Bem-estar

No âmbito do Dia Mundial do AVC, que se assinala esta quinta-feira, a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) junta-se à campanha internacional da Organização Mundial do AVC (WSO), “Junte-se ao movimento para prevenir o AVC”, e alerta para que uma em cada quatro pessoas irá sofrer um AVC ao longo da vida e que a adoção de medidas de prevenção pode contribuir para diminuir o risco e número de vidas perdidas todos os anos.

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Porque é que a dança ou o ténis ajudam a saúde

Por Bem-estar

Já sabemos que na receita para uma vida mais saudável tem de entrar a atividade física. Mas será que estamos a praticar o tipo certo de exercício? As autoridades de saúde britânicas garantem que não e explicam porque é que a dança, o ténis ou andar de bicicleta são a escolha certa.

É da Public Health England e do Center for Aging Better, ambos britânicos, que vem o alerta e a confirmação: as atividades de garantem o fortalecimento e equilíbrio dos músculos e ossos são essenciais para a saúde dos adultos, sobretudo os maiores de 65 anos.

De resto, uma força muscular reduzida aumenta em 76% o risco de queda nos mais velhos, tornando três vezes maior a probabilidade de voltar a acontecer.

As atividades de fortalecimento e equilíbrio não só ajudam a evitá-las, como melhoram o humor, os padrões de sono, aumentam os níveis de energia e reduzem o risco de uma morte prematura.

A receita para prolongar a juventude

E que atividades são estas, perguntará o leitor? As autoridades britânicas deixam a lista, composta por jogos com bolas, desportos praticados com raquetes, dança, treino de resistência (sobretudo com pesos, mas que inclui exercícios de peso corporal que podem ser realizados em qualquer lugar), a realizar pelo menos duas vezes por semana.

Alison Tedstone, uma das investigadoras do Public Health England, salienta que “estamos todos a viver mais e este conjunto de atividades físicas vai ajudar-nos a ficar bem na juventude e a permanecermos independentes à medida que envelhecemos”.

“Pode também ajudar a aliviar aqueles momentos difíceis ou que mudam a vida, como a gravidez, menopausa, início ou diagnóstico de doença, reforma e recuperação após a hospitalização.”

A atenção não pode ser dada apenas ao exercício aeróbico, salienta Jess Kuehne, outro dos investigadores. “Existe um potencial significativo de poupança para os serviços de saúde e assistência social se fizermos mais para promover o fortalecimento muscular e equilibrar as atividades e reconhecermos o seu papel para ajudar a manter as pessoas saudáveis ​​e independentes por mais tempo, sobretudo à medida que envelhecem”.