diabetes causa problemas orais

Diabéticos têm maior risco de problemas orais

Por | Bem-estar

Afecta cerca de 177 milhões de pessoas em todo o mundo e a Organização Mundial de Saúde prevê que este número duplique até 2030. Falamos da diabetes, uma doença que traz consigo várias complicações, muitas das quais problemas orais, alerta Ricardo Faria Almeida, médico dentista da Best Quality Dental Centers (BQDC), no âmbito do Dia Mundial da Diabetes, que se assinala no próximo dia 14.

Cerca de 75% dos doentes diabéticos têm problemas orais, entre os quais a xerostomia, risco aumentado de cárie dentária e, com maior incidência, presença de problemas periodontais.

De facto, confirma o especialista, “a doença periodontal é considerada a sexta complicação da diabetes. E encontra-se bem documentado na literatura que indivíduos com diabetes mellitus têm um elevado risco de sofrerem de doença periodontal”.

Mas, acrescenta, “não é só a prevalência da doença periodontal que está aumentada em indivíduos diabéticos, mas também a sua progressão e severidade, que é mais rápida e agressiva. De notar que a periodontite é uma doença que tem consequências graves na gengiva, levando, no limite, à perda de dentes causada pela fragilidade óssea”.

Visita regular ao dentista é obrigatória

Não só a diabetes, considerada mesmo a epidemia do século XXI, leva à doença periodontal, como também esta agrava o estado da diabetes, “uma relação cíclica que se não for tratada não tem fim”, reforça o médico.

Por toda esta relação óbvia, o especialista da BQDC deixa um conselho: “é imperativo que todos os doentes diabéticos visitem o seu médico dentista com maior frequência de que um indivíduo saudável, pois um paciente diabético tratado periodontalmente tem menor risco de desenvolver problemas orais (como a perda de dentes) e apresenta um melhor controlo metabólico da sua diabetes, ou seja, melhora o seu estado da diabetes”.

cuidados nas férias com a saúde oral

O risco e os perigos de dar férias à saúde oral

Por | Saúde Oral

Verão é sinónimo de férias, de descanso, de dias de lazer. E ainda que se mudem as rotinas, não se devem descurar os cuidados no que à saúde oral diz respeito. O melhor é seguir o conselho de João Carlos Ramos, médico dentista da Associação Best Quality Dental Centers (BQDC): “não dê férias à sua saúde oral”.

O especialista explica porquê: “a alteração sazonal de hábitos alimentares ou lúdicos pode iniciar ou agravar alguns sinais e sintomas de determinadas patologias”. E a última coisa que se quer é ir de urgência ao dentista. 

Tudo começa com os hábitos alimentares. “O maior consumo de refrigerantes ácidos açucarados, de gelados, de saladas temperadas com vinagre ou limão, de mais frutas e sumos naturais, muitos deles acídicos, de bebidas isotónicas energéticas, muitas vezes associadas à prática desportiva, ou até mesmo de determinados cocktails em momentos sociais, pode ser lesivo e criar condições para o aparecimento ou agravamento de problemas dentários”, refere o especialista.

Um destes problemas é a “erosão (corrosão) dentária, desgaste provocado por causas químicas internas e/ou externas, que é um dos problemas dentários mais comuns e muitas vezes subdiagnosticado”, com qualquer coisa como “quase 30% da população adulta europeia a sofrer de desgaste dentário (esta prevalência tem vindo a aumentar e pode até assumir valores mais significativos em determinados escalões etários)”.

Isto porque, refere o médico, “a ingestão de alimentos e bebidas acídicas provocam uma desmineralização dos tecidos duros dos dentes (nomeadamente do esmalte, mas também do cemento e dentina, quando expostos), com diminuição da sua resistência e dureza, criando condições para a sua perda progressiva”.

Para evitar que isto aconteça, não tem de abdicar do divertimento em férias, mas tentar reforçar os cuidados: “reduzir a exposição aos fatores etiológicos, aumentar a resistência dos tecidos dentários à desmineralização e reduzir o desgaste mecânico provocado pela escovagem, mastigação ou mesmo hábitos parafuncionais como ‘apertar os dentes’ ou roer as unhas, por ex.”.

O que fazer para proteger a saúde oral

Se tem alguns dos sintomas ou doença acima descritos, “deve evitar este tipo de alimentos e bebidas, ou pelo menos minimizar o seu consumo e os seus efeitos”, explica João Ramos, que para isso deixa outros conselhos.

“Por exemplo, quando consome bebidas acídicas, como um simples sumo de laranja ou limonada, deve fazê-lo com recurso a uma ‘palhinha’, o que só por si reduz o contacto e o efeito na superfície dentária”.

Durante o exercício físico, se consumir bebidas acídicas, “deve terminar com um golo ou dois de água simples, que deve manter na boca durante alguns segundos”.

A estes cuidados juntam-se outros como evitar “escovar os dentes de imediato, pois aumenta-se o risco de desgastar os tecidos dentários por abrasão mecânica da escova e da pasta. Deve-se esperar que a saliva neutralize e remineralize, se possível, os tecidos desmineralizados superficialmente (pelo menos 30 minutos). Por outro lado, pacientes de elevado risco de erosão e desgaste dentário podem usar escovas e pastas menos abrasivas e com maior concentração de flúor”.

Escovar os dentes, mesmo fora de casa

Para quem tem por hábito trocar a comida caseira pela ida ao restaurante, este não deve ser um motivo para deixar a higiene oral em casa. “Pelo contrário”, reforça o médico dentista.

“Podem socorrer-se de kits de viagem mais pequenos, podem também mastigar uma pastilha elástica neutra e sem açúcar (ou até mesmo contendo fosfato de cálcio) durante alguns minutos, que promove alguma limpeza mecânica e estimula a secreção salivar e/ou até efetuar bochechos com elixires apropriados (fluoretados). Importa referir que nenhum destes procedimentos complementares substitui a correta escovagem e passagem do fio dentário.”

Fundamental é ainda, antes da ida para férias, agendar uma consulta com o dentista, para “todos os pacientes e mormente para aqueles que já possuem os problemas diagnosticados”.

Crianças a brincar numa escola

Saúde oral vai integrar os currículos escolares

Por | Saúde Infantil

Integrar a saúde oral nos currículos escolares e no dia-a-dia das crianças e jovens e, desta forma, envolver as famílias e a comunidade, fazendo com que a informação e as ações sobre esta temática cheguem mais longe é o objetivo da parceria assinada entre a Direção-Geral da Saúde e a Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano Nacional de Leitura 2027 e a Egas Moniz – Cooperativa de Ensino Superior.

Através da criação de diversos materiais, como livros, jogos, manuais, músicas, cartazes e outros, disponíveis nas bibliotecas da Rede de Bibliotecas Escolares, o projeto SOBE (Saúde Oral Bibliotecas Escolares), desenvolvido no âmbito do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, tem contribuído para a promoção da saúde e da literacia nesta área. E quer agora ir ainda mais longe.

Maioria dos menores de seis anos nunca visitou um especialista em saúde oral

Um passo importante, sobretudo tendo em conta que, de acordo com os dados do mais recente Barómetro da Saúde Oral, uma iniciativa da Ordem dos Médicos Dentistas, 60,6% dos menores de seis anos nunca visitaram um médico dentista, isto apesar de a maioria dos portugueses ter a perceção de que os dentes de leite precisam de ser tratados.

Dos 39% de famílias que já levaram os menores de seis anos ao médico dentista, 64% não utilizaram o cheque dentista, com uma elevada percentagem (26%) a admitir não o ter feito por desconhecimento da modalidade de pagamento.